fev 17 2010

Buzz, Wave, Twitter – a cooperação e trabalho imaterial

Categorias: cooperação,informação,redes sociais,visão de mundo,webSuzana Gutierrez @ 14:39

[aviso]Este texto não é uma análise do Google Buzz ou do Wave. É a expressão da minha opinião sobre os rumos das redes sociais e de seus suportes. Sobretudo uma reflexão inacabada sobre os nossos rumos nas redes. Assim, contribuições, críticas, concordâncias e discordâncias são bem vindas.[/aviso]

buzz twitterNo que se chama de sociedade da informação, a divisão do trabalho assume contornos inesperados. Em vez da tradicional divisão entre quem pensa e quem executa, se intensifica a divisão entre aqueles que conseguem controlar, filtrar e utilizar a informação de acordo com suas necessidades e objetivos e aqueles que se perdem na avalanche de informações. Uma divisão que vai além da divisão que se estabelece no acesso à informação.

Considerando a informação que é produzida e circula na internet, podemos dizer que todos a produzem e reproduzem em maior ou menor grau. Afinal, a maioria de nós trabalha nestas fábricas sem salário que nós mesmo criamos nos galpões fornecidos por grandes corporações, através dos seus aplicativos\suporte de redes sociais. A acumulação capitalista, nestes nossos tempos, não se baseia somente na produção de mercadorias, mas na produção da inovação. E é negócio fazer circular o que cria e alimenta negócios.

Todo o santo dia blogamos, tuitamos, buzzamos e abusamos destes novos verbos, enfim, abastecemos ininterruptamente os canais e os reservatórios de informação, criando um valor que transcende o da informação original e individual. Podemos pesquisar um pouquinho neste imenso fluxo de dados, afinal…, não se amarra a boca do burro boi que puxa o arado. Porém, o fazemos muito aquém do poder das máquinas de pesquisa, que colhem, filtram, recirculam, extraem valor desta nossa cooperação. Não raro nos perdemos na pesquisa e saimos de mãos vazias. Informação demais desinforma. É comum perdermos o essencial no meio do que é banal.

Esta semana, estamos discutindo em diversas línguas, como o Buzz é bom, o quanto o Buzz é ruim, como vamos usá-lo, porque vamos desligá-lo, o quê pode ser melhorado, …  Cooperação, trabalho imaterial, mais-valia total porque estamos trabalhando sem salário. O fazemos de livre e espontânea vontade? Sim. Com consciência? …

Ah! vamos desligar o Buzz, o Twitter, a conexão com a internet … Ops! … É aqui que eu travo. Observo estas redes que formamos, nas quais as pessoas compartilham e recompartilham automaticamente (em grande parte) as informações. Imaginemos um excelente e original texto publicado num blog.  Pela decisão do autor e as possibilidades do suporte, o texto é distribuido automaticamente para os agregadores, via RSS, para o Twitter, para o FriendFeed , Buzz, Tumblr, Facebook etc.

A partir daí rola uma cascata de eventos. O Twitter remete a informação automaticamente para o FriendFeed, para o Tumblr, para o Buz z, para o Facebook e gera um Feed RSS que a contém. O FriendFeed lança no Buzz tudo o que recebeu do blog, do Twitter, do Facebook, e gera um feed RSS. O Facebook faz o mesmo e a coisa toda começa a ficar circular. O eterno retorno da filosofia, um loop mal feito num código 🙂

Além disso, o pessoal pode retuitar e, conta a lenda, que estão pedindo um botão de rebuzzar . (Please, Google, NO!) Toda esta redundância e circularidade acontece, na maior parte, automaticamente e, pior, grande parte das pessoas nunca olha alguns destes seus serviços, que distribuem seus interesses, apesar do seu desinteresse. Um processo bem web 1.0 na web 2.0. Muitas vezes, tudo se resume a linkar seu perfil a um certo tipo de informação ou outro perfil.

À quem beneficia este acúmulo e sobreposição de informações repetidas ad nauseam? Será que a informação não ficará oculta da maioria dos mortais em meio a imensa quantidade de dados que circulam? Alguém aí reparou como estão menos proveitosas e mais difíceis as buscas depois que perfis e alterações de status começaram a ser indexados?

