set 08 2009

O suporte x o processo (e suas relações)

Categorias: edublogosfera,educação,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 18:00

Em maio passado saiu no portal Conexão Professor um especial sobre Redes Sociais.  Paricipei da matéria falando de blogs, redes sociais e educação. Hoje, no grupo edublogosfera, enquanto discutíamos conceitos como “edublog”, “blog educativo”, “blog pedagógico”, localizando suas definições, usos, semelhanças e diferenças, lembrei da entrevista.

Na época eu havia pensado em publicar a íntegra da entrevista um tempo depois, mas no final acabei esquecendo.  Agora, pensando nas dificuldades de se articular conceitos, trago as perguntas e respostas que ampliam o que está na matéria e que contém um pouco do que penso sobre o que discutimos hoje.

Não falo sobre estes conceitos que ligam blogs e educação, mas falo sobre o equívoco de confundir a relação com o suporte. Isso acontece também quando o assunto é rede social.

Estas respostas foram dadas ao Luiz Eduardo Queiroz e em parte usadas na excelente matéria, que teve um espectro muito mais amplo.

Lá vai:

1 – Qual o papel das novas tecnologias na Educação? Como os professores devem se preparar lidar com elas?

A tecnologia sempre teve um papel importante no contexto social, pois, ao mesmo tempo em que é produto da sociedade, ela também é construtora desta mesma sociedade. A escola, como instituição social, se insere neste contexto e, ao mesmo tempo em que é fruto da prática social, pode ser transformadora desta mesma prática. Assim, o papel que a tecnologia desempenha e vai desempenhar vai depender destas nossas escolhas e construções como sujeitos históricos.

Neste momento e tendo como referência as tecnologias da informação e da comunicação e a educação, pode-se afirmar que elas exercem uma tensão importante nas formas como se aprende-ensina, tensão esta que abre possibilidades de romper com as estruturas educacionais e com a organização da escola.

Porém, a mesma tecnologia que pode propor espaços de transformação é a mesma que reafirma o pensamento hegemônico da sociedade capitalista, que tende a explorar o trabalho. Assim, a tecnologia que poderia aumentar o nosso tempo livre, não raro é usada para nos aumentar o tempo de trabalho ou degradar as condições de trabalho. Um exemplo pode ser encontrado em algumas iniciativas do uso de educação a distância (EAD), nas quais professores são contratados para funções e atividades normais de professores, porém são chamados tutores e trabalham sob contratos temporários, sem plano de carreira, sem direitos trabalhistas.

Neste tema, também, não podemos esquecer que existem escolas e sistemas educacionais nos quais as tecnologias, que estão definindo modos de ser e fazer, ainda são tecnologias que entendemos como dadas e universais: energia elétrica, instalações hidráulicas e sanitárias, espaço e material para artes e educação física.

2 – Você acredita que as redes sociais da Internet possam ser trabalhadas em sala de aula? De que forma elas podem ser aplicadas no dia-a-dia da Educação?

Uma rede social é uma rede de relações sociais e elas já são parte da escola de inúmeras maneiras desde que a escola existe.

Se a pergunta se refere à redes sociais online, devemos considerar os diversos suportes que estas redes poderão usar. Existem redes sociais formadas em sites de redes sociais (SRS), como o Orkut, Facebook e outros. Existem redes sociais online com suporte em blogs, wikis . Existem redes sociais apoiadas por sites de grupos de discussão e forum, sites de troca de arquivos, sites de compartilhamento de música, vídeo, imagens etc.

No meu entender, as redes sociais que podem se formar nestes e em outros suportes podem ser usadas no cotidiano da educação. Seja pela dimensão comunicativa destes suportes, seja pela pré adesão dos alunos que, em grande parte, já estão lá.

Todavia, estes suportes apresentam vantagens e desvantagens no apoio de uma rede social que será usada com objetivos educacionais. Estes limites e possibilidades devem ser considerados em relação a proposta e aos objetivos educacionais. Assim, o que vem primeiro é o projeto educacional.
Por exemplo, se o objetivo for o contato e a realização de atividades colaborativas, o suporte wiki para a rede social é mais adequado que uma comunidade no Orkut.

