fev 10 2009

pesquisa auto-referente

Categorias: pesquisa,trabalho,visão de mundo,webSuzana Gutierrez @ 04:24

engrenagensEm 2001\2002, quando iniciei as pesquisas de doutorado, tive dificuldade em localizar material sobre blogs e, mais ainda, sobre blogs e educação. Usava, na época, o All The Web, Cadê, Altavista e o Google, que ainda não era nem 1/5 do que é hoje em termos de tamanho e hegemonia. E, para algumas pesquisas diferenciadas eu usava o Astalavista 🙂

Meu preferido até 2003, mais ou menos, era o All the Web que, junto com o Altavista, pertencia a Overture. Depois, a Overture foi comprada pelo Yahoo e sua história mudou. Por volta de meados de 2004, comecei a usar mais o Google e, hoje, vou direto no quadrinho de busca no canto da barra do Firefox, marcado por padrão para o Google.

Todavia, já faz um bom tempo, os resultados das buscas que faço vem apresentando um comportamento cada vez mais viciado. Eles progressivamente se aproximam dos resultados de outras buscas já efetuadas e do que parece ser o perfil que o Google forma a partir das informações que coleta sobre mim em todos os seus serviços.

Estou tendo uma experiência cada vez melhor do objetivo googliano de “combinar as informações pessoais fornecidas por você com as informações de outros serviços do Google ou de terceiros para proporcionar ao usuário uma experiência melhor, incluindo a personalização do conteúdo para você”. O que é péssimo!

Se, em 2001, muita informação da web ainda não tinha sido rastreada e indexada nos motores de busca, hoje, ela é suprimida por conta de uma seleção feita por máquinas e com critérios (que atendem uma lógica determinada) fora do meu controle. A resposta é aquilo que o Google pensa que eu quero ler.

Deste modo, a rede de informações se fragmenta e se limita em guetos de semelhanças filtradas. Existem partes da rede que estarão cada vez mais indisponíveis para algumas pessoas, via motores de busca. Uma rede que fica cada vez mais auto-referente. Um perigo para quem pesquisa e quer, em termos de busca de informações, ultrapassar a pequena rede de relações mais diretas.

Para não falar nas possibilidades de classificar (no sentido marxista de classe mesmo) camadas de acessibilidade a informações. Uma tendência que pode vir com a mesma transparência com que o Facebook fala da possibilidade de comercializar informações de seus usuários. Parece que o treinamento em desprivatizar informações pessoais, que os sites de redes sociais tornam possível, começa a fazer efeito.

Quando tu, por estes caminhos, começas a operar numa determinada camada info-comunicativa, a tendência é assumir um postinho de trabalho imaterial na linha de montagem. É neste sentido que o conceito e as práticas sociais relacionadas ao que chamam de web 2.0 devem, também, serem pensados. Conceitos marxistas de acumulação, exploração, trabalho e, sobretudo, classes sociais são essenciais para poder compreender estas questões, pensando-as fora da lógica que lhes dá movimento.

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jan 29 2009

# dulcora (*)

Categorias: livros,midias,pesquisa,webSuzana Gutierrez @ 14:00

# A tecnologia está produzindo um declínio no pensamento crítico e analítico? – Ao mesmo tempo em que tecnologia vem desempenhando um papel cada vez maior em nossas vidas, nossa habilidade em análisar e pensar criticamente vem declinando, enquanto nossas habilidades visuais aumentam – pesquisa de Patricia Greenfield, UCLA pesquisadora e diretora do Children’s Digital Media Center, Los Angeles. (na Science Daily)

# 15 livros relacionados as midias sociais >> Nos próximos posts, começarei publicar breves comentários a respeito de 15 obras recentes sobre novas mídias ou ligadas as novas mídias que de múltiplas perspectivas (muitas vezes opostas e contraditórias) demonstram tendências, reflexões e percepções em que podemos perceber oportunidades e aspectos benéficos e ao mesmo tempo armadilhas e perigos. Em minha análise se configura a emergência de um cenário ambíguo, permeado de contradições. Para acompanhar no Cibercrítica.

# FSM: alternativas ao projeto do Sen. Azeredo – Ocorreu aqui no Fórum Social Mundial uma oficina sobre as alternativas ao PL do Senador Azeredo que trata dos crimes na Internet. por Sérgio Amadeu

# Digital UtopiaO’Reilly: Web 2.0, he says, is about business. (He says many tech movements start out with similar idealism, only to give way to capitalism. For instance, O’Reilly says, Napster introduced file sharing, but now iTunes has people comfortable with paying for music online.) Isso e algumas outras referências interessantes.