Todavia, … nestas redes que formamos, podemos criar muita coisa boa individual e socialmente. A pergunta é: como aproveitar isso sem incrementar a banalidade e sem reforçar a alienação? Todos estes maravilhosos e nem tão maravilhosos novos meios nos usam em maior medida do que nós pensamos os estar usando.

“Não é mais o trabalhador que emprega os meios de produção, mas os meios de produção que empregam o trabalhador” (Marx, O Capital, I, p.357)

O que Marx não previu foi que chegaríamos na mais-valia total, na maior alegria. ((em contrução))

* imagem é CC criada por im a partir de http://www.luclatulippe.com/ e do icone do Buzz.

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jan 20 2010

Twitter e suas tendências

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 19:00

Hoje, a HubSpot liberou o relatório State of the Twittersphere report, o terceiro neste tema, no qual são apresentadas e discutidas as tendências e características atuais do Twitter.  Uma tendência, em especial, chamou a atenção de diversos pesquisadores e usuários mais antenados: a dimuição no ritmo de crescimento do Twitter.  Embora a adesão de novos usuários continue acontecendo, este crescimento é cada vez mais lento.  Entre novembro de 2008  e março de 2009, o Twitter saltou de aproximadamente 3,5% de crescimento para cerca de 13%. Porém,  quase na mesma proporção, este percentual retornou aos 3,5% em setembro de 2009.

Em termos de características, todavia, os usuários estão mais engajados: em média seguem mais pessoas, são seguidos por mais pessoas e atualizam com mais frequência o seu status. O momento campeão da twittagem acontece nas quintas-feiras, às 22h 😉

A Raquel Recuero fez uma análise destas tendências apontadas pela HubSpot e diz o seguinte:

No início do ano passado, eu e a Gabriela Zago conduzimos um estudo onde observamos que um dos principais usos do Twitter, na época, já era a busca e a reverberação de informações, mais do que a conversação. Recentemente, outros trabalhos também apontaram essa tendência, onde a maioria dos usuários brasileiros usa a ferramenta para informação.

Toda essa apropriação, no entanto, é um reflexo de uma uma pequena esfera de influenciadores: usuários que, apesar de poucos em número, possuem uma capacidade de amplificar as informações muito maior (como é o caso dos jornalistas, por exemplo, que vão trazer para os veículos tradicionais ou online pautas que foram observadas no Twitter). Com isso, o “barulho” produzido pela ferramenta é amplificado, gerando uma percepção maior de impacto, que é desconectada do seu número de usuários.

No meu entender é correta esta avaliação e, arriscando pisar no terreno delicado das profecias, penso que seguirá um certo movimento de altos e baixos no ritmo de crescimento do Twitter, tendendo à diminuição. Isso acontecerá de modo relativo, pois não existe apenas uma rede twitter. Por exemplo: o professorado começou a descobrir o Twitter no ano passado e esta rede tende a ter um ritmo de crescimento mais acelerado nos próximos tempos. Idem para a gurizada dos 12 aos 18 anos. O mesmo, aposto, NÃO vai acontecer para a audiência do BBB, que vai seguir os ‘pseudotwitts’ via página do Big Brother, que aproveitou e particularizou o conceito do Twitter.

Por outro lado, aumentará em todas as redes a tendência de especialização e concentração de usuários dentro do perfil apontado pela Raquel:  ‘os influenciadores’. Nisso, avizinha-se o impasse: quem os influenciadores vão influenciar?

Assim,  sem querer, mas já usando a bola de cristal, penso que o Twitter tende a seguir o caminho dos nichos diversos e bastante auto-referentes e a vitalidade das redes ficará por conta dos flâneurs, na sua versão ‘ciber’, capazes de distribuir estas redes.

Aviso importante: Depois que eu previ a mudança do “o que você está fazendo?” para “o que está acontecendo?” fiquei ousada. Assim, para seguir quem realmente está pesquisando sobre o Twitter, recomendo os artigos da Raquel Recuero.

—-

update 27/01  :)) a bola de cristal 1 falhou e o BBB está nos Trending Topics do Brasil. #decepção

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set 27 2009

observações sobre o Twitter

Categorias: brincadeira!,comunicação,midiasSuzana Gutierrez @ 13:26

Vou começar avisando que esta entrada não se enquadra em classificações como “pesquisa”, por exemplo. Trata sobre percepções, intuições, fruições e algum divertimento 👿

Não acompanho regularmente o twitter, dou uma olhada de vez em quando e twitto mais de vez em quando ainda. Porém, em certas ocasiões, percebi uma reação minha que combina a informação twittada por alguém com o seu avatar\foto no twitter. Explicando…, aquela imagem que acompanha cada emissão, aliada ao tipo de emissão que cada usuário costuma fazer, influencia a minha percepção e a minha compreensão sobre a mensagem.

