nov 27 2014

Agradecer a vida

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 14:28

claro escuroEm muitos países hoje é o dia de agradecer. O que cada um vai agradecer e em que medida é uma decisão individual na maior parte das vezes. E o que se tem a agradecer é, muitas vezes, muito relativo. O que parece pouco para uns, é imenso para outros.

A foto aí do lado mostra um monumento cercado de andaimes, na certa sendo restaurado. O olho engana mesmo ao vivo e o que se vê aí plantado no meio do parque é uma fotografia em tamanho natural que esconde o que está sendo restaurado da vista de quem passa. Mágica? Ideologia? O claro-escuro da realidade que se mostra mais naquilo que esconde.

É assim, também, com o que temos a agradecer. Nem sempre é óbvio, visível, belo e bom. E ver além da realidade que se mostra é um exercício difícil, dolorido até. Não é fácil enxergar o que a maioria não vê. A história criada, a fotografia que esconde a ruína, seduzem e acalmam, enquanto o real fere.

Se hoje eu tivesse que escolher algo pelo qual agradecer, escolheria agradecer pela vida da pessoa que me ensinou a ver além da aparência. Que me mostrou que as coisas contém em si a sua própria negação. E que isso, não aponta lados opostos, verdades ou mentiras, bonitos e feios. Compreender este aspecto duplo de tudo é reconhecer o movimento, a complexidade.

Eu hoje agradeceria dialéticamente a vida do professor que esteve comigo enquanto e aprendia estas coisas, marxista duro de coração mole. Alguém que até o fim deu sentido ao que se chama prática social, exemplo vivo do conceito que poucos conseguem conhecer em teoria e prática. Vou sentir saudade, professor Triviños, e nunca mais vou conseguir levantar uma taça de vinho sem pensar em ti.

“Yo soy el cóndor, vuelo
sobre ti que caminas
y de pronto en un ruedo
de viento, pluma, garras,
te assalto y te levanto
en un ciclón sibilante
de huracanado frío.”
(Los Versos del Capitan, Pablo Neruda)

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jul 31 2010

entre o velho e o antigo

Categorias: academia,categorias,doutorado,leituras,rastrosSuzana Gutierrez @ 15:16

Há alguns anos, no saudoso Arroio do Sal, uma amiga minha passou por uma experiência muito interessante. Vinha ela caminhando tranquilamente na beira mar, retornando para casa ao fim da tarde,  revigorada pela brisa quase suave dos nossos mares do sul. Carregava a cadeira e, na bolsa, um livro. Vinha pensando em coisas boas, quando o vento que lhe vinha das costas trouxe um zum zum adolescente, cujo tema era a sua anatomia (ainda bastante boa para os quase 50).

Entre divertida e lisongeada, ficou escutando o papo que se aproximava de seus passos lentos. O grupo de rapazes, em seus apressados 15 anos a ultrapassou e, aprendizes aplicados da lógica masculina, viraram suas caras safadas para olhar o objeto de suas elogiosas frases.

– Mas ela é velha! – sentenciou o líder da manada. E lá se foram eles, semi-indignados, apressando o passo.

Minha amiga, seguiu impávida, se divertindo com o desdobramento do ataque dos franguinhos Minu 🙂

[pausa]

Meus alunos costumam brincar comigo sobre estas coisas da idade. Geralmente, com a cara mais deslavada perguntam se “no meu tempo” as galenas tinham programação ou, exageradamente, se a roda já era usada para locomoção de pessoas. Eu costumo aderir à brincadeira, pescando alguma coisa realmente ante-diluviana que os deixe com caras de bobos.

Ou, quando estou na pilha, tento problematizar estas relações entre velho \ novo \ antigo \ moderno. Costumo dizer que não passei dos 17 anos, porque acho esta uma idade ideal e recomendo a todos que fiquem neste limite. Geralmente, não explico porque. Ou digo que não sou velha, de modo algum, mas que cai da cegonha sem querer.

Ou, ainda, digo que velho é quem nasce velho e que ficar velho é diferente de envelhecer. O que temos como humanidade é um acervo de juventude que se conserva, antiga mas sem ‘ficar velha’. Legado que deixamos quando envelhecemos. E falo que eu sou antiga, pois faz tempo que conservo a minha juventude, os meus 17 anos. Velho é quem nasce assim e segue se decompondo dia à dia, mesmo nos seus 5 anos de vida.