3 – Qual a importância hoje das redes sociais no universo jovem? Que benefícios elas podem trazer para o desenvolvimento de crianças e adolescentes? Quais os perigos?

Vou responder considerando redes sociais online. Redes sociais são redes de relações sociais e as redes sociais online em muito repetem as configurações das redes sociais que interligam os jovens no contexto offline. Estas interações que se produzem on e offline são o fundamento da sociabilização do jovem, são grande parte do conteúdo do seu cotidiano. É nestas redes de relações que o adolescente engendra sua identidade e aprende.

As redes sociais online, pelos suportes, em geral, públicos, trazem para este contexto uma série de possibilidades, desafios e, até, perigos. Um benefício é a possibilidade de comunicação para aquelas crianças e jovens que têm dificuldades de exercer esta sociabilidade presencialmente, seja por características físicas, seja por características psicológicas. Para os demais, a comunicação em redes sociais online aumenta as possibilidades de interação e abre canais diferentes de interação, seja pela possibilidade do texto escrito, seja pelo uso de outras mídias.

Para todos, as redes sociais online tendem a expandir o número de contatos e a auxiliar na manutenção de todos os contatos.

A lista dos perigos ao mesmo tempo que tende a se ampliar é relativa. Ela é proporcional ao cuidado e a participação dos pais, professores e outros adultos que possam orientar os jovens em mais esta dimensão de sua sociabilidade. Nesta zona de cuidados está a constatação de que a rede pública é ampla e não se pode determinar com certeza quem é aquele outro que ali interage. A interação online é muito absorvente e pode ocupar o espaço de outros tipos de relacionamento social importantes para os jovens, como, por exemplo, as atividades esportivas e de lazer.

4 – Como os weblogs podem ser utilizados na Educação?

A meu ver, os weblogs terão cada vez maior importância, especialmente na comunicação e na educação. Atualmente, o formato weblog, vem sendo usado em diversos tipos de publicação, entre elas, encontram-se páginas pessoais, páginas temáticas, diários de pesquisa, ambiente colaborativo, clipping jornalístico, etc.
De sua origem como suporte de expressão unicamente individual, tornou-se uma forma de publicação em co-autoria. O contínuo fluxo de informação entre blogueiros tende a formar redes sociais interlinkadas que são altamente comunicativas, a polifonia e a intertextualidade amplificando o alcance da rede.

Por todas estas razões, os weblogs vêm sendo cada vez mais usados como ambientes de construção colaborativa\cooperativa do conhecimento e, principalmente, como ambientes pessoais\personalizados de aprendizagem. Neles, o blogueiro agrega recursos e ferramentas, estabelece a sua presença online e a ligação com outros blogs, promovendo o uso social da informação e do conhecimento, construindo redes sociais.

Penso que os weblogs, usados em projetos educacionais, podem potencializar a autoria e a autonomia, pelo exercício da expressão criadora escrita, artística, hipertextual e multimídia. Pela sua própria estrutura, que inclui arquivos, comentários, links de retorno etc., são dialógicos e possibilitam o retorno à própria produção, a reflexão crítica, a re-interpretação de conceitos e práticas. Permitem, assim, que professores e alunos consolidem novos papéis num processo onde todos ensinam e aprendem.

O blog pode registrar de forma dinâmica todo o processo de construção do conhecimento e abrir espaço para a pesquisa, dando visibilidade, alternativas interativas e suporte a projetos que envolvam a escola como um todo e, até, as famílias e a comunidade.

5 – O que podemos esperar em termos de redes sociais para o futuro? Quais são as principais tendências?

Vou falar sobre as redes sociais online. Com o desenvolvimento da web, que é cada vez mais interativa e social, penso que passaremos por um período em que surgirão diariamente novas alternativas de suporte para as redes sociais. E estas alternativas terão características diferentes segundo o ponto de interesse (música, comunicação, vídeos, jogos, …) que procurarem atender. Algumas vão desaparecer em pouco tempo, outras se transformarão, outras, ainda, vão compor novas alternativas híbridas. Algumas se consolidarão e farão história, como os blogs.

