|
| ||||||||
|
|
|
O [zaptlogs] é um projeto de pesquisa vinculado ao Projeto Zapt do TRAMSE / UFRGS. Tem como objetivo a formação de uma comunidade de pesquisadores onde a inserção das tecnologias educacionais informatizadas no trabalho dos educadores ocorre de forma crítica e com ênfase na autoria e na autonomia. blogs do grupo
projetos do grupo
blogs edu
links & blogs
listas de discussão
chat
experiências
arquivos
08/06/2003 |
Sexta-feira, Outubro 31, 2003
# O blog Relendo os Clássicos é um dos espaços de comunicação, partilha e reflexão do grupo que participa do Seminário Avançado Relendo os Clássicos Brasileiros,que integra o TRAMSE, ministrado pela professora Carmen Machado. O objetivo, pelo menos inicial, é de que o blog facilite a comunicação entre os participantes do seminário, visto que o processo de email estava apresentando alguns problemas. Mas, outros podem ser também levantados aí, como por exemplo, não só aplicar o que estou aprendendo com a Su e com vocês, como também, implicar-me nesse processo, partilhando esse conhecimento com outros colegas. Ao mesmo tempo, emergem algumas contradições: Se por um lado insisti no uso do blog, que tem uma dimensão pública para além do grupo do seminário, por outro lado deixei de fora os comentários, o que restringe o acesso aos que integram o seminário. O aplicar e do implicar-se. Levar estas questões ao grupo e observar esse processo, com certeza será bem interessante. [02:42] [ Mara] [link] [ | ] Quarta-feira, Outubro 29, 2003
# Até que em fim! Tô roubada. Não tem mais desculpa. Passamos a trabalhar "full time"! É só entrar em rede e se vai o tempo do descanso e do lazer. Parece que "sofro", ou sofremos de uma compulsão pelo trabalho! Mas, afinal, somos seres pensantes, não? Carmen, em dia de leituras ... [23:04] [ Carmen Lucia] [link] [ | ] Segunda-feira, Outubro 27, 2003
# [que tal participarmos?] Amanhã, dia 28/10, às 9h30, na sala 1 do site www.escola2000.org.br , será realizado um chat sobre Projetos de Aprendizagem, com a presença de professoras do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, que vêm desenvolvendo importantes projetos com seus alunos. Dêem uma olhada no site e bloguem suas impressões :) [15:06] [ Su] [link] [ | ] # [as TEI na escola e a questão do público/privado] No sentido de comentar as reflexões postadas pela Mara, gostaria de levantar as duas questões que entendo serem as principais no seu post e colocar alguns pensamentos meus, ainda que de forma incompleta. Uma se refere a influência / implicação da tecnologia e seus usos na cognição humana e nas formas de aprender e se relacionar com o conhecimento. Outra questão é um possível novo estatuto de público/privado na sua intersecção com o uso de tecnologias. De modo geral, o computador e a internet são vistos como ferramentas que podem facilitar certas tarefas ou ampliar as faculdades humanas quando necessário. Não faz muito tempo que chegou ao debate a possibilidade destes meios alterarem a ecologia do ambiente onde estão inseridos e colaborarem para definir novas relações com o saber e novas relações entre as pessoas. Assim, vem se estabelecendo toda uma teorização sobre o aprender ligado a utilização das TEI. Nesta perspectiva, construir conhecimento é organizar compreensivamente as relações entre os conceitos formados a partir das experiências vivenciadas. E isso acontece de forma não linear, segue os caminhos criados pelas associações feitas. Caminhos que podem ser retomados ou desviados a cada interação. Construir conhecimento é, também, contextualizar e conferir sentido; um sentido que se forma no diálogo com os outros sentidos, num contexto que é sócio-histórico. (Vygotsky, Bakhtin,...) Em relação a segunda questão, um possível novo estatuto entre público / privado, e sem trazer a discussão estes conceitos, poderia dizer que a tecnologia, assim como a ciência, por si só não determinam os destinos do mundo. Elas, também, são parte de um contexto específico e histórico que é o de uma sociedade capitalista, uma sociedade de classe. Numa tal sociedade, ciência e tecnologia estão atreladas a lógica do desenvolvimento capitalista e, mostram este atrelamento através das contradições que