maio 13 2011

Tese

Categorias: doutorado,ufrgsSuzana Gutierrez @ 10:22

Resolvi publicar por aqui. Defendi em dezembro de 2010.

GUTIERREZ, S. Professores Conectados: trabalho e educação nos espaços públicos em rede.  2010.  277 f.  Tese (Doutorado em Educação).  Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.

Está, também, no banco de teses da UFRGS:

)) Link no banco de teses da UFRGS

Minha ideia de escrever muito, navegar muito, entre outras coisas, ficou para depois. O meu foco principal hoje são os alunos, as aulas e o basquete.

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dez 17 2010

Doutorado – a defesa

Categorias: academia,doutorado,educação,pesquisa,redes sociais,tic,ufrgsSuzana Gutierrez @ 10:59

Ontem foi literalmente o dia D.  O dia da defesa. Às 8h:30min, na sala 703  do prédio da FACED da UFRGS, apresentei a minha tese perante a banca e uma pequena audiência de colegas. Foi um momento importante, culminando um trabalho que vem desde 2005, quando encaminhei o anteprojeto como um dos requisitos da passagem direta ao doutorado. Desde então, com maior ou menor intensidade, a pesquisa fez parte do meu cotidiano e foi um fator que contigenciou as minhas decisões.

Qualifiquei o projeto em meados de 2008, dando forma ao trabalho e encaminhando o processo que ocuparia os anos seguintes com muita força. Posso dizer que, desde o final de 2008, a minha imersão e dedicação foi prioritária. Mantive as atividades acordadas no trabalho no colégio e me beneficiei de um afastamento que é direito de professor em instituição federal.  Destaco aqui o apoio do Colégio Militar de Porto Alegre que,  coerente com suas diretrizes, vem apoiando as formações dos seus quadros, e a solidariedade dos colegas que me substituiram em algumas turmas de aula.

Fiquei muito feliz e tenho muito a agradecer a tanta gente!

Professores Conectados: trabalho e educação nos espaços públicos em rede

Orientadora: Profª Drª Carmen Lucia Bezerra Machado

Banca:

Prof. Dr. Augusto Nibaldo Silva Triviños – FACED – UFRGS
Prof. Dr. Lucídio Bianchetti – FACED – UFSC
Profª Drª Marlene Ribeiro – FACED – UFRGS
Profª Drª Raquel Recuero – ECOS – UCPel

A tese em breve será publicada. A apresentação bem simples revela alguns detalhes da construção do trabalho:

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dez 07 2010

pós doc

Categorias: academia,doutoradoSuzana Gutierrez @ 13:02

:)) brincadeirinha!  Mas, esta fase pós entrega da tese é muito estranha. Pelo menos está sendo para mim. Não sei se foi a clausura autoimposta dos últimos anos, na qual a maioria das coisas ficou fora da rotina estreita de tese e basquete, mas o mundo me parece diferente, como se eu tivesse estado internada em alguma “montanha mágica” e saído estranhada do mundo.

Ao mesmo tempo em que preparo a defesa da tese, estou pondo em dia as coisas ‘das casas’, da que eu moro e que mora em outra. Daquela que foi ao dentista hoje e daquela que, ontem, eu enfeitei para o Natal.

Remexendo arquivos, como a apresentação do meu projeto de tese em agosto de 2008. Ah os projetos… são quase como as promessas de dieta 🙂  Este ao menos saiu, não de todo como foi pensado inicialmente, mas dá uma ideia do que tem na minha tese.

Neste verão, quero recuperar um pouco do que foi indizível durante este último ano do doutorado.

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nov 17 2010

uma tese é uma tese

Categorias: doutoradoSuzana Gutierrez @ 13:25

Hoje eu entreguei a minha tese na secretaria do PPGEdu.

Só quem passa por um doutorado sabe o que significa este momento 🙂

O dia ficou estranho.  Incrível o espaço que este doutorado estava ocupando do meu dia.

Reuni parte dos livros e da papelada que estavam dispersos por todo o lugar. 

A casa, todavia, ainda não saiu do clima: jeito de palco vazio depois do espetáculo.

