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O [zaptlogs] é um projeto de pesquisa vinculado ao Projeto Zapt do TRAMSE / UFRGS. Tem como objetivo a formação de uma comunidade de pesquisadores onde a inserção das tecnologias educacionais informatizadas no trabalho dos educadores ocorre de forma crítica e com ênfase na autoria e na autonomia. blogs do grupo
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08/06/2003 |
Quarta-feira, Abril 07, 2004
# [reiniciando algumas atividades] Enfim, depois de um grande recesso, começamos a fase II do [zaptlogs]. Parte de fevereiro e março foram as férias. Abril é o tempo de avaliar e reconstruir alguns caminhos. Hoje tivemos nossa primeira reunião com o grupo que fará parte desta fase do [zaptlogs]. Fase de consolidar os projetos, de se reorganizar o que já construimos e de propor novidades.
Nos propusemos duas questões: - uma olhada sobre a nossa trajetória, tanto individual como de grupo. - o lançamento de idéias, questões, desejos para 2004. Esporos dos nossos projetos. [19:23] [ Su] [link] [ | ] Terça-feira, Abril 06, 2004
# Aquele Bicho Chamado Computador Normalmente o meu processo de aprendizagem é um pouco demorado, porque necessito ver/toca/anotar os passos para compreeder o que esta sendo ensinado, ou seja, necessito de um trabalho individual para começara "pegar a manha" e depois seguir sozinha. Com isso a minha aprendizagem sobre a utilização das tecnologias e principalmente do Blog foi um processo que se deu aos poucos durante um ano mais ou menos até eu conseguir compreender um pouco dessa ferramenta - que ainda estou desvelando a cada dia. Comecei a ter acesso ao computador quando entrei na Faculdade de Educação e fui obrigada a entregar todos os trabalhos digitados. Sei que é importante compreendermos as tecnologias. Também sei que para estar aqui nesse espaço de saber/poder tinha que me adequar as exigencias mesmo que fosse "na marra", o uso das tecnologias devem ocorrer num processo prazeroso, mas muitas vezes não é o que acontece, pois as tecnologias de hoje e principalmente o computador e a Internet são muito dinâmicos mas se esquece que as pessoas não andam com a mesma velocidade que as novas tecnologias exigem e necessitam - somos apenas humanos. Só que esquecem-se que muitas das pessoas que conseguem estar nesse espaço privilegiado não tem acesso a essa tecnologia - ela ainda é acessível a poucas pessoas. No inicio corria para o LIES que ainda ficava no 8º andar da FACED e depois mais tarde passou para o 10º andar. Lá passava manhãs, tardes (quando não tinha aula) e as noites (muitas vezes tinha que ser empurrada pelo administrador Julio que constatava no seu relógi que já erra 10 horas - isso ainda quando o Lies fechava a essa hora) tentando realizar os meus trabalhos e consequentemente perder o medo daquele "bicho" chamada computador. Nessa época comecei a fazer pesquisa com a professora Carmen Machado e tinha que aprender a mexer no tal. Era um parto ter que tocar naquele computador. Ah! E então quando ele resolvia fechar dizendo que ouve uma falha e eu perdia todo o trabalho digitado daquele (uma poucas folhas, já que eu não tenha a habilidade de usar todos os dedos da mão para digitar - e ainda não tenho). Era um Deus me acuda quando ele dizia que iria fechar e eu não tinha salvado, mesmo que a Carmen tivesse me dito várias e várias vezes para sempre salva no computador ou no disquete. Que eu não sabia o que era e também não perguntava. Mas a cabeça dura, não ouvia, aliás até ouvia mais como é difícil aceitar e principalmente dizer que não se sabe algo, ainda mais quando se trata de ferramentas básicas do computador (que qualquer criança de 5 anos de classe média hoje domina). Assim começou a minha caminhada nesse processo de dicifração e depois de aprendizagem das tecnologias. É tocando/mexendo/fuxicando que se aprende a navegar nesse bicho. Um abraço, Sônia [19:35] [ Sônia] [link] [ | ] # Resistência Reflexiva Pensar o uso de tecnologias informatizadas na educação constitui-se um grande desafio, pois este tema sempre causou-me incômodo e resistência. Num país de tantas carências, onde a escola pública, que atende a maioria de nossa população, vive a falta de tantas coisas essenciais, o computador fica em segundo