fev 04 2010

acabou a vida boa :(

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 21:03

vida boa :)

luz, sombra, água e vento

doutorado não combina com verão… Mesmo tendo andado alguma coisa, não fiz metade do que irrealisticamente previ :)

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jan 16 2010

na beira do mar

Categorias: RS, fotografia, lugares, rastrosSuzana Gutierrez @ 16:56

Todos os anos eu perambulo pela praia capturando imagens. Este ano não é diferente.

guarita 70 capao da canoa

perto do posto 69,9

mar de capão

em 2010 ainda se encontra...

mar do rio grande do sul

mar do rio grande do sul

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jan 15 2010

aprendizagem

Categorias: internet, rastrosSuzana Gutierrez @ 14:22

Esta semana, estou só com os meus pais e tendo o privilégio de acompanhar o início dos dois na rede. Primeiro computador, primeiras navegações depois dos 80 anos. Relembrei como podem ser divertidas, frustrantes, instigantes e desalentadoras estas primeiras experiências.

Minha mãe ainda está olhando só de longe, mas o pai já está navegando pelos sites de notícias, pelos mapas que ele adora e… jogando paciência. Uma das grandes descobertas foi a facilidade de usar o Skype.

Olhem só as caras felizes falando com os amigos de Porto Seguro:

pai e mãe na internet

sempre é tempo de descobertas

diálogos:

Pai (para o meu cunhado): – Tu me vendeu um computador sem mouser…

Primeira busca no Youtube: gremio campeão da america

Primeira tela azul: – Esta coisa está dizendo que eu cometi uma operação ilegal !

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jan 15 2010

pensando na vida

Categorias: doutorado, pesquisa, rastrosSuzana Gutierrez @ 14:13

A vida é uma coisa muito fugidia, um fluxo que escorre pelos dedos, impossível de segurar para aproveitar mais determinados momentos.  O relato da vida é sempre o relato da vida que passou, uma eterna busca do tempo, perdido para alguns, vivido para todos. Um relato impossível, a menos que se conte em vez de viver, que nos tornemos mais atores que autores da própria vida.

Este início de ano está repleto de coisas sobre as quais valeria escrever. Tantos as pequenas coisas do cotidiano, quanto os inúmeros eventos que povoam o nosso espaço mais geral de vida.  Tudo agora tem efeito global e ninguém escapa de experimentar a aceleração que parece envolver tudo.  É um aprendizado interessante lidar com esta aceleração, não se enredar no fluxo constante de informações.  Aprender a buscar e desfrutar de lugares de quietude e reflexão.

Como todos, entrei 2010 preocupada com as mudanças climáticas e com seu efeitos, a natureza cobrando o seu preço pelo descaso e pela ganância das nossas práticas. Comovida com o que vem sendo o destino de um povo tão sofrido e  explorado como o do Haiti. Pessimista com as possibilidades de mudar este mundo, quando vejo a naturalização destas práticas predatórias em nome do lucro e a convicção de grande parte das pessoas de que ’sempre foi assim e sempre assim será’.

Por outro lado, continuo persistente pensando alternativas, as tais brechas que se instalam na contradição que é  a forma das coisas se desenvolverem.  Atenta às bifurcações, como o querido Daniel Bensaïd, que se foi faz uns dias, mas que deixa um legado de luta, de lucidez, de re-encantamento com a erpectiva da emancipação.

Aprendendo e compreendendo com aquilo que emerge na e da pesquisa. Mergulhando mais profundamente na complexidade dos temas do meu doutorado. Fazendo escolhas, sofrendo as muitas dúvidas, procurando caminhos de fazer um trabalho que traga alguma contribuição concreta para o contexto no qual o avanço das TIC encontra a formação e o trabalho de professoras e professores.

Estou reservando tempo para pensar. Enquanto caminho, vou fotografando e pensando, olhando com novas lentes o mundo a minha volta, procurando ver além do que se mostra.  Me aproximo do momento em que escrever será um imperativo.

capão da canoa

lugares de quietude

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jan 06 2010

A aventura do pudim de natal

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 11:05

/say Não é uma resenha sobre o livro de Agatha Christie … É apenas mais uma das minhas histórias.