Por outro lado, as apropriações que serão feitas individual e coletivamente sobre estas tecnologias vão gerar configurações de rede que podem transgredir os objetivos iniciais dos desenvolvedores. Um exemplo, no meu entender, é o Twitter, que nasceu sob o mote “o que eu estou fazendo” e, atualmente, expressa muito mais “o que está acontecendo”.

Outro movimento é a tendência crescente de convergência de todas estas tecnologias com as tecnologias móveis e sem-fio e, também, a tendência de uma cada vez maior pervasividade.
Crescerá, também, a preocupação com a privacidade nas redes sociais em suportes públicos, numa tendência de reservar informações e de criação de sub redes de contatos com mais ou menos acesso às informações pessoais.

Penso que as redes sociais serão cada vez mais inseparáveis em suas dimensões off – on line e o acesso perderá aquela conotação de “entrar na internet”, pois em e na rede sempre estaremos.

Em relação à educação e à escola, penso que as redes sociais (nas suas dimensões inseparáveis on e offline) serão responsáveis por grandes transformações nas formas como se ensina-aprende. Porém, estas transformações tendem a ser lentas enquanto a estrutura maior que rege a educação não for transformada. Por exemplo: o vestibular é uma estrutura que impede algumas possíveis transformações.

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jan 12 2009

Tese sobre a interação de jovens em sites de redes sociais

Categorias: academia,pesquisa,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 15:28

The Virtual Campfire: An Ethnography of Online Social Networking

Tese de Jennifer Anne Ryan, na Faculty of Wesleyan University, de Maio de 2008.

Trabalho fundamentado em 5 anos de observação participativa em sites de redes sociais: MySpace, Facebook e Tribe.net. A autora foca nas cada vez mais opacas fronteiras entre homem e máquina, público e privado, voyeurismo e exibição, a história da mídia e o futuro digital.

The Virtual Campfire

via H. Rheingold

* ainda não li, mas vai para a lista

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mar 22 2008

Mais links para fuçar

Categorias: imagem,links,pesquisa,redes sociais,software,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 20:36

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jan 25 2008

Happy Birthday, Orkut

Categorias: internet,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 07:52

Seguindo a minha tradição de quase sempre dar os parabéns atrasado, hoje, eu remeto as minhas mais animadas saudações ao Orkut Büyükkokten e ao seu filho SRS, o Orkut.

O Renê Fraga lembrou da data ontem e eu copiei descaradamente a imagem da postagem no Google Discovery.

Ontem, quando li a notícia do aniversário de 4 anos, me lembrei que eu entrei no Orkut logo no início, junto com uma cambada do Metareciclagem: fff, Hernani Dimantas, Bicarato, Tupi, Paulinho, ….

A data precisa esqueci e não achei por lá. Porém, em 27/02/2004, quando o Orkut era um bebê de um mês, eu recebi o meu primeiro depoimento, do HD. E fiz o meu primeiro para o fff (como ele apagou o perfil antigo, não tenho a data). Mas tem o segundo, em 28/02/2004:


Tupi Quando leio o Tupi, imediatamente começo a pensar em guarani. Algo se ativa nos meus gens. :)


Uma preciosidade literária. Mas se vocês lerem o Tupi vão entender.

E, ainda nos rastro do post sobre a estrutura (e a ideologia) das informações, encontrei este meu texto:


Eu ainda não pude pensar a fundo sobre a estrutura de softwares sociais, como o Orkut, para pegar o seu movimento. (isto é uma coisa) Nem para tentar compreender porque os brasileiros escolheram, aderiram e se instalaram neste específico software social. (isto é outra coisa). E, considerando estas duas coisas, compreender o tipo de relações que acontecem nas comunidades criadas no Orkut, inclusive as que amparam a criação destas comunidades. [ler no contexto]

Quem estiver a fim de alguma nostalgia dos primórdios orkutianos pode ler, também:

Brasil no Orkut – 18/07/2004

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jan 24 2008

Rede de Professores Inovadores

Categorias: educação,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 16:18

A Innovative Teachers Network é uma proposta da Microsoft para a formação de redes sociais de professores. Neste site de rede social, o professor que se cadastrar terá um espaço para formar a sua própria rede, além do indefectível perfil.