O tipo de imagem (foto, avatar, símbolo ou logo, …), a posição da imagem (virada para o texto ou outras tantas posições possíveis), o foco, a proximidade, a expressão (no caso de fotos), … todas estas coisas conferem à mensagem uma diferença\consistência\coerência\gênero\… de sentido.

Fotos e avatares virados para o texto, com o olhar direto para o texto conferem objetividade. Se o olhar se dirige para o alto, alguma abstração, reflexividade, utopia, até. Se olha para baixo, a informação certamente é confidencial ou para poucos. Por aí vai 🙂  A imagem me faz esperar um certo tipo de mensagem e certamente dá um tom para aquelas que poderiam, não fosse a imagem, ter um outro colorido.

E, para brincar um pouco,  eles não parecem dizer:

anabee: eu estava passando e…
alemos: Pensem comigo…
christofoletti: Hum, … por outro lado…
dasilva: Não tenho certeza, mas…
douglas: Não querendo espalhar, mas me contaram…
ericmessa: Em primeira mão, …
hd: antes de qualquer coisa, hackeem…
inagaki: uma opção pode ser…
lucia: certo que estou pensando bem mais do que estou dizendo…
mattar: anotem aí: 1)….
markun: vou explicar de novo …
perret: é bom vcs conferirem, mas…
profphatima: já estou saindo, mas …
profmichel: acreditem se quiserem …
profteresa: queridos alunos ….
slomp: não acredito muito nisso aqui, mas vamos lá …
stallman: bem aventurados aqueles …
suzzinha: o que eu estava dizendo mesmo?

o que não se faz para procrastinar num domingo de chuva ….

entrada updateada 🙂

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ago 08 2009

Para pensar o #twitterfail e a rede

Categorias: comunicação,informação,rede,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 14:31

Nestas últimas horas, uma diversidade de leituras que fiz, originadas de diversos caminhos da rede provocaram algumas reflexões sobre o recente problema do Twitter. Dois dias atrás, sob um previsível e comum ataque DDoS, o Twitter caiu.

Brinquei aqui sobre uma possível síndrome de abstinência de alguns usuários mais aficcionados, daqueles que não vão ao banheiro sem antes anunciar no twitter. Os que possivelmente ficam sujeitos às mais hilárias críticas, principalmente as que falam da relevância do “que eu estou fazendo” da maioria dos mortais.

Fiquei pensando sobre este EU (primeiro círculo) que, repentinamente, perdeu sua identidade, desligado que foi dos únicos e aligeirados caminhos de expressão. Os EU de 140 caracteres tiveram que, por algumas horas, olhar para si em outros termos. E se, nisso, puderam vislumbrar um pouco do contexto e fazer algumas poucas relações, foi grande o ganho.

Pelo menos foi possível refletir sobre os problemas do pensamento único, ou do desalento de supor que “não há alternativa“. Ou, ainda, se surpreender com a constatação de que elas existem e que, para dizer o mínimo, é estratégico ter alternativas. Quando uma rota  está bloqueada, nossos elos cooperativos se formam por outras.

A rede tem muitos caminhos e a distribuição é o segredo para o seu não rompimento. Na prática, quando alguns caminhos se fecham ou se tornam irrelevantes (e para isso nem precisa um ataque de clones teleguiados, mesmo que eles existam aos montes), é preciso olhar com atenção para as possibilidades em volta. Para as existentes, as quais por vezes deixamos em espera, e para aquelas que existem só em potência.

Esta semana ativei e reativei alguns caminhos e me desviei de outros. Um dos que reativei foi este aqui. Livre e de código aberto, que ‘conversa’ com o outro, mesmo que a recíproca ainda não seja verdadeira. O identi.ca é uma instalação do laconi.ca, um software livre, de código aberto, que faz o mesmo que o twitter em servidores distribuídos.

