nov 17 2008

O futuro da aprendizagem online

Categorias: ead,educação,ticSuzana Gutierrez @ 13:39

Há dez anos, Stephen Downes escreveu um artigo falando no futuro da aprendizagem online prevendo o que, no seu entender, iria revolucionar a educação nos anos seguintes. Hoje, ele faz uma releitura destas previsões, comparando com o que realmente aconteceu nos entornos educacionais na última década.

The Future od Online Learning: Ten Years On é uma leitura obrigatória, pela reflexão que traz sobre o desenvolvimento da educação mediada por computador e pelas idéias de Downes sobre o que parece estar se constituindo no futuro.

Interessante e possivelmente controversa é a seção em que ele aborda o ‘mercado’ da educação. Aqui ele sinaliza um movimento já bastante percebido: a empresa, ao invés de criar e vender conteúdo educacional, se dedica à prover a plataforma para que o usuário crie o conteúdo educacional. A controvérsia fica por conta das questões de autoria e de trabalho.

Outra movimentação já percebida e que eu creio que vai se intensificar com o tempo é a do progressivo abandono de plataformas educacionais institucionais por ambientes pessoais de aprendizagem operando em rede (penso que já abordei este assunto aqui no blog; se encontrar linko).

Nesta tendência, ao participar de um curso, por exemplo, o aluno ao invés de adentrar um ambiente online (AVA, LMS) e usar os recursos e organizar suas coisas dentro da plataforma, vai trazer para o curso o seu ambiente pessoal de aprendizagem (PLE – APA) e conectá-lo aos demais APA e aos recursos distribuídos do curso.

Uma proposta que combina bem com os conteúdos educacionais e recursos abertos.

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nov 04 2008

a inserção das TIC no trabalho e na formação do professor

Categorias: ead,educação,trabalhoSuzana Gutierrez @ 16:09

Congresso encerrado e eu continuo pensando nos debates do forum.

Uma das questões que levantei com minha palestra foi a da contradição central que tensiona a inserção das TIC no trabalho dos professores: a tecnologia que vem para enriquecer e facilitar o trabalho do professor (e a aprendizagem de todos) acaba por intensificar o seu tempo e ritmo de trabalho.

Participar de foruns, ler e responder emails, ler\ comentar blogs, e outras atividades que envolvem as TIC vem, na maioria das vezes se somar as demais atividades que o professor já exerce e são realizadas, quase sempre, no seu ‘tempo livre’.

É por aí que penso que existem dois tipos, no mínimo, de resistência às TIC: a daqueles que simplesmente se recusam a pensar em modificar as suas práticas; a daqueles que mesmo reconhecendo as possibilidades das TIC não as aceitam na medida em que não são oferecidas as condições para seu uso, seja em espaço na carga horária ou remuneração, seja em formação.

Quando é bem provável a inclusão da EAD no ensino médio (São Paulo já está nessa), estas questões são importantes, bem como o surgimento e proliferação desta modalidade de professor de segunda categoria chamado “tutor”.

Como as questões acima estão apenas esboçadas, já antevejo algumas contestações. mas elas vêm bem, na medida em que movimentam o debate.

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nov 01 2008

Congresso

Categorias: ead,educação,tecnologia,ticSuzana Gutierrez @ 05:01

O I Congresso de Tecnologias na Educação está entrando na reta final com um movimento fantástico em todos os espaços.

Eu gostaria de agradecer aos colegas e às colegas que acessaram a minha palestra trazendo provocantes e enriquecedoras contribuições. O teórico complementado pela experiência prática e a vivência de tantos educadores foi decisivo para que os objetivos propostos no tema fossem alcançados.

Hoje, quando São Paulo autoriza a EAD para o ensino médio, é mais do que nunca necessário discutir as formas como isso acontecerá e que implicações terá na formação e no trabalho do professor.

Serão estes 20% da carga horária de estudos destinados a alunos e professores para que realizem atividades online (troca de emails, leitura e edição de blogs, participação em foruns e ambientes educacionais, pesquisa, …) ou serão destinados à disciplinas específicas onde o conteúdo elaborado por um professor é colocado online para que os centenas alunos “cursem” auxiliados por tutores contratados por salários baixos e sem direitos trabalhistas?