O SRS promete acesso e possibilidade de postagem de materiais educacionais, acesso a ferramentas de desenvolvimento, comunidades, calendários, foruns etc. A Microsoft não reclama a propriedade de nenhum material criado e postado pelos usuários, porém se reserva o direito de copiar, reproduzir, publicar qualquer material.

O Orkut educacional da Microsoft aparece (para mim , pelo menos) justamente quando a mesma se prepara para investir 235,5 milhões de dólares em escolas por todo mundo, com o objetivo de triplicar o numero de professores e estudantes treinados no uso dos seus softwares. Isso é parte do projeto Parceiros na Aprendizagem e é condicionado, é claro, ao uso dos produtos da Microsoft.

Só espero que por aqui ninguém embarque nesta canoa que já tem destino fixado. A mesma escravidão (e indigência mental) que faz com que alguns pensem que o Linux só funciona se a máquina tiver o Windows instalado, como conta o Bicarato.

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jan 16 2008

Redes Sociais, a sala de aula e outros espaços

Categorias: blog,educação,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 06:27

Há um pouco de confusão quando se começa a falar de redes sociais. No Brasil, muita gente entende direto “Orkut“. Outros, com uma leitura mais abrangente, geralmente pesquisadores, vão além dos sites ou sistemas de redes sociais (SRS), como o Orkut, Facebook , … , e distinguem: rede, rede social, sistema de rede social e outras nomenclaturas encontradas por aí.

Porém, quando se compara uma rede social formada por blogs, suas postagens, comentários, rss, trackbacks, backlinks, com sistemas como o Orkut, por exemplo, as diferenças logo aparecem, até para quem ainda não pensou sobre isso. Blogs e outros aplicativos dinâmicos de publicação tendem a formar redes sociais abertas e, em parte, muito instáveis. O diálogo permanente (ou o silêncio) alteram a cada momento a estrutura da rede.

Já os SRS fixam, de certa maneira, uma rede nem sempre coincidente com o diálogo travado por seus membros. Muitos perfis no Orkut lembram mais uma coleção de figurinhas do que um nó numa rede de conexões sociais, interativas, comunicativas. O nó fica mais evidente que a conexão.

Mas, antes que eu me perca na introdução e vá terminar em algum outro assunto, comunico que a inspiração para esta postagem veio daqui e daqui.

Danah Boyd comenta a discussão ancorada no The Economist sobre os sites de redes sociais e suas contribuições positivas (ou não) para a mudança nas metodologias educacionais dentro e fora da sala de aula. Ela, entre os prós e os contras, se posiciona dizendo que os SRS, no seu atual estado, não podem ser integrados diretamente à sala de aula. Diz que os SRS possibilitam um espaço que pode ser usado educacionalmente, mas que por si só não garantem isso. Os SRS oferecem mais uma alternativa de contato para a interação em redes de aprendizagem já existentes. Considera as suas possibilidades em relação aos aspectos educativos não-formais, como a sociabilidade, como os mais trabalhados nos SRS. Segue, trazendo algumas considerações interessantes, a partir da sua vivência e observação (interessante ler na íntegra o texto, que eu trago aqui apenas em parte).

Os Orkut da vida não seriam nem a panacéia e nem a possibilidade de um precipício educacional. Isso eu também penso, porém não concordo quando ela pontua uma neutralidade da tecnologia em si, salvaguardando esta de suas ligações/implicações no capitalismo. Aqui, eu lembrei de uma das citações mais citadas (e mal citadas) do Pierre Levy:
“A técnica em geral não é boa, nem má, nem neutra, nem necessária, nem invencível. É uma dimensão, recortada pela mente, de um devir heterogêneo e complexo na cidade do mundo.”

Lembro, também, da advertência do Meszáros, contrariando o otimismo de Marx, sobre a persistência, no aparato tecnológico herdado de uma anterior formação social, de um fator trans-histórico que pode acorrentar a uma forma de pensamento passado.