Não faço parte dos que abraçaram o twitter como forma de caminho único. Aliás, um dos meus camnhos preferido é o RSS, que reúne e tem recuros para manejar\filtrar\refiltrar\compartilhar informações. Uso, atualmente, o Google Reader para ler os meus feeds, compartilhá-los, postar em blogues\listas de discussão, comentar o que meus amigos e parceiros  compartilham e, até, para me comunicar (notas compartilhadas).

O importante nestas reflexões um tanto fragmentadas é apontar que é preciso aprofundar a reflexão, quando se pensa a rede.  Sair um pouquinho da superfície e da efemeridade dos últimos bits que circularam.  Principalmente quando se tem consciência de que somos construtores das redes e que temos uma boa autonomia nisso.
Ler, também:

RSS Clouds

Building the user-centered web (7)

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ago 06 2009

Tem gente com síndrome de abstinência

Categorias: internetSuzana Gutierrez @ 13:26

o gato comeu

o gato comeu

Twitter caiu, Facebook e Live Journal subiram no telhado quando voaram as penas do passarinho. O velho Denial of Service Attack … Me deu até uma certa nostalgia 🙂

A pesquisa que aponta que mais de 24% dos pios do passarinho são emitidos por bots e o aumento dos seguidores “improváveis” das últimas semanas, sinalizava mais uma apropriação do twitter. E, no caso, mais uma tentativa de passar uma rasteira.

Vou ficar observando a repercussão, enquanto converso pelo “Notes” do Gogle Reader, um outro tipo de passarinho, segundo a minha apropriação.

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jul 21 2009

Compartilhando informações

Categorias: redes sociaisSuzana Gutierrez @ 17:39

Como as pessoas compartilham informações:


* clique para aumentar a imagem

A idéia é usar o Facebook para ficar por dentro do que anda rolando.

Contexto!

via Silicon Alley Insider

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jun 28 2009

#honduras

Categorias: movimentos sociais,política,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 10:14


Achei mesmo a vocação do Twitter: a articulação agil dos movimentos sociais.

Quando @suzzinha divulga antes de @BreakingNews o sequestro dos embaixadores de Nicarágua, Cuba e Venezuela não significa que tenho informantes direto dentro de Honduras e, sim, que escolhi a Telesur como canal de notícias.

((@denisearcoverde lembrou-me da transmissão ao vivo, via Twitter))

Acompanhe a crise:

@TelesurTv

Site da Telesur

Rádio Globo de Honduras

)) foto: brincando :))

)) 16:15 +- #honduras não mais nos “trending topics” do Twitter. Quem está interessado em Honduras e suas mazelas? Me lembrei de Eduardo Galeano: “a rainha Vitória, enfurecida, pediu um mapa da América do Sul, riscou uma cruz sobre a Bolívia e sentenciou: “Bolívia não
existe.” Para o mundo, com efeito, a Bolívia não existia nem existiu depois” (de As veias abertas da América Latina).

)) 30/06 O Idelber assumiu o leme e está reunindo informação relevante e coerente sobre o golpe. (note-se que a midia brasileira só começou a chamar de golpe umas 24h depois, mesmo depois da manifestação de Lula)

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jun 24 2009

pois é…

Categorias: internet,rastrosSuzana Gutierrez @ 17:52

CMPA

Enquanto a blogosfera discute a queda da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista e se espanta com as questões que podem surgir a partir das próprias ações na rede, eu sigo muito mais off do que on line.

A manutenção (eu ia dizer reforma, mas não chega a tanto) aqui em casa e o ritmo dos compromissos de trabalho estão tomando todo o meu tempo. Minha pesquisa está semi-parada, também.

Porém, não é por estar diante de mim mesma, mas… as equipes masculinas de basquete do Colégio Militar de Porto Alegre venceram os Jogos Escolares do Rio Grande do Sul, etapa Porto Alegre, em todas as categorias.

Um trabalho que começou pequeno em 2006, hoje consolidou o basquete no CMPA e está ameaçando tomar o meu doutorado 😐 Brincadeira 🙂

A minha experiência twitterística vai devagarinho (bem devagarinho). Nem eu consegui acertar a postagem de imagens via celular + twittermail + twitpic + twitter. Meus alunos, também, não estão se entusiasmando muito. “Mais uma coisa para olhar”- dizem.

fico por aqui, neste “vou dar notícias” … sigo vendo o Grêmio perder mais uma… óhhh … dor!