Não sou conhecida pelas habilidades culinárias, justamente o contrário. Nas festas sempre me mandam fazer algo sem muita chance de erro humano. Porém, nesta virada de ano, dentro daquele clima potencialmente hostil que antecede a festa, quando o stress chega no nível em que as pessoas te olham furiosas a uma mera sugestão, praticamente me atiraram duas latas de leite condensado e, sem nenhum tato, sentenciaram: – Faz um pudim!

As vibrações que cercavam o contexto me aconselharam a não tentar fugir. Fui para o google e pesquisei algumas receitas e descobri, pasmem, que pudim de leite é ≠ de pudim de leite condensado. Munida de algumas ideias e da minha criatividade me dediquei a tarefa. Se eu era obrigada a fazer o pudim, este seria autoral.

Pois deu tudo certo, ficou tri bom, embora tivesse ficado no fogo umas 3 horas, pois alguma coisa não solidificava.  Foi devorado em minutos e eu virei a rainha do pudim.

Mas, para escapar em 2010, voltei a velha forma e ontem, ao tentar cometer um pudim de claras:

- queimei o caramelo

- num acesso criativo, botei limão na receita para não ficar tão doce

- não reparei que havia formigas no açúcar

Pior, … o pudim ficou ótimo, com aparência de sorvete de flocos e gostinho de torta de limão. Ou seja, para a entrada em 2011, certamente terei de providenciar um formigueiro e tentar repetir todos os erros que cometi ontem.

—-

/btw sobre as formigas. Respeitando a ética, informei e solicitei o consentimento esclarecido dos comensais. Depois de um pequeno debate ficou acordado que comê-las seria menos traumático do que por fora o pudim.

/btw2 a prova do crime:

pudim de formigas

o pudim

Receita:

10 claras

20 colheres de açúcar

1 limão

açúcar para caramelar

1 pitada de sal e uma de fermento

umas 20 ou 30 formigas das bem miudinhas

——-

1  – caramelize a forma de pudim até queimar o caramelo.  Limpe a forma e comece de novo deixando um pouco do caramelo queimado grudado.

2 – Bata as claras em neve. Uma neve meio mole. Vá colocando o açúcar e as formigas batendo sem deixar virar merengue duro demais. Alternativa ecologica (?): substitua as formigas por chocolate granulado.

3 – coloque as pitadas e raspe a casca do limão na massa e misture

4 – Cate as formigas que estiverem nadando

5 – ponha tudo na forma e a forma numa panela com água. Cozinhe neste banho maria até o pudim solidificar.

6 – deixe esfriar e ponha na geladeira. Desenforme gelado.

7 – na craca que ficar na forma, esprema o limão e acrescente um pouquinho de água e leve ao fogo. Quando ficar com cara de calda, deixe esfriar e ponha sobre o pudim.

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dez 24 2009

Histórias de Natal II

Categorias: rastros, teoria, visão de mundoSuzana Gutierrez @ 11:24

Seria muita sacanagem com o feed, então vou continuar a história aqui, motivada pela conversa que aconteceu lá no GReader.

Duas coisas, pelo menos,  ficaram abertas nesta história e, combinadas  com as minhas atuais leituras,  tornaram  a minha historinha de Natal um espaço de reflexão.  Bom porque me ajuda em algumas questões que andam parasitando as minhas horas pensantes.

Na minha história, tirando a parte em que o cachorro sequestra Jesus, o real sentido do Natal fica nas entrelinhas. Isso acontece dentro do contexto das lembranças de uma criança de uns 4 ou 5 anos, que reteve o que era mais marcante: o ritual e as coisas mais mais atraentes.

Minha família era heterogeneamente religiosa: a família de minha mãe tem um forte acento cristão católico-protestante, que foi evoluindo dentro de um sincretismo muito grande. Já o meu pai tinha a crença de que “a melhor religião é uma boa conduta” e alguma birra com padres e missas. Assim, as mensagens que recebíamos eram bastante contraditórias.

No Natal, a parte religiosa equivalia a parte profana, ao que me lembre. Na minha casa, ficava por conta das histórias que a mãe e as avós contavam durante a montagem do presépio. Histórias repetidas, que nós pedíamos. Acho que eram as únicas histórias que a mãe um dia contou. Já o meu pai, o rei das histórias, não contava nenhuma de Natal, a não ser a dos merengues.