Nosso diálogo no forum em torno destas questões com sérias implicações na formação e no trabalho do professor e na educação como um todo, especialmente em intersecção com as TIC atinge, até este momento, 169 contribuições.

Mais do que renovar e enriquecer a nossa prática, temos que pensá-la. Muito obrigada!

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out 26 2008

I Congresso de Tecnologias na Educação

Categorias: ead,educação,eventos,ticSuzana Gutierrez @ 12:26

Vai começar!!!

Saiba mais:

)) Site do Congresso

)) Yahoo educação

)) Blog do Congresso

)) Moodle

Eu apresento uma palestra (( Professores Conectados )) e estarei disponível para debate. Aliás, o texto é a provocação, o importante será a construção conjunta. Vamos conversar sobre a nossa formação e trabalho no contexto onde as TIC adentram o cotidiano, inclusive o escolar.

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ago 02 2008

I Congresso de Tecnologias na Educação

Categorias: ead,educação,eventos,ticSuzana Gutierrez @ 05:43

Iniciativa do pessoal da lista Blogs_Educativos, será um evento on-line e assíncrono que tem como objetivo reunir professores e pesquisadores de todos os níveis de ensino em torno de questões de interesse relacionadas ao uso das tecnologias da informação e da comunicação na educação.

Serão mini-cursos, relatos de experiências, apresentação de trabalhos, fóruns e palestras.

Mais informações no site e no blog do congresso:

http://cte.comunicar.pro.br/

http://congresso-tec-educacao.blogspot.com

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ago 05 2007

Educação, agregadores e ambientes de aprendizagem**

Categorias: blog,ead,educação,pesquisa,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 05:19

Comecei a usar agregadores em 2003, na época em que rssficar um blog era ainda artesanal. Usei inicialmente o NewsDesk e, mais tarde, o Sharpreader. Fiquei bons anos no Bloglines e, agora, venho usando o Google Reader, para testar e, também, porque me deu a maior preguiça de ajeitar a miscelânea de links no meu Bloglines.

Hoje, usar um agregador para ler conteúdo na web ainda é algo novo para educadores e para o usuário comum. Mesmo que a agregação/distribuição de conteúdo venha mais nitidamente associada com os navegadores e com os blogs.

Falando nisso, estes dias me dei conta de como, em 2002, fui visionária (eu e alguns poucos no Brasil) ao iniciar a pesquisa sobre os blogs e de como eles previsivelmente explodiram em 2004 e estão se tornando material didático essencial para professores em 2007.

E, também, de como fui paciente ao resistir às críticas veladas (ou não) e a falta de escuta quando apresentei meus primeiros trabalhos sobre blogs e rss. Muitos daqueles e daquelas que com um sorrisinho irônico descartaram sumariamente o que eu estava trazendo, hoje se intitulam blogueiros e não vivem sem um wiki 🙂

Pois é, para mim os ambientes virtuais de aprendizagem fechados estão com os dias contados. Veremos cada vez mais a distinção entre uma educação online* “emissor-receptor”, aquela onde os professores postam documentos em MSWord contendo “instruções” e os alunos devolvem outros documentos iguais contendo as respostas e uma educação online realmente de rede, onde blogs, wikis e outras páginas dinâmicas se interlikem e criem e recriem uma aprendizagem social, dialógica e colaborativa. Os ambientes fechados permanecerão apenas na medida em que a hegemonia do ensino-mercadoria tiver força e na medida em que os teóricos da ead que nunca viveram a rede decidirem as coisas.

*educação online pode não ser a expressão ideal aqui, mas é conhecida.
** não esperem muita coerência nesta postagem, eu estava pensando alto enquanto dava um novo lugar para o meu antigo bloglab

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jun 01 2007

Junho, o basquete e a ead

Categorias: basquete,ead,educação,rastrosSuzana Gutierrez @ 05:34

aprendendo juntos

Devo estar batendo o meu record de falta de postagens. Uma por mês?
Quando fevereiro iniciei a correria de 2007, pensei que coisas fossem se ajeitando em março, depois da confusão inicial de horários e atividades.

Que nada! Estou entrando em junho e a correria continua. Se eu jogasse efetivamente em 30% das aulas e treinos que dou de basquete durante a semana, estaria pronta pra ser drafitada para a NBA, para disputar a vaga com o Steve Nash nos Suns.

