jan 20 2010

informação, comunicação, educação e pesquisa

Nos últimos dias tenho lido muito, pensado muito e escrito muito pouco 🙂  Beirando aquele ponto no qual a quantidade (de informações) acaba alterando a qualidade, aumentando a fragmentação e  desinformando.  Mas, … este blog serve, também, para manter registros e sinalizar por onde andava su nesta semana.

Leituras

Como deve ser a escola que atende aos interesses e ideais da classe trabalhadora do campo e da cidade? Essa é a principal questão colocada no livro “Escola Itinerante – na fronteira de uma nova escola“, de Isabela Camini, publicada pela editora Expressão Popular. in MST.org

Isabela é minha colega na UFRGS, na linha de pesquisa Trabalho, movimentos sociais e educação. O livro pode ser adquirido na Expressão Popular que tem bons preços e os livros (encadernações) são de excelente qualidade. A editora Expressão Popular tem blogue e twitter.

Pesquisadores

O Rogério Christofoletti compilou uma interessante lista dos endereços “Twitter” de diversos pesquisadores na área da comunicação.  Esta semana pretendo tirar um tempo para ir conhecendo os colegas que ainda não conheço.  E já solicito:  coloquem no perfil do twitter o endereço de seus blogues 🙂 – Lista de Pesquisadores no Twitter

Haiti

É bom transcender o Jornal Nacional, a Veja, a Zero Hora e toda a nossa midia que está tendo xiliques com o PNDH e ler alguma coisa que não seja espetaculenta, imediatista e incompleta. Recomendo:

Os pecados do Haiti – por Eduardo Galeano para a Agência Carta Maior.

O que você não está ouvindo sobre o Haiti, mas deveria estar – Carl Lindskoog para Operamundi.

EUA ocupam o Haiti – síntese do Dialógico

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nov 25 2009

Galeano e a América Latina

Categorias: blog,livrosSuzana Gutierrez @ 09:14

“Romper com o velho hábito da obediência. Em vez de obedecer à história, inventá-la. Ser capaz de imaginar o futuro e não simplesmente aceitá-lo. Para isso é preciso revoltar-se contra a horrenda herança imperial, romper com essa cultura de impotência que diz que você é incapaz de fazer, por isso tem que comprar feito, que diz que você é incapaz de mudar, que aquele que nasceu, como nasceu vai morrer. Porque dessa forma não temos nenhuma possibilidade de inventar a vida. A cultura da impotência te ensina a não vencer com sua própria cabeça, a não caminhar com suas próprias pernas e a não sentir com seu próprio coração. E penso que é imprescindível vencer isso para poder gerar uma nova realidade”. (Eduardo Galeano em Espelhos – Uma História Quase Universal)

Este e outros trechos do livro e os comentários de Pedro Alexandre Sanches, no seu blog . Gosto muito de Galeano e estes excertos me deram muita vontade de ler o livro. Ando num tempo onde os desejos estão condicionados pelas responsabilidades e os prazos, mas janeiro pode ser a brecha para esta leitura.

Procurando as referências ao DPádua, andei relendo algumas coisas aqui do blog, retroagindo para os idos de 2003, não só para constatar que o tempo passa rápido, mas, também,  para me entristecer um pouco com o que vamos deixando pelo caminho, perdendo até.  Como aquela despreocupação com foco de pesquisa,  relevâncias e leitores, característica do blogueiro iniciante. Nas entrelinhas e nas linhas mesmo das minhas narrativas informais as marcas do tempo histórico bem claras, prontas para serem colhidas.

Me dei conta que, de uma certa forma, eu estava tentando ser ‘relevante’ aqui. Como se a relevância fosse uma escolha ou uma decisão.  Como se o todo tivesse de vir antes e independente das partes 🙂 De agora em diante, prometo ser despreocupadamente irrelevante de novo.

)) sobre o livro

)) este achado veio por meio do Idelber, via Google Reader.

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maio 22 2009

a mulher e o leme

Categorias: livrosSuzana Gutierrez @ 04:48

bombinhas(diz a lenda masculina que mulheres dão azar em navios. vai ver é porque alguma pode discutir o rumo…)

Quando meus filhos eram pequenos e eu ainda era casada, costumávamos passar o verão acampando em Santa Catarina. Carreta barraca, pouca roupa, barco inflável, coletes salva-vidas, bolas, raquetes, caniços, brinquedos, eram a base da mudança.

