dez 19 2010

em nossos passos marcham guerreiros

Categorias: basquete,basquete cmpa,cmpaSuzana Gutierrez @ 12:52

Não foi planejado, mas a minha defesa coincidiu com a formatura dos meus alunos no CMPA. Isso vai marcar ainda mais esta data. Além de serem alunos e alunas que conheci desde a sua entrada no colégio, que eu literalmente vi crescer :), formei mais um time de basquete completo.

CMPA 2006-2010

CMPA 2006-2010

eu era da banda :)

eu era da banda 🙂

A formatura do Colégio Militar é sempre emocionante e um rito de passagem para os alunos. Entendo bem a emoção deles e o apego que têm ao colégio. Estudei em uma época na qual as escolas estaduais tinham identidade e tradição. O Cândido de Godói tinha bandeira, hino e seus rituais, também.

E a cada ano eu ficou mais velha e derretida. É com um certa resistência egoista que eu vejo eles saírem pelos portões do CM.

Deste time 7 guerreiros se vão. Sem contar que a maioria dos formandos foi meu aluno em alguma ocasião entre 2004 e 2010, sendo que muitos o foram todos estes anos.

Time juvenil

time juvenil

((Espero ter sido mais que uma boa professora, uma parceira presente em todos os momentos.  Conviver com vocês foi muito importante para mim. Marques, Woodstock, Japa, Berger, Bispo,  Zé, Big, Taylor, Horn, Alisson, Castanho, Clézar, Yago, Devicenzi:  vou sentir saudade!))

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dez 04 2008

O início e o fim

Categorias: cmpaSuzana Gutierrez @ 18:30

CMPA - formatura 2008

Dizem que não se deve dizer ou fazer nada no calor da emoção, mas hoje eu resolvi contrariar todo bom senso. Estou assim desde ontem, da festa de encerramento com os meus guris do basquete. Com a chuva atrapalhando um pouco, reunimos a turma desde os pequenos do 6º ano até os que estão se formando.

E aí, quando eu olhei para um pingo de gente correndo entre os maiores e me dei conta que há uns poucos anos atrás eram estes maiores que corriam entre outros, vi que a roda do tempo não para. E desde ali a emoção vem comandando as minhas horas.

O dia passou e eu penso que descontei à volta a frustração de ver que não tem como reter o tempo e segurar os momentos felizes e as pessoas da nossa vida.

Sai de casa lembrando que em 2002 juntamos aquele bando de crianças agitadas e fomos acertando as turmas de educação física, olhando por cima da cabeça de gente que hoje eu tive de ficar na ponta dos pés para abraçar.

De lá para cá fomos nos conhecendo, fazendo alianças, brigando e fazendo as pazes. Nos compreendendo tanto quanto aquele espaço desconhecido que nos separa do outro permite. Espaço que tentamos vencer cada vez que dialogamos (ou não). A comunicação tem sempre muito ruído 🙂

E, incrivelmente, é este outro que passamos tanto tempo tentando compreender que vai contar a nossa história. Porque nem o nosso começo e nem o nosso fim estão em nossas mãos (Bakhtin diz algo assim). Que é o outro que desenha nosso ponto final.

E eu percebo que, em certo sentido, eu conto uma parte da história desta gurizada. Lá do meu jeito, com a imperfeição que toda expressão tem. E fico pensando que cada um deles também pode contar parte da minha história.

Hoje foi um marco nestas nossas narrativas. Durante mais de duas horas misturamos todas as emoções possíveis, até aquele momento em que eles saem do colégio, cruzando as arcadas e o portal. Cabeças erguidas e lágrimas nos olhos, todos sabendo que, mesmo voltando, não voltarão mais.

Eles vão para o mundo e fica a saudade. E a vontade de que atravessando os espaços desconhecidos que inevitavelmente temos entre nós e os outros, possam ter levado alguma coisa minha. Mesmo que pouca diante do muito que me deixaram.

A entrada da bandeira.

vídeo de 10 min: Formatura CMPA 2008

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dez 07 2006

Saudade

Categorias: cmpaSuzana Gutierrez @ 16:22

Talvez o que dê a cor e a dor da saudade não seja a ausência. Sejam as coisas que ficam, fragmentos de imagens e sons.
Uma risada que ecoa em algum lugar da mente. A sensação de um toque, de uma presença.

Ontem, o velho casarão ficou mais vivo, mais jovem. Impregnado que foi pelo riso e pelas lágrimas daquelas e daqueles que deixaram as suas arcadas. Estar do lado de fora, pela primeira vez, talvez, conscientes disso.

O tempo não para…
Os ciclos se completam. O que permanece para sempre nas velhas paredes e naqueles que ficam, reflete aquilo que parte e se torna vivo naqueles que vão.

Aquilo que falta desenha canions na superfície de cada dia. E talvez as nossas rugas sejam rios de ausências.

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jun 22 2005

CMPA

Categorias: cmpa,rastrosSuzana Gutierrez @ 03:14

cmpa

7:50 – Formatura já na metade. O céu foi clarear mesmo só depois das nove horas. >>

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