mar 01 2009

Professores Conectados

Categorias: educação,suzana gutierrez,ticSuzana Gutierrez @ 05:18

Professores Conectados é o título de um pequeno artigo que escrevi como provocação ao debate no I Congresso de Tecnologias na Educação, realizado no final de outubro de 2008 e promovido pelo grupo Blogs_Educativos.

O Congresso, totalmente online, abrigou interessantes discussões nos fóruns abertos ao redor dos diversos temas e artigos. Agora, é lançada a Revista Tecnologias na Educação e publicados os artigos, palestras e relatos de experiência que deram movimento ao Congresso.

É importante salientar a origem da nova revista: uma comunidade de educadores blogueiros que, desta forma, socializam um pouco de suas reflexões. Uma comunidade que mostra como os professores podem formar redes sociais online, relações que ampliem os processos de aprender-ensinar.

Espero que, em breve, os diversos fóruns do congresso, que abrigam riquíssimos debates, possam ser reabertos e agregados a este primeiro número da revista, possibilitando, mais uma vez, o diálogo em torno de temas tão importantes. Fica a sugestão aos organizadores :)

Espero, também, que o meu artigo possa continuar suscitando o debate sobre a formação e o trabalho do professor em sua intersecção com as tecnologias da informação e da comunidação.

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fev 21 2008

Quem é o homem algorítmo?

Categorias: suzana gutierrezSuzana Gutierrez @ 16:19

O melhor da semana é que saiu na Carta Escola, da Carta Capital, um texto e um conjunto de atividades que eu e a Lilian Starobinas construímos juntas. O título é “Quem é o Homem Algorítmico” e vem logo depois do texto do Silvio Meira, Nasce o Homem Algorítmico. Infelizmente, esta produção sai só na revista impressa. Porém, estamos vendo um jeito de poder socializar o texto.

A coisa que mais me agradou neste trabalho foi realizá-lo junto com a Lilian. E tem gente que acha essencial o olho no olho para que alguma relação tenha realmente empatia. Fizemos tudo à distância, tudo construído cooperativamente mesmo. Uma experiência muito boa em todos os sentidos.

Começamos lançando todas as viagens possíveis e, depois, fomos juntando as nossas idéias e construindo um caminho comum. Muito interessante. Por ex:

O texto do Sílvio começa assim: “Pedro está colado no celular de Mano jogando alguma coisa cuja trilha sonora é de tirar o juízo de qualquer um que não tenha anos de meditação. De repente, pára e pede: “Mami, diga xis!” A mãe, no banco da frente, diz. Pedro retruca: “Olhando pra cá, né, mami?” Todo mundo ri. Pedro, 6 anos, e Mano, 10, estão explorando um dos 120 milhões de celulares existentes no País, muitos deles nas mãos dos “manos” de 10 anos.”
Para iniciar a nossa provocação, eu comecei sugerindo:

“Eram cinco horas da tarde quando Valdisnei pegou Tiaron e Uesli pela mão e foi rápido para a bica, que ficava dois barracos adiante do barraco onde ele mora com a mãe e os cinco irmãos e irmãs. Tinha de chegar rápido na bica para lavar os dois, antes que o pessoal da vila começasse a voltar para casa e a fila ficasse muito grande. Agora era todos os dias esta lavação, porque senão o pessoal da creche não recebia os dois e aí Valdisnei não podia ir para a escola. Deu banho nos dois e se lavou mais ou menos. Tinha vergonha de tirar a roupa ali na rua. Pegou a sacola com a roupa suja e puxou os dois pela mão na direção do boteco da esquina. Queria assistir um pouco de TV antes da mãe voltar. Em casa tinha TV, mas não tinha luz, porque os ‘gatos’ no poste mais perto da sua casa tinham estourado e deixado sem luz aquele pedaço da vila. Ficou por ali, olhando Malhação, enquanto Uesli e Tiaron se sujavam de novo brincando com um cachorro. A mãe ia demorar e era bom eles ficarem entretidos para não sentir fome. Valdisnei (que a professora chamava Valdisnei e que a mãe corrigia: o nome dele se diz Val Dísnei) se espichou para ver pela janela aquele mundo diferente que a novela mostrava.”

