Todos os anos eu perambulo pela praia capturando imagens. Este ano não é diferente.
jul 21 2009
Férias!
Hora de redirecionar certas coisas. Os últimos dois meses afetaram bastante o meu caminho de pesquisa. Negativamente
Mas, ….
Por enquanto estou procrastinando…
Pelo menos fiz um pouco do que procrastinei antes… Comecei a mexer nas fotos que tirei em Paris no ano passado. Bah… boas lembranças em cada foto. Vontade de voltar.
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jan 16 2009
A Cordilheira
Enquanto continuo tentando trabalhar na tese e resistir à cozinha da Vó Mimi, me assombram as contradições do progresso. Fui criada passando os verões em Xangri-lá, no tempo em que a nossa casa era a número 19 do florescente balneário.
Havia um só Hotel, vivia ainda publicamente “o sambaqui” e a praia se chamava Capão Alto. Do sítio arqueológico que regurgitava pontas de flechas e cacos de cerâmica não tenho notícias desde que é propriedade particular.
Capão da Canoa era a matriz e o lugar do passeio eventual: cinema e volta na praça. Evento que tem muitas histórias na família. O Hotel Riograndense, ponto de referência em Capão, ainda era de madeira…
Mas o meu pai se criou em Capão da Canoa, no tempo que os caminhos eram para carretas e cavalos. Então, assim que pode comprou uma casa em Capão, abandonando Xangri-lá.
E Capão cresceu, cresceu e, agora, incha, quase cancerosamente…
Na beira mar, uma cordileira de concreto ataca o vento. Em cada casa demolida surge um edifício de 9 pavimentos. Onde antes havia uma família, entram 20 ou 30 outras.
Desde que venho para cá, nunca vi a prefeitura abrir buracos maiores que os que já tem nas ruas para redimensionar a rede de esgotos. Hoje, cada vez que chove, não sentimos apenas aquele tradicional cheiro de ‘sapinho’. Outro fe, digo, cheiro se insinua e nos dá a certeza de que corremos o risco de literalmente afundar na m*&#@…
É por estas que progresso não significa necessariamente avanço nas condições de vida. Para cada edifício novo, brotam mais casebres na favela que se cria no fundo da praia. E esta cordilheira que avança em todas as direções diminui os dias (que já são contados) de se poder viver Capão.
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jan 10 2009
Andanças em Capão da Canoa
Em meio ao chove – não chove consegui fotografar o “outro ninho”. Este fica perto do posto 73, pertinho aqui de casa. Este ninho fica bem perto dos banhistas e da rua, mas as corujas não estão nem aí.
Tive até a impressão que estavam posando para as fotos.
As corujas estão convivendo bem com o povo das areias. Só reclamam e atacam aqueles que tentam invadir o seu território e por em perigo os filhotes. Lições da natureza…
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Hoje de tarde, teve o torneio de trios de basquete. Mas disso eu falo lá no outro blog
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jan 09 2009
Ninho de Corujas

Ninho de Corujas, foto postada por suzzinha.
Não, não é mais uma reflexão sobre os modos de ser na cibercutura.
É parte das minhas andanças por Capão. Caminhar por tempo em vez de por espaço tem esta vantagem: conhecer novos lugares.
Nos passeios pela praia, andei visitando as famosas corujas de Capão da Canoa. A poluição visual ao redor do ninho não deixa margem para dúvidas quanto à sua localização.
Achei as corujas e corujos
seríssimos. Na certa, no maior tédio de ver aquele desfile humano nas proximidades. Mas, nem aí para os mamíferos de havaianas.
Em casa, a chuva fez brotar os lírios no gramado:
E o Gordo, tão sério quanto as corujas, observa a minha atividade de fotógrafa amadora.
* tudo isso foi no dia 7 jan 2009
** não consegui fotografar o novo ninho aqui da zona nova.
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jan 04 2009
uma volta por Capão!
Depois da chuva de quase 3 dias, o povo que resistiu começa a andar pela rua. Água, agora, só no chão.
