dez 13 2009

o tempo…

Categorias: porto alegre,rastrosSuzana Gutierrez @ 11:54

É sempre ele no final. As imagens são para dar notícias e registrar os últimos tempos.

Tempo de replantar um jardim

meu jardim

meu jardim

Tempo de fazer novos amigos

forró

forró

Tempo de fazer do apagão uma festa 🙂

a luz de velas

a luz de velas

O tempo e o vento… (espiar da janela e sentir o vento aumentando. Vento que ontem assanhou Porto Alegre)

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jun 11 2009

a aceleração do tempo

Categorias: basquete,categorias,rastrosSuzana Gutierrez @ 16:06

A correria que costumava acontecer no final de Outubro, se transferiu, este ano, para junho e julho. Os Jogos da Amizade mudaram de época, de modo a liberar os alunos na fase mais difícil do ano letivo. Porém, neste processo, acelerou sobremaneira tudo o que antecede e que faz com que os nossos Jogos sejam uma das atividades mais importantes do esporte no CMPA.

Todo planejamento que costumava ser para uns 9 meses (uma gestação! @@), agora ficou restrito à 5 meses. Certo que até nos adaptarmos à esta mudança, vamos sentir muitas dificulades. Traçar planos com férias escolares (as grandes) no meio fica bem mais complicado.

Assim, o meu desvio dos temas que normalmente abordo por aqui tem as suas justificativas. O basquete tomou conta da pauta.

E vai muito bem! Nos classificamos para a segunda fase dos Jogos Abertos da Prefeitura de Porto Alegre (Infantil e Juvenil, por enquanto). Vencemos a etapa Porto Alegre dos JERGS (Jogos Escolares do Rio Grande do Sul) na categoria juvenil, título inédito que nos leva a representar Porto Alegre na fase regional. Estamos indo mais ou menos na classificatória do Campeonato Anchieta.

Por conta destas atividades perdi algumas oportunidades importantes. Contudo, em breve as coisas vão desacelerar e o foco principal será outro.

Mas, por outro lado, vale a pena 🙂

treino no feriado

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jun 01 2009

o tempo

Categorias: categorias,rastrosSuzana Gutierrez @ 18:22

Hoje eu passei o dia me incomodando com uma série de coisinhas. Em casa, no trabalho, no pensamento, campo minado.

Fiquei o dia todo desplugada de tudo que não fosse aula, treino, reunião. E foi só pelas 18h que fiquei sabendo do sumiço de um avião da Air France. Pensei: quase um ano depois que eu fui a Paris, partindo do Rio, na mesma hora.

Fui conferir e localizei os dados do meu vôo num email:

“Saio daqui as 12:50 para o Rio. Lá pegarei o avião para Paris as 19:05. Previsão de chegada 11:10 no Aerogare 2 Terminal E. Voo da Air France AF447.”

Poa/Rio de Janeiro conexão

Tam JJ 3088 26 JUN 12:50hs // 14:40hs

Rio de Janeiro/Paris stop

Air France AF 447 26 JUN 19:05hs // 11:10hs

De repente as coisinhas assumiram a sua real dimensão. As vezes tudo se resume à uma questão de tempo.

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out 17 2008

na roda da vida

Categorias: basquete,basquete cmpa,categorias,cmpa,rastrosSuzana Gutierrez @ 05:32

Não muito espaço atrás, teve um tempo onde o tempo assumiu o comando da minha vida e, embora eu tente deixá-lo apenas como co-piloto, nem sempre consigo antecipar sua ganância pelos meus momentos.

O que podia parecer um caso individual de falta de organização e objetivos claros, é na realidade parte do processo de aceleração a que estamos todos nos submetendo. Como mais uma mercadoria entre as outras, nosso tempo entra no giro.

Aparentemente, a velocidade da vida e das coisas se intensificou e nós somos tragados por este movimento. Kosík diria que, indissociável desta aparência, está o contexto criado por nós, como sujeitos históricos. Nem natural, nem imutável, totalidade inacabada na qual somos criaturas e criadores.

Esta capitalização do tempo se mostra nos espaços que ocupamos ou não. As leis da física, algumas delas :), ainda continuam valendo. Eu, por exemplo, ainda não consigo ocupar dois espaços ao mesmo tempo com perfeição. A menos que sejam duas poltronas adjacentes na classe “executiva” de algum vôo internacional.

Bem…, toda esta filosofia de boteco é para explicar este blog parado. Contradição. Há tanto para dizer que se torna indizível. Por tempos, especialmente nesta época do ano, a voragem me pega no contrapé e eu fico no bloqueio.

tempo
* quando se pensa o tempo, se acha o espaço. Vamos ver se alguém descobre de onde é esta foto.

Domingo começam os jogos da amizade de 2008: 500 pessoas se somarão às 1000 do CMPA para 5 dias de alegria e dor. E, este ano, nós seremos os responsáveis pela alegria e pela dor. Para quem pensa que competições esportivas são o reflexo da sociedade individualista e competitiva, eu digo que vocês tem razão. Elas são mesmo. Porém, são isso e mais que isso.

Como eu escrevi recentemente, competir nos esportes pode ir além da disputa. Para os que pensam a educação física, ((aquela disciplina cuja aula é cancelada sempre que é preciso um período de aula para qualquer outra coisa)), como algo separado da educação e que têm dúvidas sobre o papel da EF no currículo da escola, recomendo a leitura deste texto do Prof Adroaldo Gaya, publicado no site dos Jogos como motivação\justificativa\’toque’.

