jan 29 2009

Dia da Consciência sobre a Privacidade das Informações – Data Privacy Awareness Day

Categorias: informaçãoSuzana Gutierrez @ 05:30

Comecei a escrever este texto ontem, quando se comemorava o Data Privacy Awareness Day, mas não terminei. Então, libero ele agora, com certo atraso, mas colocando na roda algumas reflexões.

Nos primórdios da internet, do IRC e das pagininhas toscas, uma discussão recorrente era sobre a pertinência de trocar fotos pela rede ou publicar fotografias pessoais em sites, em relação às possíveis quebras de privacidade que isso podia trazer.

A menos que saiamos de máscara, a nossa cara é de acesso público. Está a disposição de qualquer um por quem cruzarmos na rua e, mais recentemente, das câmeras de segurança de qualquer lugar, dos fotógrafos amadores, das câmeras do google streetview, … Assim, estar num perfil do Orkut ou num blog qualquer é mero detalhe.

No fim de semana, estávamos na varanda, tomando chimarrão, e eis que passa a nossa governadora, passeando com cachorros e um pequeno séquito familiar. Eu ali com o telefone móvel, sua câmera e o endereço do twitpic na agenda, estava a poucos segundos de mandar a foto da governadora em trajes praieiros para o mundo. Se eu fosse um pouco menos preguiçosa e mais extremada podia mandar uma geo tag que permitiria alguém acertar ela com uma havaiana na Boianowski esquina com a Sepé.

Privacidade é complicado. Para não falar dos nossos textos que, mal são emitidos já correm o mundo via blog, twitter, google reader, telefone móvel, … Isso antes mesmo de decidirmos a real e definitivamente por o ponto final.

- O rss não perdoa! – me disse estes dias a Miriam Salles (viu só, … estou espalhando). O feed já espalha a besteira e a torna uma presença incômoda, mesmo se corrigirmos rapidamente. E os nossos pecados antigos tendem a voltar no cache do Google ou numa busca antenada nos Internet Archives, como tão constrangedoramente aprendeu a jornalista da globo que deletou seu antigo blog.

A informação publicada na internet é gravada e arquivada quase que instantaneamente, tem potencial de visibilidade, pode ser replicada, alterada, remixada ao infinito e recuperada em buscas ou em arquivos. De início, a maioria das pessoas não se dá conta destas propriedades e não compreende que o que está na web, em muitos casos, está publicado e pode ter acesso público.

A grande maioria, também, não lê os “termos de serviço” de espaços onde divulgam, estocam, compartilham informações. Muitos destes termos avisam que a informação colocada no site é de propriedade do site, podendo ser usada, replicada, publicada.

Recentemente, a polêmica envolvendo a utilização de informações postadas no Facebook mobilizou a blogosfera sobre o tema da privacidade e do controle da própria informação. Esta mobilização acontece mais em ondas, nos momentos de ruptura, e realmente não consta da agenda como como assunto que deva ser levado em consideração no cotidiano da nossa presença na web.

Hoje, quando retomei este texto, pipocou um twitt da Raquel Recuero falando de um texto seu sobre o Dia da Privacidade das Informações. Fui lá olhar e, seguindo o paradigma da rede no lugar do barulho repetido, indico a leitura do texto da Raquel na sequência deste meu, pois ela trata de pontos importantes, que eu até ia abordar aqui, mas que estão bem conduzidos por ela. Como, por exemplo, a negociação de informações privadas de clientes pelas empresas. Quem aí não recebe propagandas que vem atreladas ao seu cadastro até de órgãos profissionais?

É muito fácil garimpar informações na internet, por isso ter o controle sobre as nossas informações é um exercício importante e deve partir do nosso conhecimento sobre o funcionamento e possibilidades da rede e dos sites\serviços online nos quais nos engajamos.

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dez 09 2007

a privacidade nas redes sociais

Categorias: redes sociais,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 07:13

Os mesmos que empreendem toda uma campanha individual de “olhem, eu estou aqui e sou…” que atravessa os blogs e os perfis do Orkut/Facebook, participam da discussão sobre a privacidade na rede, quando o que é mostrado foge ao (seu) controle.

É por aí que toda uma discussão anda envolvendo os usuários do Facebook, sobre o sistema Beacon de publicidade. Este sistema captura as suas ações na rede (andanças, compras etc), por exemplo a compra de algum item numa loja virtual, e o adiciona ao seu perfil no Facebook.

Imagine as conseqüências :) ) Numa hipótese bem leve, seus filhos vão ficar sabendo o que o Papai Noel vai trazer de presente. Ou, numa hipótese /calamidade mode on, seu namorado vai ficar sabendo daquele imenso artefato motorizado comprado numa SexShop.

E, pior…, de início a adesão a este BigBrother Social era sem a opção do usuário e, depois da gritaria, parece que agora aparece esta opção de permitir ou não a publicação destes dados de forma visível para todos.

O google já busca e registra s nossas preferências e movimentos, mas, por enquanto isso não é divulgado. Ainda não ficou claro para mim como funcionará esta coisa toda o Facebook, até porque não o utilizo muito. Porém, polêmicas entre público e privado na rede são sempre interessantes. Esta, em especial, pode ser ampliada lendo:

O Facebook e aprivacidade

Thoughts on Beacon

Facebook capitula para respeitar usuário

Como “desligar” o Beacon no Facebook

Conversas sobre o Facebook

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jul 27 2003

caçadores de blogueiros

Categorias: blogosferaSuzana Gutierrez @ 09:04

snif

Um serviço que disponibiliza aos seus clientes um blossier sobre escolhidos blogueiros.

Selecionam os gostos, preferências e interesses em várias áreas, suas idas e vindas, leitura, trabalho, …

Um blog pode ser um panóptico voluntário…

Falando sério. Sorrateiramente os mecanismos de controle tendem a se implantar em todos os espaços. Usando das mais variadas fórmulas e com os mais variados motivos a nossa privacidade vai sendo invadida, vasculhada, vendida.

Ontem mesmo recebi uma ligação do telemarketing do City Bank me comunicando que um cartão eletrônico estava sendo enviado para mim. O telefonema era simplesmente para me avisar que o cartão vinha bloqueado para minha segurança e que, de imediato, eu deveria solicitar sua liberação. Tudo isso foi vomitado pela voz xarope da operadora antes que eu pudesse dizer ai.

Como era um sábado e eu estava com algum tempo resolvi questionar o desrespeito. Falei que não me enviassem cartão algum porque eu não havia solicitado. A operadora respondeu que isso era feito para saber se eu estava feliz com os serviços do City Bank. Eu repliquei que ficaria feliz com o serviço do banco se ele ficasse no seu lugar até ser solicitado e não invadisse a minha privacidade com telefonema ou cartões.

Nada como se ter tempo… Iniciei um papo dos mais chatos sobre privacidade, serviços, segurança. Algo assim meio maníaco.

Pedi o nome dela, o cargo, outros detalhes profissionais.

Quando pedi o RG e o CPF ela conseguiu respirar e largou o fatídico e musical:

- O City Bank agradece a sua atenção e tenha…………..

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