set 07 2009

No dia da in (ter) dependência

Categorias: academia,edublogosfera,educação,pesquisa,rede,ticSuzana Gutierrez @ 07:09

blogagem coletiva

publicação coletiva

Aderindo a blogagem coletiva, resolvi publicar agumas idéias que, faz muito tempo!,  penso serem essenciais quando se pensa em mergulhar na rede.

Nos vários espaços onde se reúnem professores, reverbera o chamamento ao uso das tecnologias da informação e da comunicação, a condenação da resistência e o clamor por acesso e inclusão.  Ressoa nos canais de comunicação  a celebração da educação a distância como se ela não fosse educação, fosse algo fora, acima, coisa de inciados sem paciência com o que apontam como  pensamento retrógrado.

Grande parte disso tudo passa pela superficialidade e, em muitos casos, opta por um pragmatismo alienado que tende a descartar as tentativas de se por o dedo nas feridas que teimam em aparecer.

Falar em independência é compreender a autonomia, não como coisa, como algo congelado numa definição, mas como relação social que parte da consciência da nossa interdependência, do nosso vínculo forte com o outro. Vínculo tal que faz com que alguns insistam, persistam, repitam, mesmo contra toda a negação da crítica.

E é na perspectiva desta autonomia que penso o diferencial que pode haver nesta entrada cada vez maior de professores na rede.  Pois os professores estão aí, vindo entusiasmados ou desconfiados das diversas formações propostas, vindo por um acaso fruto de maiores possibilidades de acesso, vindo por obrigação, constrangidos por gestores, pelos pais, pelos alunos, …  Entrando na rede, enfim.

E é para este grupo de colegas que eu gostaria de falar, de propor uma pedagogia do puxadinho, um jeito hacker de viver a rede. Quero propor a eles que chutem para o lado todo o receituário, sobretudo o que limite a sua ação, ou seja,  os pode não pode daqueles que, por em absoluto não compreender a rede, vivem tentando controlá-la.

Resgato,  metareciclo, reproduzo, recriando, remixando, refazendo, algumas das minhas idéias de 2004, pois   “a realidade humana não é apenas produção do novo, mas também reprodução (crítica e dialética) do passado” (KOSÍK, 1976, p.150)

Colegas, olhem para a sua formação e pensem na formação de seus alunos dentro de um contexto que privilegie e  promova a pesquisa (as perguntas!). Uma pesquisa que considere a realidade das instituições educacionais e que, a partir desta realidade, construa alternativas de criação e uso da tecnologia.

Prefiram as ações que promovam a autonomia e a autoria no trabalho com as tecnologias e potencializem a opção \ apropriação tecnológica consciente.

Considerem as possibilidades da cultura hacker, do movimento software livre, dos ambientes públicos, interativos e abertos, das formas colaborativas e cooperativas de trabalho, como exemplos de uma reconstruída relação com o conhecimento, como bem humano.

Não se fechem na academia (na escola), ao contrário, descubram os espaços onde a rede invade a academia ,a escola e tudo mais. Façam destes, espaços de vida.  Evitem, também, os feudos que se criam na rede e replicam as formas fixas, pobres e unidirecionais de comunicação e, pior, de educação.

Conjurem as instâncias de apoio (os Núcleos, NTEs, Proinfos) para que partam da imersão na rede, na sua cultura, e, muito mais,  na sua contra-cultura; do que é instituído pelos órgãos educacionais, porém, muito mais pelo que é instituinte e negador, que se coloca como possibilidade, como as alternativas livres que emergem na e da rede.

Lembrem que a rede é rede e o outro é o caminho. Pliquem, repliquem, tripliquem, mantenham o fluxo 😀

Acreditem em si mesmos, no potencial transformador da sua prática, na beleza da sua busca, na segurança da sua experiência, no poder redirecionador dos erros (é por aqui que venho andando, não sem alguns tropeços)

Não aceitem tudo isso que escrevi como diretriz e, sim, como possibilidade de caminho à construir. Mergulhem na rede nos seus termos, como os botos e não como as sardinhas.

in-ter-dependencia

in-ter-dependencia

O texto ficou com jeitinho de discurso… Perdão!!!!!!!! 😳 Afinal, é sete de setembro e algum tom heróico pode retumbar no meu brado. ops! 💡

….siga http://tinyurl.com/interdependencia

….leia todos na: interdependência


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ago 08 2009

Para pensar o #twitterfail e a rede

Categorias: comunicação,informação,rede,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 14:31

Nestas últimas horas, uma diversidade de leituras que fiz, originadas de diversos caminhos da rede provocaram algumas reflexões sobre o recente problema do Twitter. Dois dias atrás, sob um previsível e comum ataque DDoS, o Twitter caiu.

Brinquei aqui sobre uma possível síndrome de abstinência de alguns usuários mais aficcionados, daqueles que não vão ao banheiro sem antes anunciar no twitter. Os que possivelmente ficam sujeitos às mais hilárias críticas, principalmente as que falam da relevância do “que eu estou fazendo” da maioria dos mortais.

