)) clique para ver em tamanho natural os 6 Megas da minha banda larga Virtua
)) minha conexão é a primeira.
fev 12 2010
Virtua, olha aqui os meus 6 megas
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jan 15 2010
aprendizagem
Esta semana, estou só com os meus pais e tendo o privilégio de acompanhar o início dos dois na rede. Primeiro computador, primeiras navegações depois dos 80 anos. Relembrei como podem ser divertidas, frustrantes, instigantes e desalentadoras estas primeiras experiências.
Minha mãe ainda está olhando só de longe, mas o pai já está navegando pelos sites de notícias, pelos mapas que ele adora e… jogando paciência. Uma das grandes descobertas foi a facilidade de usar o Skype.
Olhem só as caras felizes falando com os amigos de Porto Seguro:
diálogos:
Pai (para o meu cunhado): – Tu me vendeu um computador sem mouser…
Primeira busca no Youtube: gremio campeão da america
Primeira tela azul: – Esta coisa está dizendo que eu cometi uma operação ilegal !
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set 28 2009
o consumo das midias pelos adolescentes
Estive passando os olhos sobre o Nielsen Report: How teens use media. O uso fica mais perto de consumo, pois tem a ver com critérios quantitativos no uso de midias diversas. Assim, não espere saber como os adolescentes usam o email, mas quanto eles usam.
Me chamou a atenção as quantidades de uso da internet:
Gráfico 1
Destaque para o tempo de conexão dos adolescentes brasileiros, quase o dobro dos demais países. Dá uma média de aproximadamente 1h:30min diárias. Venho observando que o tempo de permanência online é cada vez maior. Meus alunos, de um modo geral, estão ativos no MSN e \ou Orkut à partir das 14h. Minha observação (não sistemática) e o contato que tenho com eles me informa que o tempo online fica por volta de duas horas ou até mais, em média.
Gráfico 2
Além de quanto, os gráficos mostram onde o tempo é despendido. No segundo gráfico, este ‘onde’ está caracterizado segundo o país. Os resultados, em relação ao Brasil, são coerentes com o que observo em meus alunos. E, para a maioria dos países os sites mais acessados são os mesmos Google\ MSN \ Youtube. Pensando em outros relatórios já apresentados, achei falta do Twitter e Facebook, especialmente o último. Porém, isso pode ser creditado à idade dos pesquisados: 12 a 17. Será?
É interessante observar as relações dos jovens com as midias, mesmo de forma informal como eu faço. Nota-se uma mudança que vem transformando o “brincar” das crianças, num movimento em que a atividade física e as manifestações culturais vão cedendo espaço para atividades nas quais aparatos eletro-eletrônicos-informaticos-… são centrais.
Há não muito tempo atrás, quando levava meus alunos numa competição, os intervalos entre os jogos eram preenchidos com conversa, brincadeiras físicas diversas, bate-bola. Posteriormente, foi a vez dos jogos tipo Truco, RPG, “baralhos e avatares” que, em seguida, começaram a dividir o espaço com os mp3 diversos. Atualmente, são os games e os smartphones cada vez mais sofisticados, isso que a maioria dos meus alunos não pertence a classes AB.
As atividades estão cada vez mais se individualizando. Junto com esta metamorfose do lazer, vem um aumento enorme na obesidade e sobrepeso infantil, nas dificuldades motoras: crianças que correm mal, que não conseguem transpor um muro, que não conseguem pular corda, nem arremessar e receber uma bola com naturalidade.
E, a grande contradição: por um lado, o desenvolvimento físico progressivo proporcionado pelo brincar e pelo esporte é abandonado, por outro lado, os corpos são mandados formatar nas academias perto do final da adolescência ou até antes.
Estas observações não são sistemáticas e nem se apoiam em nenhum protocolo\projeto de pesquisa. Todavia, em especial em relação às crianças e adolescentes, é essencial acompanhar (pesquisar) de forma crítica e cuidadosa estas transformações.
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ago 06 2009
Tem gente com síndrome de abstinência
o gato comeu
Twitter caiu, Facebook e Live Journal subiram no telhado quando voaram as penas do passarinho. O velho Denial of Service Attack … Me deu até uma certa nostalgia
A pesquisa que aponta que mais de 24% dos pios do passarinho são emitidos por bots e o aumento dos seguidores “improváveis” das últimas semanas, sinalizava mais uma apropriação do twitter. E, no caso, mais uma tentativa de passar uma rasteira.
Vou ficar observando a repercussão, enquanto converso pelo “Notes” do Gogle Reader, um outro tipo de passarinho, segundo a minha apropriação.
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jun 24 2009
pois é…
A manutenção (eu ia dizer reforma, mas não chega a tanto) aqui em casa e o ritmo dos compromissos de trabalho estão tomando todo o meu tempo. Minha pesquisa está semi-parada, também.
