nov 27 2014

Agradecer a vida

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 14:28

claro escuroEm muitos países hoje é o dia de agradecer. O que cada um vai agradecer e em que medida é uma decisão individual na maior parte das vezes. E o que se tem a agradecer é, muitas vezes, muito relativo. O que parece pouco para uns, é imenso para outros.

A foto aí do lado mostra um monumento cercado de andaimes, na certa sendo restaurado. O olho engana mesmo ao vivo e o que se vê aí plantado no meio do parque é uma fotografia em tamanho natural que esconde o que está sendo restaurado da vista de quem passa. Mágica? Ideologia? O claro-escuro da realidade que se mostra mais naquilo que esconde.

É assim, também, com o que temos a agradecer. Nem sempre é óbvio, visível, belo e bom. E ver além da realidade que se mostra é um exercício difícil, dolorido até. Não é fácil enxergar o que a maioria não vê. A história criada, a fotografia que esconde a ruína, seduzem e acalmam, enquanto o real fere.

Se hoje eu tivesse que escolher algo pelo qual agradecer, escolheria agradecer pela vida da pessoa que me ensinou a ver além da aparência. Que me mostrou que as coisas contém em si a sua própria negação. E que isso, não aponta lados opostos, verdades ou mentiras, bonitos e feios. Compreender este aspecto duplo de tudo é reconhecer o movimento, a complexidade.

Eu hoje agradeceria dialéticamente a vida do professor que esteve comigo enquanto e aprendia estas coisas, marxista duro de coração mole. Alguém que até o fim deu sentido ao que se chama prática social, exemplo vivo do conceito que poucos conseguem conhecer em teoria e prática. Vou sentir saudade, professor Triviños, e nunca mais vou conseguir levantar uma taça de vinho sem pensar em ti.

“Yo soy el cóndor, vuelo
sobre ti que caminas
y de pronto en un ruedo
de viento, pluma, garras,
te assalto y te levanto
en un ciclón sibilante
de huracanado frío.”
(Los Versos del Capitan, Pablo Neruda)

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nov 22 2013

Escrever?

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 15:05

Uma das coisas que perdi no ano passado e que, apesar dos palpi, digo, prognósticos dos médicos, ainda não recuperei, foi o equilíbrio. Dançar, correr, saltar são quase acrobacias 😳 Enquanto espero, tento recuperar, também, a segurança em outras áreas.

Estou escrevendo, rescrevendo estes dois últimos anos, dando forma para anotações muito fragmentadas. Publiquei, despubliquei 😊… tudo por conta da insegurança. Ao mesmo tempo em que preciso exorcizar algumas coisas, reluto em expor fragilidade (besteira, neh) e, sobretudo, desconfio seriamente da utilidade de se espalhar tristeza. Embora, a tristeza dê um belo contraste para a alegria e algum humor negro seja, enfim, humor.

Como toda a boca fechada, a minha está livre das moscas mas, também, está distante dos ouvidos 🙂 (isso quer dizer que os antigos leitores deste blog devem estar fazendo coisas melhores; menos os malucos do RSS 😜) Assim, talvez eu não vá incomodar muita gente. Escrever é, de certa forma, um egoísmo meu. Mesmo que, em meio a isso, eu possa ajudar a quem está passando pelas mesmas coisas que passei. Decisões…

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nov 19 2013

Eu vou voltar

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 10:41

Mas vou voltar de traz para a frente 🙂

walking alive🙂

e não sei quando…

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fev 01 2011

mar bravo

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 19:49

o mar

o mar

Eu gosto quando o mar mostra todo o seu mau humor. Ainda assim, romântico 🙂

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jan 13 2011

em busca do tempo perdido

Categorias: livros,rastros,sem categoriaSuzana Gutierrez @ 13:14

Na minha tese tem uma hora que eu confesso que, ao longo do doutorado, abandonei um pouco o jeito Alice do mestrado e passei a me identificar mais com o solitário Marcel, um tanto inseguro, egocentrado, mas tenaz em se agarrar ao tempo e, de alguma forma, tentar compreender as suas contingências, as suas leis.