Já abri bem todas as janelas, mas falta ainda queimar este sofá…

((mas só vou fazer isso depois da defesa 🙂 ))

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out 25 2010

Tempos estranhos

Categorias: academia,cmpa,doutorado,políticaSuzana Gutierrez @ 13:54

Eu nunca pensei que a reta final do meu doutourado fosse coincidir com a instigante  reta final das eleições presidenciais no Brasil. Está sendo difícil escrever uma tese na qual falo de trabalho, tecnologia e educação no contexto de uma sociedade capitalista que imprime toda uma lógica em todos estes processos e, ao mesmo tempo, observar esta lógica em curso, exacerbada pela luta entre duas visões de mundo essencialmente diferentes.

É com agradável surpresa que constato na prática algumas coisas, como extensão do acesso à internet que vai bem além dos +- 25% dos brasileiros que possuem computadores e conexão, conforme o IBGE. Não fosse isso, as grosseiras manipulações da mídia monopolizada passariam como sempre passaram. Estas eleições estão mostrando claramente um caminho de construção possível de outra hegemonia.

E eu, por ter de me dedicar integralmente a tese, estou perdendo aulas incríveis como as do Prof Emir Sader, todos os dias (hoje será às 21h), e experiências interessantes como as que o José de Abreu tem trazido. Os dois, sem este espaço na grande mídia, encontram nas TIC uma forma de compartilhar um outro tipo de informação. Aliás, recomendo muito à quem só lê grande jornal e vê TV aberta (qualquer um ou uma!) que procure outros canais.

Nos blogues e nos canais alternativos de mídia a possibilidade de obter um outro tipo de informação.

Neste momento político, em especial, recomendo:

Agência Carta Maior
Amálgama
Biscoito Fino e a Massa

E, enquanto isso eu escrevo, escrevo, escrevo.  Com saudades do meu colégio e de meus alunos.

Colégio Militar

CMPA

* estes dias, quando vinha voltando da UFRGS, o CMPA parecia especialmente iluminado.

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set 21 2010

doutorado em gotas I

Categorias: doutorado,educação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 19:57

A coisa anda pegada e o espaço restrito por conta do tempo.  Um pouco deste contexto em que escrever ajuda a pensar passa por:

# Quando se fala em TIC na educação, existe a tendência de estabelecer um ‘padrão’ que homogeniza tecnologias que podem variar muito de um contexto para outro.

# Pensando na educação e na sua condição de instrumento de reprodução da ordem social,  é importante que as alternativas de mudança não sejam somente formais, mas que se dirijam à essência das práticas educacionais.

# Ser professor faz parte de um aprendizado constante, que se dá ao se compreender e aprender a razão de ser professor. De reconhecer a razão de ser do próprio ato de ensinar, com a sua dimensão criativa e profundamente dialógica.

# Se por um lado o avanço tecnológico possibilita novas formas de aprender, as necessidades de aprendizagem também impulsionam a criação dos suportes. E tem de se tornar claro que todo este processo está contido, mas não limitado, pela forma como produzimos a nossa vida atualmente.

((por enquanto eu sou só rascunhos))

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abr 06 2010

das coisas zem e das coisas sem :)

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 22:07

Tenho um colega que chega a ser irritante de tão zem. E eu sou irritante de tão sem… sem lembrança da última vez que prometi a mim mesma não me irritar, não me exaltar, manter a calma em meio ao caos, não gritar, não xingar, não ….

Mas esqueci e me exaltei, digamos que fui exuberante em xingar inaugurar o sargento novo que mudou meu armário de lugar, que fui vocalmente enfática em … mijar o atleta que cometeu o erro, aquele erro pelo qual  eu recém havia parado o treino e feito uma preleção de 5 min.

Pois é, … eu sou meio sem… freio, noção, paciência. Para ser justa, até comigo mesma 🙂

É um pouco esta falta de paciência que me afasta do blog. Mesmo quando eu tenho certreza que algum dia, num futuro que pode ser até mirabolante (eta palavra boa), as milhares de pequenas confissões, indiscrições, abobrinhas, … farão todo sentido. Ou o sentido necessário para retratar uma época.

Hoje eu acordei com a Ana Maria Braga, flagelada naquela casa linda , mas um tanto artificial.  Depois que mudaram a minha NET, eu ligo e entra o 512, a Globo com mais rugas, e eu não sei mudar esta ‘preferência’.  Agora, … incríveis as imagens, o Rio embaixo dágua, … medo por tantos amigos…  Eu até liguei meu Twitter, pois estas coisas são a sua vocação. Isso é uma época.