Na noite de Natal, havia os cânticos ao pé da árvore e as rezas, estas puxadas pelas vizinhas,  um grupo que de alguma forma estava presente em todos os lugares. O meu bairro, Navegantes, no 4º distrito de Porto Alegre, era um bairro operário e de imigrantes. Tinha  colônias alemã, italiana, polonesa,  fortes .  Meu avô, o morador original, se chamava Franzen, e as pessoas que cercavam a minha infância, eram Rauber, Sgiers, Klaus, … e … Reginatto, Ughini, De Negri, …  Isso deve explicar alguns costumes que caracterizavam a rua e o bairro.

A outra linha de pensamento que esta história abriu foi sobre a questão de classe que emerge em todos os contextos. Foi  por aí que o comentário do Sérgio e as minhas leituras pegaram. Classe, na teoria marxista, não é uma divisão por renda ou origem.  Classe se define por um conjunto de relações sociais características de um grupo, relações estas que instituem uma visão de mundo e conferem identidade.

Toda a história,  aconteceu num contexto de classe e é narrada, também, numa perspectiva de classe, nem sempre a mesma classe.  Quando construímos a nossa vida por meio das diversas práticas sociais, isso é feito ao mesmo tempo em que construímos um conjunto de práticas estéticas, intelectuais, culturais, … Este referencial nem sempre está de acordo com o referencial dominante na sociedade da época, mas sempre e em muitas maneiras é por este subsumido.  As ideias dominantes numa época são  são as ideias da classe dominante (Marx) e elas são a referência para toda a sociedade.

É por aí que o colonizado se identifica com o colonizador.  O nosso Papai Noel disciplinador tinha muito a ver com  adequação do trabalhador para as condições de trabalho, exaltando a conformidade com as regras, a submissão.

Esta perspectiva de classe está presente quando nos reunimos em grupos, quando pensamos transformações na educação, quando produzimos conhecimento.  Nada em educação (e na pesquisa!) fica alheio aos conflitos e contradições deste nosso processo de construção da vida em condições históricas específicas.

Fica evidente, para dar um exemplo do momento, na supremacia do papai noel sobre o menino Jesus. Afinal, o nascimento do filho de um carpinteiro, o Salvador para uma parte da humanidade, não vende mercadorias concretas ou abstratas na mesma proporção que a lenda dos presentes.

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dez 23 2009

Histórias de Natal

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 10:58

Quem tem um blogue se sente um pouco responsável por não deixar passar sem interferência datas e eventos que mobilizam parte do mundo à volta. Natal é uma delas e eu quase todos os anos falei um pouquinho sobre ele, geralmente de uma forma pessoal, um momento para pensar na família, nos amigos e na vida. É difícil falar de um significado do Natal quando se sabe que é um fenômeno circunscrito à uma parcela pequena da humanidade.  Quando a complexidade do mundo, a ciência e a ignorância e todos os seus intermediários cooperam para que exista uma infinidade de crenças, de opiniões, de dúvidas culpadas e de certezas complicadas .

Assim,  sem muita inspiração para refazer as mensagens tantas vezes feitas de Feliz Natal e um Maravilhoso 2010,  minha mensagem de Natal será uma história da minha infância, nada edificante ou com pretensões de ter uma ‘moral da história’. É só mais uma história de quem teve o privilégio de ter infância,  família e uma vida boa …

Quando eu tinha uma idade que me permitia passar correndo por baixo de uma mesa sem me abaixar muito, os Natais eram acontecimentos marcantes, mágicos até. Quando penso nisso, a sensação é de uma certa angústia misturada com boas expectativas.  (uma sensação que transita entre o estômago e o coração)

A coisa começava no início de dezembro com a montagem da árvore. O pai fazendo o trabalho difícil de se espetar nos espinhos e elevar o pinheiro num canto da sala, para depois, numa escada meio bamba, posicionar as lâmpadas e os enfeites nos lugares mais difíceis, com a orientação nem sempre muito objetiva da minha mãe.

Eu, a mana e o cachorro pairávamos em volta, sentindo a tensão do momento. Dava para notar que quando aquela bolinha vermelha com floquinhos de algodão era mudada pela terceira vez de lugar, o clima ficava polar e se ouviam os sinos das renas.

Na nossa visão infantil aqueles enfeites eram maravilhosos e era com cuidadoso respeito que pegávamos algum deles para alcançar para o pai.  Naqueles tempos onde o plástico não imperava, os enfeites quebravam e somente na parte debaixo da árvore é que  podíamos ajudar.  Não sei bem se a árvore era realmente tão grande quanto eu me lembro, mas ficava linda, dando sombra e iluminando o presépio que a mãe montava embaixo.