Nossos acampamentos ficavam na parte mais selvagem da escala. A programação incluia escalar morros, achar praias desertas, pescar, navegar a costa num bote do tamanho de uma cama. E era bem divertido. Mas não sem alguns riscos.

Numa certa vez, resolvemos atravessar a baia (acho que era Bombas) e rumar para uma prainha deserta quase na ponta do braço de terra que avançava no mar. Era uma praia que não se vê do mar, pois há uma cortina de rochas ocultando a areia. A passagem entre as rochas era estreita e protegia uma mini baia tranquila. Paraíso 🙂

Tivemos de fazer várias viagens com o Rolha (nosso bote) para levar cadeiras, caniços, boias e brinquedos, caixa de isopor com bebidas e lanches, cadeiras, livros, cunhado e cunhada, crianças, …….. Passamos um dia lindo naquele paraíso.

Na época, eu havia optado (sou da privilegiada porção de mulheres que podem optar) por cuidar meus filhos quase em tempo integral e trabalhava pouco. Não sei se esta situação afetou, mas eu passei a me colocar por último nas decisões e nas prioridades familiares (um erro que, se não fosse o quase acima, teria levado a minha vida para rumos que nem gosto de pensar).

Na hora de voltar à civilização, o barco foi levando cunhado e uma criança + cadeiras e caniços, cunhada e outra criança + cadeiras e brinquedos, … No leme o comandante (meu marido) indo e vindo. Só que ele não era um comandante que se preocupasse muito com o navio. Ele gostava do leme, mas cuidar da manutenção do navio não era uma prioridade e, assim, o motorzinho furreca do Rolha vivia todo enferrujado e pifando.

E estragou mais uma vez, bem quando só sobrara na praia o isopor com uma coca-cola dentro, um colete salva-vidas e… eu ( a última). Tempo passando e eu olhando a passagem entre as rochas e nada. Sol se escondendo e os mosquitos chegando para a janta e … nada.

Uma certa preocupação se instalando e eu ali sendo a janta dos mosquitos. Aí resolvi que deveria assumir o leme inexistente da situação. Vesti o colete, centralizei a coca-cola no isopor usando duas pedras, e cai na água nadando rumo a passagem entre as rochas.

Penso que a praia grande, meu destino, ficava mais ou menos 1 Km via mar aberto. No braço eu não sei se nadava, na época. A caixa de isopor era uma opção: deixar ou levar? Levei. Passei sem problemas pelas rochas e entrei no mar aberto e, graças aos céus, calmo de Santa Catarina. Ainda não era noite, mas as luzes começavam a se acender lá ao longe. E eu estóicamente batendo perna.

Depois de uns quinze minutos navegando e empurrando a caixa de isopor (resolvi trazer por causa da coca-cola; vai que eu fico dois dias à deriva) avistei o Rolha vindo ao longe com o valente comandante aos remos 🙂 Demoramos um pouco para voltar, mas o resto da noite foi rir da aventura. E eu ri sem nem pensar em metáforas…

Toda esta história eu lembrei ao ler o texto da Denise, do Síndrome de Estocolmo, comentando o novo livro de Maria Mariana (para falar a verdade, eu só me lembrei – e vagamente – da Maria Mariana, ao ver a foto) e uma entrevista para a Revista Época, com o oportunista, para não dizer calhorda, título de “Deus quer o homem no leme“.

Este meu texto não é para comentar o amontoado de bobagens que pode ser lido na entrevista acima e em citações pinçadas do livro (tem uma sobre catar cuecas sujas do chão que deveria ser motivo para prisão inafiançável da autora [1]). Isso, muita gente já fez muito bem. Esta entrada é para indicar a leitura do texto da Denise e as referências (outras entradas) que ela aponta lá.

Este meu texto é para sinalizar o horror crescente que sinto ao ler o que anda sendo publicado por aí e, pior, badalado, incensado pela mídia que só pensa em vender seja o que for a não importa quem. Não é atoa que, hoje, se tem de entrar numa livraria com um facão para abrir caminho no mato de auto-ajuda e livrinhos descartáveis.

É, também, para dar o meu testemunho pessoal de que manter uma mão no leme salvou a minha vida (aquele quase que eu falo lá em cima). Vivemos em uma sociedade em que manter a independência pessoal é questão de sobrevivência e isso está valendo até para as crianças. Basta uma olhada mais sintonizada nas sinaleiras[2].

