set 21 2010

doutorado em gotas I

Categorias: doutorado,educação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 19:57

A coisa anda pegada e o espaço restrito por conta do tempo.  Um pouco deste contexto em que escrever ajuda a pensar passa por:

# Quando se fala em TIC na educação, existe a tendência de estabelecer um ‘padrão’ que homogeniza tecnologias que podem variar muito de um contexto para outro.

# Pensando na educação e na sua condição de instrumento de reprodução da ordem social,  é importante que as alternativas de mudança não sejam somente formais, mas que se dirijam à essência das práticas educacionais.

# Ser professor faz parte de um aprendizado constante, que se dá ao se compreender e aprender a razão de ser professor. De reconhecer a razão de ser do próprio ato de ensinar, com a sua dimensão criativa e profundamente dialógica.

# Se por um lado o avanço tecnológico possibilita novas formas de aprender, as necessidades de aprendizagem também impulsionam a criação dos suportes. E tem de se tornar claro que todo este processo está contido, mas não limitado, pela forma como produzimos a nossa vida atualmente.

((por enquanto eu sou só rascunhos))

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ago 30 2010

tecnologias na educação

Categorias: educação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 10:44

Uma coisa que me incomoda é o discurso de que ‘hoje’ está ocorrendo uma revolução sem precedentes, que o desenvolvimento das TIC institui um novo paradigmana na educação … (vocês sabem)  Geralmente vem acompanhado dos ‘precisa’, ‘deve’, … em relação aos professores e à escola. Seguido das inevitáveis advertências analógicas de que ‘estão perdendo o bonde’.

São inegáveis as possibilidades das tecnologias que (de acordo como são chamadas) são DA informação e DA comunicação, PARA a educação. Porém,  é interessante considerar o processo de recontextualização* que elas sofrem quando se deslocam de suas áreas de origem e passam a integrar o entorno educacional.

Forçando um pouco uma metáfora: usar aparelhos de musculação na educação infantil, para recreação, por exemplo, tornaria visível este processo de recontextualização que não fica tão evidente quando se fala de TIC na educação.  Assim, na recontextualização algumas características e conteúdos importantes podem ser maximizados, minimizados ou, simplesmente ocultados, dados como inexistentes.

Deste modo, um caminho possível é perguntar como Paulo Freire: a favor do quê e contra o quê, a favor de quem e contra quem? E, eu acrescentaria: em que dimensão?

… pensem aí alguma tecnologia ‘da hora’ cuja ‘aplicação’ em educação está sendo pensada, quase sempre em termos utilitários do tipo “5 formas de usar XXX na sala de aula”.

* ver BARRETO, R.  As tecnologias na política nacional de formação de professores a distância: entre a expansão e a redução.e Professores/professoras e a tecnologia: sobre trabalho e formação docente.

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mar 01 2010

reações na web – Serra x Dilma

Categorias: midias,política,tecnologia,ticSuzana Gutierrez @ 01:05

Segundo o ReadWriteWeb Brasil, o UberVu, que é um serviço de monitoramento de referências nas mídias sociais, lançou uma novidade: o Compare. Além de mapear as referências ao assunto solicitado, permite comparar com as referências a outro assunto.  Interessante.

Para testar, usei dois assuntos que serão referência durante este ano e vejam os resultados (clique para aumentar):

serra x dilma

compare as referências à Serra e Dilma

serra x dilma

resultados em diversas midias

/continuação:
O serviço é pago para informações e relatórios mais detalhados. Uma avaliação das referências positivas e negativas está entre as opções pagas. Isso começaria a qualificar um pouco os resultados.
Dados quantitativos são apenas uma parte do que se pode verificar sobre um determinado fenômeno ou assunto. Dizem alguma coisa sobre o contexto onde se inserem, porém, um maior conhecimento deste contexto aliado a outros dados qualitativos é que vão aproximar os resultados da realidade.
E mais:
-termos de pesquisa ambíguos ou que são comuns a mais de um assunto vão alterar ou inviabilizar algumas pesquisas.
-os resultados majoritariamente são do Twitter em relação à outros meios. (explicável, quem arrisca?)