Porém, não é por estar diante de mim mesma, mas… as equipes masculinas de basquete do Colégio Militar de Porto Alegre venceram os Jogos Escolares do Rio Grande do Sul, etapa Porto Alegre, em todas as categorias.
Um trabalho que começou pequeno em 2006, hoje consolidou o basquete no CMPA e está ameaçando tomar o meu doutorado
Brincadeira
A minha experiência twitterística vai devagarinho (bem devagarinho). Nem eu consegui acertar a postagem de imagens via celular + twittermail + twitpic + twitter. Meus alunos, também, não estão se entusiasmando muito. “Mais uma coisa para olhar”- dizem.
fico por aqui, neste “vou dar notícias” … sigo vendo o Grêmio perder mais uma… óhhh … dor!
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mar 08 2009
# dulcora – um pouco sobre o muito
Para dar o “ar da graça” e, ao mesmo tempo, comemorar o 8 de março:
)) Mulheres na ciência – um texto da Lucia Malla que reflete sobre algumas questões e aponta algumas ligações importantes.
)) “Têm maridos e namorados que acreditam na violência física para se impor; o patrão ainda paga menos pelo mesmo trabalho que fazemos, e nada acompanha o seu cetro de rainha do lar, a não ser um trabalha infindável, desvalorizado e sem visibilidade.” (segue, no Observatório da Mulher, o texto de Raquel Moreno)
e para uma navegação agradável e interessante neste domingo:
)) A entrada do José Roig Robson Freire (errei!) que reúne vários textos matadores do Sérgio Lima. Sobre educação, escola, professores, tecnologia e blogs.
)) Aluno ajuda Aluno – um texto da Sonia Bertocchi que provoca boas reflexões sobre a sala de aula.
)) O professor Jarbas explica o que acontece quando a paranóia contribui para jogar o bebê fora junto com a água do banho. (ou quando administradores incompetentes se metem a censurar acessos). No exemplo do Prof. Jarbas, a Educação Física seria uma das disciplinas mais lesadas
)
)) IPRF 2008-2009 – para quem passa pelo martírio todo o ano. Por Conrado Navarro.
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jan 14 2009
Google Friend Connect
Observei que vários colegas blogueiros adicionaram aos seus blogs (do blogger) este gadget >> “acompanhar este blog” que vai mostrando as carinhas dos seguidores e fãs. Bem, eu cliquei para seguir alguns e eis que, ao abrir o MEU painel do blogger, lá embaixo começaram a se empilhar os blogs que estou “seguindo”, juntamente com suas postagens, como se fosse um leitor de rss.
Bom, não gostei disso, pois pesa na página e é sem sentido já que eu leio os blogs no agregador (eu uso Google Reader).
Aí, acessei o Google Friend Connect, que eu já havia olhado superficialmente e ‘achava’ que era quase a mesma coisa (gadget bem parecida). Adicionei o Friend Connect no Vamos Blogar? e me inscrevi como “friend”. Mais duas pessoas aderiram, casualmente duas colaboradoras do Vamos Blogar. Eis que aparecemos lá como “members” e, também, como “friends”. Além disso, nada aparece no meu painel do blogger.
Assim, me parece que o Friend Connect é mais interessante que o “acompanhar este blog”, mesmo quando se pensa apenas em exibir os ‘leitores’ no blog. Até porque ele pode ser adicionado à qualquer site ou tipo de blog. O único imperativo é ter uma conta google.
E, aprofundando um pouquinho a fuçada, vi que dá para adicionar ao perfil o Twitter e o Orkut, mas ainda não entendi bem como usar a interligação. O Rene fala sobre isso no Google Discovery e vou olhar outra hora. Caso alguém saiba, pode me poupar o trabalho explicando aí nos comentários.
Pelo lado mimimi da força, fica bonitinho as fotinhos dos amigos na barra do blog e util a possibilidade de consultar algumas coisas sobre eles.
Mas, pelo lado acinzentado da força, é mais uma vez se juntar no “mesmo cesto” de todas estas possibilidades googlianas. David De Ugarte critica e tem razão.
* em tempo: alguém que não seja colaborador do Vamos Blogar? pode se cadastrar como friend lá para testarmos se existem duas classificações?
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nov 28 2008
Amigo Secreto
Alguns certamente não vão entender esta “perda de tempo”. Eu penso que é uma forma bem humorada de questionar as fronteiras, de virtualizar certas coisas enquanto se atualiza outras.