Assim como é ‘uma época’ as minhas dúvidas no doutorado,  o treino ‘de páscoa’ que fiz ontem, também é  🙂  Não, …. não pensem mal de mim. Não dei bombom só para quem acertou arremessos 🙂  Mas, …. comprei aquelas caixinhas de bombom sacanas, aquelas que tem uns   m a r a v i l h o s o s   e outros pequenos, tristes, de café com canela (duas coisas ótimas, MENOS em bombom).  Aí, peguei eles de jeito… Acertou, pode escolher, errou, vai para o fim da fila :)))  Todos se divertiram e até rolou umas apostas.

Estas ‘épocas’ são, talvez, o que se possa ter, o que valha a pena, o que vai ficar… Sei lá, … hoje acordei consciente que o tempo dos casacos e das meias está chegando, ciclos que se fecham, recomeços. A minha tese entrando o inverno e florescendo, eu espero, para dar frutos na hora certa.

E que tudo no universo fique bem e em paz…

Enter ….   (como diria um pastor dos tempos pós internet)

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jan 15 2010

pensando na vida

Categorias: doutorado,pesquisa,rastrosSuzana Gutierrez @ 14:13

A vida é uma coisa muito fugidia, um fluxo que escorre pelos dedos, impossível de segurar para aproveitar mais determinados momentos.  O relato da vida é sempre o relato da vida que passou, uma eterna busca do tempo, perdido para alguns, vivido para todos. Um relato impossível, a menos que se conte em vez de viver, que nos tornemos mais atores que autores da própria vida.

Este início de ano está repleto de coisas sobre as quais valeria escrever. Tantos as pequenas coisas do cotidiano, quanto os inúmeros eventos que povoam o nosso espaço mais geral de vida.  Tudo agora tem efeito global e ninguém escapa de experimentar a aceleração que parece envolver tudo.  É um aprendizado interessante lidar com esta aceleração, não se enredar no fluxo constante de informações.  Aprender a buscar e desfrutar de lugares de quietude e reflexão.

Como todos, entrei 2010 preocupada com as mudanças climáticas e com seu efeitos, a natureza cobrando o seu preço pelo descaso e pela ganância das nossas práticas. Comovida com o que vem sendo o destino de um povo tão sofrido e  explorado como o do Haiti. Pessimista com as possibilidades de mudar este mundo, quando vejo a naturalização destas práticas predatórias em nome do lucro e a convicção de grande parte das pessoas de que ‘sempre foi assim e sempre assim será’.

Por outro lado, continuo persistente pensando alternativas, as tais brechas que se instalam na contradição que é  a forma das coisas se desenvolverem.  Atenta às bifurcações, como o querido Daniel Bensaïd, que se foi faz uns dias, mas que deixa um legado de luta, de lucidez, de re-encantamento com a erpectiva da emancipação.

Aprendendo e compreendendo com aquilo que emerge na e da pesquisa. Mergulhando mais profundamente na complexidade dos temas do meu doutorado. Fazendo escolhas, sofrendo as muitas dúvidas, procurando caminhos de fazer um trabalho que traga alguma contribuição concreta para o contexto no qual o avanço das TIC encontra a formação e o trabalho de professoras e professores.

Estou reservando tempo para pensar. Enquanto caminho, vou fotografando e pensando, olhando com novas lentes o mundo a minha volta, procurando ver além do que se mostra.  Me aproximo do momento em que escrever será um imperativo.

capão da canoa

lugares de quietude

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nov 01 2009

reflexões de pesquisa

Categorias: blog,doutorado,pesquisaSuzana Gutierrez @ 07:43

Depois de um tempo bastante conturbado em todos os setores, as coisas acalmaram.  Algumas mudanças no rumo da minha pesquisa me fizeram optar por um caminho mais longo e estou literalmente em busca do tempo. Ainda não estou aprofundando a análise de dados, mas ela não fica fora da coleta. Como que salta da tela a todo instante e me faz pensar.