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jun 13 2009

eu e o twitter

Categorias: basquete,basquete cmpa,tecnologia,ticSuzana Gutierrez @ 12:00

Ou da primeira experiência em usar o Twitter como canal de comunicação \ informação no contexto de alguma situação especial.

Com a aproximação dos Jogos da Amizade, evento que mobiliza sobremaneira a Seção de Educação Física do CMPA, andei pensando em criar uma atividade a mais para me ocupar durante os jogos. Um perigo isso, pois a correria é muito grande e a posibilidade de não dar certo cresce junto com os quilômetros da viagem e as complicações de mudar de residência (para um quartel!) por 10 dias.

Assim mesmo, resolvi testar pessoalmente as possibilidades de estabelecer um canal de comunicação via Twitter durante os jogos e documentar alguma coisa em tempo real.

Dentro desta idéia e para não atucanar os seguidores do meu @suzzinha no Twitter, criei um usuário chamado @basquetecmpa. Estou divulgando o usuário entre os poucos colegas e interessados que usam o Twitter e motivando os meus alunos a criarem seus usuários. Quem sabe, num delírio nerd, os pais sigam as informações online.

Na sequência, criei a hashtag #cmcg2009 que vai abrigar as informações sobre os jogos da amizade. Criei, também, no twittermail um email para envio de mensagens\imagens do telefone móvel para o twitter via twitpic. E, além disso, uma ligação Gengibre – Twitter que vai permitir as mensagens em áudio.

Na página do basquete instalei um widget que mostra as últimas atualizações do @basquetecmpa e estou indicando os feeds: do basquetecmpa, do #cmcg2009 como alternativas de acompanhamento das notícias, via leitor de conteúdo (google reader, bloglines)

Por hora, apenas testes. Quem quiser espiar entre no blog do basquete e olhe a barra lateral >> :: em tempo real

Vamos ver no que vai dar! (ou não…)

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maio 25 2009

—- motivos para não cometer twitter … cídio

Categorias: redes sociaisSuzana Gutierrez @ 15:49

Eu ia completar a entrada anterior, mas resolvi escrever outra. Até porque esta aqui segue um outro rumo. O interesse é registrar aqui, na esteira do meu percurso, um pouco do que observo daquilo que ocupa, neste momento,um considerável espaço na rede.

Independente do que venho observando no Twitter em si, ou lendo nos muitos ensaios sobre ele, encontro alguns motivos para pensar que o movimento de apropriações pode achar espaços interessantes para os resumidos 140 caracteres.

Em relação ao que é publicado sobre o Twitter, vou confessar que leio meio na diagonal porque o tema não é uma prioridade para mim, mas gosto, por exemplo, de ler o que escreve a Raquel Recuero que procura teorizar sobre dados empíricos cuidadosamente garimpados.

E, por outro lado, me divirto um pouco observando o pessoal pilotando a onda, deslizando pelos caminhos da visibilidade. Expondo em 140 caracteres porque trocou o RSS pelo Twitter, por ex.

Então, aí vão algumas possibilidades que eu penso serem caminhos de uma apropriação interessante, baseadas numa rede twitter ampliada:

1 – explorar as possibilidades de uma rede imensa de gente “à postos”.

2 – as #hastags usadas para reunir informações sobre eventos / situações / lugares / movimentos (embora cabia um filtro à mais aqui). Em especial acontecimentos que necessitam mobilização-informação ou informação alternativa. (apesar da possibilidade grande de spam)

3 – o uso de uma #qualquercoisa para reunir uma conversa de um grupo.

4 – a possibilidade rápida de mobilização inteligente usando a rede, os RT e as #…., combinando com SMS.

5 – os canais BEM específicos de notícias (avisos) BEM curtas em tempo real. Ex: eu assino @rebote que dá notícias sobre o que anda rolando no basquete.

6 – o refino da busca em conteúdo do Twitter combinado com RSS.

Ainda assim estas coisas podem ser feitas combinando SMS, email, feed RSS, listas de discussão e blogs, embora diminuindo o espectro público e de rede mais ampliada.

E, btw, o Twitter poderia ter furado o desconto na gasolina. Abasteci o carro hoje antes das 7 da manhã 🙁

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maio 24 2009

o Twitter, o ruído e a relevância

Categorias: redes sociaisSuzana Gutierrez @ 04:37

Vou iniciar esta entrada avisando que não se trata de uma análise das possibilidades do Twitter a partir de uma pesquisa sistemática. Vou falar de algumas de minhas observações como usuária antiga, porém muito muito leve do Twitter.