A praia ainda de ressaca. Mar lavando:
Na volta, as cores do por do sol:
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jan 04 2009
momento lúdico: verão gaúcho
No supermercado de Capão da Canoa, a moda-verão 2009:
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dez 20 2008
Para lembrar um dia especial

Parc Floral, foto postada por suzzinha.

Parc Floral, foto postada por suzzinha.
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jul 13 2008
Bal de L’Europe
Peguei o metro até lá, ali pelas 18h. Isso depois de ter me trancado fora do apartamento e quase ter tido um treco para conseguir recuperar a posse da chave. Vamos dizer que tive de escalar pela escada de incêndio que, no caso, é a casa das milhares de pombas que infestam a cidade.
Sai da Bastille e peguei a margem da marina e segui pelo jardin de L’Arsenal olhando os iates e os cafés. Tudo aqui tem jardins. Uma virtude valorizar cada pedacinho de terra deste modo. Com bancos, lugar calmo para ler.
Depois, fui até o Viaduc des Arts, parecido com as laterais viaduto da Borges, bem mais extenso e com lojas maiores e todo ajardinado na parte superior. A maior parte das lojas são de artesãos.
Caminhei até o fim da Avenue Daumesnil e entrei no Jardin de Reully, voltando por cima do viaduto em meio aos jardins >> Promenade Plantée.
Assim, retornei a Bastille já com o sol se pondo às 21h e o baile começando. Aliás, o baile foi mais show que baile. Depois de um tempo, sentei no Café des Phares, um café que tem reuniões filosóficas todo domingo de manhã e que se entitula o primeiro Bistrot Philo de Paris.
Muito legal o lugar. Assisti o show dali
tomando uma bière pression :O)
A torre meio inclinada é por conta da bière…
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jul 12 2008
Chateau de Vincennes
Me aventurei para fora da cidade
Mas não tão longe que ficasse fora do alcance de uma linha de metro. Aliás, minha segurança nas andanças é o mapinha do metro.
Sai pelas 1oh e cheguei certinho ao lado do Chateau, que é uma fortificação que começou a ser construída no século XII. Virou algo gigante. Muralhas, protegidas por um fosso enorme, por sua vez protegem uma série de construções.
O castelinho, um torreão super alto e só atingível por uma ponte elevadiça, cercado do indefectível fosso. Uma pena os fossos estarem vazios… , fiquei esperando direto aquela aparência sombria de crocodilos famintos.
No castelo, vazio e com pouco das ornamentações mais elaboradas, se podia antever uma vida meio promíscua. As peças se comunicam diretamente umas com as outras. Realmente, os corredores são o marco que situa a individualidade. Coisa pós medieval
A Sante Chapelle, uma capela gótica construída no terreno da fortificação estava interditada para visitas e, assim, só pude olhar o lado de fora. As gárgulas me espreitando para ver se eu não ia tentar nada mais audacioso, como entrar pela porta que encontrei encostada nos fundos.
Saí pela torre que dá para o Bois de Vincennes e o Parc Floral. Visitei o parque, uma espécie de jardim botânico misturado com a Redenção. Um grande auditório em meio a lagos com plantas aquáticas apresentava shows. O povo fazia piquenique nos gramados.
Ao passar pelos restaurantes, dois pequenos atrás do auditório, descobri porquê… 3,2 euros uma Coca-Cola!!! Vamos dizer que eu decidi vir jantar em casa e segui meu passeio só com a garrafinha de água.
Na volta, decidi abandonar o metro e vir de onibus. Peguei a linha 325 que passa na frente do Chateau e, num francês indígena, consegui compreender que iria até Paris e teria uma estação de metro no final da linha do onibus.
Lá fui eu conhecendo coisas que não se vê ao andar como um tatu por baixo da terra
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jul 10 2008
por Paris
Comecei o dia me atrapalhando em 3 idiomas quando tentava usar as máquinas da lavanderia. Nem sempre os sistemas interativos WYSIWYG%&(@ são tão óbvios assim… Bom, … consegui lavar as roupas e isso que importa.
