dez 13 2009

aquilo que rompe com a inércia dos tempos

Categorias: gente,linksSuzana Gutierrez @ 12:32

Ou um pouco do que me desviou nesta semana:

# Palavrões – por Sanzio, via Luis Nassif ((obrigada, Sérgio!))

# The Count | PERSONALIZE MEDIA (vá olhar, ora!)

# Muito Feliz! – Bem vinda, Vanessa, ao mundo dos prazos, da agonia e da alegria…

# Cibercultura e escola, um namoro cada vez menos tabu – obrigada, Lilian!

# SciELO adota Creative Commons para atribuição de acesso e uso – via Idelber no GReader.

# Defenda nosso Código Ambiental – via Claudia do Dialógico.

# Diário de Copenhaga: o conceito de “viver bem” – via Esquerda.Net.

# Série Tecnologias digitais no Salto para o Futuro – via Marli Fiorentin. Dá-lhe, gurizada  🙂

Ainda sobre blogs – via Lady A

# Tecnologia e História – obrigada, Jarbas!

e mais nos “meus itens compartilhados” no Google Reader.

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jun 28 2009

#honduras

Categorias: movimentos sociais,política,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 10:14


Achei mesmo a vocação do Twitter: a articulação agil dos movimentos sociais.

Quando @suzzinha divulga antes de @BreakingNews o sequestro dos embaixadores de Nicarágua, Cuba e Venezuela não significa que tenho informantes direto dentro de Honduras e, sim, que escolhi a Telesur como canal de notícias.

((@denisearcoverde lembrou-me da transmissão ao vivo, via Twitter))

Acompanhe a crise:

@TelesurTv

Site da Telesur

Rádio Globo de Honduras

)) foto: brincando :))

)) 16:15 +- #honduras não mais nos “trending topics” do Twitter. Quem está interessado em Honduras e suas mazelas? Me lembrei de Eduardo Galeano: “a rainha Vitória, enfurecida, pediu um mapa da América do Sul, riscou uma cruz sobre a Bolívia e sentenciou: “Bolívia não
existe.” Para o mundo, com efeito, a Bolívia não existia nem existiu depois” (de As veias abertas da América Latina).

)) 30/06 O Idelber assumiu o leme e está reunindo informação relevante e coerente sobre o golpe. (note-se que a midia brasileira só começou a chamar de golpe umas 24h depois, mesmo depois da manifestação de Lula)

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jun 13 2009

eu e o twitter

Categorias: basquete,basquete cmpa,tecnologia,ticSuzana Gutierrez @ 12:00

Ou da primeira experiência em usar o Twitter como canal de comunicação \ informação no contexto de alguma situação especial.

Com a aproximação dos Jogos da Amizade, evento que mobiliza sobremaneira a Seção de Educação Física do CMPA, andei pensando em criar uma atividade a mais para me ocupar durante os jogos. Um perigo isso, pois a correria é muito grande e a posibilidade de não dar certo cresce junto com os quilômetros da viagem e as complicações de mudar de residência (para um quartel!) por 10 dias.

Assim mesmo, resolvi testar pessoalmente as possibilidades de estabelecer um canal de comunicação via Twitter durante os jogos e documentar alguma coisa em tempo real.

Dentro desta idéia e para não atucanar os seguidores do meu @suzzinha no Twitter, criei um usuário chamado @basquetecmpa. Estou divulgando o usuário entre os poucos colegas e interessados que usam o Twitter e motivando os meus alunos a criarem seus usuários. Quem sabe, num delírio nerd, os pais sigam as informações online.

Na sequência, criei a hashtag #cmcg2009 que vai abrigar as informações sobre os jogos da amizade. Criei, também, no twittermail um email para envio de mensagens\imagens do telefone móvel para o twitter via twitpic. E, além disso, uma ligação Gengibre – Twitter que vai permitir as mensagens em áudio.

Na página do basquete instalei um widget que mostra as últimas atualizações do @basquetecmpa e estou indicando os feeds: do basquetecmpa, do #cmcg2009 como alternativas de acompanhamento das notícias, via leitor de conteúdo (google reader, bloglines)

Por hora, apenas testes. Quem quiser espiar entre no blog do basquete e olhe a barra lateral >> :: em tempo real

Vamos ver no que vai dar! (ou não…)

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maio 10 2009

midia, tecnologia, pesquisa e suas relações

Categorias: pesquisa,política,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 04:50

aloeUm pouco entediada de constantes anúncios de morte e missa de sétimo dia de tecnologias e midias, fiquei pensando… Não sobre uma inutilidade de se pensar sobre isso, porque pensar é sempre bom, mas sobre o erro estratégico de centrar a reflexão nas coisas em vez de nas relações e, … pior, de tentar isolar coisas e relações.

