jan 13 2011

em busca do tempo perdido

Categorias: livros,rastros,sem categoriaSuzana Gutierrez @ 13:14

Na minha tese tem uma hora que eu confesso que, ao longo do doutorado, abandonei um pouco o jeito Alice do mestrado e passei a me identificar mais com o solitário Marcel, um tanto inseguro, egocentrado, mas tenaz em se agarrar ao tempo e, de alguma forma, tentar compreender as suas contingências, as suas leis.

Neste espírito, decidi reler Em busca do tempo perdido, devagarinho, saboreando os achados de Proust, achados porque, penso eu, ele topou com eles durante o processo de recriar a vida escrevendo. Quando pude transitar por alguns de seus caminhos, já havia a vontade de reler, mas não havia o tempo. E assim, de certa forma o seu pensamento me assombrou durante a minha recriação particular do tempo no doutorado.

Neste início de ano reli No caminho de Swann e À sombra das moças em flor. Começo a trilhar agora o Caminho de Guermantes. Devagar, intercalando com outras leituras acumuladas durante este tempo de pesquisa em que elas  eram muito dirigidas. Estou terminando, também O tempo entre costuras, de Maria Dueñas, livro que ganhei no Natal.  O tempo de novo… Talvez seja ele o grande motor dos escritores.

Tags: , ,


jul 31 2010

entre o velho e o antigo

Categorias: academia,categorias,doutorado,leituras,rastrosSuzana Gutierrez @ 15:16

Há alguns anos, no saudoso Arroio do Sal, uma amiga minha passou por uma experiência muito interessante. Vinha ela caminhando tranquilamente na beira mar, retornando para casa ao fim da tarde,  revigorada pela brisa quase suave dos nossos mares do sul. Carregava a cadeira e, na bolsa, um livro. Vinha pensando em coisas boas, quando o vento que lhe vinha das costas trouxe um zum zum adolescente, cujo tema era a sua anatomia (ainda bastante boa para os quase 50).

Entre divertida e lisongeada, ficou escutando o papo que se aproximava de seus passos lentos. O grupo de rapazes, em seus apressados 15 anos a ultrapassou e, aprendizes aplicados da lógica masculina, viraram suas caras safadas para olhar o objeto de suas elogiosas frases.

– Mas ela é velha! – sentenciou o líder da manada. E lá se foram eles, semi-indignados, apressando o passo.

Minha amiga, seguiu impávida, se divertindo com o desdobramento do ataque dos franguinhos Minu 🙂

[pausa]

Meus alunos costumam brincar comigo sobre estas coisas da idade. Geralmente, com a cara mais deslavada perguntam se “no meu tempo” as galenas tinham programação ou, exageradamente, se a roda já era usada para locomoção de pessoas. Eu costumo aderir à brincadeira, pescando alguma coisa realmente ante-diluviana que os deixe com caras de bobos.

Ou, quando estou na pilha, tento problematizar estas relações entre velho \ novo \ antigo \ moderno. Costumo dizer que não passei dos 17 anos, porque acho esta uma idade ideal e recomendo a todos que fiquem neste limite. Geralmente, não explico porque. Ou digo que não sou velha, de modo algum, mas que cai da cegonha sem querer.

Ou, ainda, digo que velho é quem nasce velho e que ficar velho é diferente de envelhecer. O que temos como humanidade é um acervo de juventude que se conserva, antiga mas sem ‘ficar velha’. Legado que deixamos quando envelhecemos. E falo que eu sou antiga, pois faz tempo que conservo a minha juventude, os meus 17 anos. Velho é quem nasce assim e segue se decompondo dia à dia, mesmo nos seus 5 anos de vida.

Pois não há nada novo, que seja novo fora da antiguidade de algo jovem que foi conservado neste nosso acervo humano. E não pensem que eu ando viajando para me escapar de escrever a tese. Estas coisas todas me vieram à mente ao reler a página 397 do volune II do Conceito de Tecnologia de Alvaro Vieira Pinto. Aliás, leitura obrigatória para pensar dialeticamente a tecnologia.

Tags: , ,


jan 20 2010

informação, comunicação, educação e pesquisa

Nos últimos dias tenho lido muito, pensado muito e escrito muito pouco 🙂  Beirando aquele ponto no qual a quantidade (de informações) acaba alterando a qualidade, aumentando a fragmentação e  desinformando.  Mas, … este blog serve, também, para manter registros e sinalizar por onde andava su nesta semana.