Em 2002, a maioria dos serviços de blog não vinham com espaço para comentários e estes eram adicionados por meio de outros aplicativos. Logo em seguida, os comentários,  os links permanentes, o rss se tornaram funcionalidades padrão do blog e algumas outras novidades foram surgindo para, de modo geral, ampliar o alcance dos textos publicados. Uma colaboração da interface para a sequência da conversação.

Porém, o espaço ‘comentários’ ainda pode melhorar tornando padrão algumas possibilidades:

  • Aprimorar as possibilidades de responder a comentários, publicando a resposta, ao mesmo tempo, no comentário e no blog \email do autor do comentário. Isso já existe, mas pode melhorar.
  • Manter ligado este diálogo por meio de trackbacks automáticos.
  • Tracback\Pingback: ser padrão no caso dos links referidos em outros sites. Compensar isso com um “nofollow” acessível ao autor.
  • Registro de comentários feitos e seus desdobramentos, a critério do autor, ligados a interface do seu blog. Uma espécie de união de sites como cocomment com o aplicativo de blog.

Observei que os hábitos dos blogueiros ao responder ou não aos comentários são bem diferenciados e incluem:

  • Editar o comentário acrescentando a resposta.
  • Abrir um novo comentário.
  • Comentar no blog do autor do comentário. Neste caso, o diálogo tende a se restringir aos dois, dificultando o acesso de outros leitores. Além disso, a resposta dada no blog do autor do comentário fica fora do contexto do que está publicado lá naquele blog.
  • Responder apenas por email.

E mais:

  • Grande parte dos diálogos não passam da réplica, não avançam, mesmo quando existe provocação para avançar (já falei sobre isso). Isso pode ser creditado, em parte, a estrutura do blog.
  • Os leitores de rss ajudam a manter vivo o contato com diálogos nos comentários, mas poderiam dar um jeito de facilitar a interação.
  • Novidades como o Note in Reader, poderiam ser aperfeiçoadas no sentido de capturar partes de textos ou comentários com mais possibilidades de edição.

Todas estas coisas tem influência naquilo que é publicado. Meio e mensagem tendem a interagir dialeticamente sobredeterminando um ao outro.

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set 13 2009

achados de pesquisa

Categorias: blog,doutorado,pesquisaSuzana Gutierrez @ 12:23

Uma das atividades da minha pesquisa no doutorado inclui ler muitos blogs e este é um dos motivos pelos quais eu não falo muito dela aqui. Uma contradição, neh :?:.

Pesquisar blogs é, num certo sentido, pesquisar documentos que são públicos. Porém, estes são documentos dinâmicos indissociáveis de seus autores e contextos. Tornar visível a pesquisa é criar um movimento extra na corrente que já movimenta o campo. e perder um dos diferenciais de uma etnografia virtual que é a possibilidade de uma menor interferência do pesquisador no campo pesquisado.

Foi por aí que optei por não expor muito os caminhos da pesquisa. Porém, … principalmente quando a pesquisa tem seu lado ‘arqueológico’, fico louca para compartilhar alguns dos muitos achados. Retomar aquilo que não li e que estou lendo agora, que devia ter lido e comentado.

Por vezes, tenho de segurar o ímpeto de fazer um comentário num texto publicado há um ano atrás. Não que isso seja impróprio num contexto geral (é até muito próprio), mas inadequado no meu contexto de pesquisa. (isso aqui pode ser discutível)

Todavia, alguns esboços de ideias eu gostaria de socializar, até para abrir a conversa em torno delas. Por exemplo, considerando os blogs de professores, mas pode se aplicar a outros:

1 – Cada blog tem o seu público de comentaristas assíduos e, estes, tendem a formar redes diversas, considerando este espaço dos comentários << isso aqui precisa ser melhor explicado 😐 2 - Os comentários, de um modo geral, não geram debate nem ali, nem entre blogs. Geram reciprocidade, contato. conhecimento e reconhecimento. O diálogo dificilmente avança além da tréplica. Geralmente quem comenta não retorna para ler a resposta. (neste sentido o formato contribui) 3 - Algumas vezes, a possível réplica vira um texto publicado no blog de quem desistiu de comentar e segue o mesmo padrão 1, 2, 3. Texto, comentário, resposta. 3 - Os comentários, por vezes, constituem uma rede externa aos textos publicados nos blogs, um off-topic que parasita os textos de um período. Os "avisos de selinho" estão nesta categoria. 4 - Esta rede off-topic, muitas vezes, ignora totalmente o contexto do espaço no qual deposita um de seus nós. 5 - Mesmo num grupo bem 'enredado' se perde muita riqueza de reflexão, pois as reflexões mais densas são as menos comentadas, assim como são, também, a minoria dos textos publicados. sigo pensando 💡 , enquanto a chuva continua la fora.