facilmente podemos constatar. Por ex: Se, por um lado, o avanço tecnológico facilita tarefas tradicionais e proporciona os meios para produção de coisas nunca antes sonhadas, por outro, simplifica e fragmenta as tarefas retirando do trabalhador a possibilidade da autoria, da autonomia e da identificação com seu trabalho. ou A flexibilidade do capital, sua transnacionalidade e suas múltiplas mutações desestruturam a organização dos movimentos de trabalhadores e dos sindicatos, pois estes mantêm vínculos ainda muito específicos com os espaços locais. A facilidade de deslocamento do capital é usada como ameaça ao trabalho na negociação e na resolução de conflitos. A tecnologia, ao mesmo tempo em que coopera para este quadro, pois dá suporte a esta nova feição do capital, oferece aos movimentos de trabalhadores os meios para um novo tipo de articulação A relação entre público - privado no sentido da apropriação da tecnologia nos espaços escolares não foge da contradição. O laboratório é utilizado / destinado dentro da ótima da produtividade / lucro. Um uso instrumental, dentro de um modelo de educação que vem assumindo, cada vez mais, uma feição puramente intrumental e precária (eles chamam de flexível) [13:51] [ Su] [link] [ | ] Domingo, Outubro 26, 2003
# Blogs e educação Recentemente fui surpreendida, olhando meu blog, com o comentário de uma pessoa que não era do grupo do zapt. O curioso, é que eu já havia lido este comentario e prá mim, havia sido a Suzana que o tinha escrito. Na verdade, eu vi o S inicial e concluí que era de Suzana. Como isso aconteceu? Bem, até agora, quando falavamos que os blogs do zapt eram públicos, isso me parecia claro, óbvio: ele podia ser lido, comentado, acessado por cada um de nós qu integravamos o projeto. E isso era esperado, pelo menos por mim. Eu poderia partilhar com os "camaradas" do grupo reflexões, desabafos, preocupações... Eu poderia dizer coisas diziveis aos que me são próximos. O comentário de um "outro" não "imediato" fez com que, pela primeira, eu me encontrasse com a real dimensão desse "público", e confesso que fiquei entre assustada e fascinada. Lembrei-me de Hanna Arend, em Condição Humana! Assim, poderia dizer parafraseando a Suzana, ou dando um exemplo concreto para o que ela refere, que o comentário deste outro, agora conhecido, criou uma desorganização do meu conhecimento, uma reflexão e um novo dimensionamento, um novo sentido. Citando Gutierrez(2003) , ".Aprender importa em desconstruir uma informação verificando as suas relações, contexto e significados, comparando, testando e produzindo sentido". O uso dos weblogs, das TEI na educação, na escola, pode ou não alterar relações com a construção do conhecimento, com o contexto educacional dependendo da forma como se desenvolver esse processo. Por si só, elas nada alteram. Não são fórmulas mágicas. Essas questões acabaram, não por acaso, vindo a tona neste fim de semana, numa conversa com um casal de amigos que me visitaram. E me levaram a refletir que antes ou concomitantemente com a discussão acima, devemos levar em conta a forma como, em muitas escolas públicas os computadores, quando existem, e seu uso, tornam-se privados. Um dos colegas comentava que para pressionar a Coordenadoria de Educação a mandar um computador para a escola, sugeriu para a secretária que enviasse um ofício a mão, explicando que a partir daquela data os ofícos seriam todos mandados dessa forma, pois a única máquina de escrever que a escola possuía, uma manual, estragou. Achei interessante a forma de pressão mas lhe perguntei para que computador se nas escolas onde existiam eles não podiam ser usados e dei como exemplo a escola da outra colega, onde eu também trabalhei. A colega, saltou para justificar que os computadores existentes e a bela sala, só podia ser usada pelo curso técnico, pois eles tinham informática e precisavam deles. Sem os computadores o curso não era reconhecido. E se os outros alunos usassem iam estragar.Não tinha dinheiro para arrumar. Eram muitos alunos... Os animos esquentaram e resolvi, como anfitriã, desviar o assunto. Como mudar a escola pública, quando ela se transforma em reino de interesses privados? [18:18] [ Mara] [link] [ | ] |