jul 25 2003

SPIN

Categorias: midias,pesquisaSuzana Gutierrez @ 13:08

SPiN é uma rede digital interativa pública estratégica para o desenvolvimento humano sustentável. Sua dinâmica resulta da incubação de projetos sociais, culturais e econômicos que respondam a demandas originadas prioritariamente em áreas de exclusão.

Os horizontes do desenvolvimento humano estão atualmente condicionados pela capacidade das comunidades de produzir, trocar e gerenciar conhecimentos por meio de novas tecnologias de informação e comunicação.

SPiN é um laboratório de pesquisa-ação: ao mesmo tempo servirá para a pesquisa e a produção de indicadores sobre o desenvolvimento dessa sociedade da informação e economia do conhecimento (por meio de um Observatório de Redes Digitais e Midiáticas, ORDeM) e como espaço efetivo de experimentação social na busca de modelos inovadores e inclusivos de ampliação das capacidades produtivas, colaborativas e gerenciais alavancadas por redes digitais interativas (por meio de um Colaboratório de Mídias Digitais, CoLab).

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jul 21 2003

Militância colaborativa

Categorias: software livre,tecnologia,teoriaSuzana Gutierrez @ 11:41

por Hernani Dimantas

Enfim uma matéria sobre a adoção do software livre pelo governo brasileiro. Não está no caderno de economia. Está na capa do caderno de informática do Estado de São Paulo. Vejo uma certa desconsideração nessa alocação. O argumento mais importante não é o técnico. É econômico – social. Assim, vou tentar fazer uma análise pontual sobre essa escolha política. Não concordo com o Prof. Alberto Luiz Albertin. A escolha do software livre não é emocional. A colocação de que não existem estudos sérios sobre o impacto do software livre no setor de informática me remete a discussão sobre reputação. O que são estudos sérios?

.:: leia o artigo na novae

Comentário: lendo este artigo de Hernani Dimantas e o outro de Alberto Albertin pode-se ter uma idéia do andamento da discussão sobre o software livre, sobre a inclusão digital e até sobre o papel ou falta de papel para as universidades neste processo. O que me chama a atenção, e isso entra como crítica, são as várias exclusões que emergem dos textos. O artigo de Dimantas se situa como uma crítica ao artigo de Albertin, porém lendo os dois não se nota esta polarização e se constata até alguns mal entendidos, a meu ver.

Concordo com Dimantas quando ele fala em sociedade da colaboração, mas não a entendo como parte de uma dita sociedade da informação. Se o paradigma industrial cede espaço para um paradigma que valoriza o conhecimento, o que sustenta os dois, no entanto, não muda. De uma sociedade de mercadorias passamos a uma sociedade do conhecimento tratado como mercadoria.

Uma sociedade da colaboração tem mais a ver com uma sociedade onde o conhecimento seja solidariedade. Como diz Boaventura de Sousa Santos, “um conhecimento prudente para uma vida decente”.

Aí entram as comunidades…

Por isso, a opção por software livre, que não é uma coisa emocional, tem vir acoplada a toda uma discussão política sobre os nossos caminhos em relação à tecnologia. Nisso os dois autores deveriam se somar. E o foco tem de ser a soma, inclusive a da universidade onde este assunto já é pauta e onde muitas iniciativas já estão emergindo.

Considerando que a tecnologia não é neutra e que é parte de uma visão de mundo e de humanidade, a escolha entre dois caminhos tecnológicos é uma escolha política que, ao final, se refere a escolha entre visões de mundo diferentes.

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