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fev 06 2009

semana 1

Categorias: basquete,basquete cmpa,cmpa,doutoradoSuzana Gutierrez @ 17:21

Minhas férias terminaram com as flores e as tardes perfeitas dos últimos dias de janeiro. Desde terça-feira estou entre aulas iniciais e reuniões do colégio.

Foi uma semana danada… alegrias no trabalho x problemas no front pessoal. Mas, em todas estas coisas, podemos ser mais que vitoriosos… (eu gosto desta frase da Bíblia, embora não tenha muita certeza do que seja ser mais que vitorioso)

Agora…, foi uma alegria re-encontrar os meus alunos. A turminha das aulas do ano passado e os meus bruxos do basquete. Este ano promete 🙂 Fiquei com as mesmas turmas (anos) de 2008 e, assim, entreguei algumas turmas queridas que avançaram de ano.

E vai ser basquete todo ano. Para o 7º, 8º, 1º, 2º e 3º anos. Mais os treinos.

Estes começaram hoje, rivalizando com o Planeta Atlântida. Treino cheio dos “maiores”, inclusive com 3 ex-alunos que vieram e, pelo jeito, vão continuar treinando. Jogo animado porque é o primeiro e, por um bom tempo, o único treino só recreativo. Segunda começa o treino físico e aí a coisa fica séria. 🙂

E, amanhã, recomeço a me concentrar na pesquisa, pois esta semana ela ficou em segundo plano. A pensar em apropriação e tecnologia, em trabalho e nas redes sociais que são o meio e a mensagem destas novas práticas.

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jan 06 2009

Leituras

Categorias: doutorado,leituras,livrosSuzana Gutierrez @ 15:50

vista da praia
* a foto é do meu passeio de hoje – capão da canoa

Após os Jogos da Amizade eu pude intensificar as minhas leituras e releituras. E o que pude fazer neste tempo está me deixando muito animada.

Ainda em novembro pude terminar de reler A Era dos Extremos – o breve século XX, 1914-1991 do Eric Hobsbawm e, em parte, reli Condição pós-moderna, do David Harvey. São dois livros que eu recomendo fortemente a quem está pensando em pós-graduação stricto sensu.

Depois, reli Sobre o Tempo, do Norbert Elias e li o Processo Civilizador volume I e parte do volume II. Estes “em parte” tem sua explicação no meu “modo de pensar”, que não é linear e segue, o ritmo da escrita. Escrever para pensar e saber o que ler para escrever, para pensar, … recursivamente.

Em seguida, comecei a minha saga em Zygmunt Bauman, que é um autor que ainda não havia usado nas minhas construções teóricas. Li uma parte do O mal-estar da pós-modernidade e deixei na fila Comunidade e Modernidade Líquida. Penso que o que o Bauman traz sobre estranhos, arrivistas, vagabundos e turistas, a questão do controle, da cultura, da liberdade e da civilização são muito interessantes para se compreender a cibercultura.

Aí senti a necessidade de voltar ao Daniel Bensaïd e reler (com caderninho do lado) o seu excelente Marx, o Intempestivo, o qual terminei hoje. Para confrontar as aporias das outras leituras, precisei rever, guiada por Bensaïd, a construção da ciência de Marx. Na segunda metade do século XIX, quando o mundo vivia acomodado na linearidade da mecânica de Newton, surgem as ciências das possibilidades: a teoria da evolução de Darwin, as leis da termodinâmica de Clausius e Carnot e a crítica da economia política de Marx, falando de incertezas e abrindo espaço para uma nova racionalidade.

Quando o meu pensamento se pragmatiza e flutua na superfície das coisas, ou começa a se linearizar e não ultrapassar a pseudoconcreticidade, eu sempre retorno a Marx, que viu na mercadoria o seu duplo de valor de uso e valor de troca.