Leituras

Como deve ser a escola que atende aos interesses e ideais da classe trabalhadora do campo e da cidade? Essa é a principal questão colocada no livro “Escola Itinerante – na fronteira de uma nova escola“, de Isabela Camini, publicada pela editora Expressão Popular. in MST.org

Isabela é minha colega na UFRGS, na linha de pesquisa Trabalho, movimentos sociais e educação. O livro pode ser adquirido na Expressão Popular que tem bons preços e os livros (encadernações) são de excelente qualidade. A editora Expressão Popular tem blogue e twitter.

Pesquisadores

O Rogério Christofoletti compilou uma interessante lista dos endereços “Twitter” de diversos pesquisadores na área da comunicação.  Esta semana pretendo tirar um tempo para ir conhecendo os colegas que ainda não conheço.  E já solicito:  coloquem no perfil do twitter o endereço de seus blogues 🙂 – Lista de Pesquisadores no Twitter

Haiti

É bom transcender o Jornal Nacional, a Veja, a Zero Hora e toda a nossa midia que está tendo xiliques com o PNDH e ler alguma coisa que não seja espetaculenta, imediatista e incompleta. Recomendo:

Os pecados do Haiti – por Eduardo Galeano para a Agência Carta Maior.

O que você não está ouvindo sobre o Haiti, mas deveria estar – Carl Lindskoog para Operamundi.

EUA ocupam o Haiti – síntese do Dialógico

Tags: , , , ,


abr 20 2009

pequenas notas dos últimos dias

Categorias: blog,leituras,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 14:54

# pensamentos dispersos sobre a moderação prévia de comentários nos blogs

O que se coloca em discussão não é a questão do direito, mas da pertinência ou necessidade da moderação prévia de TODO comentário.

Uma coisa que eu vejo nesta questão é a importância que assume a nossa necessidade de controle. A maioria não quer que fique no ar mais que 1 segundo um comentário nos chamando de #$¨¨&* ou expondo um link para uma página de virus.

Controle é uma coisa complicada e fácil ao mesmo tempo. Controle eficiente é quase impossível sem perder muitas coisas boas. Por outro lado, é fácil proibir. Difícil é conviver com as coisas da vida e fazer disso aprendizado.

update > pesquei o link que eu queria: esta entrada matadora do Sergio sobre o assunto.

# sobre o uso ‘educacional’ das coisas e sobre as coisas ‘por elas mesmas’

E eu volto a falar na contradição de tentar arrumar uma utilidade educacional para as coisas antecedendo uma proposta. A tecnologia vai entrar (ou não) depois de elaborada uma proposta.

a questão de consumir a midia (ou seja o que for) é, por vezes, mais importante que as possibilidades da midia.

Fantástico! 🙂 Compare http://tinyurl.com/crpv8m com http://tinyurl.com/cbbmlg :)) e don’t believe the hype :)))

É por estas que o consumo da colaboração transforma a colaboração em produto comercializável.

# sobre o twitter, assunto da semana

É possível pensar que aquela janelinha estreita e azul do twitterfox é o leito de um rio (no meu caso um riacho) que corre, às vezes rápido, ás vezes lentamente, mas que sempre arrasta uma amostra daquilo que ocupa algumas mentes por aí. Importante? Não sei. Auto-explicativo? Talvez. Todavia, transcendendo as ‘tolices entusiasticamente repetidas’ (inclusive as próprias) é possível um panorama legal do que rola.

just in case, follow: http://twitter.com/suzzinha

# leituras

Aproveitando que a SAGE está aberta até 30 de abril:

Personal Network Analysis Challenges in Collecting Personal Network Data: The Nature of Personal Network Analysis – Barry Wellman – Field Methods 2007 (SAGE)

Netville Online and Offline: Observing and Surveying a Wired Suburb – HAMPTON and WELLMAN 43 (3): 475 — American Behavioral Scientist

Tags: , , , ,


fev 23 2009

que semana!

Categorias: leituras,rastrosSuzana Gutierrez @ 17:54

uma semana tentando me esquivar das leis de Murphy…

# não vou enumerar as calamidades, mas, só para atualizá-las, que conste em ata que eu estou aguardando de novo o pessoal para re-arrumar o meu telhado. Nos últimos dias chovia mais aqui dentro que na rua e eu passei o sábado de carnaval carregando baldes de água …

# nossa bisa deu um nó nos prognósticos médicos e, aos 99 anos, venceu uma cirurgia complicada e já está incomodando todo mundo, como é seu direito 🙂

# não vi nada do carnaval. Entre as obras e o hospital, estou lendo e assistindo a NCAA.

# para ler:

The Political Economy of Intellectual Property – Michael Perelman

Participation and Literacy – Twitter and Futurism – Trebor Scholz

Tags: ,


jan 18 2009

vamos ver até onde vai este meme?