* #dulcora

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mar 26 2008

autoridade, reputação, democracia e as\os midias sociais

Categorias: webSuzana Gutierrez @ 13:12

Quem lida com listas de discussão, foruns e outros meios comunicativos mais ‘antigos’ sabe que a metade do barulho é feita, no máximo, por 20%, dos membros. Estes são os verdadeiros participantes da lista ou forum.

Nas agremiações, associações, grupos, … presenciais, a regra é a mesma. O princípio de Paretto ou a Lei 80 – 20, plenamente exemplificado. Onde, nisso tudo, aparece (ou não) o poder dos 80 ou da longa cauda das estatísticas?

O texto de The Wisdom of the Chaperones, de Chris Wilson, fala da Wikipedia, do Digg e de outros espaços colaborativos na rede, problematizando a quantidade\qualidade da participação, a questão da autoridade e da reputação, e trazendo o foco sobre o mito da democracia na web 2.0.

Interessante leitura 🙂

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fev 05 2008

web 3.0 – individualidade ou a sofisticação da dominação do mercado?

Categorias: colaboração,informação,internet,tecnologia,teoria,webSuzana Gutierrez @ 04:44

Eu pertenço ao grupo dos que pensam que as denominações web 1.0 , 2.0 e, agora, 3.0 têm sua utilidade para designar aplicativos, processos, cultura de um determinado estágio de desenvolvimento da web. Porém, não são períodos distintos, não são rupturas no que se poderia chamar de um paradigma web.

Mais ou menos como entendo a pós-modernidade como mais um jeitinho que o capitalismo está dando para lidar com as suas crises.

Josh Catone, no Read Write Web, comenta a matéria de Jemima Kiss no jornal UK’s Guardian, onde ela afirma que a web 3.o seria sobre recomendação e personalização. Diz ela:

“Enquanto os Tim Berners Lee do mundo trabalham para que a linguagem da web funcione mais eficientemente por trás do cenário, nossa tarefa é trabalhar inteligentemente com estas tecnologias em nossos negócios.” (tradução BEM livre)

E cita o Facebook Beacon (que já comentei aqui, pela controvérsia que causou um tempo atrás), a Last.fm como exemplo do processo de personalização e recomendação.

Josh Catone comenta que o cenário desenhado por Jemima Kiss é o sonho dos marqueteiros. E evoca as definições de web 3.0 que seus leitores construiram, salientando a de Robert O’Brien, que definiu a web 3.o como um “eu assíncrono e descentralizado”. Web 1.0 : Centralize-os; Web 2.0: Distribua-nos; Web 3.0: Decentralize-me. – escreveu Robert.

Catone comenta que tanto Kiss, como O’Brien apontam para a recomendação, a personalização, que são as promessas da web semâtica. E continua dizendo que “a maneira mais fácil de vender a idéia da web semântica aos consumidores é falar de como ela tornará as suas vidas mais fáceis. Quando as máquinas entenderem termos humanos e aplicarem isso ao manejo da informação, nós teremos uma web que sabe o que queremos e quando queremos”.

Será?

Na seqüência, Catone cita Sramana Mitra que, na sua opinião, coloca a coisa em outros termos. Mitra afirma que na web 3.0 veremos a emergência da informação contextualizada e, a partir daí, a web 3.0 se dirigirá à estas necessidades em seu contexto.

Será? Será?

Eles >> Nós >> Eu – Nesta ordem, aparentemente a web 3.0 seria a morte da web social. Sim, se considerarmos os pronomes. Não, se considerarmos os verbos. A web 3.0, ou o caminho que a web está seguindo no momento, é a da escolha das conexões, neste processo onde o ‘eu’ se descentraliza e filtra as suas conexões com o que ‘nós’ distribuímos, abrindo mão de muita coisa que alguns centralizaram.

Ou, tudo isso entraria na lógica maior, no contexto onde todas as webs estão inseridas?
Na lógica da informação como mercadoria e, também, como matéria prima de mais informação-mercadoria. Na lógica das necessidades criadas, na economia do desperdício, tão característica da nossa época.

A grande luta será identificar as nossas necessidades e escapar dos identificadores (criadores) de necessidades que embalam a informação no conteúdo e formato que querem que elas sejam consumidas.

A web 3.0, neste caso, seria a descentralização e a liberdade de escolha entre as opções oferecidas… No fast food em que parte da web vem se transformando, aquilo que escolhemos hoje, determinará aquilo que nos venderão amanhã. E se vende a própria possibilidade de vender alguma coisa…

Porém, como as coisas não são ou isso ou aquilo, e, sim, são muito mais complexas e interconectadas, é possível pensar caminhos alternativos no desenvolvimento da web. Tenha ela a numeração que tiver. Até porque estas versões 1, 2, 3 coexistem, neste exato momento.

A grande alegria é saber que por trás dos computadores existem pessoas, e pessoas não são absolutamente programáveis em suas necessidades. Pessoas tendem a se apropriar das coisas e serem incrivelmente criativas.