À noite e nos fins de semana o computador e a UFRGS me pegam de jeito e as 24h estão ficando curtas. A EAD, às vezes, é um jogo tão animado quanto o basquete. E é por estas que o doutorado vai um pouco à deriva.

Ontem finalizei todas as minhas estréias nos Jogos Abertos da Prefeitura de Porto Alegre, Basquete Masculino nas categorias Mirim, Infantil e Juvenil. As vitórias estão em maior número que as derrotas nos resultados odficiais das partidas. Nos resultados reais, eu considero que estamos empatados em vitórias e derrotas. Nem sempre um time que vence, jogou bem (em todos os sentidos), assim como, nem sempre um time que perdeu a partida foi derrotado em todos os sentidos.

Alguns professores condenam competições esportivas por achar que elas refletem somente a sociedade individualista e extremamente competitiva em que vivemos (e ajudamos a criar). Eu não concordo, embora algumas competições e a postura de alguns técnicos e atletas possam realmente encaixar como uma luva nesta afirmação.

Porém, a maioria dos técnicos, pelo menos no nível estudantil, são, antes de qualquer coisa, educadores e, por isso, a competição é muito mais que uma disputa. Um jogo, sobretudo em desportos coletivos, envolve tantas possibilidades de aprendizagem que, supera em muito uma manhã de aulas na escola.

Aprende-se a olhar o nosso processo, reconhecer os erros e acertos, avaliar, decidir, cooperar. Aprende-se a lidar com as emoções, a ter controle, a ouvir, a obedecer, e a desobedecer, também 🙂 Aprende-se a ser amigo, a valorizar o outro. A enfrentar desafios, a ter humildade e solidariedade.

Estudar a distância (online) é mais ou menos como participar de uma equipe, talvez muito mais do que estar numa classe presencial. Porque, na EAD, precisamos muito do outro. Da sua pronta resposta, da sua atenção, do seu empenho em comunicar bem.

Por isso, eu não considero que a EAD possa sobreviver como educação de qualidade, dissociada da formação de uma rede entre alunos / professores/ cursos. Preencher questionários, executar atividades solitárias, passar textos por email como única opção de aprendizagem é algo muito pobre. É como tentar jogar basquete sozinho. Pode-se até fazer uma bonita jogada, mas à quem ela vai emocionar? O quê se vai aprender?

Bom… hora de trabalhar…

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abr 30 2007

web what?

Categorias: blog,ead,educação,webSuzana Gutierrez @ 06:37

Quando, em 2002, eu comecei a pesquisar os blogs, não havia quase nenhum material nacional sobre eles. Já havia uma boa quantidade de blogs (nada comparado com a explosão posterior, do final de 2004), mas nada escrito sobre eles. O pouco material que achei foi em inglês e nada muito desenvolvido. Eram idéias de alguns que começavam a pensar os blogs, além de usá-los. Em 2003 e 2004, quando desenvolvi minha pesquisa sobre eles no mestrado, encontrei barreiras, críticas quase sempre questões como:

Por que vais pesquisar uma coisa que daqui uns meses pode não existir mais, como tantas ondas que surgem e se vão? A minha aposta era que a onda viera para ficar. Minha banca de qualificação do projeto de mestrado acreditou em mim, tanto que achou que isso era uma tese. Por motivos de foro 🙂 trabalhista acabei fazendo uma tese de mestrado.

Neste últimos anos os blogs se consolidaram com o espaço de autoria e de expressão pessoal e livre, surgiram os wikis transgredindo mais uma vez as formas de apropriação da escrita e da autoria. As tags e os links sociais (del.icio.us), o compartilhamento de imagens (flickr, youtube), tudo apontando para uma revolução na web (mais uma!), a web chamada 2.0, uma nova versão da web.

E a web 2.o com seus aplicativos conversadores ganhou as graças da mídia (até porque deu uma cabeçada a la Zidane nos peitos da mídia tradicional e nem tão tradicional) e hoje já falamos em web 3.0. Nisto tudo, a educação (e suas personificações na academia e nas escolas), que torceu o nariz para os blogs, que olhou com cara de “ela é louca” quando (em 2004) apresentei um artigo falando das possibilidades da agregação de conteúdo (rss) em educação, vem engatinhando ainda. As mãos apoiadas na web 2.0, mas os pés ancorados firmemente na web 1.0, ou (pior!) até nas eras educacionais pré-web.