Quem quiser seguir de perto a brincadeira, junte-se a viagem aqui:
(link removido por solicitação dos autores da brincadeira)
e se quiser saber como eu cheguei lá passando por mil divertidos obstáculos:
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nov 20 2008
Estudo demonstra que passar tempo online é bom para desenvolvimento dos jovens
Misuko Ito, pesquisadora da Universidade da Califórnia, Irvine conta que os resultados da pesquisa podem surpreender os pais e derrubar alguns mitos. “Perder” tempo online não é perigoso e não cria preguiçosos e sedentários. Ao contrário, é essencial para que os jovens desenvolvam as habilidades técnicas e sociais necessárias para serem cidadãos competentes na era digital.
A notícia na MacArthur Foundation saiu na primeira página do New Yort Times: Teenager’ Internet Socializing Not a Bad Thing
A pesquisa, liderada por Mizuko Ito, Peter Lyman e Michael Carter, contou com mais de 28 pesquisadores. Durante 3 anos a equipe entrevistou 800 jovens e suas famílias e passou mais de 5000 horas observando adolescentes em sites como o MySpace, Youtube, Facebook.
Entre os achados de pesquisa: os ambientes online oferecem aos adolescentes excelentes oportunidades de desenvolvimento da sociabilidade, de participação na vida pública. Motivam a aprender com o outro e em rede. Por outro lado, os jovens precisam dar conta desta sua presença online e dos desafios de manejar a visibilidade, a identidade e as relações sociais no ciberespaço.
Mais detalhes: New Study Shows Time Spent Online Important for Teen Development e em digitallearning.macfound.org.
update:
relatório no site do Digital Youth Project
post da danah boyd
mais no Boing Boing
update 2:
ainda não li os relatórios de pesquisa.
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nov 13 2008
Contra o projeto de lei do Senador Azeredo
Atravessa a rede a chamada para uma flashmob (mobilização instantânea) amanhã, sexta-feira, dia 14/11/08 às 18h, na calçada central da Av. Paulista, 900, São Paulo.
Embora a antecedência do aviso e o ativismo do encontro não sejam uma característica de flashmob*, vale o protesto com todas as suas justas razões.
A idéia é que todos permaneçam no canteiro central da avenida, exatamente às 18h, portando algum cartaz que expresse Não ao PL Azeredo.
A audiência pública foi hoje, twitada a todo vapor e com excelente participação do Sérgio Amadeu que, no meu entender, tocou na tecla mais sensível de nossos queridos parlamentares: o medo de bancar o ridículo aprovando um projeto ridículo.
Como estou um tanto longe da avenida Paulista e não sei se haverá algum esporinho da mobilização aqui em POA, minha participação é divulgar.
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* flashmob é um evento de curta duração e de mobilização instantânea, geralmente convocado por meio das tecnologias da informação e da comunicação. Tem objetivos mais performáticos que de protesto. Uma smartmob é um evento semelhante, porém a articulação se dá emtorno de temas de interesse social ou de grupos.
** saiba mais sobre tudo isso:
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jul 10 2008
Vigiar e Punir
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mar 27 2008
internet, cultura, ritos e temporalidades
Hoje estava lendo um artigo que questionava se a internet era em si mesmo uma cultura ou se inseria na cultura humana como um artefato cultural. E eu fiquei pensando no assunto, constatando que tudo que se refere a rede acaba por se inscrever em espaços que se incluem uns nos outros.
Rede de redes. Movimento dialético, que se constitui em sucessivas interações. Rede inapreensível, a não ser por momentos que não se repetem da mesma forma. É por aí que a rede, além de meio, de extensão das nossas possibilidades, cria, por si só, uma cultura, que contém e é continente da cultura humana.
E eu segui pensando nas diversas culturas que se inserem, se separam, mas, ao mesmo tempo, se ligam no espaço cultural maior. Nas comunidades que se formam por meio de suas práticas, seus ritos e sua temporalidade especial. A escola, o hospital, por exemplo, são espaços que possuem esta temporalidade própria, linguagem, rituais. São culturas e artefatos culturais ao mesmo tempo.
Faz um tempo, eu escrevi sobre o hospital. Sobre a temporalidade alterada, a centralidade dos procedimentos de cura, o deslocamento dos papéis e práticas habituais das pessoas, a opacidade da identidade e da individualidade de cada um.
E eu continuo pensando sobre a centralidade em torno da qual cada rede gravita, até porque se diz sempre que a rede não tem centro. Estes centros, que alteram a realidade a sua volta, são como eu imagino as dobras no espaço-tempo. Uma inflexão, um espaço com lógica própria e que altera as propriedades do que está ao redor. Investigar as redes, passa por sincronizar com o ritmo, se inserir nos rituais, compreender a rede como cultura e artefato, habitar e conhecer os habitantes e os artefatos que eles criam.