Mesmo considerando estas limitações, é uma ferramenta interessante para verificar a temperatura de algum assunto em determinado momento.

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fev 20 2010

Google Buzz

Categorias: software,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 10:05

Neste últimos dias, duas coisas me entusiasmaram. A incrível comissão de frente do Unidos da Tijuca e o Google Buzz.  A primeira eu vou revisitar hoje à noite.  A segunda, venho usando desde o início e acompanhando toda a conversa que gerou nas redes.

Não vou falar muito das questões relativas ao lançamento e dos problemas iniciais com a privacidade, já bastante discutidos.  Aqui alguns artigos que recomendo sobre o Google Buzz:

)) Sobre histeria, privacidade, Buzz e etc – Sergio Lima

)) Redes Sociais e o Google Buzz – Raquel Recuero

)) Google Buzz é o “Facebook Beacon” da Google – Tiago Dória

)) Google Buzz copied FriendFeed’s worst features, why? – Robert Scoble

A ideia é, a la web 2.0, fazer generosamente um pouco do trabalho de uma equipe de testes e  listar algumas constatações pessoais sobre os primeiros dias de uso, inclusive algumas recomendaçõs sobre o aperfeiçoamento.   Inclusive para motivar os usuários a um bom uso, enquanto alguns melhoramentos não são implementados.  Para começar, gostei bastante do Google Buzz, principalmente pela organização das conversas ea possibilidade de amplitude. Vamos lá 🙂

)) o que eu gostei:

  • Integração com o Gmail – acessível, simples, em tempo real
  • Agil para comunicações rápidas, mas não limitado a 140 caracteres \o/
  • Possibilidade de compartilhamento público ou dirigido a pessoas e grupos organizados de contatos.
  • Facilidade de interação nos próprios textos e nos de ‘seguidos’. (comentários)
  • Possibilidade de expansão da rede de contatos a partir da interação nos artigos postados por ‘seguidos’
  • Cada Buzz tem um link permanente, com uma página dedicada, distribuída por RSS, com todos os comentários organizados. Todos os buzzes ficam organizados em forma cronológica reversa na página do perfil do usuário e esta página permite comentários e tem distribuição por RSS.  (alguém aí pensou blogue?)

)) o que eu não gostei

  • Na medida em que as pessoas adicionam automaticamente outras redes e aplicativos (Twitter, Flickr, Blog, FriendFeed, …), alguma delas altamente ‘tagarelas’, falta de um mecanismo que possibilite escolher quais as redes dos ‘seguidos’  que serão seguidas.  Eu gostaria de bloquear o Twitter, o FriendFeed da grande maioria dos meus seguidos, pois o que eles divulgam de interesse, geralmente já recebi pelo Google Reader. Além disso, o FriendFeed de muitos repete o Twitter e o blog.
  • Sicronização de contatos ‘seguidos’ com o Google Reader – atualmente, deixando de seguir alguém no Buzz, este contato é retirado da lista de compartilhamento do Reader e vice-versa. Como a Raquel aponta em seu texto (acima) e como alguns colegas e eu buzzamos aqui,  as redes são diferentes. Novamente, poder escolher os aplicativos dos nossos ‘seguidos’ é importante.
  • Embora os buzzes próprios fiquem organizados e buscáveis, seria interessante ter um sistema de arquivos, que poderia ficar no perfil.
  • O sistema de leitura poderia ser aperfeiçoado. O uso da tecla n para navegar entre as novidades é meio confuso.
  • O editor poderia permitir a edição em html ou  ampliar as marcações estilo wiki ou ter algumas ferramentas bem básicas de edição.
  • Falta um botãozinho de rebuzz (mas só depois de acertarem a redundância)
  • O envio por email a partir do Buzz para o Buzz, que poderia ser um provisório rebuzz, não funciona. Aliás, o buzz por email não manda o corpo da mensagem.