Como podem ver por este meu texto, vou pelos fragmentos. Atravessando o rio pulando de pedra em pedra :))

E enquanto eu me desdobro nas muitas frentes do trabalho, do estudo, aprendo com quem tem paciência >> tem uma sabiá fazendo ninho na minha porta. Faz quase um mês que ela começa, muda de idéia, transfere …. procura o melhor lugar. E eu fico aqui pensando: será que o ovo pode esperar?

pressa….

[/mode introspectivo on] este é um daqueles textos só para mim mesmo …

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Maio 11 2008

a questão do tempo

Categorias: categoriasSuzana Gutierrez @ 15:55

De tempos em tempos o tempo ganha um bom tempo do meu tempo 🙂 Brincadeiras à parte, quanto mais velhos ficamos, mais notamos os pequenos detalhes e as grandes diferenças que a passagem do tempo vai esculpindo no nosso cotidiano.

Esta semana, no início de um dos treinos de basquete, estávamos em círculo conversando e alongando quando chegou um dos guris, apressado e atrasado e foi entrando na roda. Alto e magrão, ele usava umas meias longas, verdes com algumas listras brancas e eu, para brincar, falei para o grupo que ele tinha vindo vestido de Garibaldo.

Ninguém riu… e eu tive de me dar conta que fazia tempo que o Garibaldo já estava com o prazo de validade vencido para menores de 30 anos.

Passou… Até que ontem eu estava conversando com um dos meus alunos menores, no MNS (ele, porque eu uso SamePlace) e ele todo agitado resolveu me mostrar uma música. É tri engraçada, disse ele. E me enviou “O Vira”, cantado pelos Mamonas Assassinas. E continuou animadamente me contando como tinha “descoberto” a banda e as músicas dela.

Fiquei achando estranho até que a ficha, de novo, caiu… O tempo… Ele nasceu no mesmo ano que os Mamonas se foram. Hoje, como quem escava algum acervo de discoteca falida ele descobre os Mamonas…

E foi aí que comecei a pensar nas obras do tempo nos lugares, nas pessoas. Pensei nas coisas que se vão e que só se recuperam por sorte, por um acaso qualquer que atira aquela lembrança na nossa frente.

E me veio aquele medo de sempre de esquecer, de esquecer que minha avó me contou que na gripe espanhola as pessoas morriam na rua e que meu avô, quase menino ainda, ajudava nas brigadas que retiravam os mortos. E eu já me esqueci se os bondes desta época já eram elétricos ou ainda puxados por burros. A gente esquece… Ela estava lá como eu agora estou aqui vivendo as coisas do meu tempo. Seja na história oral ou qualquer outro meio de registro temos este impulso de não deixar desaparecer no tempo as coisas.

Porém, de certa forma deixamos pistas e um belo dia alguém redescobre os nossos guardados. Uma arqueologia cotidiana que vai desenterrando as coisas que enterramos. Me fez pensar neste nosso tempo de tantos registros, de tantos ‘sambaquis digitais’.

Os blogs um dia vão ser o lugar de onde recuperar a história de um dia, narrada na voz de milhares de pessoas. Isso, por si só, já permite um outro olhar sobre as narrativas cotidianas, os textos simples que falam do café de uma manhã qualquer.

Neste modo arqueológico que entrei o dia das mães e escaneei fotos velhas, segui por elas algumas trajetórias, reencontrei pessoas, mexi com o tempo e as lembranças. E na casa de minha mãe reviramos gavetas, fuçamos velhos albuns, perguntamos uma vez mais: quem era este aqui? Relembramos, rimos de novo, sentimos saudades. E fica aqui o registro, porque eu não quero esquecer.

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mar 18 2004

a montanha mágica

Categorias: leituras,livros,mundo,rastrosSuzana Gutierrez @ 17:01

Assim como as comunidades, de certa forma, moldam seu ambiente, o inverso acontece, também. Um determinado lugar, rotinas, práticas, similaridades e diferenças, um determinado tempo, temporalidades próprias, simultaneidades, anacronismos. Tudo é forma e dá forma para que se engendre um tipo de agregado humano.
Onde o tempo gravita em torno de refeições, curativos, tecnologias, estados e sensações, todos se acoplam em relações que têm outra lógica. Uma lógica que tem como centro a corporeidade, a fragilidade da vida, a indignidade da dor. Relações que geram solidariedades e põem em xeque identidades.
Cláudia hoje foi até a biblioteca do hospital, sem o jaleco, sem o estetoscópio, num outro papel. A camisola com bonecas pintadas na frente fazia ela parecer tão menina e tão frágil, empurrando aquele carrinho com o soro. Uma conexão estranha naqueles tubos todos. Um certo desamparo que transita no olhar.
Déia está fora de suas aulas de informática para crianças ‘especiais’. Em vez do computador, coletes reforçados e os pequenos dutos onde, de tanto em tanto, novas drogas são injetadas.
A comunidade, porém, se amolda aos coletes, aos dutos, agulhas e soros. E se une em pequenas solidariedades. Dividem presentes, comentam as visitas como se fossem de seres de outras terras, estranhos. O tempo da comunidade é outro, os fluxos atípicos.
O padre chega de pijama, ele mesmo num novo papel e senta para conversar. A turma de branco entra e sai atarefada. Aos poucos todos se conhecem. Os rituais se repetem, num tempo estranho, deslizante.
A montanha mágica vai enredando aos pouco. No espaço-tempo alterado, cada um é Hans Castorp à sua maneira.

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