Pois não há nada novo, que seja novo fora da antiguidade de algo jovem que foi conservado neste nosso acervo humano. E não pensem que eu ando viajando para me escapar de escrever a tese. Estas coisas todas me vieram à mente ao reler a página 397 do volune II do Conceito de Tecnologia de Alvaro Vieira Pinto. Aliás, leitura obrigatória para pensar dialeticamente a tecnologia.

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jul 29 2010

onde anda Su

Categorias: basquete cmpa,rastrosSuzana Gutierrez @ 19:58

Não sei se alguém reparou, mas este blog não tem um nome.  Nunca teve ou teve vários, ao sabor do meu humor. Inicialmente ele se chamava Onde anda Su?, nem sei bem por que. Virou gutierrez/su e, nos últimos tempos, uma frase autoreferente em linguagem de mIRC.

Eu sempre quis ter um blog chamado [alter-ego], mas já havia um, lá pelos idos de 2001. Mas, … deixa assim, em 2012, vou pensar um nome legal para este blog. Algo tipo ‘Jeito Alice’,  ‘Pumba’,  ‘Assim, ó’,  … para desespero de alguns.  Olha a ideia: “Para desespero de alguns…”

Este texto irrelevante, era para contar que esta semana é de férias, depois de 10 dias de trabalho nas férias 🙂 Mas, … eu viajei 🙂

ah o basquete

economia da atenção

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jul 18 2010

enquanto o frio fica lá fora

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 08:01

As palavras que já escrevi sempre parecem ter mais força, como se a cada escrita elas se gastassem um pouco e, por isso, se tornassem mais leves. Uma leveza que, em vez de envolver, encantar, deixa tudo meio … líquido demais.  Quando há tanto à dizer, só sobram as metáforas e, pior, aquelas já muito repetidas.

Difícil descrever sem reescrever demais.  Inevitável escrever. Cada movimento inscreve e escreve. Inevitável deixar rastros.  Pena que eles nem sempre mostrem aquilo que precisa ser mostrado.  Estou me especializando em deixar pistas falsas…

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jun 30 2010

recesso

Categorias: academia,doutoradoSuzana Gutierrez @ 17:25

Estou escrevendo, escrevendo, escrevendo. Nada que eu possa, agora, publicar aqui.  Os dias ficam curtos para tantas coisas. Escrever motiva leituras… Aliás, se eu posso recomendar alguma coisa para alguém que está fazendo doutorado ou mestrado, eu recomendo: comece escrevendo.

Escrever ajuda a pensar e indica o que ler.  Se o que tu escreves hoje parece vazio, incompleto, estas lacunas vão te indicar o caminho.

Mas, … este é para ser um micro texto :). Assim, … até!

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abr 06 2010

das coisas zem e das coisas sem :)

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 22:07

Tenho um colega que chega a ser irritante de tão zem. E eu sou irritante de tão sem… sem lembrança da última vez que prometi a mim mesma não me irritar, não me exaltar, manter a calma em meio ao caos, não gritar, não xingar, não ….

Mas esqueci e me exaltei, digamos que fui exuberante em xingar inaugurar o sargento novo que mudou meu armário de lugar, que fui vocalmente enfática em … mijar o atleta que cometeu o erro, aquele erro pelo qual  eu recém havia parado o treino e feito uma preleção de 5 min.

Pois é, … eu sou meio sem… freio, noção, paciência. Para ser justa, até comigo mesma 🙂

É um pouco esta falta de paciência que me afasta do blog. Mesmo quando eu tenho certreza que algum dia, num futuro que pode ser até mirabolante (eta palavra boa), as milhares de pequenas confissões, indiscrições, abobrinhas, … farão todo sentido. Ou o sentido necessário para retratar uma época.

Hoje eu acordei com a Ana Maria Braga, flagelada naquela casa linda , mas um tanto artificial.  Depois que mudaram a minha NET, eu ligo e entra o 512, a Globo com mais rugas, e eu não sei mudar esta ‘preferência’.  Agora, … incríveis as imagens, o Rio embaixo dágua, … medo por tantos amigos…  Eu até liguei meu Twitter, pois estas coisas são a sua vocação. Isso é uma época.