Fiquei pensando sobre este EU (primeiro círculo) que, repentinamente, perdeu sua identidade, desligado que foi dos únicos e aligeirados caminhos de expressão. Os EU de 140 caracteres tiveram que, por algumas horas, olhar para si em outros termos. E se, nisso, puderam vislumbrar um pouco do contexto e fazer algumas poucas relações, foi grande o ganho.

Pelo menos foi possível refletir sobre os problemas do pensamento único, ou do desalento de supor que “não há alternativa“. Ou, ainda, se surpreender com a constatação de que elas existem e que, para dizer o mínimo, é estratégico ter alternativas. Quando uma rota  está bloqueada, nossos elos cooperativos se formam por outras.

A rede tem muitos caminhos e a distribuição é o segredo para o seu não rompimento. Na prática, quando alguns caminhos se fecham ou se tornam irrelevantes (e para isso nem precisa um ataque de clones teleguiados, mesmo que eles existam aos montes), é preciso olhar com atenção para as possibilidades em volta. Para as existentes, as quais por vezes deixamos em espera, e para aquelas que existem só em potência.

Esta semana ativei e reativei alguns caminhos e me desviei de outros. Um dos que reativei foi este aqui. Livre e de código aberto, que ‘conversa’ com o outro, mesmo que a recíproca ainda não seja verdadeira. O identi.ca é uma instalação do laconi.ca, um software livre, de código aberto, que faz o mesmo que o twitter em servidores distribuídos.

Não faço parte dos que abraçaram o twitter como forma de caminho único. Aliás, um dos meus camnhos preferido é o RSS, que reúne e tem recuros para manejar\filtrar\refiltrar\compartilhar informações. Uso, atualmente, o Google Reader para ler os meus feeds, compartilhá-los, postar em blogues\listas de discussão, comentar o que meus amigos e parceiros  compartilham e, até, para me comunicar (notas compartilhadas).

O importante nestas reflexões um tanto fragmentadas é apontar que é preciso aprofundar a reflexão, quando se pensa a rede.  Sair um pouquinho da superfície e da efemeridade dos últimos bits que circularam.  Principalmente quando se tem consciência de que somos construtores das redes e que temos uma boa autonomia nisso.
Ler, também:

RSS Clouds

Building the user-centered web (7)

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jan 22 2009

Informação em Rede

Categorias: informação,rede,redes sociais,ticSuzana Gutierrez @ 06:01

Incrível! Instituições, pessoas, informações, meios, tecnologias, processos, fluxos, …. em rede com uma interface visual interessantíssima.

Na Universitat Oberta de Catalunya: Conhecimento em Rede – UOC

rede uoc

Clique para ver em tamanho maior, mas o melhor é acessar direto a rede uoc.

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fev 17 2008

Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades

Categorias: porto alegre,rede,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 07:19

Eu que acompanhei, com dificuldades, a Campus Party, que se encerra hoje em São Paulo, segui com mais dificuldades ainda a Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades, que termina hoje em Porto Alegre.

Embora o evento seja bancado pelo governo federal, pela Prefeitura de Porto Alegre e por uma série de órgãos, instituições, empresas etc que (alguns deles) mobilizem a nossa mais alta desconfiança, a participação de ativistas, profissionais, estudiosos, pensadores, … de todas as partes do mundo tornou diversas mesas e debates muito interessantes.

Dentre estes, destaco:

David de Ugarte, economista não assumido, pensador da rede, autor de O Poder das Redes, que têm um pensamento muito original e que deve ser seguido de perto. No seu blog ele conta, com muitos vídeos (que ainda nã assisti), sobre a mesa que debateu a internet e o futuro.

Steven Johnson, jornalista, autor de 5 livros, entre ele Emergência e Cultura da Interface, recentemente incençado na quase finada Campus Party.

Um debate entre estes dois na mesa Internet é o Futuro da Comunidade, se houve, deve ter sido muito interessante. Porém, mesas com diversos palestrantes de peso (teve mais o filósofo Alexander Bard e o escritor Jan Söderqvist) costumam sacrificar a interação e o debate.

Gostaria, também, de saber mais sobre a mesa Cyberdemocracy Não Existe, com Suely Fragoso, entre outros. E sobre como se processou o tema Netocracia e Pluriarquia levado pelos suecos Alexander Bard e Jan Söderqvist.

A parte da blogosfera porto alegrense que eu leio ficou em silêncio.

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set 06 2005

segurança na Internet

Categorias: internet,redeSuzana Gutierrez @ 12:38

Saiu a cartilha de segurança para a Internet da CERT que:

contém recomendações e dicas sobre como o usuário deve se comportar para aumentar a sua segurança e se proteger de ameaças na Internet. Além disso, apresenta o significado de diversos termos e conceitos utilizados na Internet e fornece uma série de procedimentos que visam melhorar a segurança de um computador.

O conteúdo aborda assuntos como:

* 1. Segurança de Computadores
* 2. Senhas
* 3. Cookies
* 4. Engenharia Social
* 5. Vulnerabilidade
* 6. Códigos Maliciosos (Malware) >> aqui explica tudo sobre virus, pishing, trojans e spywares.
* 7. Negação de Serviço (Denial of Service)
* 8. Criptografia
* 9. Certificado Digital

Uma boa leitura e referência.

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