E ela o fazia com esmero: areia, caminhos, gramados, lagos, em volta do estábulo estrebaria.  Tudo na calma, apenas quebrada pelo nossa agitação à volta ou quando, de uma feita, o cachorro abocanhou o menino Jesus e saiu como uma bala para o pátio. Salvamos o menino, mas a manjedoura ele roeu e a mãe teve de improvisar com uma caxinha forrada de barba de pau.

A véspera de Natal começava cedo: pobres animais abatidos e assados sem piedade em quase todas as casas de classe média da Av França *, vizinhas circulando e trocando receitas, ajudas e ingredientes. A criançada solta, ninguém controlando quem estava pulando o muro e de que jeito, quem estava na casa de quem. Isso até a tardinha, quando a rua ficava perigosa.

Nada de assaltos ou pedófilos, quem podia assolar a rua a tardinha era Papai Noel. Suas personificações começavam a circular cedo, antecipando a chegada do velhinho. A esta altura todos já estavam de banho tomado e as visitas começavam a chegar. Cada casa da rua ou ficava vazia ou se tornava um microcosmo especial. E, de repente, o sinos…

Em cima do muro, sem coragem de sair a calçada, pescoços espichados, nós espiávamos o fim da rua de onde vinha o rumor inquietante e crescente dos sinos e das pessoas. Gritos, risadas e os sinos da carroça do Papai Noel. Que eu me lembre, nunca esperamos renas , trenós e neve, pois todos sabiam que, aqui, o Papai Noel usava carroça e cavalo. Não havia shopping centers para desmentir.

E aí… era a vez da nossa casa e do nosso julgamento.Alguns tinham de ser resgatados de debaixo das camas.  Claro que desconfiávamos um pouco do rigor, porque o ano era pródigo em artes e apenas algumas iam a julgamento e seus autores levavam um pito do ‘bom’ velhinho. Uma vez, meu avô levou umas varadas, ah… aquelas noites na bocha não iam ficar impunes… E lembro dos olhos arregalados do meu ruivo vizinho, sem erro o guri mais danado da rua, esperando a sua vez. Sempre me surpreendi (com uma alegria feroz) de ver como o rei da rua ficava com cara de bobo no Natal.

E vinham os presentes, pacotes rasgados com pressa, cheiro de boneca nova … E eu fico até com sentimento de culpa por ter vivido tantas coisas boas. Meu pai me conta que a sua mãe enfeitava a árvore com merengues que ela fazia e que eram a sobremesa da festa singela, mas feliz,  da infância dele.  Crianças não precisam de muito.

Nisso tudo, me dou conta que sei tão pouco sobre o sentimento que domina parte do mundo nesta época. De que as lembranças do Natal de tantos podem ser tão tristes e tão mais parecidas com as do Natal original. O que não me impede, também,  de antecipar que amanhã estarei com os meus pais, minha irmã, meus filhos e sobrinhos para viver mais uma história de Natal.

——

* update :  As vezes o que se escreve pinta um quadro diferente do real. As casas da Av. França não eram o que se diz ser ‘classe média’ hoje, eram quase todas de madeira, um pouco altas do chão por causa das enchentes. Quando eu era criança, os muros baixos e puláveis já haviam substituído as cercas na maioria das casas.  Assim, melhor descrever do que classificar :)   (tks Sérgio)

** mas eu acreditava em Papai Noel :)

… continua

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dez 13 2009

o tempo…

Categorias: porto alegre, rastrosSuzana Gutierrez @ 11:54

É sempre ele no final. As imagens são para dar notícias e registrar os últimos tempos.

Tempo de replantar um jardim

meu jardim

meu jardim

Tempo de fazer novos amigos

forró

forró

Tempo de fazer do apagão uma festa :)

a luz de velas

a luz de velas

O tempo e o vento… (espiar da janela e sentir o vento aumentando. Vento que ontem assanhou Porto Alegre)

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out 15 2009

Dia do Professor

Categorias: cmpa, doutorado, educação, pesquisa, rastros, suzana gutierrezSuzana Gutierrez @ 12:54

medalha marechal trompowsky

medalha marechal trompowsky

Colegas, :) parabéns para nós!