Assim como é ‘uma época’ as minhas dúvidas no doutorado,  o treino ‘de páscoa’ que fiz ontem, também é  🙂  Não, …. não pensem mal de mim. Não dei bombom só para quem acertou arremessos 🙂  Mas, …. comprei aquelas caixinhas de bombom sacanas, aquelas que tem uns   m a r a v i l h o s o s   e outros pequenos, tristes, de café com canela (duas coisas ótimas, MENOS em bombom).  Aí, peguei eles de jeito… Acertou, pode escolher, errou, vai para o fim da fila :)))  Todos se divertiram e até rolou umas apostas.

Estas ‘épocas’ são, talvez, o que se possa ter, o que valha a pena, o que vai ficar… Sei lá, … hoje acordei consciente que o tempo dos casacos e das meias está chegando, ciclos que se fecham, recomeços. A minha tese entrando o inverno e florescendo, eu espero, para dar frutos na hora certa.

E que tudo no universo fique bem e em paz…

Enter ….   (como diria um pastor dos tempos pós internet)

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jan 15 2010

aprendizagem

Categorias: internet,rastrosSuzana Gutierrez @ 14:22

Esta semana, estou só com os meus pais e tendo o privilégio de acompanhar o início dos dois na rede. Primeiro computador, primeiras navegações depois dos 80 anos. Relembrei como podem ser divertidas, frustrantes, instigantes e desalentadoras estas primeiras experiências.

Minha mãe ainda está olhando só de longe, mas o pai já está navegando pelos sites de notícias, pelos mapas que ele adora e… jogando paciência. Uma das grandes descobertas foi a facilidade de usar o Skype.

Olhem só as caras felizes falando com os amigos de Porto Seguro:

pai e mãe na internet

sempre é tempo de descobertas

diálogos:

Pai (para o meu cunhado): – Tu me vendeu um computador sem mouser…

Primeira busca no Youtube: gremio campeão da america

Primeira tela azul: – Esta coisa está dizendo que eu cometi uma operação ilegal !

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jan 06 2010

A aventura do pudim de natal

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 11:05

/say Não é uma resenha sobre o livro de Agatha Christie … É apenas mais uma das minhas histórias.

Não sou conhecida pelas habilidades culinárias, justamente o contrário. Nas festas sempre me mandam fazer algo sem muita chance de erro humano. Porém, nesta virada de ano, dentro daquele clima potencialmente hostil que antecede a festa, quando o stress chega no nível em que as pessoas te olham furiosas a uma mera sugestão, praticamente me atiraram duas latas de leite condensado e, sem nenhum tato, sentenciaram: – Faz um pudim!

As vibrações que cercavam o contexto me aconselharam a não tentar fugir. Fui para o google e pesquisei algumas receitas e descobri, pasmem, que pudim de leite é ≠ de pudim de leite condensado. Munida de algumas ideias e da minha criatividade me dediquei a tarefa. Se eu era obrigada a fazer o pudim, este seria autoral.

Pois deu tudo certo, ficou tri bom, embora tivesse ficado no fogo umas 3 horas, pois alguma coisa não solidificava.  Foi devorado em minutos e eu virei a rainha do pudim.

Mas, para escapar em 2010, voltei a velha forma e ontem, ao tentar cometer um pudim de claras:

– queimei o caramelo

– num acesso criativo, botei limão na receita para não ficar tão doce

– não reparei que havia formigas no açúcar

Pior, … o pudim ficou ótimo, com aparência de sorvete de flocos e gostinho de torta de limão. Ou seja, para a entrada em 2011, certamente terei de providenciar um formigueiro e tentar repetir todos os erros que cometi ontem.

—-

/btw sobre as formigas. Respeitando a ética, informei e solicitei o consentimento esclarecido dos comensais. Depois de um pequeno debate ficou acordado que comê-las seria menos traumático do que por fora o pudim.

/btw2 a prova do crime:

pudim de formigas

o pudim

Receita:

10 claras

20 colheres de açúcar

1 limão

açúcar para caramelar

1 pitada de sal e uma de fermento

umas 20 ou 30 formigas das bem miudinhas

——-

1  – caramelize a forma de pudim até queimar o caramelo.  Limpe a forma e comece de novo deixando um pouco do caramelo queimado grudado.

2 – Bata as claras em neve. Uma neve meio mole. Vá colocando o açúcar e as formigas batendo sem deixar virar merengue duro demais. Alternativa ecologica (?): substitua as formigas por chocolate granulado.