Marx, o Intempestivo é um livro denso e necessita de concentração. Então, quando vim para o posto avançado em Capão da Canoa e a possibilidade de concentração ficou contingente, eu alternei esta leitura com a leitura de alguns artigos de dois livros de Lucídio Bianchetti: Educação Corporativa, que ele organiza juntamente com Elisa Quartiero e A trama do conhecimento, com Paulo Meksenas. O primeiro é um panorama amplo da educação em seu imbricamento com a educação pensada pelas empresas. O segundo, leitura obrigatória para quem pensa fazer ou está cursando mestrado ou doutorado.

Agora, preparo-me para atacar Dos meios as mediações, de Jesus Martin-Barbero.

No lado lúdico, aquela leitura de duas páginas por dia, para acalmar o delírio teórico 🙂 antes de dormir: estou relendo pela décima vez O homem do terno marron da Agatha Christie.

em tempo: ponham ou tirem os hífens e os acentos…

em tempo 2: tão abundante como as leituras estão sendo as possibilidades de compartilhar algumas reflexões (e algumas bobagens, também) por aqui.

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ago 16 2008

recomeçar

Categorias: doutoradoSuzana Gutierrez @ 05:22

Ontem qualifiquei a proposta de doutorado perante uma banca que foi muito cuidadosa na leitura e avaliação do meu projeto, localizando com precisão as virtudes e as falhas e sendo generosa nas sugestões e no apoio.

Terei muito para refletir nos próximos tempos. A sorte é ter cinco pessoas com tanto cuidado sobre este processo.

15/08/2008 >> sala 703 da FACED / UFRGS

Banca
Prof. Dr. Augusto Triviños
Profª Drª Marlene Ribeiro
Prof. Dr. Lucídio Bianchetti
Profª Drª Raquel Recuero

Orientadora: Profª Drª Camen Machado

Toda a etapa supõe um recomeço, hora de considerar o pecurso e ritmo.

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jun 29 2008

No mundo

Categorias: basquete,doutorado,viagensSuzana Gutierrez @ 11:52

Projeto de tese entregue, banca acertada, primeira fase dos jogos das minhas equipes encerrada e então, como não acontecia há muito tempo, sai sem muita hora para voltar.

Escola Militar

Daqui a pouco eu conto as aventuras…

Au revoir 🙂

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jun 21 2008

O tempo voa!

Categorias: basquete,cmpa,doutorado,rastros,ufrgsSuzana Gutierrez @ 13:53

Ainda mais quando estamos cercados por atividades, solicitações, prazos, vontades, desesperos 🙂 Este mês para mim foi tempo de tentar manter a posição, de não ficar para trás.

Em meio ao início e desenvolvimento de 2 campeonatos (JERGS e JAPA), nos quais eu tenho equipes nas 3 categorias, consegui manter o pique do trabalho na escola e concluir o meu projeto de tese.

Proposta por enquanto, pessoal, ou pior…, armadilha para os próximos dois anos. :)) Ontem entreguei a documentação na secretaria: defesa agendada, banca proposta. Uma hora aí eu conto da banca, da data etc… Tenho de esperar a liberação da COMPÓS.

No front basquetístico tenho prazer de comunicar que as minhas equipes Mirim e Infantil de Basquete vão representar Porto Alegre na etapa regional do JERGS. A Infantil é bicampeã! Segunda e Terça é a vez dos Juvenis (os baixinhos, como eles dizem) tentar a sua vaga.

No front doméstico caos generalizado. Eu viajo na quinta-feira e nem mala tenho (descobri esta semana que a minha mala está residindo na França desde o ano passado ¬¬). Com aulas, providências do doutorado, jogos, o tempo simplesmente sumiu.

E ainda tenho de procurar uma banca de jogo do bixo, porque sonhei com dois carneiros (daqueles com os chifres curvos) dentro da minha sala. Quem vai saber de onde vêm os sonhos, neh. Eu entro atrapalhada na sala e piso no cocô dos dois carneiros, que me olham estoicamente, enquanto um gato branco salta pela janela. Tem que dar alguma coisa no bixo… até porque sonhar com carneiro dá sorte e pisar na merda mais ainda !!!! Ah e graças aos céus o gato era branco…


fogo no torreão?

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