Não dá para cercar como unidade de análise blogs ou blogueiros (ou Twitter e twitteiros), pois estas práticas (e não tecnologias) não são estanques. O que faz um desenho todo especial de percursos, ações, reações, usos e desusos, estratégias, ligações é a prática social das pessoas.

Esta prática imbrica midias diversas, suportes diversos, numa totalidade de pessoas, artefatos, relações, bem como de condição de criação de usos, de artefatos e relações. O campo de pesquisa são as práticas que se constituem e não a tecnologia ou um entorno fechado em torno da tecnologia, mesmo que este e aquela tenham influência grande em todos os processos.

imagem de brewbooks

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abr 03 2009

As contradições…

Categorias: educação,software livre,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 05:28

Não é à toa que a mesma tecnologia que tem o potencial de facilitar, enriquecer e diminuir o labor humano é usada para fragmentar, intensificar, precarizar e negar o sentido do trabalho.

Marcelo Branco aponta a contradição à qual cada professor do RS deveria observar e se posicionar.

Na terra do maior evento de Software Livre da América Latina, Governo entrega a educação para a Microsoft

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jan 27 2009

Educação na Campus Party

Categorias: educação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 04:43

A Lilian, que fez uma excelente cobertura dos eventos educativos na Campus Party 2009 para a Educarede e para a edublogosfera toda, escreve o texto que Júlio Daio Borges recomenda no Blog do Digestivo Cultural, que fala sobre a educação na cparty.

Este texto diz o que nós educadores insistimos em apontar há muito tempo e que, partindo de professores, se perde como mais um discurso pedagógico. O texto fala da dimensão educativa da maioria das atividades e dos processos gerados dentro da Campus Party e se associa ao coro de educadores que entendem que eventos como este devem ter um grande espaço para a Educação.

E eu diria mais: um espaço não só para professores da academia ou pesquisadores, mas, também, para os professores que ensinam e aprendem com crianças e adolescentes. Digo isso com a experiência de quem atuou nos dois espaços durante muitos anos, conhecendo um pouco dos limites e das possibilidades de cada um.

O texto da Lilian, com sensibilidade e perspicácia, avança por questões importantes que podem ser inspiração para a organização da próxima Campus Party. Um trechinho dele e o link para seguir:

O Campus Party não é um evento visto como pertencente ao campo da educação. Aliás, chama a atenção que não haja uma área denominada “Educação”. Percentualmente, o número de mesas que abordavam diretamente esse tema foi extremamente reduzido.
Por outro lado, em meio à robótica, à música, aos blogs, ao software livre, à metareciclagem, aos designers de games, aos casemodders, etc., boa parte das atividades eram inerentemente educativas.

:: siga lendo e comente no blog Educarede ou no Digestivo Cultural

* eu que insistia faz um tempão no rss para o Digestivo, fico feliz em ver o feed deles passando adiante via compartilhamento.
** Aliás, achei alguns de meus comentários antigos lá no Digestivo. Adorei 🙂

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jan 24 2009

Metareciclagem na Campus Party

Categorias: projetosSuzana Gutierrez @ 05:15

Estou acompanhando do encontrão intergalático do grupo Metareciclagem de longe. Pela lista, pelos blogs e, também, pelo nó Metareciclagem na CParty2009. Aliás, acompanho o grupo, contribuindo um pouco nas conversações desde 2003.

É um trabalho bonito, onde a individualidade se soma na ação.