plano. Aliado a isso, nas escolas onde trabalhei , quando existia compuatador, seu uso era privilégio de um pequeno grupo de eleitos. Não raro discuti esse fato e hoje, me pergunto o quanto isso representa uma privatização do público, dentro do público. Agregaria ainda, o fato de nas escolas ocorrer um uso meramente instrumental da tecnologia, esvaziado de qualquer processo reflexivo. Presente também estava, a idéia do estímulo a uma prática isolacionista, que servia como uma luva aos interesses hegemônicos do neoliberalismo. Portanto, aceitar ser campo de uma pesquisa ligada as tecnologias informatizadas configurava-se um grande desafio: pensar e viver os blogs como um espaço de possibilidades de autonomia, autoria e partilha de conhecimento. Nesse processo, da resistência imediata, da aprendizagem instrumental e aplicativa, da automatização de procedimentos, da irritação , ocorre uma metamorfose que tem como marco o comentário de um desconhecido em meu blog pessoal. Esse fato gerou uma torrente de pensamentos e sensações, que foram da invasão à real dimensão do público no tocante aos blogs. Isso redimensionou a amplitude dessa tecnologia, dando novos contornos às minhas reflexões e transformando a aplicação em implicação. Levei a proposta dos blogs a outros grupos e ao lado de meus senões passa a existir o reconhecimento das possibilidades que pode trazer o uso do blog na educação, como um meio, um espaço de partilha de conhecimento e da constituição de autonomia e autoria, dependendo é claro, do uso que dele possamos fazer. É desde esse movimento, que partilho aqui meu processo e a idéia das possibilidades de um espaço contra hegemônico que podemos constituir através dos blogs. [13:44] [ Mara] [link] [ | ] Segunda-feira, Abril 05, 2004
# [relatando a experiência de estudar e aprender...] Como estudo e aprendo? Por muito tempo estudei por “obrigação”. Como assim? Com sete ou oito cadeiras obrigatórias no meu curso (Pedagogia-Séries Iniciais) me via sem muito tempo para estudar o que desejava e me dava prazer. Assim, como um "robozinho", via-me obrigada a ler os polígrafos escolhidos pelas professoras e professores. Até aqui li muito por obrigação, e tbém aprendi muito por ser “obrigada” a ler. Não que os professores fossem me chicotear caso a leitura não estivesse feita, mas é que não era justo principalmente comigo ir boiando para as aulas. Muitas vezes a leitura era feita de forma “dinâmica” ou de uma forma em que pudesse não me culpar por não ler, o "ler por ler". Vendo esta minha trajetória percebo que tenho necessidade de aprender a estudar. Por isto perguntei à Su como ela estuda e aprende. Quero sair do nível dos “achismos” e começar a lapidar melhor o meu conhecimento, aprendendo o que me interessa. Quero que as informações se tornem um conhecimento organizado em meu cérebro. Pena não existir uma máquina em miniatura para ser instalada nos cérebros de todos que querem aprender. Resumindo: agora, normalmente, folheio uma primeira vez o que tenho que ler (é que sou curiosa e assim já terei de antemão uma idéia do que trata o texto). Depois desta visão geral vou lendo os textos e sublinhando, anotando as palavras e idéias chaves ao lado dos parágrafos. Já tentei fazer fichas de leitura, mas demoro muito, parece que não consigo selecionar muito as informações, que tudo é importante! Então desisti de fazer isto. Penso que preciso reler de novo o que a Su escreveu para poder re-pensar novos modos de estudar/aprender. Quero me desafiar a fazer isto. Quero também parar mais em casa, ler mais. Uma coisa que a Su falou e que acho que é mesmo super importante é reler os livros, capítulos... confesso que quase nunca faço isto, talvez esteja aí o maior problema! Quanto mais lermos algum material mais “coisas” deste material serão pensadas, problematizadas, aceitas e/ou rechaçadas... A segunda, terceira, quarta... leitura nos trará novas idéias e jeitos de pensar, novos enfoques... é isto que quero buscar! Estou fazendo um Seminário como aluna PEC aqui do PPGEDU, acho que preciso me centrar nas leituras deste seminário! Me aprofundar, repensando a partir daí (e dos demais temas que me interessam) os modos de fazer do estudo uma constante aventura!!! Bjs [18:07] [ Viviane] [link] [ | ] |