jan 20 2010

informação, comunicação, educação e pesquisa

Nos últimos dias tenho lido muito, pensado muito e escrito muito pouco 🙂  Beirando aquele ponto no qual a quantidade (de informações) acaba alterando a qualidade, aumentando a fragmentação e  desinformando.  Mas, … este blog serve, também, para manter registros e sinalizar por onde andava su nesta semana.

Leituras

Como deve ser a escola que atende aos interesses e ideais da classe trabalhadora do campo e da cidade? Essa é a principal questão colocada no livro “Escola Itinerante – na fronteira de uma nova escola“, de Isabela Camini, publicada pela editora Expressão Popular. in MST.org

Isabela é minha colega na UFRGS, na linha de pesquisa Trabalho, movimentos sociais e educação. O livro pode ser adquirido na Expressão Popular que tem bons preços e os livros (encadernações) são de excelente qualidade. A editora Expressão Popular tem blogue e twitter.

Pesquisadores

O Rogério Christofoletti compilou uma interessante lista dos endereços “Twitter” de diversos pesquisadores na área da comunicação.  Esta semana pretendo tirar um tempo para ir conhecendo os colegas que ainda não conheço.  E já solicito:  coloquem no perfil do twitter o endereço de seus blogues 🙂 – Lista de Pesquisadores no Twitter

Haiti

É bom transcender o Jornal Nacional, a Veja, a Zero Hora e toda a nossa midia que está tendo xiliques com o PNDH e ler alguma coisa que não seja espetaculenta, imediatista e incompleta. Recomendo:

Os pecados do Haiti – por Eduardo Galeano para a Agência Carta Maior.

O que você não está ouvindo sobre o Haiti, mas deveria estar – Carl Lindskoog para Operamundi.

EUA ocupam o Haiti – síntese do Dialógico

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ago 02 2008

lançamento de livro

Categorias: livros,pesquisaSuzana Gutierrez @ 05:08

Esta semana, o Prof. Lucídio Bianchetti, que fará parte da minha banca de qualificação da proposta de tese, me contou que o excelente A Bússola do Escrever terá uma nova edição. Não me surpreende, pois é um livro que já é referência para quem está escrevendo trabalhos ou relatórios de pesquisa.

Escrever não é só dom, quanto é prática. Um dos textos do livro, do Prof Mário Osório Marques, me fez refletir sobre as dificuldades na escrita e as formas como as pessoas lidam com elas, bem como, toda a prescrição tradicionalmente aceita sobre como, quando e onde escrever.

Eu sempre escrevi, mesmo numa casa de poucas letras e livros, sempre li e escrevi, desde que, de tanto olhar, compreendi o que os símbolos diziam e desde quando a mão conseguiu repetir aqueles códigos, que podiam ser tão expressivos.

Eu não aprendi a escrever, simplesmente escrevi. Li porque escrevi e escrevi porque li. Não pensei para escrever, escrevi para pensar, bem como fala o Prof. Mário no seu texto.

Assim, eu vejo a mistificação da escrita e da leitura como uma das principais causas do afastamento da leitura e da escrita. A exigência da correção, do conteúdo, da forma, bloqueando a iniciativa e o gosto.

Este é assunto ara muita conversa :))

E, ainda na conversa com o Prof. Lucídio, fiquei sabendo do lançamento do livro A Trama do Conhecimento, organizado por ele e pelo Prof. Paulo Meksenas, ambos da UFSC. O livro fala da formação para a pesquisa acadêmica e sobre a pesquisa em si.

Eu já estou na fila para ter o meu exemplar. Abaixo o folder do lançamento da Editora Papirus.

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fev 08 2008

Publicar ou Morrer II

Categorias: academia,educação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 08:49

Eu não SOU da academia, apenas ESTOU na academia, como aluna do doutorado e pesquisadora. Não pretendo entrar para a universidade como professora / pesquisadora. Pelo menos, isso não faz parte dos meus mal planejados projetos de futuro. Gosto do que faço e pretendo continuar trabalhando onde trabalho.

Porém, …… Gosto de pesquisar, adoro estudar, me divirto lendo, fuçando, aprendendo. E isso vou continuar fazendo.