Lembro, ainda, uma aula lá dos meus antigamentes, no Curso de Engenharia, quando estudávamos a disposição dos espaços e dos elementos construtivos: portas, janelas, espaço para a pia, geladeira, pontos de luz e força,…, numa cozinha. Esqueci o professor, mas não do que ele falou: “o projeto e a disposição destes elementos, condicionam a forma como vamos nos deslocar no espaço projetado e as atividades que poderemos realizar…”

A forma e o conteúdo atacando de novo. Eu já escrevi algumas vezes sobre isso e penso, sim, que a tecnologia criada na sociedade capitalista exerce muito do poder civilizatório do capitalismo. A minha dúvida (e, às vezes, a minha esperança) é saber se, mesmo assim, o uso destas tecnologias pode gerar alguns bons frutos numa outra direção.

Pulando esta parte, que pode render uma excelente discussão, fiquei aqui pensando (e vocês iam rir muito se soubessem onde eu estou, qual a tecnologia que estou usando para escrever e, ai…, o suporte… Contradições que eu conto lá no fim, acho… *) sobre as possibilidades para a educação (focando aqui a sala de aula) das redes sociais constituidas nos SRS (Orkut, por exemplo).

Considerando que são redes de certo modo fechadas (afinal, a gente precisa cadastro e senha para entrar e elas são invisíveis sem eles), considerando os limites do aplicativo em si, … eu penso que, e aí concordo com a Danah Boyd, estas redes são um espaço a mais de socialização para as redes sociais já constituidas na escola, por ex. No meu entender, elas até expandem os limites desta sociabilidade, dando espaço para conexões que o pouco espaço-tempo social da escola permite e dão um canal alternativo para outras habilidades sociais que não a presença/ação física e a conversa.

E a observação na convivência com os meus alunos no Orkut, nas comunidades: Basquete, CMPA, Amigos do Thibbes, … e na rede de recados (scraps), têm me mostrado que a rede formada traz para a sala de aula uma articulação informal, que pode ampliar o alcance e a repercussão das coisas que são trabalhadas só no quadro de giz, a revelia, às vezes, dos professores.

No caso específico da comunidade do Basquete e de suas conexões com toda uma rede quase viral de recados, ela é um ponto de encontro e comunicação bastante visível, e não um espaço para desenvolver atividades específicas da minha quadra de aula. :) Porém, a sociabilidade, belicosa por vezes, e os outros valores que certamente vão influenciar a minha quadra de aula, a competição desportiva e a vida de todos nós, costumam aparecer muito por lá. Neste sentido, o blog do Basquete, que poderia ser o aglutinador desta rede social, é mais um jornal. (os porquês disso renderiam um bom post)

Bom, … mas o que isso tem a ver com ‘Edu blogs: reflexão ou blá blá blá psitacídeo?‘ ?

Tem a ver que esta minha postagem pode e deve ser relativizada em alguns aspectos. Um deles é que, na realidade, eu não penso que se deva catalogar o que é um edublog e o que não é um edublog. Bater nesta tecla foi uma forma de provocar a atenção sobre a questão da reflexão pessoal/autoral nos blogs de professores. Bancar a dona da verdade, às vezes, pode ser útil.

- Então por que não falou isso lá??? – pergunta alguém.
- Porque aí não teria causado o efeito que causou.

E os efeitos foram mais fora da rede de postagem/comentários/outras postagens. Porém, entre falas e silêncios, quem leu, certamente olhou para si mesmo. Pena que os auto-referente, que caberiam certinho sob o boné, não costumam ler :)

Agora, … vale o que eu propus na postagem: criar um blog SEU, um espaço pessoal de aprendizagem, separado de projetos específicos, até para poder refletir melhor sobre eles.

* direto da reda, digo …, da contradição…

update: chove muito em Capão… e meu escritório teve de ser transferido. Na foto, aparece a tecnologia bic de escrita, mas não o suporte. E este não conto mesmo :)

update 17/01: George Siemens entra no debate.

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