E eu continuo pensando…
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fev 10 2008
heat ledger e as loiras nuas…
Ele não tem nada a ver com as loiras nuas do título, que foram o exemplo de uma outra postagem sobre o oportunismo lingüístico para atrair visitantes ao blog.
Pois é, mas tanto Heat Ledger quanto as loiras subiram no ranking de palavras-chaves que trouxeram pessoas até o meu blog através de mecanismos de busca. Pessoas que certamente não encontraram o que buscavam, o que demonstra as limitações dos buscadores e as dificuldades das pessoas em dar consistência e foco para termos de busca.
A diferença, nesta dança das palavras-chaves, é que Heat Ledger, infelizmente, será um assunto passageiro, enquanto “loira nua” deverá crescer no ranking nesta época pós carnaval. A mistura heat ledger + loira nua, com quase certeza, vai abrir um outro veio de busca. E eu já estou lamentando não ter feito uma mini-pesquisa em cima disso, com um acompanhamento menos informal deste processo.
E para terminar, sem frustrar quem veio aqui atrás do Ledger (para as loiras eu estou me lixando), indico este texto do Inagaki, sobre a comovente homenagem à Heat Ledger, feita por Daniel Day-Lewis .
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fev 05 2008
web 3.0 – individualidade ou a sofisticação da dominação do mercado?
Eu pertenço ao grupo dos que pensam que as denominações web 1.0 , 2.0 e, agora, 3.0 têm sua utilidade para designar aplicativos, processos, cultura de um determinado estágio de desenvolvimento da web. Porém, não são períodos distintos, não são rupturas no que se poderia chamar de um paradigma web.
Josh Catone, no Read Write Web, comenta a matéria de Jemima Kiss no jornal UK’s Guardian, onde ela afirma que a web 3.o seria sobre recomendação e personalização. Diz ela:
“Enquanto os Tim Berners Lee do mundo trabalham para que a linguagem da web funcione mais eficientemente por trás do cenário, nossa tarefa é trabalhar inteligentemente com estas tecnologias em nossos negócios.” (tradução BEM livre)
E cita o Facebook Beacon (que já comentei aqui, pela controvérsia que causou um tempo atrás), a Last.fm como exemplo do processo de personalização e recomendação.
Josh Catone comenta que o cenário desenhado por Jemima Kiss é o sonho dos marqueteiros. E evoca as definições de web 3.0 que seus leitores construiram, salientando a de Robert O’Brien, que definiu a web 3.o como um “eu assíncrono e descentralizado”. Web 1.0 : Centralize-os; Web 2.0: Distribua-nos; Web 3.0: Decentralize-me. – escreveu Robert.
Catone comenta que tanto Kiss, como O’Brien apontam para a recomendação, a personalização, que são as promessas da web semâtica. E continua dizendo que “a maneira mais fácil de vender a idéia da web semântica aos consumidores é falar de como ela tornará as suas vidas mais fáceis. Quando as máquinas entenderem termos humanos e aplicarem isso ao manejo da informação, nós teremos uma web que sabe o que queremos e quando queremos”.
Será?
Na seqüência, Catone cita Sramana Mitra que, na sua opinião, coloca a coisa em outros termos. Mitra afirma que na web 3.0 veremos a emergência da informação contextualizada e, a partir daí, a web 3.0 se dirigirá à estas necessidades em seu contexto.
Será? Será?
Eles >> Nós >> Eu – Nesta ordem, aparentemente a web 3.0 seria a morte da web social. Sim, se considerarmos os pronomes. Não, se considerarmos os verbos. A web 3.0, ou o caminho que a web está seguindo no momento, é a da escolha das conexões, neste processo onde o ‘eu’ se descentraliza e filtra as suas conexões com o que ‘nós’ distribuímos, abrindo mão de muita coisa que alguns centralizaram.
Ou, tudo isso entraria na lógica maior, no contexto onde todas as webs estão inseridas?
Na lógica da informação como mercadoria e, também, como matéria prima de mais informação-mercadoria. Na lógica das necessidades criadas, na economia do desperdício, tão característica da nossa época.
A grande luta será identificar as nossas necessidades e escapar dos identificadores (criadores) de necessidades que embalam a informação no conteúdo e formato que querem que elas sejam consumidas.
A web 3.0, neste caso, seria a descentralização e a liberdade de escolha entre as opções oferecidas… No fast food em que parte da web vem se transformando, aquilo que escolhemos hoje, determinará aquilo que nos venderão amanhã. E se vende a própria possibilidade de vender alguma coisa…
Porém, como as coisas não são ou isso ou aquilo, e, sim, são muito mais complexas e interconectadas, é possível pensar caminhos alternativos no desenvolvimento da web. Tenha ela a numeração que tiver. Até porque estas versões 1, 2, 3 coexistem, neste exato momento.
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