Como já disse,  eu gostei bastante do Google Buzz e penso que o Google vai fazer modificações em outros aplicativos (Reader, Chat, Igoogle) por conta dele. Vai valorizar o perfil google que já está ficando com cara de ambiente personalizado de aprendizagem.  Uma preocupação que fica é a concentração de tudo numa só plataforma gerenciada por uma empresa privada.

(em construção, mas já no olho do povo)

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jan 20 2010

Twitter e suas tendências

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 19:00

Hoje, a HubSpot liberou o relatório State of the Twittersphere report, o terceiro neste tema, no qual são apresentadas e discutidas as tendências e características atuais do Twitter.  Uma tendência, em especial, chamou a atenção de diversos pesquisadores e usuários mais antenados: a dimuição no ritmo de crescimento do Twitter.  Embora a adesão de novos usuários continue acontecendo, este crescimento é cada vez mais lento.  Entre novembro de 2008  e março de 2009, o Twitter saltou de aproximadamente 3,5% de crescimento para cerca de 13%. Porém,  quase na mesma proporção, este percentual retornou aos 3,5% em setembro de 2009.

Em termos de características, todavia, os usuários estão mais engajados: em média seguem mais pessoas, são seguidos por mais pessoas e atualizam com mais frequência o seu status. O momento campeão da twittagem acontece nas quintas-feiras, às 22h 😉

A Raquel Recuero fez uma análise destas tendências apontadas pela HubSpot e diz o seguinte:

No início do ano passado, eu e a Gabriela Zago conduzimos um estudo onde observamos que um dos principais usos do Twitter, na época, já era a busca e a reverberação de informações, mais do que a conversação. Recentemente, outros trabalhos também apontaram essa tendência, onde a maioria dos usuários brasileiros usa a ferramenta para informação.

Toda essa apropriação, no entanto, é um reflexo de uma uma pequena esfera de influenciadores: usuários que, apesar de poucos em número, possuem uma capacidade de amplificar as informações muito maior (como é o caso dos jornalistas, por exemplo, que vão trazer para os veículos tradicionais ou online pautas que foram observadas no Twitter). Com isso, o “barulho” produzido pela ferramenta é amplificado, gerando uma percepção maior de impacto, que é desconectada do seu número de usuários.

No meu entender é correta esta avaliação e, arriscando pisar no terreno delicado das profecias, penso que seguirá um certo movimento de altos e baixos no ritmo de crescimento do Twitter, tendendo à diminuição. Isso acontecerá de modo relativo, pois não existe apenas uma rede twitter. Por exemplo: o professorado começou a descobrir o Twitter no ano passado e esta rede tende a ter um ritmo de crescimento mais acelerado nos próximos tempos. Idem para a gurizada dos 12 aos 18 anos. O mesmo, aposto, NÃO vai acontecer para a audiência do BBB, que vai seguir os ‘pseudotwitts’ via página do Big Brother, que aproveitou e particularizou o conceito do Twitter.

Por outro lado, aumentará em todas as redes a tendência de especialização e concentração de usuários dentro do perfil apontado pela Raquel:  ‘os influenciadores’. Nisso, avizinha-se o impasse: quem os influenciadores vão influenciar?

Assim,  sem querer, mas já usando a bola de cristal, penso que o Twitter tende a seguir o caminho dos nichos diversos e bastante auto-referentes e a vitalidade das redes ficará por conta dos flâneurs, na sua versão ‘ciber’, capazes de distribuir estas redes.

Aviso importante: Depois que eu previ a mudança do “o que você está fazendo?” para “o que está acontecendo?” fiquei ousada. Assim, para seguir quem realmente está pesquisando sobre o Twitter, recomendo os artigos da Raquel Recuero.