Categorias: blogosfera,livrosSuzana Gutierrez @ 19:20

O que você está lendo?

Este meme foi criado pela Vanessa que indicou 15 blogueiros para continuar.
Lendo o blog da Vanessa, vi a minha indicação e sugeri duas coisas:

– não avisar os indicados
– indicar somente dois para seguir o meme.

A Vanessa topou e colocou mais uma tarefa: além de dizer o que está lendo, o blogueiro deve dizer como ficou sabendo da indicação para o desafio.

A ideia é ver até onde vai este meme e por quais canais se difunde. Então vamos lá 🙂

Eu IA ler Dos meios às mediações do Jesus Martin-Barbero, mas cai num daqueles impasses de leitura que eu, às vezes, tenho. Inicio 3 ou 4 livros e fico zapeando até que uma das leituras encaixe na linha de pensamento que eu vinha desenvolvendo.

Meio louco isso, mas funciona. Foi por aí que larguei o Martin-Barbero e, no momento, estou pipocando entre o Meszaros (O poder da Ideologia) e o Goffman (A representação do eu na vida cotidiana). No lado recreativo, estou relendo O Dossie de Odessa do Frederick Forsyth.

Fiquei sabendo da indicação pelo google reader, lendo o blog da Vanessa.

Para seguir o meme indico os outros dois mosqueteiros 🙂

Lilian >> Discurso Citado
Sérgio >> Sérgio Blog 2.4

Tarefas:
Colar o selinho na postagem
Contar das suas leituras
Dizer como ficaram sabendo da indicação.
Indicar mais duas vít, digo, colegas :)))
Não avisar os indicados

Tags: , ,


jan 12 2009

Tese sobre a interação de jovens em sites de redes sociais

Categorias: academia,pesquisa,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 15:28

The Virtual Campfire: An Ethnography of Online Social Networking

Tese de Jennifer Anne Ryan, na Faculty of Wesleyan University, de Maio de 2008.

Trabalho fundamentado em 5 anos de observação participativa em sites de redes sociais: MySpace, Facebook e Tribe.net. A autora foca nas cada vez mais opacas fronteiras entre homem e máquina, público e privado, voyeurismo e exibição, a história da mídia e o futuro digital.

The Virtual Campfire

via H. Rheingold

* ainda não li, mas vai para a lista

Tags: , , , , , , , , , ,


jan 06 2009

Leituras

Categorias: doutorado,leituras,livrosSuzana Gutierrez @ 15:50

vista da praia
* a foto é do meu passeio de hoje – capão da canoa

Após os Jogos da Amizade eu pude intensificar as minhas leituras e releituras. E o que pude fazer neste tempo está me deixando muito animada.

Ainda em novembro pude terminar de reler A Era dos Extremos – o breve século XX, 1914-1991 do Eric Hobsbawm e, em parte, reli Condição pós-moderna, do David Harvey. São dois livros que eu recomendo fortemente a quem está pensando em pós-graduação stricto sensu.

Depois, reli Sobre o Tempo, do Norbert Elias e li o Processo Civilizador volume I e parte do volume II. Estes “em parte” tem sua explicação no meu “modo de pensar”, que não é linear e segue, o ritmo da escrita. Escrever para pensar e saber o que ler para escrever, para pensar, … recursivamente.

Em seguida, comecei a minha saga em Zygmunt Bauman, que é um autor que ainda não havia usado nas minhas construções teóricas. Li uma parte do O mal-estar da pós-modernidade e deixei na fila Comunidade e Modernidade Líquida. Penso que o que o Bauman traz sobre estranhos, arrivistas, vagabundos e turistas, a questão do controle, da cultura, da liberdade e da civilização são muito interessantes para se compreender a cibercultura.

Aí senti a necessidade de voltar ao Daniel Bensaïd e reler (com caderninho do lado) o seu excelente Marx, o Intempestivo, o qual terminei hoje. Para confrontar as aporias das outras leituras, precisei rever, guiada por Bensaïd, a construção da ciência de Marx. Na segunda metade do século XIX, quando o mundo vivia acomodado na linearidade da mecânica de Newton, surgem as ciências das possibilidades: a teoria da evolução de Darwin, as leis da termodinâmica de Clausius e Carnot e a crítica da economia política de Marx, falando de incertezas e abrindo espaço para uma nova racionalidade.