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dez 14 2007

O Google e a Wikipedia

Categorias: colaboração,recursos,webSuzana Gutierrez @ 16:09

Considerando que a maioria dos links apontados numa busca do Google apontam para algum tópico na Wikipedia, o gigante não se incluiria fora da aventura. Parece que ao invés de simplesmente indexar conteúdo, o Google (Google Knol) vai criar conteúdo. Não sei é como vai resolver esta questão de “avaliar as fontes”.

Para saber mais:

Blog do Google
TechGuide

Veperu
TechCrunch

Para olhar (clique para ver mesmo @@):

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dez 07 2007

GapMinder – indicadores sociais e mapas

Categorias: mapas,software,tecnologia,webSuzana Gutierrez @ 13:01

GapMinder é um aplicativo que mostra gráficos de indicadores de desenvolvimento das ações, tipo crescimento populacional, conexões à internet, renda etc. Os gráficos apresentados também sobre mapas mostram o crescimento (ou não) dos indicadores ano a ano. É possível interagir com o aplicativo selecionando países e observando a evolução dos indicadores ao longo do tempo.

O GapMinder é de uma fundação registrada em Estocolmo. Na foto uma idéia da aparêcia dos gráficos.

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dez 07 2007

Coisas da web

Categorias: blog,imagem,recursos,software,tecnologia,webSuzana Gutierrez @ 05:22

Se tem uma coisa que adoro fazer é achar, colecionar e, na maioria das vezes, nunca usar e esquecer, os interessantes (e gratuitos, é claro) aplicativos (ou serviços) que toda hora estão sendo criados e colocados na rede.

Por aí que achei:

Post-it Generator (plus tabajara’s memory organizator) >> um gerador de imagens de blocos de recados. << bah custei a achar um nome para isso. MorgueFile: arquivo de imagens, com buscador e com informações sobre o autor para referência. Aqui a postagem de Garr Reynolds de onde retirei este entre outros tantos arquivos de imagens.

PicNic: Não, não é pausa para o lanche. É um editor web para fotos, no qual se pode editar (muitas ferramentas), salvar para o computador ou em albuns do Flickr, Picasa e outros. É possível enviar para sítios e blogs via email (Blogger, por ex). É preciso cadastro (gratuito).

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dez 05 2007

mapas mentais / mapas conceituais

Categorias: colaboração,educação,mapas,tecnologia,webSuzana Gutierrez @ 12:21

Mindomo é um aplicativo web bem fácil de utilizar. A versão gratuita (requer inscrição) permite salvar os mapas construidos em diversos formatos: imagem, .pdf, … A interface é bem fácil de usar embora seja em inglês.

O meu teste pode ser modificado, pois o salvei com esta possibilidade. As modificações podem ser acompanhadas por RSS.

A aparência do mapa é esta:


Simplinha, usando só o básico.

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jul 26 2007

Palbee, yippykya, eGenerations, novos suportes para redes sociais

Categorias: redes sociais,tecnologia,webSuzana Gutierrez @ 13:32

Se eu entrasse em 1/10 dos novos lugares que despontam todos os dias na web, teria de me mudar de vez para esta cadeira. Vontade dá de testar tudo: Pownce, Basecamp, …
Assim, vou registrando para muito futuros testes:

Palbee é um aplicativo web para mensagens instantâneas (ou chat) por vídeo.

eGenerations – uma espécie de Orkut ou MySpace para adultos mais adultos. Ainda não me cadastrei.

O yippykya é outro aplicativo para possível formação de redes sociais. Desta vez focado nas habilidades e talentos dos usuários, relacionando com desenvolvimento de carreira. Não me associei e é necessário isso para saber um pouco mais.

>> tudo isso via S. Downes

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jun 12 2007

Orkut + RSS

Categorias: blog,redes sociais,tecnologia,webSuzana Gutierrez @ 08:20

Novidades!

Não sei se tão novas, mas só vi ontem à noite 🙂

O Orkut está com uma espécie de agregador de conteúdo. No nosso perfil, na barra da direita, aparece um botão “editar feeds” (ou algo assim).

Clicando nele, entramos numa página onde aparecem os nossos blogs do blogger (que podem ser adicionados) e, bem embaixo, existe um campo onde colocar endereços de outros sítios/blogs.

Depois disso, eles aparecerão na barra lateral do perfil e, clicando neles, semelhantemente `qualquer agregador, aparecerão os últimos conteúdos postados.