—-

update 27/01  :)) a bola de cristal 1 falhou e o BBB está nos Trending Topics do Brasil. #decepção

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jan 08 2010

Google Mobile Search “Near Me”

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 11:18

search near meInteressante esta busca local lançada pelo Google na versão móvel do seu buscador.  Na prática funciona assim:

1) acesse  http://www.google.com/m/local

2) determine a sua localização

3) use a busca

Muito legal, especialmente, o uso nos dispositivos móveis.

Quem quiser saber mais sobre a novidade, recomendo:

Read Write Web – Brasil

What is near me

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out 12 2009

O que o Brasil tem a oferecer ao Mundo agora?

Categorias: eventos,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 14:32

[aviso] Este é um texto atendendo uma solicitação de divulgação feita pela WebCitizen. Visitei o site do evento e penso que é interessante acompanhar de perto esta que julgo ser a primeira iniciativa neste tipo de conferência. [/aviso]

O que o Brasil tem a oferecer ao Mundo agora?

Este é a questão que vai orientar o TEDx São Paulo, um evento idealizado com inspiração nas conferências TED (Tecnologia, Entretenimento, Design) realizadas anualmente em Long Beach, California. Uma TEDx não é uma TED oficial, embora tenha mais ou menos os mesmos objetivos e deva seguir uma série de orientações.

… o primeiro evento TED no Brasil, o TEDx São Paulo, que reunirá mais de 700 pensadores para debater “O que o Brasil tem a oferecer ao Mundo agora?”. Durante todo o dia 14 de novembro, 30 palestrantes apresentarão inovações em diversas áreas de conhecimento e atuação, buscando descobrir como um pais moldado pela diversidade pode ajudar a construir, na prática, um mundo melhor. [Thamires, da WebCitizen]

Não entendi bem a menção de 700 pensadores. Por outro lado, a lista de 30 palestrantes, ainda incompleta, contém pessoas e possibilidades de temas bem interessantes. Senti algumas ausências, que ainda podem ser preenchidas: pensadores da área da educação, filosofia e sociologia; pensadores da cultura livre, das tecnologias de código aberto, por exemplo.

Quem eu gostaria de ouvir por lá? Lucídio Bianchetti, Nelson Pretto, Chico de Oliveira, Marilena Chaui, José Murilo, Sérgio Amadeu e, essencial!, nosso presidente Lula.

O quê eu gostaria de ouvir? Alternativas (em tecnologia, educação,  midia) que transgridam os caminhos formatados pelo capital, que ultrapassem a sua lógica, que realmente sejam transformadoras da sociedade das mercadorias.

Um evento como este pode tender a ser mais uma feira, na qual se compra e se vende (e só), ou um ritual de incensamento de novos (ou velhos) gurus hype. Pode, por outro lado, ser algo mais, sendo obrigatoriamente plural, contemplar visões de mundo diversas,  fazer pensar fora do quadrado, ser, enfim, surpreendente.

PS: 1) é a primeira vez que atendi solicitações de publicação aqui no blog. Uma experiência …

2) A Ana Beatriz atendeu, também, a solicitação de divulgação do evento e traz algumas considerações interessantes sobre os palestrantes, em especial, sobre o Many Eyes.

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jun 28 2009

#honduras

Categorias: movimentos sociais,política,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 10:14


Achei mesmo a vocação do Twitter: a articulação agil dos movimentos sociais.

Quando @suzzinha divulga antes de @BreakingNews o sequestro dos embaixadores de Nicarágua, Cuba e Venezuela não significa que tenho informantes direto dentro de Honduras e, sim, que escolhi a Telesur como canal de notícias.

((@denisearcoverde lembrou-me da transmissão ao vivo, via Twitter))

Acompanhe a crise:

@TelesurTv

Site da Telesur

Rádio Globo de Honduras

)) foto: brincando :))

)) 16:15 +- #honduras não mais nos “trending topics” do Twitter. Quem está interessado em Honduras e suas mazelas? Me lembrei de Eduardo Galeano: “a rainha Vitória, enfurecida, pediu um mapa da América do Sul, riscou uma cruz sobre a Bolívia e sentenciou: “Bolívia não
existe.” Para o mundo, com efeito, a Bolívia não existia nem existiu depois” (de As veias abertas da América Latina).