Como diria a minha vó: não ocupem o Senhor! Deus não tá nem aí para quem está no leme. É bom você saber navegar e nadar e, se tiver uma coca-cola, leve junto.

——-

[1] isso pode ser uma idéia 🙂
[2] aqui no sul os semáforos são chamados sinaleiras.
… a foto é minha, de bombinhas (SC) nos idos tempos e não da prainha da história.
… uma coisa é certa, Maria Mariana está conseguindo publicidade para o livrinho, na bas da antiga estratégia do falem mal, mas falem de mim.

update: recomendo, também, a leitura de:

Sobre um recente recrudescimento da misoginia e da homofobia

do Idelber Avelar

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jan 29 2009

# dulcora (*)

Categorias: livros,midias,pesquisa,webSuzana Gutierrez @ 14:00

# A tecnologia está produzindo um declínio no pensamento crítico e analítico? – Ao mesmo tempo em que tecnologia vem desempenhando um papel cada vez maior em nossas vidas, nossa habilidade em análisar e pensar criticamente vem declinando, enquanto nossas habilidades visuais aumentam – pesquisa de Patricia Greenfield, UCLA pesquisadora e diretora do Children’s Digital Media Center, Los Angeles. (na Science Daily)

# 15 livros relacionados as midias sociais >> Nos próximos posts, começarei publicar breves comentários a respeito de 15 obras recentes sobre novas mídias ou ligadas as novas mídias que de múltiplas perspectivas (muitas vezes opostas e contraditórias) demonstram tendências, reflexões e percepções em que podemos perceber oportunidades e aspectos benéficos e ao mesmo tempo armadilhas e perigos. Em minha análise se configura a emergência de um cenário ambíguo, permeado de contradições. Para acompanhar no Cibercrítica.

# FSM: alternativas ao projeto do Sen. Azeredo – Ocorreu aqui no Fórum Social Mundial uma oficina sobre as alternativas ao PL do Senador Azeredo que trata dos crimes na Internet. por Sérgio Amadeu

# Digital UtopiaO’Reilly: Web 2.0, he says, is about business. (He says many tech movements start out with similar idealism, only to give way to capitalism. For instance, O’Reilly says, Napster introduced file sharing, but now iTunes has people comfortable with paying for music online.) Isso e algumas outras referências interessantes.

* #dulcora

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jan 18 2009

vamos ver até onde vai este meme?

Categorias: blogosfera,livrosSuzana Gutierrez @ 19:20

O que você está lendo?

Este meme foi criado pela Vanessa que indicou 15 blogueiros para continuar.
Lendo o blog da Vanessa, vi a minha indicação e sugeri duas coisas:

– não avisar os indicados
– indicar somente dois para seguir o meme.

A Vanessa topou e colocou mais uma tarefa: além de dizer o que está lendo, o blogueiro deve dizer como ficou sabendo da indicação para o desafio.

A ideia é ver até onde vai este meme e por quais canais se difunde. Então vamos lá 🙂

Eu IA ler Dos meios às mediações do Jesus Martin-Barbero, mas cai num daqueles impasses de leitura que eu, às vezes, tenho. Inicio 3 ou 4 livros e fico zapeando até que uma das leituras encaixe na linha de pensamento que eu vinha desenvolvendo.

Meio louco isso, mas funciona. Foi por aí que larguei o Martin-Barbero e, no momento, estou pipocando entre o Meszaros (O poder da Ideologia) e o Goffman (A representação do eu na vida cotidiana). No lado recreativo, estou relendo O Dossie de Odessa do Frederick Forsyth.

Fiquei sabendo da indicação pelo google reader, lendo o blog da Vanessa.

Para seguir o meme indico os outros dois mosqueteiros 🙂

Lilian >> Discurso Citado
Sérgio >> Sérgio Blog 2.4

Tarefas:
Colar o selinho na postagem
Contar das suas leituras
Dizer como ficaram sabendo da indicação.
Indicar mais duas vít, digo, colegas :)))
Não avisar os indicados

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jan 06 2009

Leituras

Categorias: doutorado,leituras,livrosSuzana Gutierrez @ 15:50

vista da praia
* a foto é do meu passeio de hoje – capão da canoa

Após os Jogos da Amizade eu pude intensificar as minhas leituras e releituras. E o que pude fazer neste tempo está me deixando muito animada.