Neste espírito, decidi reler Em busca do tempo perdido, devagarinho, saboreando os achados de Proust, achados porque, penso eu, ele topou com eles durante o processo de recriar a vida escrevendo. Quando pude transitar por alguns de seus caminhos, já havia a vontade de reler, mas não havia o tempo. E assim, de certa forma o seu pensamento me assombrou durante a minha recriação particular do tempo no doutorado.

Neste início de ano reli No caminho de Swann e À sombra das moças em flor. Começo a trilhar agora o Caminho de Guermantes. Devagar, intercalando com outras leituras acumuladas durante este tempo de pesquisa em que elas  eram muito dirigidas. Estou terminando, também O tempo entre costuras, de Maria Dueñas, livro que ganhei no Natal.  O tempo de novo… Talvez seja ele o grande motor dos escritores.

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jan 05 2011

2011 promete!

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 10:15

charge de Cláudio de Oliveira

Dilma lá

Até rascunhei um texto de Natal e outro de Ano Novo, mas cadê a vontade de terminar e publicar? 2011 veio com a tranquilidade das coisas conhecidas e a antevisão do novo. Descansando vou planejando este primeiro ano (desde 2001) em que os prazos não me assombram.

* a charge de Cláudio Oliveira é perfeita!


dez 21 2010

Stonehenge

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 16:15

Esta noite foi estranha… Dormi profundamente e acordei exatamente às 5h15min. Fiquei um tempinho acordada, desassossegada, decidindo se pegava um livro para ler e… adormeci novamente. Creditei a ansiedade à consulta com o dentista, marcada desde antes da minha defesa.

Às 10h30min, mais ou menos, extrairam o último dos meus sisos.  Aquele que resolveu nascer depois de anos no casulo.

Chego em casa e descubro que o solstício de verão (é hoje!) veio acompanhado de um eclipse total da lua e que este aconteceu exatamente às 5h15min.

Isso tudo deve estar entrelaçado em algum lugar daquilo que chamamos destino…

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dez 19 2010

cogumelos !

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 20:07

perfumes & sabores

perfumes & sabores

Nada como ter tempo para inventar!

Ontem fui comemorar o doutorado com os meus filhos num restaurante de cozinha japonesa. Comemos ótimos pratos, irreprensivelmente preparados à vista. O restaurante é pequeno, com preços acessíveis e fica aqui pertinho de casa. Fomos a pé, depois de brindar com o meu presente especial, que eu estava guardando faz tempo.

Dormi relendo um dos meus muito-relidos “Agatha Christie”. Nada mais calmante que uma história conhecida e apreciada 🙂

O domingo me encontrou com disposição para (de forma muito leve) mexer nos blogs. Atualizei o blog do basquete e este aqui, também.

Tudo que vivenciei no doutorado me motiva a considerar este tipo de atualização, nem sempre “relevante”, como muito oportuna 🙂

Seguindo o clima  inventei uma receita. Aí vai a receita :

Cogumelos ………………. (ainda não batizei) (para uma pessoa)

– 2 cogumelos dos bem grandes

– 2 rodelas de beringela

– 1/2 cebola grande

– queijo Gouda ou outro

– 1/2 colher de chá de manteiga trufada

– sal, azeite, pimenta preta, noz moscada, herbes de provence.

Em um refratário pequeno, coloque um fio de azeite e espalhe. Coloque duas ‘barquinhas’ de cebola. Dentro delas coloque a copa do cogumelo com a parte concava para cima e sem o talo. Pique os talos com mais um pouco de cebola, misture com os cubos de queijo e recheie os cogumelos. Disponha as duas rodelas de beringela ao lado dos cogumelos. Tempere tudo com uma pitada de sal e um pouco de noz moscada.

Leve ao forno virando as beringelas de vez em quando. Quando estiver cozido (uns 10 min), retire e espalhe a meia colher de chá de manteiga trufada sobre tudo. Torne a levar ao forno para derreter. Sirva pulverizando uma pitada de herbes de provence.

Infelizmente, não há fotos. Só me lembrei de escrever a receita depois do prato ter desaparecido.