)) 30/06 O Idelber assumiu o leme e está reunindo informação relevante e coerente sobre o golpe. (note-se que a midia brasileira só começou a chamar de golpe umas 24h depois, mesmo depois da manifestação de Lula)

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jun 13 2009

eu e o twitter

Categorias: basquete,basquete cmpa,tecnologia,ticSuzana Gutierrez @ 12:00

Ou da primeira experiência em usar o Twitter como canal de comunicação \ informação no contexto de alguma situação especial.

Com a aproximação dos Jogos da Amizade, evento que mobiliza sobremaneira a Seção de Educação Física do CMPA, andei pensando em criar uma atividade a mais para me ocupar durante os jogos. Um perigo isso, pois a correria é muito grande e a posibilidade de não dar certo cresce junto com os quilômetros da viagem e as complicações de mudar de residência (para um quartel!) por 10 dias.

Assim mesmo, resolvi testar pessoalmente as possibilidades de estabelecer um canal de comunicação via Twitter durante os jogos e documentar alguma coisa em tempo real.

Dentro desta idéia e para não atucanar os seguidores do meu @suzzinha no Twitter, criei um usuário chamado @basquetecmpa. Estou divulgando o usuário entre os poucos colegas e interessados que usam o Twitter e motivando os meus alunos a criarem seus usuários. Quem sabe, num delírio nerd, os pais sigam as informações online.

Na sequência, criei a hashtag #cmcg2009 que vai abrigar as informações sobre os jogos da amizade. Criei, também, no twittermail um email para envio de mensagens\imagens do telefone móvel para o twitter via twitpic. E, além disso, uma ligação Gengibre – Twitter que vai permitir as mensagens em áudio.

Na página do basquete instalei um widget que mostra as últimas atualizações do @basquetecmpa e estou indicando os feeds: do basquetecmpa, do #cmcg2009 como alternativas de acompanhamento das notícias, via leitor de conteúdo (google reader, bloglines)

Por hora, apenas testes. Quem quiser espiar entre no blog do basquete e olhe a barra lateral >> :: em tempo real

Vamos ver no que vai dar! (ou não…)

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maio 10 2009

midia, tecnologia, pesquisa e suas relações

Categorias: pesquisa,política,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 04:50

aloeUm pouco entediada de constantes anúncios de morte e missa de sétimo dia de tecnologias e midias, fiquei pensando… Não sobre uma inutilidade de se pensar sobre isso, porque pensar é sempre bom, mas sobre o erro estratégico de centrar a reflexão nas coisas em vez de nas relações e, … pior, de tentar isolar coisas e relações.

Não dá para cercar como unidade de análise blogs ou blogueiros (ou Twitter e twitteiros), pois estas práticas (e não tecnologias) não são estanques. O que faz um desenho todo especial de percursos, ações, reações, usos e desusos, estratégias, ligações é a prática social das pessoas.

Esta prática imbrica midias diversas, suportes diversos, numa totalidade de pessoas, artefatos, relações, bem como de condição de criação de usos, de artefatos e relações. O campo de pesquisa são as práticas que se constituem e não a tecnologia ou um entorno fechado em torno da tecnologia, mesmo que este e aquela tenham influência grande em todos os processos.

imagem de brewbooks

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abr 03 2009

As contradições…

Categorias: educação,software livre,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 05:28

Não é à toa que a mesma tecnologia que tem o potencial de facilitar, enriquecer e diminuir o labor humano é usada para fragmentar, intensificar, precarizar e negar o sentido do trabalho.

Marcelo Branco aponta a contradição à qual cada professor do RS deveria observar e se posicionar.

