Quando ela chegou era uma bolinha de pelo com uma carinha muito séria e um lacinho cor de rosa plantado entre as orelhas. Tão pequenina que só cabia um lacinho na cabeça… E furiosa. Na primeira noite em nossa casa ela não chorou e nem latiu, mas rosnou quando o Tom entrou em casa à noite.
Dali em diante cresceu sendo companheira animada de brincadeiras, terror dos gatos da vizinhança e se tornou da família, tanto quanto qualquer um de nós.
Envelheceu como viveu, com coragem. Mesmo quando as perninhas já não tinham força, ela lutava para levantar e caminhar. Yshana gostava de viver.
Hoje, dezoito anos depois de chegar, ela se foi. Absolutamente contrariada, acho eu. Já estamos todos com muita saudade.



Ontem, fiquei até tarde lendo e fazendo anotações no meu cadernão que, embora as possibilidades dos meios virtuais, ainda tem seu lugar garantido.