Este ano não vou falar da educação, do professor, … Não vou colar nenhum cartãozinho ou charge e nem xingar :~)

Vou fala um pouco dos dias da professora aqui. Uma professora que se diferencia da maioria dos colegas por ter plano de carreira, por poder trabalhar numa só escola, por estar em casa hoje, estudando com apoio da legislação sobre seu plano de carreira. Uma professora que não é privilegiada, como alguns gostam de dizer, uma professora que, por outro lado, não sofre a precariedade de condições de trabalho e carreira da grande maioria dos colegas.

Meus dias de professora são alegres, tenho prazer em trabalhar e estar com meus colegas e alunos. Adoro o que eu faço, mesmo. E esta semana está sendo especial.

No feriado, fui fazer uns arremessos na praça aqui do lado de casa e, em 2 minutos, estava dando aulas :D Um punhado de crianças foram chegando uma a uma e terminamos jogando basquete na quadra toda. Folgo em dizer que a bola de futebol deles ficou paradinha esperando no canto da goleira. << isto é um privilégio de ser professor.

Ontem, na formatura alusiva ao dia do professor, recebi, juntamente com colegas do Colégio Militar de Porto Alegre, a Medalha Marechal Trompowky* e passei a manhã nas quadras, me divertindo muito com meus alunos e colegas. As aulas de educação física foram abertas aos colegas professores que se misturaram aos alunos. Reza a lenda que muitas, er…, diferenças foram acertadas no futebol. Creio que sim, pois todos voltaram felizes do campo :)

À noite, meu time infantil venceu de forma brilhante o jogo da semi-final do Campeonato Anchieta e está classificado para disputar a final. Resultado bom, mas nem de perto superou a alegria de constatar o desenvolvimento do time ao longo do ano. Deu gosto ver que aquele bando de pangarés :D agora são uma equipe unida, coesa e temível!

Hoje, estou em casa, grudada nos dados e nos meus sujeitos e sujeitas de pesquisa :| . Ah… estes dados de blogs! Não somente os colho, mas mergulho neles e eles me levam para tantos e tão surpreendentes lugares. A coleta de dados está levando o dobro do tempo previsto! Estou passando o dia do professor no meio dos professores, do seu cotidiano, dos seus interesses. Colegas, vocês não calculam a relevância destas suas memórias singelamente blogadas. Aquele texto (que alguns acham) diarinho, aquele comentário abobrinha, as imagens, os sons e as falas do seu dia valem mais do que resenhas, que citações. E quando vocês refletem em cima destes relatos, é aí que encontramos a teoria\prática construída a muitas mãos e em tempo real.

Na imagem, a minha medalha. Professores de Educação Física tem um fraco por medalhas. Tive de me conter para não ir na padaria com ela.

* “Medalha Mal Trompowsky, criada pelo Decreto do Exmo. Sr. Presidente da República do Brasil em 1953 e destina-se a distinguir cidadão brasileiro ou estrangeiro, ou instituição, que se tenha destacado em relevantes contribuições ao ensino nos Estabelecimentos de Ensino das Forças Armadas, à educação ou à cultura”.

[update]
O círculo se fecha sem se encerrar. A voz de cada colega vai moldando a realidade (hoje!) de ser professor:

Marli, no Blogosfera Marli
Sérgio, no Aprendendo em redes de colaboração
Rogério, no Monitorando
Robson, no NTE Itaperuna
Veneza, no Diário da Professora
Teresinha Bernardete, no Caminhos para chegar
Jenny, no O PC e a criança
Gládis, no Gládis Santos
Franz, no Este blog minha rua
Tatiane, no Mulher é desdobrável

E para completar:
Professora premiada quebra paradigmas consagrados pelo pensamento neoliberal das últimas três décadas

[update 2]
Como disse a Lilian, lá na lista: “É um enorme prazer acompanhar essa meninada”

Professor é desdobrável, mas não inquebrável :) Ensaio do 3º ano do CMPA, sob a direção dançante do colega Gustavo, que ontem se descadeirou na apresentação final.


ele é da matemática…
a produção é do colega Vinicius, das artes civis e militares.

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out 12 2009

para as crianças que crescem muito rápido

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 00:10

Para os meus filhos que continuam crescendo rápido demais para mim. Escorregando pelos meus dedos o tempo todo…

Uma tradução (mais ou menos) da letra, pode ser lida aqui.

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set 22 2009

Eu sonhei…

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 17:49

que tu estavas tão linda.