Na terra do maior evento de Software Livre da América Latina, Governo entrega a educação para a Microsoft

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jan 27 2009

Educação na Campus Party

Categorias: educação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 04:43

A Lilian, que fez uma excelente cobertura dos eventos educativos na Campus Party 2009 para a Educarede e para a edublogosfera toda, escreve o texto que Júlio Daio Borges recomenda no Blog do Digestivo Cultural, que fala sobre a educação na cparty.

Este texto diz o que nós educadores insistimos em apontar há muito tempo e que, partindo de professores, se perde como mais um discurso pedagógico. O texto fala da dimensão educativa da maioria das atividades e dos processos gerados dentro da Campus Party e se associa ao coro de educadores que entendem que eventos como este devem ter um grande espaço para a Educação.

E eu diria mais: um espaço não só para professores da academia ou pesquisadores, mas, também, para os professores que ensinam e aprendem com crianças e adolescentes. Digo isso com a experiência de quem atuou nos dois espaços durante muitos anos, conhecendo um pouco dos limites e das possibilidades de cada um.

O texto da Lilian, com sensibilidade e perspicácia, avança por questões importantes que podem ser inspiração para a organização da próxima Campus Party. Um trechinho dele e o link para seguir:

O Campus Party não é um evento visto como pertencente ao campo da educação. Aliás, chama a atenção que não haja uma área denominada “Educação”. Percentualmente, o número de mesas que abordavam diretamente esse tema foi extremamente reduzido.
Por outro lado, em meio à robótica, à música, aos blogs, ao software livre, à metareciclagem, aos designers de games, aos casemodders, etc., boa parte das atividades eram inerentemente educativas.

:: siga lendo e comente no blog Educarede ou no Digestivo Cultural

* eu que insistia faz um tempão no rss para o Digestivo, fico feliz em ver o feed deles passando adiante via compartilhamento.
** Aliás, achei alguns de meus comentários antigos lá no Digestivo. Adorei 🙂

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jan 20 2009

Mensagens de vídeo no Twitter

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 16:54

É impressionante o número de aplicativos que vem sendo lançados para o Twitter. Hoje encontrei o Bubletweet.

O Bubletweet é um aplicativo web que permite gravar uma mensagem de vídeo, via web cam, direto para o Twitter.

Na página uma bolha salta na tela e a mensagem roda. plop!

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jan 19 2009

Campus Party

Categorias: blog,comunicação,educação,eventos,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 04:35

Para quem pode estar em Sampa no Campus Party não perJustificarder:

)) Encontrão MetaReciclagem – o grupo MetaFora, antigos e esporos, se reúne num encontrão intergalático.

Metarecicleiros, vendo a agitação ontem na lista, senti saudade de participar como antigamente. Lembrei das nossas discussões que literalmente se enredavam na rede.

Como veríamos hoje estas nossas conversas de 5 anos atrás? (pena que perdi os comentários)

[1] [2] [3] [4] [5] …..

Salve, Felipe Fonseca, Hernani Dimantas, Paulo Colacino, Paulo Bicarato, TupiNambá, Maratimba!

foto do ff no Flickr – a bandeira do Metareciclagem ocupando espaço no CParty

)) Tim Berners Lee – terça, dia 20, das 13 às 14h no palco principal.

)) Barbara Dieu, Eric Messa e Luiz Biajoni estãrão numa mesa sobre Bogs e Educação.

)) Raquel Recuero, Sandra Montardo e Adriana Amaral lançarão o livro Blogs.com, uma coletânea de textos sobre blogs
(ler mais)

)) A Lilian Starobinas preparou uma agenda dos eventos interessantes para educadores.

)) Acompanhe a Campus Party:

Agenda Campus Party

Live agregando diversos feeds e twitter #cparty

Lilian Starobinas pelo Blog Educarede na Campus Party

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jan 11 2009

Google Reader

Categorias: RSS,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 14:42

Comecei a usar rss e agregadores em 2003. Na época, o blogger não tinha este recurso e distribuir o conteúdo do blog por rss era trabalho artesanal. Se inseria umas tags em volta do código de postagem do template do blog e se usava um script que parseava o conteúdo fazendo o feed.