Esta “conversa” entre aplicativos é característica do que hoje se chama web 2.0. E o Google, dono do blogger e do Orkut, naturalmente fez os dois conversarem mais ainda. As coisas continuam se aproximando no Google way of life. Breve teremos supermercado por rss via Orkut/Google, com direito de compartilhar os nossos pecados gastronômicos e a marca do papel higiênico preferido. (mas isso já assunto para uma outra postagem)

* fica com esta cara

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jun 02 2007

Em vez do pensamento, a imagem do dia…

Categorias: imagem,rastros,webSuzana Gutierrez @ 07:55

Quando estou saindo do colégio à tardinha, às vezes à noite, é o momento em que é possível olhar em volta e descansar o olhar em alguma coisa, pensar naquilo que não teve espaço durante o dia de trabalho.

Noite destas, eu e os meus bruxos, estávamos saindo para comer um pastel depois do jogo. Noite fria, céu muito escuro, com uma lua tímida quase se escondendo. Do pátio escuro do colégio, se via a luz do torreão competindo com a lua. E eu parei pra ver…

* cmpa, 24/5/2007

Esta foto foi parar aqui >> nossas janelas, um blog onde estamos flickreando o mundo que nos cerca e nos comunica alguma coisa a cada olhar. Mas depois eu explico isso.

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abr 30 2007

web what?

Categorias: blog,ead,educação,webSuzana Gutierrez @ 06:37

Quando, em 2002, eu comecei a pesquisar os blogs, não havia quase nenhum material nacional sobre eles. Já havia uma boa quantidade de blogs (nada comparado com a explosão posterior, do final de 2004), mas nada escrito sobre eles. O pouco material que achei foi em inglês e nada muito desenvolvido. Eram idéias de alguns que começavam a pensar os blogs, além de usá-los. Em 2003 e 2004, quando desenvolvi minha pesquisa sobre eles no mestrado, encontrei barreiras, críticas quase sempre questões como:

Por que vais pesquisar uma coisa que daqui uns meses pode não existir mais, como tantas ondas que surgem e se vão? A minha aposta era que a onda viera para ficar. Minha banca de qualificação do projeto de mestrado acreditou em mim, tanto que achou que isso era uma tese. Por motivos de foro 🙂 trabalhista acabei fazendo uma tese de mestrado.

Neste últimos anos os blogs se consolidaram com o espaço de autoria e de expressão pessoal e livre, surgiram os wikis transgredindo mais uma vez as formas de apropriação da escrita e da autoria. As tags e os links sociais (del.icio.us), o compartilhamento de imagens (flickr, youtube), tudo apontando para uma revolução na web (mais uma!), a web chamada 2.0, uma nova versão da web.

E a web 2.o com seus aplicativos conversadores ganhou as graças da mídia (até porque deu uma cabeçada a la Zidane nos peitos da mídia tradicional e nem tão tradicional) e hoje já falamos em web 3.0. Nisto tudo, a educação (e suas personificações na academia e nas escolas), que torceu o nariz para os blogs, que olhou com cara de “ela é louca” quando (em 2004) apresentei um artigo falando das possibilidades da agregação de conteúdo (rss) em educação, vem engatinhando ainda. As mãos apoiadas na web 2.0, mas os pés ancorados firmemente na web 1.0, ou (pior!) até nas eras educacionais pré-web.

Enquanto o ensino online ainda segue moldes Lancasterianos e o modo dissociado de emissor/receptor ainda é maioria, alguns educadores se esforçam em transformar as coisas, trazer a academia para a rede e a rede para a academia, linkar pessoas e projetos e não fechá-los em núcleos e qualis, em AVAs recheados de .docs. Poderão eles alguma coisa? Ou terão de chamar o Chapolim Colorado para os proteger e os livrar das prisões das verbas públicas para pesquisa e suas apostas cretinas em umbigos já muito conhecidos que estão reinventando a roda, digo, trabalhando na criação dO AVA? web what?

Pois é…, faz uns seis meses que eu ando quieta, desconfortável, mas alguma coisa está me parasitando…

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abr 09 2006

mais na web 2.0

Categorias: software,tecnologia,webSuzana Gutierrez @ 06:45

Dicas do Anibal:

Gliffy – É um aplicativo web para construir e compartilhar gráficos e apresentações. Publica em blogs e wikis e se integra com outros aplicativos web. Já me inscrevi para experimentar.

Vootext – para compartilhar textos. Aqui tem uma descrição bem informativa sobre as possibilidades do aplicativo. Basicamente é possível publicar e ler textos, classificá-los, qualificá-los e comentá-los, subscrever um autor, …

Schoopy – espaço para criar uma comunidade web para seu grupo ou escola. O Schoopy é um organizador de aula e de páginas de escola.

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mar 18 2006

Vyew, mais um aplicativo web onde o foco é colaborar

Categorias: colaboração,webSuzana Gutierrez @ 07:47

Socialize a sua tela, arquivos, colabore, discuta, risque e rabisque… com o Vyew, por enquanto gratuito.

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