jul 23 2006

sobre a amizade …

Categorias: basquete cmpa,internet,rastrosSuzana Gutierrez @ 18:23

Esta semana recebi diversas mensagens pelo dia do amigo. No início me surpreendi, pois lembrava vagamente de já ter acontecido este entre tantos dias de que percorrem a internet. Aí me deixei levar, mais ou menos, pela corrente mensagens no e-mail, no orkut, no telefone celular, e nos tantos espaços que temos hoje para encontrar pessoas.

Porém, nestas todas fiquei pensando sobre a amizade e sobre os amigos. Estas amizades e estes amigos que parecem brotar de todos os lados em determinados momentos. Fiquei pensando no que eu entendia por amizade. Vasculhei o coração buscando os afetos e tentando reconhecer algum padrão que pudesse juntar aqueles tantos afetos sob uma categoria única. E aqui cabe um parêntese: estes amigos são pessoas que eu escolhi para dar o meu afeto, sem esperar reciprocidade. Alguns nem sabem disso 🙂

Foi aí que vi que o afeto não segue padrões. Para além da família e dos amores, os meus afetos, os meus amigos, são muito diferentes entre si. Eu escolhi amar pessoas de diversos sexos (tem uma das minhas amigas que diz que eles são mais de dez), de diversas idades, de diversas raças, de diversos… seja o que for.

E para estas pessoas eu me mostro sem nenhuma barreira, sem nenhuma censura, sem nenhuma diferença. Para estas pessoas sou um pouco mais, com elas e por elas vou mais longe. Me pego fazendo confidências para alguma criança ou dando um beijo mais beijado em algum chefe. São amigos! E o afeto flui, sem reservas, porque aquela pessoa para mim é especial. Nem sempre sei porque, mas é.

É claro que isso dá, às vezes, uma baita encrenca, pois nem sempre é compreendido na sua real dimensão. Principalmente por quem não me conhece bem ou por quem vive a vida morrendo de medo das coisas. Por aí já fui acusada de estar paquerando o namorado de alguém, de ser condescendente com a indisciplina de algum aluno em especial, de dar mais atenção a um colega que a outro. A lista é grande…

Pois então,… é como naquela comunidade pare! eu não estou te dando mole, onde tem uns 9552 mal compreendidos. É como os jasmins que nasceram no fundo do meu quintal e que enfeitam o meu telhado e estão, agora mesmo, perfumando a minha noite. Eu não os plantei, eles simplesmente me escolheram. Assim, … eu não sou boazinha, não sou puxa saco, não estou apaixonada por ti, não estou escondendo os teus erros (muito) … é que te escolhi para amig@. Só isso. E eu costumo ser uma boa amiga.

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jun 25 2005

garimpado por aí – sobre blogs e arredores

Categorias: blog,blogosfera,colaboração,recursosSuzana Gutierrez @ 14:05

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jun 01 2005

Direto do V Ciclo de Palestras do CINTED – terceiro dia

Categorias: blog,ead,eventos,software,tecnologia,tic,ufrgsSuzana Gutierrez @ 19:02

Hoje o dia foi cheio. Começou com a palestra do Dr. José Ottoni Outeiral, às 7h:30min, no CMPA. O tema foi relações afetivas na sala de aula e o principal assunto foi o uso de drogas e a sexualidade. Foi uma boa palestra, embora o contexto apontado como causador dos maiores problemas fique no nível da sociedade atual, sem no entanto abordar o modo de reprodução sócio-metabólico no qual vivemos.

Terminou ali pelas 9h, quando eu tive a felicidade de saber que por atividades diversas não teríamos as aulas de educação física da manhã. Assim, pude me catapultar para a FACED/UFRGS e assistir algumas palestras, além de me preparar para a minha apresentação, que estava marcada para as 14h.