Quando o meu pensamento se pragmatiza e flutua na superfície das coisas, ou começa a se linearizar e não ultrapassar a pseudoconcreticidade, eu sempre retorno a Marx, que viu na mercadoria o seu duplo de valor de uso e valor de troca.

Marx, o Intempestivo é um livro denso e necessita de concentração. Então, quando vim para o posto avançado em Capão da Canoa e a possibilidade de concentração ficou contingente, eu alternei esta leitura com a leitura de alguns artigos de dois livros de Lucídio Bianchetti: Educação Corporativa, que ele organiza juntamente com Elisa Quartiero e A trama do conhecimento, com Paulo Meksenas. O primeiro é um panorama amplo da educação em seu imbricamento com a educação pensada pelas empresas. O segundo, leitura obrigatória para quem pensa fazer ou está cursando mestrado ou doutorado.

Agora, preparo-me para atacar Dos meios as mediações, de Jesus Martin-Barbero.

No lado lúdico, aquela leitura de duas páginas por dia, para acalmar o delírio teórico 🙂 antes de dormir: estou relendo pela décima vez O homem do terno marron da Agatha Christie.

em tempo: ponham ou tirem os hífens e os acentos…

em tempo 2: tão abundante como as leituras estão sendo as possibilidades de compartilhar algumas reflexões (e algumas bobagens, também) por aqui.

Tags: , ,


abr 20 2008

O anti-ensino contra a crise de significado

Categorias: categorias,educação,leituras,teoriaSuzana Gutierrez @ 05:48

Não tem professor que não dedique um bom tempo pensando em como tornar suas aulas mais atrativas, como vencer a imobilidade e a mesmice, quando estas se acampam na sua sala de aula. Geralmente, as alternativas pensadas focam na forma e no conteúdo daquilo que é proposto para a aprendizagem. Com menor ênfase pensamos no ambiente onde esta forma e este conteúdo vão acontecer.

E, falando em ambiente, este não só contém uma certa estrutura (ou desestrutura), como é parte de um contexto. E este contexto, omitido na maioria de nossas tentativas de ensinar, é justamente o que pode prover o espaço para que surjam as questões, os movimentos, os significados e a aprendizagem.

Como a minha sala de aula é diferente da do restante de meus colegas, ela é geralmente um ponto de observação das práticas que saem da sala de aula e dos laboratórios. É da quadra de basquete do parque, por exemplo, que eu vejo as aula de física, educação física e biologia acontecendo juntas na pista de corrida.

Mas são muito raras estas oportunidades nas quais as aulas rompem o formato da conferência, da pesquisa dirigida, do circuito, sala, laboratório, biblioteca. Ou que viram um destes espaços de pernas para o ar com algum movimento que não sejam os tradicionais.

O Prof Michael Wesch, propõe justamente esta ruptura e a busca do significado, por meio de um certo transtorno nas estruturas e da contextualização daquilo que, sendo histórico, não deve ser tratado como algo que não tem vínculos.

É uma leitura interessante que eu sugiro. Justamente por relatar uma realidade significativamente diferente. E por, de certa forma, nos fazer pensar fora do ensino e mais dentro das condições de aprendizagem.

Anti-teaching: Confronting the Crisis of Significance

Tags: , , , , , , , ,


mar 16 2008

Ritmos e sincronias

Categorias: basquete,doutorado,leituras,livros,lugaresSuzana Gutierrez @ 16:22

strogatz - syncUma das coisas que perpassa toda a formação na Educação Física é o ritmo. Cedinho aprendemos, quem ainda não sabe, a achar o ritmo em todas as coisas. Os ritmos óbvios da dança e os não tão óbvios, mas nem por isso menos cadenciados, das jogadas do basquete.

Na escola, criticamos a quebra do ritmo. A imposição das carteiras cartesianamente colocadas, o movimento mecânico de olhar o quadro e o caderno. Ritmos formatados numa cadência que não respeita a corporeidade dos envolvidos. Desde o aluno que não pode levantar, até o professor, para quem é feio dar aula sentado.

Enquanto isso, aleluiah!, na aula de educação física, a possibilidade de um outro ritmo, memória inscrita nos corpos, sincronia com os ritmos da vida.

Sexta-feira, eu voltava da Redenção, no meio de uns 30 guris, com idades variando entre os 11 e os 18, e vinha conversando com um casal de pais, que fora buscar um dos menores. E explicava que estava trocando o dia do treino dos pequenos de sexta para segunda, pois precisava da sexta para os maiores e, o treino conjunto não era fácil de levar.