Depois, tracei a minha rota do dia: Notre Dame >> Ile Saint-Louis >> Louvre. Ambiciosa, neh? Acontece que o Louvre é mais barato depois das 18h e abre neste horário nas quartas e sextas.
Saí de casa pelas 13h e fui direto para Notre Dame achando que ia ter fila. Tinha, mas andava rápido. Desta vez pude visitar bem a catedral por dentro. É muito grande e, como várias igrejas aqui, é mais atração turística do que a casa do Senhor.
Aquelas maquininhas vendendo medalhas tiram qualquer um de um clima mais místico. Notre Dame por dentro não é tão bonita quanto detalhada. Assombra mais pelo tamanho e pelos detalhes do que pela beleza.
Fiz a visita padrão e não subi para ver as gárgulas porque não achei a escada. Depois descobri onde era, mas foi providencial não ter subido.
Dalí, passei pela Pont Saint-Louis e vamos dizer que fucei TODA a ilha. Antes, quando ainda estava na ponte, penso que toda a frota aérea da França passou sobre as nossas cabeças. Dezenas de aviões e caças de todos os tipos, sei lá onde iam.
A ilha é linda e muito antiga, com ruas estreitas e os prédios tentando conservar a originalidade. Se as pessoas circulavam por aquelas ruas em 1600, possivelmente vão circular em 2600. Complicado imaginar isso.
Fiquei na ilha atér quase 18h e depois fui para o Louvre. Lá encontrei a minha filha e procuramos visitar seções que eu não havia visitado e que ela também não havia visitado.
Depois de umas 3 horas de caminhada, continuam existindo milhares de coisas para ver.
Nestas, eu andei por quase 9 horas, com poucas interrupções. Puxa!
Aliás, a interrupção é digna de registro: um sorvete maravilhosamente bom na Berthillon Glacier.
As 22h ainda é dia em Paris.
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jul 08 2008
A princesa
Na fila, milhares de Graces Kellys. Senhoras que teriam a idade da minha mãe, contemporâneas da princesa. Lá dentro uma exposição bem construída contando a vida da menina que virou princesa. Muitos vídeos e uma bem grande coleção de roupas, acessórios, jóias, cartas, fotos e jóias.
Estranhamente a história acaba quando os filhos dela ainda eram crianças. Nada sobre a princesa de meia-idade lidando com os problemas da prole. Uma linda mulher, mas que não se deixa conhecer em nada em toda esta coleção de coisas.
Estas ocasiões de filas servem para conhecer um pouco do povo aqui. Eles furam descaradamente a fila se tu bobear. Naquela mesma pressa de correr na escada rolante – outro hábito cultivado aqui – as Graces iam tentando passar a frente. Mas eu bloqueava e rolava para a frente delas: técnicas do basquete
)
A prefeitura de Paris é bem bonita: Hôtel de Ville foi reconstruído no século XIX depois que o antigo pegou fogo. Na fachada tem vários nichos, cada um contendo uma estátua de um personagem célebre da história da cidade. Não vi nenhuma mulher… Mas tudo bem… A maioria deles está cagado das pombas mesmo.
Não, não fotografei a exposição. Mas tirei umas fotos legais das gárgulas de Notre Dame.
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jul 07 2008
Louvre
No Louvre, me senti como o gurisinho que pediu ajuda para olhar o mar. Impossível de ver, cada sala um oceano. Caminhei 6 horas lá dentro e ainda há um mundo para ver.
Não fotografei muito, pois se tem uma coisa que atrapalha é justamente o desespero dos turistas por fotografar. Tinha gente abraçada em sarcófagos, posando sorridente ou fazendo gracinhas do lado de obras que mereceriam um silêncio respeitoso.
A impressão que passa é que circulam apenas seguindo as obras “indicadas” no folheto.
Assim, idéias inovadoras como por Jean Fabre de contraponto, em diálogo não muito ortodoxo com as obras de arte, passam quase despercebidas.

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jul 06 2008
Montmartre
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Janeiro.., pode ser
* as fotos são para lembrar um dia especial num belo lugar