Ainda em novembro pude terminar de reler A Era dos Extremos – o breve século XX, 1914-1991 do Eric Hobsbawm e, em parte, reli Condição pós-moderna, do David Harvey. São dois livros que eu recomendo fortemente a quem está pensando em pós-graduação stricto sensu.

Depois, reli Sobre o Tempo, do Norbert Elias e li o Processo Civilizador volume I e parte do volume II. Estes “em parte” tem sua explicação no meu “modo de pensar”, que não é linear e segue, o ritmo da escrita. Escrever para pensar e saber o que ler para escrever, para pensar, … recursivamente.

Em seguida, comecei a minha saga em Zygmunt Bauman, que é um autor que ainda não havia usado nas minhas construções teóricas. Li uma parte do O mal-estar da pós-modernidade e deixei na fila Comunidade e Modernidade Líquida. Penso que o que o Bauman traz sobre estranhos, arrivistas, vagabundos e turistas, a questão do controle, da cultura, da liberdade e da civilização são muito interessantes para se compreender a cibercultura.

Aí senti a necessidade de voltar ao Daniel Bensaïd e reler (com caderninho do lado) o seu excelente Marx, o Intempestivo, o qual terminei hoje. Para confrontar as aporias das outras leituras, precisei rever, guiada por Bensaïd, a construção da ciência de Marx. Na segunda metade do século XIX, quando o mundo vivia acomodado na linearidade da mecânica de Newton, surgem as ciências das possibilidades: a teoria da evolução de Darwin, as leis da termodinâmica de Clausius e Carnot e a crítica da economia política de Marx, falando de incertezas e abrindo espaço para uma nova racionalidade.

Quando o meu pensamento se pragmatiza e flutua na superfície das coisas, ou começa a se linearizar e não ultrapassar a pseudoconcreticidade, eu sempre retorno a Marx, que viu na mercadoria o seu duplo de valor de uso e valor de troca.

Marx, o Intempestivo é um livro denso e necessita de concentração. Então, quando vim para o posto avançado em Capão da Canoa e a possibilidade de concentração ficou contingente, eu alternei esta leitura com a leitura de alguns artigos de dois livros de Lucídio Bianchetti: Educação Corporativa, que ele organiza juntamente com Elisa Quartiero e A trama do conhecimento, com Paulo Meksenas. O primeiro é um panorama amplo da educação em seu imbricamento com a educação pensada pelas empresas. O segundo, leitura obrigatória para quem pensa fazer ou está cursando mestrado ou doutorado.

Agora, preparo-me para atacar Dos meios as mediações, de Jesus Martin-Barbero.

No lado lúdico, aquela leitura de duas páginas por dia, para acalmar o delírio teórico 🙂 antes de dormir: estou relendo pela décima vez O homem do terno marron da Agatha Christie.

em tempo: ponham ou tirem os hífens e os acentos…

em tempo 2: tão abundante como as leituras estão sendo as possibilidades de compartilhar algumas reflexões (e algumas bobagens, também) por aqui.

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jan 04 2009

Os estranhos

Categorias: livrosSuzana Gutierrez @ 19:15

O Estranho instala a incerteza onde a certeza e a ordem “deveriam imperar”.

Bauman diz que os estranhos são aqueles “que não se encaixam no mapa cognitivo, moral e estético do mundo”[1]. Dentro do contexto de um ‘certo mundo’ ou mundo hegemonicamente determinado como a única alternativa aceitável. A presença do Estranho no mundo, numa comunidade ou sistema social, instabiliza, confunde e desafia.

O Estranho tem muito de Arrivista, (mexendo um pouco com as concepções de Bauman), e considera os limites como faróis que podem guiar a sua ação ou iluminar as possibilidades de caminho. Ao ultrapassar limites, o Estranho destrói a ilusão de segurança e ordem daqueles que veem os limites como cercas protetoras fixas e imutáveis.

A sociedade da ordem tem dificuldade em lidar com o Estranho. Sua “estranheza” deve ser assimilada (devorada), excluída (afastada para longe, guetizada) ou, se nada funcionar, destruída. Uma destruição criativa – mutilar e corrigir. (Bauman seguindo Schumpeter)

Na era dos tutoriais e dos ‘how to’, quem se atreve a duvidar-pensar os ingredientes e os procedimentos, logo assiste o ‘ritual das portas’ e escuta os alarmes disparando. Um Estranho no ninho!