((Bah, este texto acima ficou meio old web, mas em síntese: o feed era feito artesanalmente))

Para ler os feeds que eu subscrevia usei o Sharpreader, um aplicativo desktop, depois o Bloglines e, atualmente, o Google Reader (aplicativos web). Mesmo continuando com o Bloglines, hoje uso mais o Google Reader, principalmente pelas formas de classificar e compartilhar o conteúdo lido.

No Google Reader podemos escolher com quem compartilhar nosso conteúdo e, estes amigos, podem escolher se vão ler o que nós estamos compartilhando.

Hoje, o Sérgio compartilhou um texto do no 15 que fala que é preciso sharear* bem para sharear sempre. Lendo esta recomendação, que veio com a seguinte nota:

“Não vou citar nomes porque é antipático, mas se você usar o recurso de compartilhar textos do Google Reader não deixe de ler 🙂 (Assinei este feed só para poder compartilhá-lo)”

resolvi escrever.

No texto, o autor faz algumas recomendações para que o uso do compartilhamento seja bom para todos. Em resumo: compartilhe o que tu achas que vai interessar aos outros, coloque uma nota explicativa naquilo que compartilhar e tenha bom senso para não entupir os outros com informações. Boas idéias que valem para listas de discussão, twitter e outros locais de troca de informações.

Mas eu queria chamar a atenção para esta possibilidade de compartilhamento e para a apropriação que já estamos fazendo. Para quem não conhece, cada postagem lida no Google Reader tem no rodapé as seguintes possibilidades:

)) Adicione uma estrela: para marcar uma postagem que você julga relevante. As postagens estreladas ficam separadas num link próprio para consulta.

)) Share (compartilhe): marcando esta opção os amigos com os quais você compartilha as suas leituras vão receber esta postagem quando acessarem o link “Friend’s Shared Itens”

)) Share with a Note: o mesmo acima, mas com a possibilidade de acrescentar uma nota e tags ao que for compartilhar.

)) Email: para compartilhar por email (útil para postar via email direto no blog)

)) Keep Unread: para manter aquela postagem marcada como não-lida.

)) Adicionar Tags: para classificar aquele conteúdo. As tags que tu fores criando vão aparecendo ao final da lista de sites\blogs agregando tudo que for classificado.

A nossa apropriação da possibilidade compartilhar com uma nota é re-compartilhar uma postagem recebida por compartilhamento, com uma nota respondendo a nota inicial. No meu entender, este uso reforça o que está sendo compartilhado e mobiliza o debate. Se bem que pode gerar uma espécie de chat em espaço inadequado. Além de ser um diálogo que apenas algumas pessoas acompanham, pois os amigos com quem compartilhamos não são os mesmos na totalidade.

Esta apropriação indica uma tendência que pode motivar o Google Reader a acoplar uma ferramenta ao estilo dos “scraps” do Orkut ao Google Reader. Nada tão Google Talk, mas, também, nem tão Twitter.

Outra apropriação é a que o Sérgio confessa no seu bilhete: assinar um feed só para compartilhar. Eu já vinha fazendo isso, também, quando encontrava alguma coisa na rede num site que eu não assinava, mas queria compatilhar.

Basta começar a assinar o feed. O GReader ‘puxa’ o conteúdo; compartilhamos a postagem desejada e não terminamos de assinar o feed. Existe um botão para adicionar a barra do navegador que faz isso. (Me perdi dele na última formatação e preciso localizar novamente)

É interessante estes usos diferentes da proposta inicial de um aplicativo, pois quebra, por meio da nossa criatividade, o que poderia ser um determinismo tecnológico.

)) mais sobre agregação de conteúdo.
)) um tutorial do Google Reader no blog da Miriam Salles.
)) tutorial Google Reader elaborado pelo Júlio Cardoso.

* uma apropriação de ‘share’ – compartilhar.

(em construção)

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