3 – coloque as pitadas e raspe a casca do limão na massa e misture

4 – Cate as formigas que estiverem nadando

5 – ponha tudo na forma e a forma numa panela com água. Cozinhe neste banho maria até o pudim solidificar.

6 – deixe esfriar e ponha na geladeira. Desenforme gelado.

7 – na craca que ficar na forma, esprema o limão e acrescente um pouquinho de água e leve ao fogo. Quando ficar com cara de calda, deixe esfriar e ponha sobre o pudim.

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dez 13 2009

o tempo…

Categorias: porto alegre,rastrosSuzana Gutierrez @ 11:54

É sempre ele no final. As imagens são para dar notícias e registrar os últimos tempos.

Tempo de replantar um jardim

meu jardim

meu jardim

Tempo de fazer novos amigos

forró

forró

Tempo de fazer do apagão uma festa 🙂

a luz de velas

a luz de velas

O tempo e o vento… (espiar da janela e sentir o vento aumentando. Vento que ontem assanhou Porto Alegre)

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out 15 2009

Dia do Professor

Categorias: cmpa,doutorado,educação,pesquisa,rastros,suzana gutierrezSuzana Gutierrez @ 12:54

medalha marechal trompowsky

medalha marechal trompowsky

Colegas, 🙂 parabéns para nós!

Este ano não vou falar da educação, do professor, … Não vou colar nenhum cartãozinho ou charge e nem xingar :~)

Vou fala um pouco dos dias da professora aqui. Uma professora que se diferencia da maioria dos colegas por ter plano de carreira, por poder trabalhar numa só escola, por estar em casa hoje, estudando com apoio da legislação sobre seu plano de carreira. Uma professora que não é privilegiada, como alguns gostam de dizer, uma professora que, por outro lado, não sofre a precariedade de condições de trabalho e carreira da grande maioria dos colegas.

Meus dias de professora são alegres, tenho prazer em trabalhar e estar com meus colegas e alunos. Adoro o que eu faço, mesmo. E esta semana está sendo especial.

No feriado, fui fazer uns arremessos na praça aqui do lado de casa e, em 2 minutos, estava dando aulas 😀 Um punhado de crianças foram chegando uma a uma e terminamos jogando basquete na quadra toda. Folgo em dizer que a bola de futebol deles ficou paradinha esperando no canto da goleira. << isto é um privilégio de ser professor.

Ontem, na formatura alusiva ao dia do professor, recebi, juntamente com colegas do Colégio Militar de Porto Alegre, a Medalha Marechal Trompowky* e passei a manhã nas quadras, me divertindo muito com meus alunos e colegas. As aulas de educação física foram abertas aos colegas professores que se misturaram aos alunos. Reza a lenda que muitas, er…, diferenças foram acertadas no futebol. Creio que sim, pois todos voltaram felizes do campo 🙂

À noite, meu time infantil venceu de forma brilhante o jogo da semi-final do Campeonato Anchieta e está classificado para disputar a final. Resultado bom, mas nem de perto superou a alegria de constatar o desenvolvimento do time ao longo do ano. Deu gosto ver que aquele bando de pangarés 😀 agora são uma equipe unida, coesa e temível!

Hoje, estou em casa, grudada nos dados e nos meus sujeitos e sujeitas de pesquisa :|. Ah… estes dados de blogs! Não somente os colho, mas mergulho neles e eles me levam para tantos e tão surpreendentes lugares. A coleta de dados está levando o dobro do tempo previsto! Estou passando o dia do professor no meio dos professores, do seu cotidiano, dos seus interesses. Colegas, vocês não calculam a relevância destas suas memórias singelamente blogadas. Aquele texto (que alguns acham) diarinho, aquele comentário abobrinha, as imagens, os sons e as falas do seu dia valem mais do que resenhas, que citações. E quando vocês refletem em cima destes relatos, é aí que encontramos a teoria\prática construída a muitas mãos e em tempo real.

Na imagem, a minha medalha. Professores de Educação Física tem um fraco por medalhas. Tive de me conter para não ir na padaria com ela.

* “Medalha Mal Trompowsky, criada pelo Decreto do Exmo. Sr. Presidente da República do Brasil em 1953 e destina-se a distinguir cidadão brasileiro ou estrangeiro, ou instituição, que se tenha destacado em relevantes contribuições ao ensino nos Estabelecimentos de Ensino das Forças Armadas, à educação ou à cultura”.