((a imagem aí do lado é brincadeirinha; o Garfield comeu foi a baleia))

((eu twittei 687 vezes desde agosto de 2007; são 21 meses = +- 32 twitts/mes = +- 1 por dia))

Sigo e sou seguida por poucas pessoas: sigo 117 e sou seguida por 270. Portanto, usuária bem leve.

Agora as minhas observações:

1 – o volume de mensagens que recebo de cada um dos “seguidos” mantém uma curva constante. Mais ou menos uma senóide que não passa para o lado negativo do eixo y, mas que fica meio que abaixo da média do usuário.

2 – os picos que fogem bastante da média coincidem com algum “evento” que atravessa a rede.

3 – Nos últimos 20 updates (9 usuários) dos meus seguidos:

pessoal …………………… ============
informacao ………………. =====
links ………………………. ====
gp mônaco ………………. ===
compartilhar (vídeos) ….. ==
@xxx ……………………… =
#xxx ………………………. =
noticia
diálogo
RT

Por ser domingo, 9h, o “pessoal” suplanta o “informacional”? O que eu estou fazendo > o que está acontecendo. Em 27 de abril (uma segunda-feira), às 10h, fiz, pela primeira vez, esta manobra de olhar os últimos 20 twitts:
18= notícias, indicação de textos; 3 respostas, papo, saudações gerais; zero mensagens diretas

4 – Dos 20 updates, 2 trouxeram informações relevantes (para mim), porém uma delas já recebida e lida via RSS. Se eu gostasse de corridas de carro, acharia mais 3 interessantes do ponto de vista da interação.

5 – nenhum diálogo, nenhuma notícia (das refências ao GP somente uma podia ser considerada quase uma notícia)

6 – meus seguidos são ‘quietinhos’ :), até porque não sigo tagarelas 🙂 Quando recebo um novo seguidor, sempre penso em retribuir, dependendo do que leio nas suas mensagens. Nem sempre é possível… Estes dias, recebi um seguidor (usuário pessoal) que, em menos de um ano, tinha uns 30.000 updates, numa média de mais de 80 por dia, 4 por hora. Isso se ela (era ela) não dormir! Óbvio que não vou seguir, mesmo que ela fosse a pesquisadora mais importante da minha área.

7 – Recebo novos seguidores diariamente e venho notando o aumento incrível dos seguidores que não são pessoas. Alguns seguidores seguem milhares e, entre os seguidores que são pessoas, notei o comportamento de seguir e abandonar. Isto é, seguem para serem notados e retribuidos e, em seguida, abandonam, porque a missão era apenas arrecadar seguidores.

8 – os textos, artigos, notícias, … sobre o Twitter aumentam muito na web (inclusive aqueles que falam de irrelevância em 140 caracteres), embora eu pense que o pico em termos quantitativos já foi atingido. Aqueles que aproveitam o “barulho” tendem a procurar uma nova fonte de barulho ciclicamente. Os que ficam pegando onda e tentando se manter na crista de algum tipo de exposição midiática. Quando o mar acalmar, restarão os textos dos que estão realmente usando, pensando, pesquisando o Twitter.

9 – nos últimos 2 meses é significativo o ingresso do professorado no Twitter, especialmente os do ensino básico.

10 – Estas minhas obsevações esparsas e em tópicos diversos não permitem fazer nenhuma inferência consistente de para onde vai o Twitter, mas podem sinalizar algumas tendências gerais.

11 – Uma das constatações que vai ficando cada vez mais clara é que eu encontro pouca informação relevante no Twitter. Os dois últimos que me interessaram, um foi lembrando o horário de uma transmissão de jogo de basquete (usuário não pessoal) e outro foi o link para um artigo (usuário pessoal). Estes dois twitts estavam em meio à uns 50 outros. (ruído!) Recebo informações mais contextualizadas, relevantes e interessantes compartilhadas pelos meus contatos escolhidos no google reader, por ex.

12 – Pesquisar os #xxx ajuda em situações nas quais o imediatismo da informação é mais importante que a profundidade. (o quê está acontecendo??!!) Quando a consistência e a coerência são a questão, procuro as minhas fontes mais consideradas e outras formas de busca (nos feeds, por ex).