Para a Albita que desafinava em todas as palavras da letra, mas que cantava com um entusiasmo aterrador. Para a Alba que saiu à francesa e deve estar aprontando alguma nos lugares de paz.

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jul 14 2009

Jogos da Amizade 2009

Categorias: basquete, basquete cmpa, rastrosSuzana Gutierrez @ 19:23

Voltei e estou de quarentena @@

Mas os jogos foram, como sempre, o máximo!

macacos molhados :)

relatos aqui >> basquetecmpa

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jun 24 2009

pois é…

Categorias: internet, rastrosSuzana Gutierrez @ 17:52

CMPA

Enquanto a blogosfera discute a queda da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista e se espanta com as questões que podem surgir a partir das próprias ações na rede, eu sigo muito mais off do que on line.

A manutenção (eu ia dizer reforma, mas não chega a tanto) aqui em casa e o ritmo dos compromissos de trabalho estão tomando todo o meu tempo. Minha pesquisa está semi-parada, também.

Porém, não é por estar diante de mim mesma, mas… as equipes masculinas de basquete do Colégio Militar de Porto Alegre venceram os Jogos Escolares do Rio Grande do Sul, etapa Porto Alegre, em todas as categorias.

Um trabalho que começou pequeno em 2006, hoje consolidou o basquete no CMPA e está ameaçando tomar o meu doutorado :| Brincadeira :)

A minha experiência twitterística vai devagarinho (bem devagarinho). Nem eu consegui acertar a postagem de imagens via celular + twittermail + twitpic + twitter. Meus alunos, também, não estão se entusiasmando muito. “Mais uma coisa para olhar”- dizem.

fico por aqui, neste “vou dar notícias” … sigo vendo o Grêmio perder mais uma… óhhh … dor!

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jun 11 2009

a aceleração do tempo

Categorias: basquete, categorias, rastrosSuzana Gutierrez @ 16:06

A correria que costumava acontecer no final de Outubro, se transferiu, este ano, para junho e julho. Os Jogos da Amizade mudaram de época, de modo a liberar os alunos na fase mais difícil do ano letivo. Porém, neste processo, acelerou sobremaneira tudo o que antecede e que faz com que os nossos Jogos sejam uma das atividades mais importantes do esporte no CMPA.

Todo planejamento que costumava ser para uns 9 meses (uma gestação! @@), agora ficou restrito à 5 meses. Certo que até nos adaptarmos à esta mudança, vamos sentir muitas dificulades. Traçar planos com férias escolares (as grandes) no meio fica bem mais complicado.

Assim, o meu desvio dos temas que normalmente abordo por aqui tem as suas justificativas. O basquete tomou conta da pauta.

E vai muito bem! Nos classificamos para a segunda fase dos Jogos Abertos da Prefeitura de Porto Alegre (Infantil e Juvenil, por enquanto). Vencemos a etapa Porto Alegre dos JERGS (Jogos Escolares do Rio Grande do Sul) na categoria juvenil, título inédito que nos leva a representar Porto Alegre na fase regional. Estamos indo mais ou menos na classificatória do Campeonato Anchieta.

Por conta destas atividades perdi algumas oportunidades importantes. Contudo, em breve as coisas vão desacelerar e o foco principal será outro.

Mas, por outro lado, vale a pena :)

treino no feriado

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jun 01 2009

o tempo

Categorias: categorias, rastrosSuzana Gutierrez @ 18:22

Hoje eu passei o dia me incomodando com uma série de coisinhas. Em casa, no trabalho, no pensamento, campo minado.

Fiquei o dia todo desplugada de tudo que não fosse aula, treino, reunião. E foi só pelas 18h que fiquei sabendo do sumiço de um avião da Air France. Pensei: quase um ano depois que eu fui a Paris, partindo do Rio, na mesma hora.

Fui conferir e localizei os dados do meu vôo num email:

“Saio daqui as 12:50 para o Rio. Lá pegarei o avião para Paris as 19:05. Previsão de chegada 11:10 no Aerogare 2 Terminal E. Voo da Air France AF447.”

Poa/Rio de Janeiro conexão

Tam JJ 3088 26 JUN 12:50hs // 14:40hs

Rio de Janeiro/Paris stop

Air France AF 447 26 JUN 19:05hs // 11:10hs

De repente as coisinhas assumiram a sua real dimensão. As vezes tudo se resume à uma questão de tempo.

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