[update]
O círculo se fecha sem se encerrar. A voz de cada colega vai moldando a realidade (hoje!) de ser professor:

Marli, no Blogosfera Marli
Sérgio, no Aprendendo em redes de colaboração
Rogério, no Monitorando
Robson, no NTE Itaperuna
Veneza, no Diário da Professora
Teresinha Bernardete, no Caminhos para chegar
Jenny, no O PC e a criança
Gládis, no Gládis Santos
Franz, no Este blog minha rua
Tatiane, no Mulher é desdobrável

E para completar:
Professora premiada quebra paradigmas consagrados pelo pensamento neoliberal das últimas três décadas

[update 2]
Como disse a Lilian, lá na lista: “É um enorme prazer acompanhar essa meninada”

Professor é desdobrável, mas não inquebrável 🙂 Ensaio do 3º ano do CMPA, sob a direção dançante do colega Gustavo, que ontem se descadeirou na apresentação final.


ele é da matemática…
a produção é do colega Vinicius, das artes civis e militares.

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jul 14 2009

Jogos da Amizade 2009

Categorias: basquete,basquete cmpa,rastrosSuzana Gutierrez @ 19:23

Voltei e estou de quarentena @@

Mas os jogos foram, como sempre, o máximo!

macacos molhados :)

relatos aqui >> basquetecmpa

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jun 24 2009

pois é…

Categorias: internet,rastrosSuzana Gutierrez @ 17:52

CMPA

Enquanto a blogosfera discute a queda da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista e se espanta com as questões que podem surgir a partir das próprias ações na rede, eu sigo muito mais off do que on line.

A manutenção (eu ia dizer reforma, mas não chega a tanto) aqui em casa e o ritmo dos compromissos de trabalho estão tomando todo o meu tempo. Minha pesquisa está semi-parada, também.

Porém, não é por estar diante de mim mesma, mas… as equipes masculinas de basquete do Colégio Militar de Porto Alegre venceram os Jogos Escolares do Rio Grande do Sul, etapa Porto Alegre, em todas as categorias.

Um trabalho que começou pequeno em 2006, hoje consolidou o basquete no CMPA e está ameaçando tomar o meu doutorado 😐 Brincadeira 🙂

A minha experiência twitterística vai devagarinho (bem devagarinho). Nem eu consegui acertar a postagem de imagens via celular + twittermail + twitpic + twitter. Meus alunos, também, não estão se entusiasmando muito. “Mais uma coisa para olhar”- dizem.

fico por aqui, neste “vou dar notícias” … sigo vendo o Grêmio perder mais uma… óhhh … dor!

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jun 11 2009

a aceleração do tempo

Categorias: basquete,categorias,rastrosSuzana Gutierrez @ 16:06

A correria que costumava acontecer no final de Outubro, se transferiu, este ano, para junho e julho. Os Jogos da Amizade mudaram de época, de modo a liberar os alunos na fase mais difícil do ano letivo. Porém, neste processo, acelerou sobremaneira tudo o que antecede e que faz com que os nossos Jogos sejam uma das atividades mais importantes do esporte no CMPA.

Todo planejamento que costumava ser para uns 9 meses (uma gestação! @@), agora ficou restrito à 5 meses. Certo que até nos adaptarmos à esta mudança, vamos sentir muitas dificulades. Traçar planos com férias escolares (as grandes) no meio fica bem mais complicado.

Assim, o meu desvio dos temas que normalmente abordo por aqui tem as suas justificativas. O basquete tomou conta da pauta.

E vai muito bem! Nos classificamos para a segunda fase dos Jogos Abertos da Prefeitura de Porto Alegre (Infantil e Juvenil, por enquanto). Vencemos a etapa Porto Alegre dos JERGS (Jogos Escolares do Rio Grande do Sul) na categoria juvenil, título inédito que nos leva a representar Porto Alegre na fase regional. Estamos indo mais ou menos na classificatória do Campeonato Anchieta.

Por conta destas atividades perdi algumas oportunidades importantes. Contudo, em breve as coisas vão desacelerar e o foco principal será outro.

Mas, por outro lado, vale a pena 🙂

treino no feriado

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jun 01 2009

o tempo

Categorias: categorias,rastrosSuzana Gutierrez @ 18:22

Hoje eu passei o dia me incomodando com uma série de coisinhas. Em casa, no trabalho, no pensamento, campo minado.