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jul 31 2010

entre o velho e o antigo

Categorias: academia,categorias,doutorado,leituras,rastrosSuzana Gutierrez @ 15:16

Há alguns anos, no saudoso Arroio do Sal, uma amiga minha passou por uma experiência muito interessante. Vinha ela caminhando tranquilamente na beira mar, retornando para casa ao fim da tarde,  revigorada pela brisa quase suave dos nossos mares do sul. Carregava a cadeira e, na bolsa, um livro. Vinha pensando em coisas boas, quando o vento que lhe vinha das costas trouxe um zum zum adolescente, cujo tema era a sua anatomia (ainda bastante boa para os quase 50).

Entre divertida e lisongeada, ficou escutando o papo que se aproximava de seus passos lentos. O grupo de rapazes, em seus apressados 15 anos a ultrapassou e, aprendizes aplicados da lógica masculina, viraram suas caras safadas para olhar o objeto de suas elogiosas frases.

– Mas ela é velha! – sentenciou o líder da manada. E lá se foram eles, semi-indignados, apressando o passo.

Minha amiga, seguiu impávida, se divertindo com o desdobramento do ataque dos franguinhos Minu 🙂

[pausa]

Meus alunos costumam brincar comigo sobre estas coisas da idade. Geralmente, com a cara mais deslavada perguntam se “no meu tempo” as galenas tinham programação ou, exageradamente, se a roda já era usada para locomoção de pessoas. Eu costumo aderir à brincadeira, pescando alguma coisa realmente ante-diluviana que os deixe com caras de bobos.

Ou, quando estou na pilha, tento problematizar estas relações entre velho \ novo \ antigo \ moderno. Costumo dizer que não passei dos 17 anos, porque acho esta uma idade ideal e recomendo a todos que fiquem neste limite. Geralmente, não explico porque. Ou digo que não sou velha, de modo algum, mas que cai da cegonha sem querer.

Ou, ainda, digo que velho é quem nasce velho e que ficar velho é diferente de envelhecer. O que temos como humanidade é um acervo de juventude que se conserva, antiga mas sem ‘ficar velha’. Legado que deixamos quando envelhecemos. E falo que eu sou antiga, pois faz tempo que conservo a minha juventude, os meus 17 anos. Velho é quem nasce assim e segue se decompondo dia à dia, mesmo nos seus 5 anos de vida.

Pois não há nada novo, que seja novo fora da antiguidade de algo jovem que foi conservado neste nosso acervo humano. E não pensem que eu ando viajando para me escapar de escrever a tese. Estas coisas todas me vieram à mente ao reler a página 397 do volune II do Conceito de Tecnologia de Alvaro Vieira Pinto. Aliás, leitura obrigatória para pensar dialeticamente a tecnologia.

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jul 29 2010

onde anda Su

Categorias: basquete cmpa,rastrosSuzana Gutierrez @ 19:58

Não sei se alguém reparou, mas este blog não tem um nome.  Nunca teve ou teve vários, ao sabor do meu humor. Inicialmente ele se chamava Onde anda Su?, nem sei bem por que. Virou gutierrez/su e, nos últimos tempos, uma frase autoreferente em linguagem de mIRC.

Eu sempre quis ter um blog chamado [alter-ego], mas já havia um, lá pelos idos de 2001. Mas, … deixa assim, em 2012, vou pensar um nome legal para este blog. Algo tipo ‘Jeito Alice’,  ‘Pumba’,  ‘Assim, ó’,  … para desespero de alguns.  Olha a ideia: “Para desespero de alguns…”

Este texto irrelevante, era para contar que esta semana é de férias, depois de 10 dias de trabalho nas férias 🙂 Mas, … eu viajei 🙂

ah o basquete

economia da atenção

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jul 18 2010

enquanto o frio fica lá fora

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 08:01

As palavras que já escrevi sempre parecem ter mais força, como se a cada escrita elas se gastassem um pouco e, por isso, se tornassem mais leves. Uma leveza que, em vez de envolver, encantar, deixa tudo meio … líquido demais.  Quando há tanto à dizer, só sobram as metáforas e, pior, aquelas já muito repetidas.

