set 03 2009

inclusão é exclusão

Categorias: categorias,teoria,visão de mundoSuzana Gutierrez @ 11:23

E vice-versa.

Tenho um colega que adora a expressão “me inclua fora desta”. Ele a usa sempre que a ordem do dia contém alguma daquelas missões para as quais necessitamos um cocar com muitas penas como equipamento essencial.

Eu lembrei desta inclusão excludente ao ler alguns textos (no google reader) onde inclusão digital, exlusão social e outras in-ex eram parte do tema.  Reafirmei o meu pensamento de que inclusão e exclusão tendem a assumir contornos absolutos quando, na realidade,  são relativas. Opostos dialéticos, um não existe sem o outro.

Aí o Freddent.eia“:

@amandinhakee, eu vejo as mesmas fotos e o pensamento que me vem é: precisamos de inclusão digital DE VERDADE, associada à inclusão social.

Me deu vontade de entrar na conversa e complicar um pouco estes conceitos de inclusão \ exclusão.  Mas resolvi pular os limites dos 140 carácteres e trazer a possibilidade de diálogo para ambientes mais amplos.  Vim para o blog :cool:

Penso que a inclusão de\em alguma coisa inclui (exclui) a exclusão de\em outra numa linha que admite todas as posições entre estes dois opostos. Ser excluído socialmente é estar incluído  num mundo de possibilidades a que não se tem acesso, mas que afetam a nossa vida com força.   Ser incluído digitalmente pressupõem pertencer a um grupo que pode construir\contrapor a sua apropriação às apropriações previstas para a tecnologia digital.

E estas inclusões – exclusões não são totalizantes,  não :) incluem tudo o que pode ser pensado no tema.  E mais,  ambas se :| incluem num contexto no qual estas categorias coexistem juntamente com todas as suas relações, também, com todas as condições de sua (re)criação.

Acesso, apropriação, condições de exercer a ação, … são fatores que podem estar ou não, e mais ou menos, presentes nos contextos de in-exclusão.  Por exemplo, as modificações na ‘lei do petróleo’ frente às possibilidades do pré-sal podem ser a tentativa de garantir a inclusão dos menos incluídos (nas coisas boas) da riqueza que é uma possibilidade  deste projeto.  Por outro lado, alguns vêem como uma exclusão do ‘Mercado’ (como personificação do Capital que é)  de uma plenitude destas mesmas possibilidades.

A apropriação privada daquilo que é público está tão naturalizada que garantir a inclusão de todos é visto como uma exclusão dos beneficiários das ‘leis’ que são tidas como naturais, fixas e imutáveis,  ou seja, as leis do Capital.

Assim, no meu entender não existe isso que chamam de exclusão\inclusão. O que existe são vários graus de inclusão subalterna ou de exclusão parcial.   E o pensamento, para dar conta das nuanças deste contexto, precisa trilhar os caminhos da dialética. Aquela de cabeça para baixo que Marx propos já faz um tempinho.

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jun 04 2006

5ª Oficina para a Inclusão Digital

Categorias: eventos,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 14:21

Apresentar, debater e conhecer as melhores práticas e visões sobre a INCLUSÃO DIGITAL no Brasil, e em outras partes do mundo, visando a definição de estratégias e propostas de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico e social do país e do resto do mundo

Destaques do Evento

* Oficinas de Trabalho sobre os principais temas
* Painéis e Debates
* Apresentação de Casos de Sucesso
* Sessões de Encerramento Especiais
* Consolidação de documento oficial sobre as melhores práticas para efetivação da INCLUSÃO DIGITAL no Brasil
* Lançamento do Prêmio Nacional de INCLUSÃO DIGITAL

Começa amanhã e eu sem a menor chance de participar :(

informações

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jun 27 2005

Governo brasileiro recebe Negroponte amanhã

Categorias: Brasil,internetSuzana Gutierrez @ 21:04

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe amanhã o coordenador do Media Lab do Massachusetts Institute of Technology -MIT, Nicholas Negroponte…. (Edileuza Soares, do Plantão INFO)

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jul 25 2003

Programa Municipal de Alfabetização Digital

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 13:06

A digitalidade cidadã se opõe ao digital servil, inocentemente maravilhado e docemente ingênuo. O mundo das novas tecnologias da informação e comunicação não se apresenta aos seus usuários docilmente como se fosse um éden de facilidades e de libertação do ser humano das tarefas repetitivas e rotineiras. Ele faz parte de um mundo que deve ser conquistado por ações tecnológicas, educativas e políticas. No fundo, a sociedade da informação é um espaço de lutas simbólicas e discursivas. Sua apropriação se dá por esforços organizados, intencionalmente construídos em planejamentos estratégicos sofisticados.

Em torno deste projeto de ocupação estratégica de espaços, as classes sociais e seus subgrupos se organizam. É dentro desta perspectiva política que o mova digital se apresenta, como parte de uma estratégia educacional de governo para criar mais espaços democráticos para a gestão da cidade e da vida dos cidadãos de São Paulo.

Gestão democrática só se dá com tecnologias de conhecimento, aliando ciência, política e consciência. É a partir desta ótica que se apresenta, a seguir, o Plano conceitual e metodológico do mova digital. Trata-se de um primeiro projeto indicativo para que os vários setores organizados da educação ligados à área de alfabetização discutam, proponha, reorganize, construa diretrizes e programas para a apropriação democrática de mais um construção tecnológico que historicamente deve ser humanizado.

Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

.:: leia o projeto

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