Fiquei o dia todo desplugada de tudo que não fosse aula, treino, reunião. E foi só pelas 18h que fiquei sabendo do sumiço de um avião da Air France. Pensei: quase um ano depois que eu fui a Paris, partindo do Rio, na mesma hora.

Fui conferir e localizei os dados do meu vôo num email:

“Saio daqui as 12:50 para o Rio. Lá pegarei o avião para Paris as 19:05. Previsão de chegada 11:10 no Aerogare 2 Terminal E. Voo da Air France AF447.”

Poa/Rio de Janeiro conexão

Tam JJ 3088 26 JUN 12:50hs // 14:40hs

Rio de Janeiro/Paris stop

Air France AF 447 26 JUN 19:05hs // 11:10hs

De repente as coisinhas assumiram a sua real dimensão. As vezes tudo se resume à uma questão de tempo.

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maio 22 2009

ah a vida!

Categorias: basquete,basquete cmpa,rastrosSuzana Gutierrez @ 06:42

Meu sumiço generalizado vai por conta da correria do trabalho (normal!) e de uma reforma que estou fazendo aqui em casa (ai!). Depois que passei o carnaval lidando com baldes cheios de água que escorriam do teto e depois de 3 tentativas de arrumar o telhado, fiquei residindo numa cela úmida, rachada, mofada e insalubre.

E não estou exagerando muito, não. E, aí, tive de romper a minha inércia em permanecer parada e tratar de por a reforma necessária para andar. Me surpreendi que, anos depois de ter parado de atuar como engenheira, eu ainda lembre bem o conteúdo de “Construção Civil I e II”, embora não esteja mais familiarizada com os materiais e soluções novos.

Assim, praticamente desenterrei a parte anexa do meu apartamento e fiz uma nova impermeabilização nos alicerces, mandei refazer o piso do pátio com novo caimento, novas caixas de esgoto pluvial. Coloquei calhas onde não havia e a coisa anda por aí, por enquanto.

Porém, isso me fez ter de gerenciar trabalhadores, correr atrás de material para repor o que teve de ser quebrado, me estressar chamando de volta para refazer coisas que entregaram mal feitas.
É incrível o número de coisas que empresas ‘especializadas’ fazem pela metade se não forem MUITO supervisionadas.

Na quarta-feira, trabalhei nos 3 turnos, pois tive jogo à noite. A semana está sendo corrida pelos treinamentos e jogos mais intensivos. Me gripei e, no treino de quarta, quase quebrei braço. Num exercício de corta luz, meu braço ficou prensado entre dois guris (cada um indo numa direção). Era o treino do Mirim e isso salvou o meu braço apenas com uma distenção.

A noite, jogamos a etapa Infantil classificatória do JAPA – vencemos! – e eu cheguei bem tarde em casa. Entrei, então, a quinta-feira, gripada, doida e cansada 🙁 Sobrevivi a aula de um muito motivado, saudável e irrequieto sétimo ano e me preparei para as compras da ‘reforma’.

Primeira parada: comprar 2 metros quadrados de basalto irregular. Feito e lá fui eu com o porta mala carregado para a segunda compra.

Entrei numa olaria para comprar plaquetas. Era, assim, umas 14h e tudo estava deserto. Fui entrando e chamando e nada. Passeei por toda a sala de mostruário, passei pelos escritórios, sai no pátio imenso de materiais e necas de aparecer alguém. Até a casinha do cachorro estava vazia e, isso, eu até agradeci. Depois apareceu um e depois mais um funcionário e todos sairam dizendo que iam mandar o vendedor. Sentei numa pilha de blocos de concreto e fiquei esperando.

Uns vinte minutos depois e já com mais um casal esperando, resolvi telefonar para a empresa. Me atendeu a secretária/atendente (que estava escondida num escritório). ¬¬ Gastei mais uma hora selecionando 70 plaquetas duplas e alguns cantos e carregando o carro. O casal estava criando raizes enquanto esperava para carregar os seus blocos de concreto.

Quando cheguei em casa, meus diletos funcionários haviam passado impermeabilizante nas paredes externas sem fechar janelas e portas. O cheiro em toda a casa era de derrubar. Fechei tudo daquele lado, abri do outro e liguei ventiladores. (ninguém havia tido esta ideia e todos sufocavam e lacrimejavam pacientemente). Céus!

Acho que por conta da tal tinta, sonhei uma espécie de metáfora de Lucy in the Sky with Diamonds durante toda a noite….

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