Ontem, não pude participar como queria e thoje tomei poucas notas. As anotações de hoje:

>> A concepção do aluno sobre a própria aprendizagem ao utilizar ambientes virtuais – Alexandra Lorandi Macedo – PPGEDU/UFRGS
Peguei a apresentação no fim e foi uma pena, pois esperava poder assistir este trabalho. Foi mais um daqueles que abordaram as eternas dificuldades em se fazer funcionar a interação online. Na pesquisa que realizaram constataram que os alunos da graduação interagem e participam mais que os do pós-graduação. << Alguma coisa sobre isso eu falo na minha dissertação, também. >> Processo de Desenvolvimento de Software Educacional: proposta e experimentação Everton FlávioUNIVALI – Itajaí/SC
Relato do processo de criação de um software educacional para o ensino fundamental, o Softvali. Desenvolvido na UNIVALI para o projeto Escolas sem Fronteiras de Blumenau, Santa Catarina.
O software, desenvolvido iterativamente por uma equipe multidisciplinar, é um ambiente lúdico onde o aluno pode visitar um museu, fazer compras num supermercado, ir ao cinema, etc. Nestas atividades estão incluidas: matemática, artes, alfabetização, educação ambiental. A novidade é que o software é configurável, suportando acréscimos e modificações. O de sempre é que foi feito para Windows, por este ser o sistema operacional usado nos laboratórios das escolas de Blumenau. [mais infos]

>> Videoconferência: Adaptação de Interfaces em Ambientes Virtuais de Aprendizagem com Foco na Construção Dinâmica de Comunidades
Paulo Sérgio Rodrigues Lima – Engenharia Elétrica /UFPA
Desenvolvimento de ambientes mais flexíveis e interativos. O ambiente, AmAm, que está sendo construído na UFPA tem uma aparência definitivamente orkutiana.
Traições da tecnologia: o palestrante começou sua apresentação aparecendo de cabeça para baixo na tela. Eu já estava pensando que ele era parente do vovô da família Adams (AmAm…), quando alguém caridosamente resolveu avisar.

>> Weblogs e educação: contribuição para a construção de uma teoria – Suzana Gutierrez – CMPA ; TRAMSE/UFRGS
Foi uma apresentação calma, até porque eu estou semi asmática faz uma semana. Sempre que me empolgava, começava a tossir e tinha de parar para tomar água. Não fiquei nervosa, mas com estes acessos até parecia. Larguei no final aquele desafio/brincadeira de postarem no Vamos Blogar? utilizando o e-mail e enviando imagens. Como eu previa, foi surpresa para a maioria. O legal é que continuaram postando após a minha apresentação.

>> Fatores Relevantes à Formação e manutenção de comunidades virtuais facilitadoras da Aprendizagem – Daniela Haetinger – ESPIE/CINTED
Uma pesquisa realizada com professores especialistas em tecnologias na educação sobre as formas de interação mais usadas e sua importância na formação de comunidades virtuais e na aprendizagem. Abordou, também, os diferentes fatores que contribuem para aformação e para a manutenção das comunidades.
Nota: um dos tipos de interação/uso da tecnologia que teve índice mais baixo em relevância para a aprendizagem foi a transmissão de arquivos de áudio. Logo agora em que os podcasts começam a se firmar como alternativa. Nota 2: entendi que o grupo não conhecia o podcasting.

>> Estratégias de interação entre tutor e estudantes em Educação a DistânciaQuerte Mehlecke – PPGIE/UFRGS
Relato de uma pesquisa sobre EAD (fase 1) realizada em Portugal. A pesquisadora contou que se surpreendeu com o nível baixo de desenvolvimento da EAD na Europa. As alternativas ainda muito usadas se baseiam e material escrito, correio e telefone. [mais]

Depois desta apresentação, desci, tomei um café com meu colega Dileno, que chegou sei lá de onde para sua defesa de tese no dia 15. E debandei porque o cansaço venceu.