– Duas quadras, exercícios e práticas diferentes e, ao final, eu acabo gritando muito com eles, tendo menos paciência que o normal. – falei eu.

Os pais, super-compreensivos e acompanhando de perto o amor do guri pelo esporte, me incentivaram. Um pouco de xingamentos fazem bem ao treino. Mas eu fiquei pensando no ritmo. Ou melhor, na cacofonia (?) dos ritmos. A bateria atravessando o samba e a escola dando aquela rengueada no desenvolvimento.

Sem ritmo não dá. E eu estava relembrando isso nas leituras de hoje. Strogatz, inicia Sync falando de ritmo, dos ciclos e da ordem que emerge do caos. Esta e outras leituras e re-leituras me ajudaram a fechar um pouco mais o foco da minha pesquisa, neste final de semana. Parece que a ordem começa a emergir. 🙂

Ao mesmo tempo, pelo menos por enquanto, o ritmo deste blog vai entrar numa cadência mais lenta, sai do Allegro das férias para o Adagio …

Tags: , , , ,


fev 26 2008

Reputação e Redes Sociais

Categorias: leiturasSuzana Gutierrez @ 13:06

Nós que seguimos a grande conversa que é a www, inseridos neste ou naquele ambiente, tecendo em torno de blogs, sites de redes sociais, email, … toda uma trama de ligações, sabemos bem a força de alguns destes laços.

Conhecemos, também, as diferenças entre os diversos nós na rede; o movimento que cada um imprime à suas conexões, o alcance de cada um. Sobretudo aprendemos a confiar e atribuir valor à alguns destes nós.

Na rede, atribuímos e construimos reputação.

Minha recomendação neste “Leia Mesmo” é a postagem da Raquel Recuero, Reputação e Redes Sociais, uma leitura muito interessante para tod@s que nas suas andanças compõem a rede.

Tags:


fev 08 2008

Leia mesmo !

Categorias: leiturasSuzana Gutierrez @ 06:42

Quem me conhece bem sabe que eu não sou uma pessoa organizada no sentido linear da coisa. Mistério maior que as coisas que eu lembro são as que eu consigo esquecer. No colégio, tudo que eu preciso lembrar eu NÃO anoto na agenda, pois é difícil eu lembrar de olhar lá. Eu falo para minha colega Suzi e ela, que é uma agenda ambulante, na hora adequada diz:

-Ô mala, tu tens que ….

A guarda e os meus alunos já sabem que eu nunca lembro onde estacionei o carro. Então, quando eu saio do colégio sempre tem uma mão amiga apontando a direção.

Não, não é caduquice precoce, eu sempre fui assim e, também, nunca liguei muito, à ponto de tentar algum tipo de reeducação.

Com esta voante introdução, inauguro mais uma seçãozinha com temporalidade aleatória neste blog, ou seja, sairá quando eu me lembrar.

Leia mesmo! vai apontar algumas das coisas que eu li e quero recomendar pelos mais diferentes motivos, os quais dificilmente serão citados.

Por hoje, leia mesmo:

OpenId no Sérgio Blog
Open Id e os gigantes, no Superfície Reflexiva
IBM, Google, Microsoft, VeriSign e Yahoo se juntam à Fundação OpenID – IDG Now
OpenId – o quê, onde, como
Explicando OpenId – MacMagazine

* casualmente são temáticas

Tags: ,


jul 16 2003

em casa…

Categorias: leituras,mestrado,rastrosSuzana Gutierrez @ 06:37

Ontem, fiquei até tarde lendo e fazendo anotações no meu cadernão que, embora as possibilidades dos meios virtuais, ainda tem seu lugar garantido.

Entre outras coisas, combina mais com o inverno aqui no sul, onde nossas casas são construídas como se estivéssemos em cima da linha do equador.

Ainda estou de semi-férias, podendo tomar tranqüilamente o café, ler e responder e-mails e dar uma espiada nas notícias no leitor de RSS (uma pena que não tenhamos mais canais brasileiros).

Em volta, a companhia de sempre, Yshana e Eric circulam, disputando o quadradinho de sol que, penso eu, hoje não vai aparecer. Devem estar lembrando o verão, o sol e o descanso no gramado.

Tags: , , , ,


ago 18 2002

leituras

Categorias: leiturasSuzana Gutierrez @ 08:14

Em casa lendo o dia todo depois das andanças de ontem. Terminei o Harvey e pretendo ler o Lyon até amanhã. Mais um findi sem ver a luz do sol….. ( e tem sol, mas não para mim, por hora)

Tags: