maio 07 2009

CMPA e as TIC

Categorias: cmpa,educação,informação,ticSuzana Gutierrez @ 11:05

Nos últimos anos o Colégio Militar de Porto Alegre tem se conscientizado do poder da informação ágil, correta e em rede. O site do colégio passou a ter um gerenciador de conteúdo (Mambo) que democratiza a publicação de notícias e ampliou os canais de comunicação com alunos, professores, pais e comunidade.

Usa listas de discussão para comunicações entre as seções de ensino e grupos de professores, mantém diversas comunidades no Orkut (CMPA, Basquete CMPA, Coral, Banda, ..) e, aderiu ao Twitter, dentro de uma idéia de disseminar a informação.

Penso que nestas boas iniciativas só falta uma: distribuir via RSS o conteúdo do site. Esta distribuição até já existe, mas o feed é muito ruim, pois não mostra o conteúdo e tenta mostrar conteúdos internos e protegidos do site.

Penso que entrar na rede é um desafio para qualquer escola, na medida em que estar na rede é ampliar a presença para além da comunidade mais próxima. Problemas e oportunidades estarão permanentemente no horizonte, mas…. sem ousadia não há inovação e reinventar a escola passa por ousar um pouco mais 🙂

Falando nisso, repercutiu no CMPA as matérias da Revista A Rede e do Portal Conexão Professor que, entre outras coisas, fala de projetos realizados no colégio. Fui entrevistada e, além das minhas exepriências adquiridas na pesquisa, falei dos projetos de professores e alunos do CMPA que utilizam as TIC.

Espero que este destaque possa incentivar as nossas aventuras com as TIC no colégio.

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abr 20 2009

sociedade da avalanche de (des) informações

Categorias: comunicação,informaçãoSuzana Gutierrez @ 14:12

Fazendo uma apropriação particular de Tomaso di Lampedusa, eu estou aprendendo que toda a informação deve circular e RC* para que se tenha certeza de que a informação não terá a significância que poderia ter para ninguém.

E fazendo uma leitura livre de Guy Debord, ando pensando que a construção do presente está sendo feita pela circulação incessante da informação que ciclicamente retorna as mesmas pequenas tolices, entusiasticamente anunciadas como novidades importantes.

pseudoconcreticidade, diria Kosik
ideologia, retornaria Meszáros
fetichismo da mercadoria, concluiria Marx.

*re-circular

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jan 29 2009

Dia da Consciência sobre a Privacidade das Informações – Data Privacy Awareness Day

Categorias: informaçãoSuzana Gutierrez @ 05:30

Comecei a escrever este texto ontem, quando se comemorava o Data Privacy Awareness Day, mas não terminei. Então, libero ele agora, com certo atraso, mas colocando na roda algumas reflexões.

Nos primórdios da internet, do IRC e das pagininhas toscas, uma discussão recorrente era sobre a pertinência de trocar fotos pela rede ou publicar fotografias pessoais em sites, em relação às possíveis quebras de privacidade que isso podia trazer.

A menos que saiamos de máscara, a nossa cara é de acesso público. Está a disposição de qualquer um por quem cruzarmos na rua e, mais recentemente, das câmeras de segurança de qualquer lugar, dos fotógrafos amadores, das câmeras do google streetview, … Assim, estar num perfil do Orkut ou num blog qualquer é mero detalhe.

No fim de semana, estávamos na varanda, tomando chimarrão, e eis que passa a nossa governadora, passeando com cachorros e um pequeno séquito familiar. Eu ali com o telefone móvel, sua câmera e o endereço do twitpic na agenda, estava a poucos segundos de mandar a foto da governadora em trajes praieiros para o mundo. Se eu fosse um pouco menos preguiçosa e mais extremada podia mandar uma geo tag que permitiria alguém acertar ela com uma havaiana na Boianowski esquina com a Sepé.

Privacidade é complicado. Para não falar dos nossos textos que, mal são emitidos já correm o mundo via blog, twitter, google reader, telefone móvel, … Isso antes mesmo de decidirmos a real e definitivamente por o ponto final.

– O rss não perdoa! – me disse estes dias a Miriam Salles (viu só, … estou espalhando). O feed já espalha a besteira e a torna uma presença incômoda, mesmo se corrigirmos rapidamente. E os nossos pecados antigos tendem a voltar no cache do Google ou numa busca antenada nos Internet Archives, como tão constrangedoramente aprendeu a jornalista da globo que deletou seu antigo blog.

A informação publicada na internet é gravada e arquivada quase que instantaneamente, tem potencial de visibilidade, pode ser replicada, alterada, remixada ao infinito e recuperada em buscas ou em arquivos. De início, a maioria das pessoas não se dá conta destas propriedades e não compreende que o que está na web, em muitos casos, está publicado e pode ter acesso público.

A grande maioria, também, não lê os “termos de serviço” de espaços onde divulgam, estocam, compartilham informações. Muitos destes termos avisam que a informação colocada no site é de propriedade do site, podendo ser usada, replicada, publicada.

Recentemente, a polêmica envolvendo a utilização de informações postadas no Facebook mobilizou a blogosfera sobre o tema da privacidade e do controle da própria informação. Esta mobilização acontece mais em ondas, nos momentos de ruptura, e realmente não consta da agenda como como assunto que deva ser levado em consideração no cotidiano da nossa presença na web.

Hoje, quando retomei este texto, pipocou um twitt da Raquel Recuero falando de um texto seu sobre o Dia da Privacidade das Informações. Fui lá olhar e, seguindo o paradigma da rede no lugar do barulho repetido, indico a leitura do texto da Raquel na sequência deste meu, pois ela trata de pontos importantes, que eu até ia abordar aqui, mas que estão bem conduzidos por ela. Como, por exemplo, a negociação de informações privadas de clientes pelas empresas. Quem aí não recebe propagandas que vem atreladas ao seu cadastro até de órgãos profissionais?

É muito fácil garimpar informações na internet, por isso ter o controle sobre as nossas informações é um exercício importante e deve partir do nosso conhecimento sobre o funcionamento e possibilidades da rede e dos sites\serviços online nos quais nos engajamos.

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jan 22 2009

Informação em Rede

Categorias: informação,rede,redes sociais,ticSuzana Gutierrez @ 06:01

Incrível! Instituições, pessoas, informações, meios, tecnologias, processos, fluxos, …. em rede com uma interface visual interessantíssima.

Na Universitat Oberta de Catalunya: Conhecimento em Rede – UOC

rede uoc

Clique para ver em tamanho maior, mas o melhor é acessar direto a rede uoc.

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nov 10 2008

a economia da informação

Categorias: comunicação,informação,política,ticSuzana Gutierrez @ 11:21

Não vou falar do campo de estudos que se situa entre a Economia, a Comunicação e a Ciência da Informação. Vou usar a palavra economia no sentido figurado de moderação. Uma moderação no sentido em que ela se aproxima da censura.

Foi assim com a notícia do lançamento em terras chinesas do satélite venezuelano. O Terra publicou um texto na área de ‘ciências’ e, se procurarmos no Google, vamos achar a notícia somente em canais alternativos.

Aconteceu no dia 29 de outubro e eu li em 7 de novembro na Agência Carta Maior. Só hoje comento.
A importância do fato para a Venezuela é óbvia e, também, é quase óbvia a sonegação desta informação, como a de todas as conquistas do povo venezuelano na sua opção por deixar de ser quintal.

Do texto de Carlos Alberto de Almeida para a Agência Carta Maior, saliento este trecho que fala do Brasil:


[…] como pode um país com a economia e o território do porte que temos não dispor de uma empresa pública de satélite? Vale lembrar que os que vivem a alardear a tal “ameaça chavista” nunca comprovada, apoiaram frenéticamente a farra da privataria que levou a Embratel a se transformar em uma empresa sob controle de capitais norte-americanos. Para se perceber a gravidade deste fato, basta citar que até mesmo informações militares brasileiras hoje dependem da operação de satélites controlados por capitalistas norte-americanos.

E, neste contexto todo, o que salta aos olhos é a importância da informação, do acesso a ela, da possibilidade de ter autonomia em termos de informação e de comunicação. E isso não se encontra fora do campo de discussão quando falamos das TIC em educação.

Aqui entra a necessidade de discutir a tecnologia, compreender a tecnologia e suas implicações. Motiva a procurar respostas para as nossas dúvidas e resistências. Em saber realmente a favor de quem e contra quem transformamos ou não as nossas práticas.

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abr 04 2008

rss, imagens e recursos para educação

Categorias: imagem,informação,RSS,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 16:47

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fev 15 2008

cobertura blogueira da Campus Party

Categorias: blogosfera,informaçãoSuzana Gutierrez @ 07:57

Acabei de clicar no Live Stream do Blogblogs, categoria blogs, e…. cadê? Nenhuma postagem sobre a Campus Party. No feed do twemes, mais de 1000 twitadas desde ontem à noite, mas a maioria são recados. No meio de quem está trabalhando ou usando o espaço para otimizar a sua participação, se encontra milhares de ‘olha eu aqui #cparty”.

As postagens de blog twitadas foram raras. As que visitei cairam numa categoria que eu venho encontrando muito nesta fase explosiva da blogosfera: auto-referente. Ou seja, falam da maravilha que é estar na #cparty, mas o centro da postagem é a egotrip. Eu acordei, eu comi, eu conversei com ____ (aqui vem a listagem dos blogueiros A-list), eu gostei de a, b, c, não gostei de f, g ,h. Porém, nada informa ou compartilha, pois a, b, c, etc são citados, mas não explicados.

Quem lê estas auto-referências fica sabendo muito pouco sobre a Campus Party, seus espaços, confe e desconfe rências, feiras, debates etc, mas fica íntimo do aparelho digestivo (com sorte!) de alguns blogueiros 🙂 Nada contra a auto-referência, acho ela até importante, mesmo num blog que se propõe a blogar um evento, porém como coadjuvante, mas não como conteúdo principal.

Outro tipo de postagem comum é o tiroteio de novidades, microhypes, com blogs querendo competir com a grande imprensa e deixando uma imagem de quem só bloga porque ainda não arrumou um bico na redação de algum jornal.

Nem o Blog Oficial da Campus Party está publicando mais do que notícias rápidas, curiosidades e ficando mais no aspecto festa da campus. Procurei por alguma matéria sobre a palestra do Steven Johnson e não achei. No Campus Blog (outro espaço) só fiquei sabendo que ele está lá e lançou aqui um dos seus livros mais recentes.

Aí que, no meio deste meu texto, resolvi dar uma papirada no Google Blog Search, para focar a coisa nos blogs. E…

… quase nada.

Somente algumas luzes para iluminar o túnel:

Professor David – agradável cobertura sobre muitos momentos da Campus Party. Ver a postagem sobre a palestra do Jon Maddog Hall.

Johny Ken, do Infoblog – especialmente o post sobre os blogueiros e o tapete vermelho.

Sérgio Lima

Jacqueline, do Pensamenteando.

Alguém aí arrisca a falar sobre os porquês desta rarefação blogueira?

* a imagem é de Felipe Freitas

update: 19h >> agora encontrei postagens de blog no live stream. Vai ver era é algum problema momentâneo que está atrasando o stream. Agora, 19h, apareceram postagens de ontem às 21h.

19:20 >> o assunto blogs x midia tradicional é o que está esquentando as postagens.

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fev 10 2008

heat ledger e as loiras nuas…

Categorias: informação,internetSuzana Gutierrez @ 08:42

Não se trata de nenhuma das tão comuns investidas contra a vida privada dos que já não estão aqui para se defender. Heat Ledger, que possa estar feliz na sua nova vida, continua trazendo um tráfego desavisado a este blog por conta daquela minha postagem sobre o formato e a disseminação da informação.

Ele não tem nada a ver com as loiras nuas do título, que foram o exemplo de uma outra postagem sobre o oportunismo lingüístico para atrair visitantes ao blog.

Pois é, mas tanto Heat Ledger quanto as loiras subiram no ranking de palavras-chaves que trouxeram pessoas até o meu blog através de mecanismos de busca. Pessoas que certamente não encontraram o que buscavam, o que demonstra as limitações dos buscadores e as dificuldades das pessoas em dar consistência e foco para termos de busca.

A diferença, nesta dança das palavras-chaves, é que Heat Ledger, infelizmente, será um assunto passageiro, enquanto “loira nua” deverá crescer no ranking nesta época pós carnaval. A mistura heat ledger + loira nua, com quase certeza, vai abrir um outro veio de busca. E eu já estou lamentando não ter feito uma mini-pesquisa em cima disso, com um acompanhamento menos informal deste processo.

E para terminar, sem frustrar quem veio aqui atrás do Ledger (para as loiras eu estou me lixando), indico este texto do Inagaki, sobre a comovente homenagem à Heat Ledger, feita por Daniel Day-Lewis .

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fev 05 2008

web 3.0 – individualidade ou a sofisticação da dominação do mercado?

Categorias: colaboração,informação,internet,tecnologia,teoria,webSuzana Gutierrez @ 04:44

Eu pertenço ao grupo dos que pensam que as denominações web 1.0 , 2.0 e, agora, 3.0 têm sua utilidade para designar aplicativos, processos, cultura de um determinado estágio de desenvolvimento da web. Porém, não são períodos distintos, não são rupturas no que se poderia chamar de um paradigma web.

Mais ou menos como entendo a pós-modernidade como mais um jeitinho que o capitalismo está dando para lidar com as suas crises.

Josh Catone, no Read Write Web, comenta a matéria de Jemima Kiss no jornal UK’s Guardian, onde ela afirma que a web 3.o seria sobre recomendação e personalização. Diz ela:

“Enquanto os Tim Berners Lee do mundo trabalham para que a linguagem da web funcione mais eficientemente por trás do cenário, nossa tarefa é trabalhar inteligentemente com estas tecnologias em nossos negócios.” (tradução BEM livre)

E cita o Facebook Beacon (que já comentei aqui, pela controvérsia que causou um tempo atrás), a Last.fm como exemplo do processo de personalização e recomendação.

Josh Catone comenta que o cenário desenhado por Jemima Kiss é o sonho dos marqueteiros. E evoca as definições de web 3.0 que seus leitores construiram, salientando a de Robert O’Brien, que definiu a web 3.o como um “eu assíncrono e descentralizado”. Web 1.0 : Centralize-os; Web 2.0: Distribua-nos; Web 3.0: Decentralize-me. – escreveu Robert.

Catone comenta que tanto Kiss, como O’Brien apontam para a recomendação, a personalização, que são as promessas da web semâtica. E continua dizendo que “a maneira mais fácil de vender a idéia da web semântica aos consumidores é falar de como ela tornará as suas vidas mais fáceis. Quando as máquinas entenderem termos humanos e aplicarem isso ao manejo da informação, nós teremos uma web que sabe o que queremos e quando queremos”.

Será?

Na seqüência, Catone cita Sramana Mitra que, na sua opinião, coloca a coisa em outros termos. Mitra afirma que na web 3.0 veremos a emergência da informação contextualizada e, a partir daí, a web 3.0 se dirigirá à estas necessidades em seu contexto.

Será? Será?

Eles >> Nós >> Eu – Nesta ordem, aparentemente a web 3.0 seria a morte da web social. Sim, se considerarmos os pronomes. Não, se considerarmos os verbos. A web 3.0, ou o caminho que a web está seguindo no momento, é a da escolha das conexões, neste processo onde o ‘eu’ se descentraliza e filtra as suas conexões com o que ‘nós’ distribuímos, abrindo mão de muita coisa que alguns centralizaram.

Ou, tudo isso entraria na lógica maior, no contexto onde todas as webs estão inseridas?
Na lógica da informação como mercadoria e, também, como matéria prima de mais informação-mercadoria. Na lógica das necessidades criadas, na economia do desperdício, tão característica da nossa época.

A grande luta será identificar as nossas necessidades e escapar dos identificadores (criadores) de necessidades que embalam a informação no conteúdo e formato que querem que elas sejam consumidas.

A web 3.0, neste caso, seria a descentralização e a liberdade de escolha entre as opções oferecidas… No fast food em que parte da web vem se transformando, aquilo que escolhemos hoje, determinará aquilo que nos venderão amanhã. E se vende a própria possibilidade de vender alguma coisa…

Porém, como as coisas não são ou isso ou aquilo, e, sim, são muito mais complexas e interconectadas, é possível pensar caminhos alternativos no desenvolvimento da web. Tenha ela a numeração que tiver. Até porque estas versões 1, 2, 3 coexistem, neste exato momento.

A grande alegria é saber que por trás dos computadores existem pessoas, e pessoas não são absolutamente programáveis em suas necessidades. Pessoas tendem a se apropriar das coisas e serem incrivelmente criativas.

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jan 25 2008

A notícia da morte de Heat Ledger foi estratégia para promover filme

Categorias: categorias,informação,teoriaSuzana Gutierrez @ 06:15

ou

a contradição na orgia de informações

ou, ainda,

de como a notícia (e a desgraça alheia) servem para movimentar os contadores de acesso.

Ontem, comentei no blog da Gabriela sobre a questão da estrutura da notícia, usando como exemplo a notícia da morte do ator Heath Ledger:


No meu entender, uma notícia, como esta que usas como exemplo, deveria ter pelo menos 2 camadas. A primeira camada seria o básico: quem era H.L., o que se sabe inicialmente, o que vai acontecer (quais os desdobramentos prováveis). Numa segunda camada viria o aprofundamento da notícia e, aí, entrariam os arquivos sobre o ator e as outras possibilidades que tu citas.


Eu fiquei sabendo desta notícia pelo Twitter (anota aí para tuas observações :)), pela Raquel. Não lembrava quem era o H.L. e digitei no Google, como a maioria dos mortais. Aí, entre as páginas que abriram, cliquei na CNN, a mais conhecida, li a notícia curta (penso que eles alteraram a página, pois não é a mesma que aparece hoje) e fim. Minha curiosidade foi até aí. (camada 1 suficiente)


Se as coisas da camada 2 (ou 3 ou 4) estivessem misturadas, só ia me atrapalhar. Para mim a camada 2 é algo que tu clicas para ler (hiperlinks no texto ou indicações finais) ou a seqüência de uma introdução que resume os fatos.


Há uma tendência para a orgia informativa a partir de qualquer fato e, este excesso, acaba desinformando.


Hoje, incrivelmentedenovo via twitter, o Edney manda o link para o Interney Blogs e eu dou de cara com esta postagem:


A Warner Bros e os produtores de Batman, The Dark Knight (2008, ainda inédito) confirmaram há pouco que as informações sobre a suposta morte do ator Heath Ledger foram uma estratégia viral para a divulgação do filme. [leia mais no Enloucrescendo]



Eu até já ia acreditando, quando vi que o projeto de lenda urbana era outro. A manipulação da informação ou da desinformação tira mais valia de tudo que aconteceu, do que não aconteceu, do que seria interessante ter acontecido e de qualquer coisa que possa fazer as pessoas continuarem girando em torno de um determinado fato (nem sempre real). Por que? Bom, … tem gente que vive disso e a criação de necessidades artificiais (inclusive de informação) faz parte da lógica do modo de produção dominante no mundo hoje.

Só partindo da contradição que é desinformar informando e do contexto onde se move esta contradição, para poder compreender estas coisas. Vou reler Kosík.


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jan 18 2008

wikipedia, um oráculo de delfos terceirizado?

Categorias: educação,informação,pesquisaSuzana Gutierrez @ 08:04

Conta a lenda que Zeus, usando duas águias ao invés do google earth, determinou certinho o lugar do umbigo do mundo e decretou que ali, exatamente naquela pedrinha (o Oráculo de Delfos), situada perto do monte Parnaso, ele responderia as consultas que lhe fossem feitas.

No século XXI, há quem pense que este divino serviço foi terceirizado e que agora atende pelo nome de Wikipedia.

Hoje li uma postagem muito interessante do idelber, na qual, entre outras coisas ele diz:

Poucas coisas foram saudadas com tanto triunfalismo como a Wikipedia. É muito sedutora a idéia de uma comunidade aberta, produzindo conhecimento coletivamente, com a possibilidade de permanentes revisões. Cheguei a ver gente inteligente, que eu respeito, dizendo que na Wikipedia qualquer erro se corrigia em questão de minutos. O Pedro Dória colocou uma semente de ceticismo bem fundamentado nessa discussão há uns tempos. Confirmei que ele estava certo. A quantidade de erros é absurda. Nos temas polêmicos – o que significa toda a esfera das ciências humanas e sociais –, vence a versão de quem tem mais tempo, grita mais alto e faz mais lobby. [ler mais]

Eu que até gosto de usar a wikipedia para exemplificar algumas coisas, concordo com o Idelber na maior parte das ressalvas que ele faz. A variedade e a fidedignidade das fontes de pesquisa são muito importantes para que se absolutize alguma delas.

Recomendo muito, principalmente aos professores, uma visita ao Biscoito Fino e a Massa para descobrir porque o Idelber não recomenda a Wikipedia.

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set 05 2005

Na dúvida, mundo se informa por blogs

Categorias: blog,informaçãoSuzana Gutierrez @ 06:35

Artigo da Folha de São Paulo enviado para a lista Intermezzo:

Se o 11 de Setembro foi o evento marcado pelos recados nos celulares e pelos e-mails enviados pelas vítimas e o período oficial da Guerra do Iraque não viu mais do que meia dúzia de diários virtuais narrarem os acontecimentos do front (como Salam Pax), a tragédia do furacão Katrina entrará para a história como o dia em que a imprensa tradicional cedeu lugar aos blogs.

:: leia mais

No final da reportagem a comprovação do eu falei num post anterior:

Idelber Avelar, fez de seu O Biscoito Fino e a Massa um necessário centro de divulgação de nomes de pessoas, a maioria brasileiros, que se encontravam no centro do furacão e, passado o pior, já deram sinal de vida ou continuam desaparecidas.

update >> Neste tema, uma lista de blogs e outros elaborada pela Denise:

  • Notícias da Destruição em New Orleans – Biscoito Fino.
  • Política de Bush Agrava Desastre do Katrina – Stuck in Sac.
  • Qual é a graça, smirking chimp? – Stuck in Sac.
  • O Haiti é ali – Trovas & Trombos.
  • Save N.O. – Lixo Tipo Especial.
  • Hurricane Katrina, 5 dias depois – Coisas da Laurinha.
  • Race and Class – (P)arte.
  • Solidarité e Fraternité – (P)arte.
  • Katrina – Diario de Bordo.
  • When the levee breaks (ou Ensaio sobre a Cegueira) – Número 12.
  • Muddy Water – Pecus Billis
  • A história de Alex e Oliver em New Orleans – LLL.
  • Esbranquiçamento de corais e aquecimento global – Lucia Malla.
  • Incompetência, descaso, ou ambos? – Nemo Nox.
  • Carta de Michael Moore a Bush – Nothing simple is ever easy.
  • Their potato is baking – Smart Shade of Blue.
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    jul 31 2005

    quem é o dono da Internet?

    Categorias: comunicação,informação,internet,políticaSuzana Gutierrez @ 07:57

    Assim como ocorreu com o Protocolo de Kyoto, assinado por Clinton e desconfirmado por Bush, o governo norte-americano mais uma vez voltou atrás. Agora, em matéria até mesmo mais estratégica que a do aquecimento global. Em 1998, os EUA assumiram o compromisso de abrir mão do controle que exercem sobre a internet mundial. Há algumas semanas, decidiram manter o controle. Indefinidamente.

    Decisão tomada em defesa de “uma internet segura e estável”. Com a subserviência da maioria dos países à estas decisões unilaterais em assuntos de interesse mundial fica difícil lutar contra o domínio dos meios de comunicação por uma só nação.
    [leia o artigo]

    >> saiu originalmente na Folha (este link é só para assinantes) e eu recebi o artigo na lista Intermezzo.

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    jul 31 2005

    quem é o dono da Internet?

    Categorias: comunicação,informação,internet,políticaSuzana Gutierrez @ 07:57

    Assim como ocorreu com o Protocolo de Kyoto, assinado por Clinton e desconfirmado por Bush, o governo norte-americano mais uma vez voltou atrás. Agora, em matéria até mesmo mais estratégica que a do aquecimento global. Em 1998, os EUA assumiram o compromisso de abrir mão do controle que exercem sobre a internet mundial. Há algumas semanas, decidiram manter o controle. Indefinidamente.

    Decisão tomada em defesa de “uma internet segura e estável”. Com a subserviência da maioria dos países à estas decisões unilaterais em assuntos de interesse mundial fica difícil lutar contra o domínio dos meios de comunicação por uma só nação.
    [leia o artigo]

    >> saiu originalmente na Folha (este link é só para assinantes) e eu recebi o artigo na lista Intermezzo.

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    jun 28 2005

    Os juízes americanos querem matar o p2p – o que temos nós com isso?

    Categorias: comunicação,informação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 19:03

    por Jose Murilo, do Ecologia Digital

    Para muitos de nós hoje é dia de lamentar a decisão da Suprema Corte americana dando vitória aos estúdios de hollywood no processo contra os desenvolvedores de aplicativos p2p para compartilhamento de arquivos, que diz basicamente o seguinte: os estúdios MGM podem processar a Grokster Co. se suas redes forem comprovadamente utilizadas para roubar música, filmes e outros conteúdos protegidos — e houver evidência de intenções ilegais por parte dos desenvolvedores do software (esta parte da decisão é importante para entender a estratégia dos juízes). Para os criadores de tecnologia, e para os grupos de defesa dos usuários, esta é uma decisão que irá congelar a inovação e resultar em inúmeros processos legais análogos por parte das grandes corporações (‘gargalos’) de mídia para ‘matar’ novas idéias e possibilidades tecnológicas. >>>>>>>>segue

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