E mais: o alfa e o beta do Mutirão da Gambiarra já podem ser baixados. Um pedacinho do sumário:

Prefácio 5
Introdução 8
Um berço colaborativo 9
Uma experiência opensource 13
Projecto Metáfora: Caos e Ordem numa Inteligência Colectiva 15
Chocadeira colaborativa 29
Os primórdios da MetaReciclagem 31
MetaReciclagem: Reapropriação da Tecnologia para Fins de Transformação Social 40
Cartografando: Esporos, ConecTAZes, Infralógica 52
A Rede MetaReciclagem 57 CyberSocial 61

[…]

recomendo muito a leitura 🙂

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jan 22 2009

Sobre blogar, feeds, trends, leitores de conteúdos, redes e outras histórias

Categorias: blog,blogosfera,teoriaSuzana Gutierrez @ 06:10

bolinhos de arroz da vó mimi

Esta reflexão inicia em outras paragens, quando o Fernandão ameaça cometer um blogcídio. Nada de xiliques tipo a secretária de educação do RS, que fica dizendo “não brinco mais” e outras bobagens sempre que é contrariada na sua campanha em afundar a educação do estado.

Foi um desabafo coerente com algumas frustrações que temos quando decidimos publicar (publicar e ponto). O desabafo, entre outras coisas, serviu para provar para o Fernando os links que ele tem na rede onde se insere. Tanto que ele já desceu do telhado.

Mas, o meu comentário grandão, falei sobre quantidade e qualidade e sobre o sentido de blogar. Nestas, o Fernando me escreve e diz:

Gostaria que me falasse um pouco mais sobre trends, Google Reader e feed, que até então nunca tinha ouvido falar nestas palavras. Depois, se puder, que mostrasse como faço para juntar todos os blogs em um só (categorias e vez de linkar outro blog).

Bueno, … pelo tamanho destra introdução, a ideia é resumir e simplificar um pouco a resposta para, talvez, em outros momentos desenvolver mais. Dar um impulso inicial para que o Fernando possa buscar o que falta.

Feed – é um arquivo que um site ou blog produz para distribuir o seu conteúdo. Este arquivo (feed, rss, atom) pode ser lido em leitores de conteúdo (Bloglines, Google Reader, …)
Para saber mais:
RSS e agregação de conteúdo – atividades do PROA UFRGS
RSS e Educação – texto meu no Redemoinhos na USP

Google Reader – é um leitor de conteúdo do tipo baseado na web, isto é, você se cadastra e usa por meio do navegador. Outro web-based bom é o Bloglines. Recomendo este tipo, em vez dos que tem de instalar no computador, por serem acessíveis de qualquer computador.
Coisas que escrevi na tag  googlereader.
Atividades do PROA UFRGS referentes ao Bloglines.
Ajuda do Google Reader

Trends – as “trends” (“tendências” na interface em português) que me referi no comentário feito ao Fernando foram as do Google Reader. Basicamente são as estatísticas referentes as tuas leituras por meio do GR. Se tu não marcas como lido, coisas que não lestes, terás uma bela ideia do que, de quem e do quanto lês dos teus feeds (subscrições) ou blogs assinados. (não quase assassinados como o do Fernandão :)))

Juntar blogs – Muitas pessoas acabam criando um blog para cada assunto, cada interesse. Por não querer misturar acabam, por outro lado, segmentando demais. Uma das grandes virtudes de um blog (entendendo aqui o blog como um gênero de discurso e de publicação, não apenas como meio ou, pior, como ferramenta) é justamente reunir, contextualizar e tornar histórica a informação. Assim, se você falar sobre o que comeu no café da manhã num texto e sobre as políticas públicas de educação no texto seguinte, a posteridade (e os blogs servem para a posteridade, também… haja vista a história apagada do blog da jornalista da globo) terá uma boa ideia do modo de vida de um professor da rede estadual do ensino médio nos anos 20xx.

Assim, é irrelevante ficar falando da relevância do que se escreve. Relevante é saber que fazemos parte de um texto coletivo que é histórico e expressa nossas práticas sociais. A forma como construímos a realidade e como somos construídos por ela. Blogs, no meu entender, tem a ver com totalidade.

Uma vez, em 2005, fiz um comentário à um texto do Inagaki no Digestivo Cultural e, depois, refleti sobre este comentário aqui no blog. Eu continuo acreditando no que disse. E, hoje, relendo, penso que ele cabe como uma luva se pensarmos no caso da jornalista que deletou seu blog (e ele veio assombrá-la do fundo das masmorras da internet), assim como, é uma boa resposta aqueles que criticam a polifonia\polissemia\heterogeneidade dos textos de um blog.

Mas, vamos nos ater ao ponto: juntar blogs. Para compor a salada, juntando seus textos dispersos em diversos blogs e compor o seu “blog mãe” pode-se usar o recurso de importar\exportar. Nos blogs do blogger, faz-se assim:

1 – selecione os blogs que vão migrar para o blog-mãe. Uma coisa que podes fazer aqui é: se tens um blog onde colecionas “pensamentos e citações”, acesse as os textos publicados e crie uma tag (categoria) “pensamentos e citações” e adicione esta categoria a todas as postagens. Deste modo, quando importar estes textos, elas já estarão categorizadas.

2 – Em um dos blogs , entre em configurações e na aba “básico”. Ali, encontrarás os links: importar, exportar, exclui. Exporte o conteúdo do blog, salvando o arquivo no seu computador.
3 – No blog mãe, vá no mesmo lugar e importe o arquivo que está no seu computador. Os textos virão se mesclar aos do blog-mãe.

4 – Faça isso para todos os blogs que desejar mesclar.
(aqui cabem sugestões)

Vou parar por aqui, porque o sol lá fora está quente e porque senão vou perder os bolinhos de arroz.

* foto: delícias do trivial by Vó Mimi

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jan 20 2009

Mensagens de vídeo no Twitter

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 16:54

É impressionante o número de aplicativos que vem sendo lançados para o Twitter. Hoje encontrei o Bubletweet.

O Bubletweet é um aplicativo web que permite gravar uma mensagem de vídeo, via web cam, direto para o Twitter.

Na página uma bolha salta na tela e a mensagem roda. plop!

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jan 19 2009

Campus Party

Categorias: blog,comunicação,educação,eventos,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 04:35

Para quem pode estar em Sampa no Campus Party não perJustificarder:

)) Encontrão MetaReciclagem – o grupo MetaFora, antigos e esporos, se reúne num encontrão intergalático.

Metarecicleiros, vendo a agitação ontem na lista, senti saudade de participar como antigamente. Lembrei das nossas discussões que literalmente se enredavam na rede.

Como veríamos hoje estas nossas conversas de 5 anos atrás? (pena que perdi os comentários)

[1] [2] [3] [4] [5] …..

Salve, Felipe Fonseca, Hernani Dimantas, Paulo Colacino, Paulo Bicarato, TupiNambá, Maratimba!

foto do ff no Flickr – a bandeira do Metareciclagem ocupando espaço no CParty

)) Tim Berners Lee – terça, dia 20, das 13 às 14h no palco principal.

)) Barbara Dieu, Eric Messa e Luiz Biajoni estãrão numa mesa sobre Bogs e Educação.

)) Raquel Recuero, Sandra Montardo e Adriana Amaral lançarão o livro Blogs.com, uma coletânea de textos sobre blogs
(ler mais)

)) A Lilian Starobinas preparou uma agenda dos eventos interessantes para educadores.

)) Acompanhe a Campus Party:

Agenda Campus Party

Live agregando diversos feeds e twitter #cparty

Lilian Starobinas pelo Blog Educarede na Campus Party

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jan 11 2009

Google Reader

Categorias: RSS,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 14:42

Comecei a usar rss e agregadores em 2003. Na época, o blogger não tinha este recurso e distribuir o conteúdo do blog por rss era trabalho artesanal. Se inseria umas tags em volta do código de postagem do template do blog e se usava um script que parseava o conteúdo fazendo o feed.

((Bah, este texto acima ficou meio old web, mas em síntese: o feed era feito artesanalmente))

Para ler os feeds que eu subscrevia usei o Sharpreader, um aplicativo desktop, depois o Bloglines e, atualmente, o Google Reader (aplicativos web). Mesmo continuando com o Bloglines, hoje uso mais o Google Reader, principalmente pelas formas de classificar e compartilhar o conteúdo lido.

No Google Reader podemos escolher com quem compartilhar nosso conteúdo e, estes amigos, podem escolher se vão ler o que nós estamos compartilhando.

Hoje, o Sérgio compartilhou um texto do no 15 que fala que é preciso sharear* bem para sharear sempre. Lendo esta recomendação, que veio com a seguinte nota:

“Não vou citar nomes porque é antipático, mas se você usar o recurso de compartilhar textos do Google Reader não deixe de ler 🙂 (Assinei este feed só para poder compartilhá-lo)”

resolvi escrever.

No texto, o autor faz algumas recomendações para que o uso do compartilhamento seja bom para todos. Em resumo: compartilhe o que tu achas que vai interessar aos outros, coloque uma nota explicativa naquilo que compartilhar e tenha bom senso para não entupir os outros com informações. Boas idéias que valem para listas de discussão, twitter e outros locais de troca de informações.

Mas eu queria chamar a atenção para esta possibilidade de compartilhamento e para a apropriação que já estamos fazendo. Para quem não conhece, cada postagem lida no Google Reader tem no rodapé as seguintes possibilidades:

)) Adicione uma estrela: para marcar uma postagem que você julga relevante. As postagens estreladas ficam separadas num link próprio para consulta.

)) Share (compartilhe): marcando esta opção os amigos com os quais você compartilha as suas leituras vão receber esta postagem quando acessarem o link “Friend’s Shared Itens”

)) Share with a Note: o mesmo acima, mas com a possibilidade de acrescentar uma nota e tags ao que for compartilhar.

)) Email: para compartilhar por email (útil para postar via email direto no blog)

)) Keep Unread: para manter aquela postagem marcada como não-lida.

)) Adicionar Tags: para classificar aquele conteúdo. As tags que tu fores criando vão aparecendo ao final da lista de sites\blogs agregando tudo que for classificado.

A nossa apropriação da possibilidade compartilhar com uma nota é re-compartilhar uma postagem recebida por compartilhamento, com uma nota respondendo a nota inicial. No meu entender, este uso reforça o que está sendo compartilhado e mobiliza o debate. Se bem que pode gerar uma espécie de chat em espaço inadequado. Além de ser um diálogo que apenas algumas pessoas acompanham, pois os amigos com quem compartilhamos não são os mesmos na totalidade.

Esta apropriação indica uma tendência que pode motivar o Google Reader a acoplar uma ferramenta ao estilo dos “scraps” do Orkut ao Google Reader. Nada tão Google Talk, mas, também, nem tão Twitter.

Outra apropriação é a que o Sérgio confessa no seu bilhete: assinar um feed só para compartilhar. Eu já vinha fazendo isso, também, quando encontrava alguma coisa na rede num site que eu não assinava, mas queria compatilhar.

Basta começar a assinar o feed. O GReader ‘puxa’ o conteúdo; compartilhamos a postagem desejada e não terminamos de assinar o feed. Existe um botão para adicionar a barra do navegador que faz isso. (Me perdi dele na última formatação e preciso localizar novamente)

É interessante estes usos diferentes da proposta inicial de um aplicativo, pois quebra, por meio da nossa criatividade, o que poderia ser um determinismo tecnológico.

)) mais sobre agregação de conteúdo.
)) um tutorial do Google Reader no blog da Miriam Salles.
)) tutorial Google Reader elaborado pelo Júlio Cardoso.

* uma apropriação de ‘share’ – compartilhar.

(em construção)

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jan 09 2009

Campus Party

Categorias: educação,eventos,política,tecnologia,ticSuzana Gutierrez @ 07:04

Dia 15 inicia a grande festa e eu, mais uma vez, vou acompanhar à distância. Assim, andei me abastecendo de caminhos de informação daqueles que lá estarão.

Este ano está previsto um espaço especial para falar de educação na sua intersecção com as tecnologias da informação e da comunicação. A Bárbara, a Raquel, a Sandra, a Adriana e a Lilian estarão por lá e, com certeza, suas informações serão valiosas.

A Lilian está capitaneando o blog da Educarede, com informações exclusivas sobre a Campus Party.

O pessoal do Metareciclagem, também, terá seu espaço que vai ser super hackeducativo.

E eu tenho uma sugestão:

Aproveitar o espaço, a visibilidade e o momento para organizar uma grande Smartmob pela paz entre israelitas e palestinos. Mostrar e cobrar que os conflitos, mesmo os muito complexos, precisam ser resolvidos no diálogo, na justiça e no respeito, e que a VIDA tem prioridade sobre qualquer interesse.

Sei que é uma proposta difícil, mas sei, também, do espírito hacker que habita a maioria dos campuseiros, que os habilita a traduzir isso em paz.

)) update )) para que não seja mal compreendido o tom leve da proposta: a idéia não é exacerbar ódios e sectarismo. Porém, num caso como este, primeiro a gente tira a arma da mão de quem está atirando, para depois discutir. Assim, qualquer posicionamento tem de deixar claro que 1000 mortos não são resposta para nada, nem solução para nada. Ao contrário, o que o ESTADO de Israel esta fazendo em Gaza é crime contra a humanidade.

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dez 09 2008

google não para…

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 16:42

Pelo google reader, que trocou de roupa esta semana, descobri que o gmail agora pode gerenciar as nossas tarefas e, caso nos atrapalhemos com o significado de alguma palavra ou precisemos de tradução, tem o dicionário do google.

Soube, também, que o buscador em blogs do google agora não indexa apenas feeds.

Agora que o google street view cobre quase todas as ruas dos Estados Unidos e boa parte de espaços em diversos outros países, já tem gente bem preocupada com toda esta abrangência, pois é certo que o google sabe tudo sobre nós.

Ah… mas eu gosto muito do google reader e, amanhã (acho), que vou falar sobre isso. Agora está dando basquete na tv e eu estou aqui… pecando. Mas isso, também, é outra história.

* créditos: foto de Manfrys no Flickr.

** update 10/12 : Agora dá para mandar SMS pelo Gmail. Pena que quem recebe no telefone móvel paga a conta. Por enquanto só funciona para telefones nos USA.

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dez 06 2008

Refletindo sobre as minhas previsões sobre a aprendizagem em 2008

Categorias: blog,educação,mobilidade,redes sociais,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 05:59

Em janeiro deste ano, seguindo a proposta do Learning Circuits em uma de suas “Grandes Questões”, publiquei as minhas previsões sobre a aprendizagem em 2008. Hoje, propus uma pequena avaliação destas previsões. Uma forma de rever o processo e confrontar a dimensão de nossa capacidade de interpretar o contexto e as tendências em educação.

Então, reescrevo e comento as minhas previsões, considerando a minha interpretação do contexto atual. Não se surpreendam com a quantidade de pronomes possessivos 🙂 A idéia é deixar claro que esta esta é uma forma individual e particular de olhar a realidade.

Lá vai:

Eu penso que em 2008 continuará a tendência da valorização e do incentivo da aprendizagem nos espaços não formais. É uma tendência que vem se firmando faz tempo e que está conquistando cada vez mais a atenção dos professores, por exemplo.
Penso que esta previsão foi correta. Espaços não formais como os gerados por redes mediadas por blogs, wikis, sites de redes sociais, e outros ambientes\tecnologias que permitem a interligação e a interação foram suportes importantes de processos de aprendizagem, especialmente para os professores que, aos poucos, vão se apropriando destas tecnologias.

A aprendizagem online também deverá aumentar, conforme aumenta o uso das tecnologias da informação e da comuicação nas escolas. Sites de redes sociais (Orkut), mensagens instantâneas, blogs, wikis, agregadores e o email serão mais usados por professores e alunos.
Esta previsão tem pelo menos 3 desdobramentos. Primeiro: a possibilidade de aprendizagem online realmente cresceu, pois a oferta de cursos online aumentou espantosamente (aqui não entro na discussão sobre a qualidade dos cursos e os interesses em jogo neste movimento de expansão).

Em segundo lugar, este crescimento é relativo nas escolas. Ainda é problemático afirmar que as escolas estão mais “informatizadas”, ainda permanecem muitas dificuldades na maioria das escolas. Ter computadores é apenas parte da questão.

E, em terceiro lugar, blogs, wikis, sites de redes sociais etc., mesmo tendo seu uso expandido, inclusive com educadores tendo conquistado prêmios em Educação com projetos que os utilizam, ainda são muito mal compreendidos nas escolas e, de modo geral, não integram as práticas educativas cotidianas. Em algumas instituições e até em redes educacionais tem o acesso bloqueado.

Apesar das leis contra o uso dos telefones móveis em sala de aula, penso que a educação começará a perceber as potencialidades destes aparelhos no contexto educativo: comunicação, uso de imagem, documentação, mapeamento e , até, cinema.

Penso que a educação começa a perceber estas potencialidades, porém a reflexão sobre isso ainda é muito incipiente. A premência de cumprimento de prazos, conteúdos e dos demais rituais da escola, restringem as possibilidades de aprofundar esta e outras reflexões. Eu acreditava que se pudesse andar mais do que se andou neste tema em 2008.

Dando força para as previsões anteriores, crescerá a mobilidade com a disseminação das conexões sem fio e o barateamento de hardwares mais móveis (notebooks, pdas, smartphones, …)
Mesmo considerando a nova crise do capitalismo internacional, continua crescendo a mobilidade, a disseminação das redes sem fio, o barateamento das alternativas mais móveis de hardware. Além disso, notei um movimento de super oferta destes bens, num sentido de expansão dos tipos e formas, funcionalidades, utilidades e inutilidade, algumas claramente estratégias mercadológicas.