Porém, … como diz o poeta:

“eles são muitos, mas não podem voar…” [2]

Eu, estranhamente, acrescento: “para estes muitos é mais seguro viver de asas cortadas”

[1] O mal estar da pós-modernidade – Zygmunt Bauman (Zahar, 1999)
[2] Pavão Mysterioso – Ednardo

* a nossa tão propalada pós-modernidade tem limites bem precisos para a liberdade. Eu diria que bem mais rígidos que os modernos.
** viver a rede, às vezes, me inspira estas coisas.

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nov 25 2008

achado por aí

Categorias: livros,recursosSuzana Gutierrez @ 17:40

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set 26 2008

Trocar livros em Porto Alegre

Categorias: livros,porto alegreSuzana Gutierrez @ 05:44

No domingo, tem mais coisas a fazer na Redenção, além de jogar basquete e passear na feira 🙂 A prefeitura anuncia:

No próximo domingo, 28, das 10h às 17h, junto ao Monumento ao Expedicionário do Parque Farroupilha (Redenção), será realizada a sétima edição da Feira de Troca de Livros de Porto Alegre.
O evento é organizado pela Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, com a participação de 16 bibliotecas. Qualquer pessoa pode chegar em um dos stands e trocar seus ivros, desde que estejam em bom estado. [Prefeitura POA]

Se conseguir me recuperar do excesso desta semana, vou tentar achar algum livro aqui que eu consiga trocar e dar uma volta por lá. Mas 10.000 pessoas são um incentivo bem grande para NÃO ir.


* Shakespeare & Co.

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set 22 2008

Para indicar livros

Categorias: livrosSuzana Gutierrez @ 18:11


Se eles estão indexados no Google Book Search é possível inserir no blog usando o seguinte script:

<script type=”text/javascript” src=”http://books.google.com/books/previewlib.js”></script>
<script type=”text/javascript”>
GBS_insertEmbeddedViewer(‘GkCpLIk7aisC’,600,500);
</script>

trocando GkCpLIk7aisC pela ID do livro e os parâmetros ‘600’ e ‘500’ pelo tamanho que você desejar.

via Google System

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set 07 2008

A trama do conhecimento e o drama da escrita

Categorias: cmpa,livros,ufrgsSuzana Gutierrez @ 14:56

Descansando da semana puxada, passei o domingo lendo muito, preparando estratégias para os próximos desafios da equipe de basquete (porque o sábado foi punkkkkk) e aproveitando para divulgar o lançamento em Porto Alegre do livro A TRAMA DO CONHECIMENTO: Teoria,método e escrita em ciência e pesquisa, do Prof. Dr. Lucídio Bianchetti. Atenção para a palestra imperdível.

Na manhã de vento gaúcho, assisti meus alunos guerreiros desfilando. Salve o Brasil, CMPA!

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ago 02 2008

lançamento de livro

Categorias: livros,pesquisaSuzana Gutierrez @ 05:08

Esta semana, o Prof. Lucídio Bianchetti, que fará parte da minha banca de qualificação da proposta de tese, me contou que o excelente A Bússola do Escrever terá uma nova edição. Não me surpreende, pois é um livro que já é referência para quem está escrevendo trabalhos ou relatórios de pesquisa.

Escrever não é só dom, quanto é prática. Um dos textos do livro, do Prof Mário Osório Marques, me fez refletir sobre as dificuldades na escrita e as formas como as pessoas lidam com elas, bem como, toda a prescrição tradicionalmente aceita sobre como, quando e onde escrever.

Eu sempre escrevi, mesmo numa casa de poucas letras e livros, sempre li e escrevi, desde que, de tanto olhar, compreendi o que os símbolos diziam e desde quando a mão conseguiu repetir aqueles códigos, que podiam ser tão expressivos.

Eu não aprendi a escrever, simplesmente escrevi. Li porque escrevi e escrevi porque li. Não pensei para escrever, escrevi para pensar, bem como fala o Prof. Mário no seu texto.

Assim, eu vejo a mistificação da escrita e da leitura como uma das principais causas do afastamento da leitura e da escrita. A exigência da correção, do conteúdo, da forma, bloqueando a iniciativa e o gosto.