Todavia, não cometerei um twittercídio e nem vou escrever uma entrada predizendo a morte do Twitter por irrelevância galopante, pois não é assim que funcionam as coisas. Penso que o twitter ainda não achou um ponto de equilíbrio a partir das apropriações dos usuários. E nem os usuários se estabilizaram em termos de quem entra e quem fica e, principalmente, o que vai nos seus 140 caracteres.

* esta entrada poderá ser atualizada seguidamente…

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abr 20 2009

pequenas notas dos últimos dias

Categorias: blog,leituras,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 14:54

# pensamentos dispersos sobre a moderação prévia de comentários nos blogs

O que se coloca em discussão não é a questão do direito, mas da pertinência ou necessidade da moderação prévia de TODO comentário.

Uma coisa que eu vejo nesta questão é a importância que assume a nossa necessidade de controle. A maioria não quer que fique no ar mais que 1 segundo um comentário nos chamando de #$¨¨&* ou expondo um link para uma página de virus.

Controle é uma coisa complicada e fácil ao mesmo tempo. Controle eficiente é quase impossível sem perder muitas coisas boas. Por outro lado, é fácil proibir. Difícil é conviver com as coisas da vida e fazer disso aprendizado.

update > pesquei o link que eu queria: esta entrada matadora do Sergio sobre o assunto.

# sobre o uso ‘educacional’ das coisas e sobre as coisas ‘por elas mesmas’

E eu volto a falar na contradição de tentar arrumar uma utilidade educacional para as coisas antecedendo uma proposta. A tecnologia vai entrar (ou não) depois de elaborada uma proposta.

a questão de consumir a midia (ou seja o que for) é, por vezes, mais importante que as possibilidades da midia.

Fantástico! 🙂 Compare http://tinyurl.com/crpv8m com http://tinyurl.com/cbbmlg :)) e don’t believe the hype :)))

É por estas que o consumo da colaboração transforma a colaboração em produto comercializável.

# sobre o twitter, assunto da semana

É possível pensar que aquela janelinha estreita e azul do twitterfox é o leito de um rio (no meu caso um riacho) que corre, às vezes rápido, ás vezes lentamente, mas que sempre arrasta uma amostra daquilo que ocupa algumas mentes por aí. Importante? Não sei. Auto-explicativo? Talvez. Todavia, transcendendo as ‘tolices entusiasticamente repetidas’ (inclusive as próprias) é possível um panorama legal do que rola.

just in case, follow: http://twitter.com/suzzinha

# leituras

Aproveitando que a SAGE está aberta até 30 de abril:

Personal Network Analysis Challenges in Collecting Personal Network Data: The Nature of Personal Network Analysis – Barry Wellman – Field Methods 2007 (SAGE)

Netville Online and Offline: Observing and Surveying a Wired Suburb – HAMPTON and WELLMAN 43 (3): 475 — American Behavioral Scientist

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jan 20 2009

Mensagens de vídeo no Twitter

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 16:54

É impressionante o número de aplicativos que vem sendo lançados para o Twitter. Hoje encontrei o Bubletweet.

O Bubletweet é um aplicativo web que permite gravar uma mensagem de vídeo, via web cam, direto para o Twitter.

Na página uma bolha salta na tela e a mensagem roda. plop!

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nov 25 2008

achado por aí

Categorias: livros,recursosSuzana Gutierrez @ 17:40

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nov 19 2008

Twitter

Categorias: tecnologia,ticSuzana Gutierrez @ 03:59

Sem tempo para pontuar por conta própria, este blog segue dando assistências. Assim, passo a bola para a Raquel Recuero que fez dois excelentes e analíticos textos sobre o Twitter.

Para quem não sabe e em resumo, o Twitter é um aplicativo web que faz circular pequenas mensagens (140 caracteres) pela rede. Tu vais ler as mensagens daqueles que decidistes seguir (adicionados à tua rede) e será lido por aqueles que decidiram te seguir.

Com alguns comandos simples é possívelmmandar mensagens diretamente para algum contato, de forma pública ou privada. E, também, formar canais que reunirão a informação sobre um certo fato ou evento. Ex: leia o que foi twittado durante a ABCiber.

A Raquel aprofunda a análise sobre o Twitter, falando sobre a sua definição como microblogging e sobre a questão da autoridade.

) ) Post relacionados ao twitter no gutierrez/su

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