Mas mudamos: em vez das crianças, terminamos por colocar o professor no centro da conversa, num contraponto não tão contrastante, mas, que até por isso, mostra as contradições do viver digital.

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jan 27 2008

Bibliopedia, Referempedia, Ciberpedia, ou …

Categorias: blog,ciberculturaSuzana Gutierrez @ 10:35


A Raquel começou e a Adriana está seguindo o rastro. Publicar listas de referências sobre determinados temas pode ser uma coisa muito interessante para os pesquisadores mais online do Brasil.

E se for de forma colaborativa, à la wikipedia, melhor. E se alguém mais dos códigos resolver se puxar, poderá ter até um sistema de resenhas e de avaliações pelos pares acoplado.

O que é? Bom, … a Raquel está construindo uma lista de artigos, textos, etc sobre blogs e a Adriana está fazendo o mesmo em cyberpunk e sci-fi.

Eu não estou fazendo nada :) , mas estou propondo ampliar a idéia, juntar as listas num wiki só e adicionar mais gente à proposta. Teremos uma biblioteca de referências em cibercultura, comunicação, educação, cultura, … em vários temas.

A foto? Ah… a foto é para mostrar duas coisas:

- algum teor etílico não atrapalha o raciocínio, embora atrapalhe o uso do teclado.
- ninguém está mesmo a salvo…

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ago 24 2005

El proyecto [zaptlogs]

Categorias: colaboração,educação,suzana gutierrez,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 09:54

El proyecto [Zaptlogs] fue concebido y desarrollado por la investigadora brasileña Suzana Gutierrez durante el cursado de su maestría en Educación en la Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sus objetivos se orientaron a la construcción de alternativas en la formación de educadores autónomos en el trabajo con tecnologías digitales educativas y a la utilización de medios para la formación de comunidades de investigadores para intervenir en las mismas con una propuesta de apropiación de las TICs. Para ello utilizó weblogs como tecnología de comunicación digital en red que le permitiese construir espacios de investigación, colaboración y aprendizaje.
Susana accedió a compartir con nosotros su relato y conclusiones de aquélla experiencia que concluyó pero que continúa expresándose en la red.

[zaptlogs] – relato de experiência e pesquisa

Suzana Gutierrez
Mestre em Educação, Pesquisadora do TRAMSE UFRGS
Professora do Colégio Militar de Porto Alegre

>> continua com o meu relato no Dialógica

E eu agradeço a oportunidade de poder falar de um trabalho que para mim foi muito importante e inspirador das pesquisas que continuo realizando.

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abr 08 2003

Leary, surfista do caos

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 18:40

Por Cláudio Julio Tognolli

Freud notava: a pulsão é o destino. Errou: o pêndulo é o destino. Falar em contracultura é falar em pêndulos. Pensamentos, atitudes, moda, tudo passa para do off broadway contracultural para o mainstream da indústria cultural de massa. Servidos para a massa de manobra, os bens contraculturais morrem ao sabor do consumo. Anos depois, retornam às novas gerações como novidade. Adorno já referia, há 40 anos: o estatuto do novo é o estatuto do historicamente inevitável.

Senão, vejamos: os novos hippies da geração trance “redescobrem” a moda contracultural do anos 60, trocando o melhor pelo que mais dele se aproxima. Estão apenas reinventando a roda, já carcomida pelos anos de óxido – já que, pouco a pouco, o estatuto da cidadania virou estatuto do consumidor. Ter “atitude” substituiu o engajamento político. Muita forma. Nenhum conteúdo.

A contracultura nasceu, dizia Timothy Leary, dos 13 dias que abalaram o mundo: a crise dos mísseis, em 1962, que antagonizou nuclearmente (nos dois sentidos do termo) Kennedy e Nikita Kruschev. Dali pra frente, era melhor curtir o paraíso terrestre como paraíso artificial, quimicamente induzido, do que esperar pela hecatombe. Tudo o que até partidos de direita hoje vindicam, desde não-sexismo, igualdade entre brancos e negros, pacifismo etc, era uma gama de valores marginais, nos anos 60. Viraram mainstream, ainda bem. Mas hoje o que sobrou da contracultura? Consumo.

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