Difícil descrever sem reescrever demais.  Inevitável escrever. Cada movimento inscreve e escreve. Inevitável deixar rastros.  Pena que eles nem sempre mostrem aquilo que precisa ser mostrado.  Estou me especializando em deixar pistas falsas…

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abr 06 2010

das coisas zem e das coisas sem :)

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 22:07

Tenho um colega que chega a ser irritante de tão zem. E eu sou irritante de tão sem… sem lembrança da última vez que prometi a mim mesma não me irritar, não me exaltar, manter a calma em meio ao caos, não gritar, não xingar, não ….

Mas esqueci e me exaltei, digamos que fui exuberante em xingar inaugurar o sargento novo que mudou meu armário de lugar, que fui vocalmente enfática em … mijar o atleta que cometeu o erro, aquele erro pelo qual  eu recém havia parado o treino e feito uma preleção de 5 min.

Pois é, … eu sou meio sem… freio, noção, paciência. Para ser justa, até comigo mesma 🙂

É um pouco esta falta de paciência que me afasta do blog. Mesmo quando eu tenho certreza que algum dia, num futuro que pode ser até mirabolante (eta palavra boa), as milhares de pequenas confissões, indiscrições, abobrinhas, … farão todo sentido. Ou o sentido necessário para retratar uma época.

Hoje eu acordei com a Ana Maria Braga, flagelada naquela casa linda , mas um tanto artificial.  Depois que mudaram a minha NET, eu ligo e entra o 512, a Globo com mais rugas, e eu não sei mudar esta ‘preferência’.  Agora, … incríveis as imagens, o Rio embaixo dágua, … medo por tantos amigos…  Eu até liguei meu Twitter, pois estas coisas são a sua vocação. Isso é uma época.

Assim como é ‘uma época’ as minhas dúvidas no doutorado,  o treino ‘de páscoa’ que fiz ontem, também é  🙂  Não, …. não pensem mal de mim. Não dei bombom só para quem acertou arremessos 🙂  Mas, …. comprei aquelas caixinhas de bombom sacanas, aquelas que tem uns   m a r a v i l h o s o s   e outros pequenos, tristes, de café com canela (duas coisas ótimas, MENOS em bombom).  Aí, peguei eles de jeito… Acertou, pode escolher, errou, vai para o fim da fila :)))  Todos se divertiram e até rolou umas apostas.

Estas ‘épocas’ são, talvez, o que se possa ter, o que valha a pena, o que vai ficar… Sei lá, … hoje acordei consciente que o tempo dos casacos e das meias está chegando, ciclos que se fecham, recomeços. A minha tese entrando o inverno e florescendo, eu espero, para dar frutos na hora certa.

E que tudo no universo fique bem e em paz…

Enter ….   (como diria um pastor dos tempos pós internet)

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fev 04 2010

acabou a vida boa :(

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 21:03

vida boa :)

luz, sombra, água e vento

doutorado não combina com verão… Mesmo tendo andado alguma coisa, não fiz metade do que irrealisticamente previ 🙂

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jan 16 2010

na beira do mar

Categorias: fotografia,lugares,rastros,RSSuzana Gutierrez @ 16:56

Todos os anos eu perambulo pela praia capturando imagens. Este ano não é diferente.

guarita 70 capao da canoa

perto do posto 69,9

mar de capão

em 2010 ainda se encontra...

mar do rio grande do sul

mar do rio grande do sul

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jan 15 2010

aprendizagem

Categorias: internet,rastrosSuzana Gutierrez @ 14:22

Esta semana, estou só com os meus pais e tendo o privilégio de acompanhar o início dos dois na rede. Primeiro computador, primeiras navegações depois dos 80 anos. Relembrei como podem ser divertidas, frustrantes, instigantes e desalentadoras estas primeiras experiências.

Minha mãe ainda está olhando só de longe, mas o pai já está navegando pelos sites de notícias, pelos mapas que ele adora e… jogando paciência. Uma das grandes descobertas foi a facilidade de usar o Skype.

Olhem só as caras felizes falando com os amigos de Porto Seguro:

pai e mãe na internet

sempre é tempo de descobertas

diálogos:

Pai (para o meu cunhado): – Tu me vendeu um computador sem mouser…

Primeira busca no Youtube: gremio campeão da america

Primeira tela azul: – Esta coisa está dizendo que eu cometi uma operação ilegal !

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