Estes são meus breves comentários, passíveis de atualização, sobre o que eu havia previsto em 2008. Espero que os leitores tirem um tempinho paa contribuir com esta discussão.

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dez 02 2008

wikis, blogs – autoria, autenticidade e controle

Categorias: blog,educação,tecnologia,teoriaSuzana Gutierrez @ 05:07

Em Dialética do Concreto, Kosík, fundamentado em Marx, diz que as coisas não são entregues a nossa compreensão instantaneamente. Explica que, embora usem o dinheiro, os homens não compreendem o dinheiro. O que ele chama de pseudoconcreticidade é uma camada que tem de ser rompida, não para encontrar algo novo que estava escondido, mas para dialéticamente poder compreender a realidade.

A escrita em wikis e blogs é bastante difundida e, inclusive, estudada. Porém, será que fora do âmbito de alguns estudos, as pessoas compreendem o uso dos blogs e wikis?

São tecnologias recentes, assim como bem recente é seu uso em educação, por exemplo. Inúmeros projetos envolvendo professores, alunos e escolas têm sido desenvolvidos. Porém, eu pergunto: em quantos destes projetos existiu a reflexão sobre os limites e as possibilidades (as contradições) do uso destas tecnologias?

Um wiki, originalmente, é uma página de edição aberta, coletiva, de autoria compartilhada. Quantos professores, alunos e instituições estão preparados para isso? Para compartilhar a autoria uns com os outros, para abrir mão de assinar seu texto?

Poucos. E é por isso que a maioria dos wikis de projetos educacionais não usa a edição aberta e compartilhada. Os wikis têm senhas, usuários identificados. São, enfim, controlados.

Quase todos ficam preocupados com o conteúdo, com a correção da língua, com as pixações que normalmente acontecem em wikis (as intencionais e as acidentais). O mesmo vale para os blogs e eu mesma passei por estas preocupações tempos atrás.

Se, por um lado, controlar mantém uma certa ordem (ou uma ordem considerada certa…), por outro perde-se momentos de rica aprendizagem. De discutir a produção coletiva, a colaboração, o despreendimento da identificação individual. De conversar sobre o anonimato, a autenticidade e a autoria nas situações que ocorrem na produção dos hipertextos.

Estão os professores preparados para isso? Ou os mecanismos de controle e a autoridade sobre o texto de todos são acionados cada vez que a situação for diferente do que o professor considera adequada? Aliás, quem determina (!) o que é adequado?

Considerando as experiências que tive com a utilização de wikis, observo que o mesmo professor (ou aluno) que fica histérico com a alteração ou a destruição de uma contribuição sua, é, em muitos casos, o mesmo que posta imagens e textos copiados de outros sites sem fazer referência da autoria. O que é, no meu entender, um incidente muito mais grave.

Na PEAD-UFRGS, tivemos a edição compartilhada (login compartilhado) de um wiki no qual quase 300 professores contribuíram. Imaginem todas as questões de autoria, pixação, vandalismo, até brigas …. Foi muito enriquecedor vivenciar esta experiência.

Mostrou que é equivocado tentar ficar 24h de plantão para manter o wiki na ordem que TU achas adequada. Proporcionou exercer a paciência e o acolhimento em relação a aprendizagem do outro, em relação aos limites da própria tecnologia e em relação às próprias falhas como professores.

O que seria mais urgente discutir com os alunos e colegas: o que é adequado e o que não é, as mazelas do anonimato e das pixações, o uso de textos/imagens de outros autores sem referência (plágio), os limites e possibilidades de cooperar?

E aí voltamos a reflexão sobre todos estes processos. Em que medida copiar, colar, plagiar, apagar, alterar no âmbito de um blog ou wiki de edição compartilhada são ações realmente compreendidas em todas as suas dimensões?

Eu penso que estes “problemas” são bem vindos quando trabalhamos em projetos com produção colaborativa\cooperativa. São bem vindos na medida que abrem espaço para discutir e refletir sobre estas questões e avançar no sentido de compreender a realidade.

* o texto é do Professor Marcelo, publicado “no lugar errado” e deletado (uma hora depois) em ser professor\ser professora. Um exemplo do que se perde…

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