Neste contexto, o que eu publico em revistas. anais, etc está na medida do que é necessário no doutorado e para contribuir com a instituição onde estou – UFRGS. Ou seja, fora isso, não estou nem aí para os qualis, para os índices de produtividade, para rechear o meu lattes. Publico, na maioria das vezes, para compartilhar mesmo e porque adoro escrever. Hoje, a la Rainha Branca, eu penso em seis coisas impossíveis antes do café da manhã, mas, quando eu crescer eu quero ser a Agatha Christie.

E é a partir deste meu lugar é que eu sigo comentando sobre Publicar ou Morrer.

A Raquel e a Adriana, também postaram sobre o assunto, tocando em diversos pontos da complexidade qiue é esta questão de publicar na academia x acesso livre. A Raquel fala sobre as diferenças entre o Brasil e os EUA, em termos da qualidade \ fechamento das publicações e avisa (e eu concordo com ela) que o Brasil tem muitas publicações abertas de excelente qualidade, inclusive consideradas pelo qualis.

Raquel traz ao debate o dilema de quem está na academia pressionado por regras que avaliam o pesquisador e a instituição mais pela quantidade do que pela qualidade. É nestas que surgem as máquinas de fabricar artigos, muitos quase um auto-plágio (eu já beirei isso diante de certas imposições, até porque fica difícil não se repetir ao contar a mesma coisa).

A Lady A (gosto de chamar a Adriana pelo nick dela) fala da desgraça que é quando queremos (ou precisamos) muito ler alguma coisa e ela está trancada em algum lugar não acessível, ou acessível apenas pelos servidores da universidade.

A Raquel concorda comigo, com a Lady A e com a danah (com minúsculas como a Raquel ensinou) em relação a importância do acesso aberto na internet, mas aponta a face complicada da publicação aberta: o oportunismo dos que copiam e colam :), o todo ou as partes, sem nenhuma referência a autoria. E eu acrescento: e que publicam como se seus fossem, partes inteiras copiadas de textos teus já publicados em revistas e anais conceituados.

Isso aconteceu comigo e, mesmo contatando os editores das duas revistas e enviando as comprovações, os textos lá continuam, decerto apostando que a professora brasileira não vai ter perna para processar duas revistas fora do Brasil.

Concordo com a Raquel que o desespero por publicar torna quase inacessíveis periódicos e eventos, mesmo os nem tão importantes e que a avaliação por pareceiristas cegos (quando os pareceristas lêem o trabalho sem saber de quem é) poderia reverter este quadro dando oportunidade à autores iniciantes e à pesquisas que não estão amparadas no nome do pesquisador. Eu acrescento: a escolha dos pareceristas e a distribuição dos trabalhos por eles deveria ser alvo de muito cuidado.

Em 2005, encaminhei um artigo sonre RSS e Educação para um congresso de informática na educação, para a sub-área educação/formação do professor, pois o artigo falava das possibilidades da agregação de conteúdos para a educação, focando no professor, na escola e seus projetos. Não foi aceito com a seguinte justificativa: este é um tema já muito discutido e conhecido dos professores. Nem hoje, 2008, é um assunto de domínio de professores. E eu fico pensando: quem é este parecerista?

No final da sua postagem a Raquel diz:

Por fim, minha defesa mais polêmica: Eu também acho que a pesquisa realizada pela graduação deveria ser mais valorizada. E acho que as revistas deveriam ter um espaço para a Iniciação Científica. Eu creio firmemente que IC não é mão de obra barata, mas uma chance de que alguém comece a dar seus primeiros passos, escolha um problema e investigue-o.

Só concordo. E vejo, neste trechinho acima, um monte de coisas para discutir. Por exemplo: como, quando e onde os alunos são considerados mão de obra barata na IC; o que, às vezes, está por trás da publicação conjunta de orientador e orientando; …

E acrescento: Eu defendo a pesquisa feita na e pela educação básica. Por que o olhar da academia seria mais importante e qualificado do que o olhar do professor da escola de ensino fundamental e médio?

E, … sosseguem, vou encerrar por aqui 🙂 Vou arremesar prá errar e vamos ver quem pega o rebote.

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