Este é assunto ara muita conversa :))

E, ainda na conversa com o Prof. Lucídio, fiquei sabendo do lançamento do livro A Trama do Conhecimento, organizado por ele e pelo Prof. Paulo Meksenas, ambos da UFSC. O livro fala da formação para a pesquisa acadêmica e sobre a pesquisa em si.

Eu já estou na fila para ter o meu exemplar. Abaixo o folder do lançamento da Editora Papirus.

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mar 16 2008

Ritmos e sincronias

Categorias: basquete,doutorado,leituras,livros,lugaresSuzana Gutierrez @ 16:22

strogatz - syncUma das coisas que perpassa toda a formação na Educação Física é o ritmo. Cedinho aprendemos, quem ainda não sabe, a achar o ritmo em todas as coisas. Os ritmos óbvios da dança e os não tão óbvios, mas nem por isso menos cadenciados, das jogadas do basquete.

Na escola, criticamos a quebra do ritmo. A imposição das carteiras cartesianamente colocadas, o movimento mecânico de olhar o quadro e o caderno. Ritmos formatados numa cadência que não respeita a corporeidade dos envolvidos. Desde o aluno que não pode levantar, até o professor, para quem é feio dar aula sentado.

Enquanto isso, aleluiah!, na aula de educação física, a possibilidade de um outro ritmo, memória inscrita nos corpos, sincronia com os ritmos da vida.

Sexta-feira, eu voltava da Redenção, no meio de uns 30 guris, com idades variando entre os 11 e os 18, e vinha conversando com um casal de pais, que fora buscar um dos menores. E explicava que estava trocando o dia do treino dos pequenos de sexta para segunda, pois precisava da sexta para os maiores e, o treino conjunto não era fácil de levar.

– Duas quadras, exercícios e práticas diferentes e, ao final, eu acabo gritando muito com eles, tendo menos paciência que o normal. – falei eu.

Os pais, super-compreensivos e acompanhando de perto o amor do guri pelo esporte, me incentivaram. Um pouco de xingamentos fazem bem ao treino. Mas eu fiquei pensando no ritmo. Ou melhor, na cacofonia (?) dos ritmos. A bateria atravessando o samba e a escola dando aquela rengueada no desenvolvimento.

Sem ritmo não dá. E eu estava relembrando isso nas leituras de hoje. Strogatz, inicia Sync falando de ritmo, dos ciclos e da ordem que emerge do caos. Esta e outras leituras e re-leituras me ajudaram a fechar um pouco mais o foco da minha pesquisa, neste final de semana. Parece que a ordem começa a emergir. 🙂

Ao mesmo tempo, pelo menos por enquanto, o ritmo deste blog vai entrar numa cadência mais lenta, sai do Allegro das férias para o Adagio …

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fev 01 2008

Sete links que vale a pena conferir

Categorias: links,livros,recursos,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 03:44

Ei! Já sei que muitos gostaram dos links que estou publicando frequentemente. E alguns estão usando os comentários para relatar as suas experiências de uso de alguns destes recursos e aplicativos e isso é muito bom.

Eu não tenho tempo para fazer uma avaliação profunda da maioria deles e, socializar aqui, é uma forma de abrir para o debate. Então, quem está lendo os links abaixo e conhece alguma coisa sobre eles, use os comentários e conte para nós 🙂

Google Docs Bar – Companion for Firefox – extensão para o Firefox que coloca os documentos do google docs numa barra lateral.

FireFTP – cliente FTP para Firefox

WebMynd – Home Extensão para o Firefox que guarda todas as páginas visitadas na semana (gratuito) ou por mais tempo (pago)

Download YouTube Videos! – aplicativo para baixar e salvar vídeos do YouTube

Overstream – aplicativo web para por legendas em vídeos – dica Midias na Educação

PanImages – busca imagens em multiplos idiomas a tradução é automática Flickr + Google

Librarian Chick & FOSSwiki – lista de livros, aplicativos e recursos educacionais livres e de código aberto

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jan 15 2008

Livro de Lawrence Lessig agora é livre

Categorias: internet,livrosSuzana Gutierrez @ 14:50

O Futuro das Idéias, de autoria de Lawrence Lessig, está disponível para download, sob licença Creative Commons para uso não comercial.

“A revolução da internet chegou. Alguns dizem que ela já foi. O que foi responsável pelo nascimento? Quem é responsável pela sua partida?”

:: baixe o livro

:: créditos da imagem: http://www.the-future-of-ideas.com/

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