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mar 18 2004

a montanha mágica

Categorias: leituras,livros,mundo,rastrosSuzana Gutierrez @ 17:01

Assim como as comunidades, de certa forma, moldam seu ambiente, o inverso acontece, também. Um determinado lugar, rotinas, práticas, similaridades e diferenças, um determinado tempo, temporalidades próprias, simultaneidades, anacronismos. Tudo é forma e dá forma para que se engendre um tipo de agregado humano.
Onde o tempo gravita em torno de refeições, curativos, tecnologias, estados e sensações, todos se acoplam em relações que têm outra lógica. Uma lógica que tem como centro a corporeidade, a fragilidade da vida, a indignidade da dor. Relações que geram solidariedades e põem em xeque identidades.
Cláudia hoje foi até a biblioteca do hospital, sem o jaleco, sem o estetoscópio, num outro papel. A camisola com bonecas pintadas na frente fazia ela parecer tão menina e tão frágil, empurrando aquele carrinho com o soro. Uma conexão estranha naqueles tubos todos. Um certo desamparo que transita no olhar.
Déia está fora de suas aulas de informática para crianças ‘especiais’. Em vez do computador, coletes reforçados e os pequenos dutos onde, de tanto em tanto, novas drogas são injetadas.
A comunidade, porém, se amolda aos coletes, aos dutos, agulhas e soros. E se une em pequenas solidariedades. Dividem presentes, comentam as visitas como se fossem de seres de outras terras, estranhos. O tempo da comunidade é outro, os fluxos atípicos.
O padre chega de pijama, ele mesmo num novo papel e senta para conversar. A turma de branco entra e sai atarefada. Aos poucos todos se conhecem. Os rituais se repetem, num tempo estranho, deslizante.
A montanha mágica vai enredando aos pouco. No espaço-tempo alterado, cada um é Hans Castorp à sua maneira.

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jul 15 2003

Coalescência

Categorias: educação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 06:31

Retirado de eBNguest, que retirou de Merriam-Webster Online:

Para o termo em Inglês:
Entrada: co-a-lescer
Pronuncia: "kO-&-'les
Função: verbo
Inflecções: co-a-lesced; co-a-lesc-ing
Etimologia: Do Latin coalescere, de co- + alescere crescer — mais no Dicionário Universal da Língua Portuguesa
Data: perto de 1656
sentidos intransitivos
1 : crescer junto
2 a : unir-se num todo : FUSE <cidades separadas coalesceram numa única, espalhada colônia — Donald Gould> b : unir-se para fins comuns: juntar forças <pessoas com diferentes pontos de vista coalescem em facções opostas — I. L. Horowitz>
3 : surgir da combinação de diferentes elementos <uma resistência organizada e popular imediatamente coalesceu — C. C. Menges>

Durante todo dia eu tentei coalescer a experiência do Tech Matters Advanced Institute na minha mente. Procurei por temas maiores ao redor dos quais ancorar minhas observações e lições. Enquanto me esforço para escrever, refletir, entender, continuo voltando a minha questão original.

Questão: O que acontece quando vinte professores juntam-se num laboratório de informática por mais de quatro dias?

Resposta: Uma comunidade de aprendizagem se forma. (?)

Boa resposta, mas o que isso significa e porque é importante? Estarei fazendo a pergunta errada? Imaginando como o instituto, que facilitou o desenvolvimento desta comunidade, pode ser uma questão mais forte.

Questão: Quais ações do instituto contribuíram para o desenvolvimento desta entrelaçada comunidade?

Resposta: O foco em usar a tecnologia para dirigir a prática dos professores, claramente fixada nos objetivos do instituto e nos objetivos dos participantes, a aplicabilidade da experiência, o tempo para praticar com uma variedade de ferramentas, e um ambiente interpessoal com bom suporte físico.

Questão: Em que caminhos estas ações contribuíram para uma experiência positiva de aprendizagem para os participantes do instituto?

Resposta: ???

Não há resposta simples para esta pergunta. Nos próximos dias examinarei e discutirei cada elemento. Um claro entendimento da natureza de cada elemento, eu creio, será vital para o entendimento das relações entre eles. Entender estas relações será determinante para recriar outras experiências positivas e proveitosas de aprendizagem com a tecnologia.

Meu comentário: será interessante aguardar a seqüência desta reflexão. Uma coisa posso adiantar, como crítica: a visão do uso da tecnologia como guia da prática docente, segundo objetivos pré-fixados. Ao meu ver, o correto seria o contrário: a prática docente (entendendo esta como práxis) guiando o uso da tecnologia. Uma prática docente ancorada numa concepção de educação e de mundo solidariamente construída e uma tecnologia que é pensada junto com este projeto.

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