Enquanto o ensino online ainda segue moldes Lancasterianos e o modo dissociado de emissor/receptor ainda é maioria, alguns educadores se esforçam em transformar as coisas, trazer a academia para a rede e a rede para a academia, linkar pessoas e projetos e não fechá-los em núcleos e qualis, em AVAs recheados de .docs. Poderão eles alguma coisa? Ou terão de chamar o Chapolim Colorado para os proteger e os livrar das prisões das verbas públicas para pesquisa e suas apostas cretinas em umbigos já muito conhecidos que estão reinventando a roda, digo, trabalhando na criação dO AVA? web what?

Pois é…, faz uns seis meses que eu ando quieta, desconfortável, mas alguma coisa está me parasitando…

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set 30 2006

doutorado, basquete e pedagogia à distância…

Categorias: basquete,cmpa,doutorado,eadSuzana Gutierrez @ 19:51

Quase como sexo, mentiras e vídeo-tape, uma coisa não combina com a outra, ou muito antes pelo contrário? Acho que nesta curta existência eu não vou ter tempo de refletir sobre isso, logo sigo no doutorado, treinando basquete e sendo professora da pedagogia à distância 🙂 E espero fazer tudo isso bem, pelo menos vou empenhar 100% do meu comprometimento, da minha vontade e do meu desejo. (além de 35% das minhas unhas…)

Assim, no basquete vamos ganhando e perdendo, mas aprendendo sempre e nos tornando uma equipe. E construindo amizades, parceria mesmo que pode fazer mais que pontos no jogo.

No doutorado é tempo de encubar, de fazer um caldo de cultura (é assim q se diz?) para certos virus. Virus de tese, eu espero. Um momento para dentro cujo limite é o início do ano (espero isso, tb).

No PEAD ando me comovendo, conhecendo trajetórias tão parecidas e, ao mesmo tempo, tão singulares. Professoras e alguns pouquíssimos professores. Todos e todas com tantas esperanças. Novos alunos de um novo espaço da UFRGS. E eu lá, tendo o privilégio de estar junto, de aprender junto.

Pois é, dá pra ver como uma tese é basquete e basquete é formação de professores, assim como formação de professores é uma tese que, por sua vez se assemelha a uma boa partida de basquete. Técnicas, táticas, estratégias e, em tudo e sobretudo, muita paixão… Paixão daquela bandida, que desacomoda, que dói um pouco, mas que faz viver tudo o que de outra forma poderia parecer ou estar morto.

Hoje é sábado, ganhamos duas partidas de basquete e estamos liderando uma competição, respondi uma penca de mensagens, comentei um outro tanto de tarefas feitas, li um pouco da montanha de textos que reservei para ler, fofoquei no MSN e na comunidade do basquete do CMPA no Orkut e no telefone, também.

A foto? Esqueci de dizer que os atletas são um pouco parecidos com a técnica. Jogam basquete e tem uma banda chamada Twilight Soldiers. E eu lá tietando 🙂 E tudo nesta semana!

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maio 27 2006

retornando das quadras

Categorias: basquete,basquete cmpa,ead,ufrgsSuzana Gutierrez @ 07:06

equipe de basquete do CMPAbasquete cmpa, postada por suzzinha.

Pois foi por onde fiquei nos últimos tempos. E o pior que de quebra galho oficial eu estou assumindo inclusive para mim mesma a tarefa de ser técnica de uma equipe de basquete. Coloco a coisa assim em destaque porque, embora já tenha praticado e sido técnica de muitos esportes, basquete não foi um deles.

Porém, eu tenho alunos que adoram basquete e que precisam de alguém que, pelo menos, abra o espaço para que eles possam treinar e jogar. Pois é isso que venho fazendo desde o ano passado. Este ano, esta atividade vem tomando cada vez mais espaço e, se no princípio me atrapalhou por causa das muitas coisas que tenho de dar conta no doutorado, agora … ela continua atrapalhando 🙂 , só que eu estou gostando. E aí a coisa complica… porque na seqüência eu estou estudando, pesquisando e me envolvendo até as orelhas em tudo isso.

Por que?

Porque eu gosto e gosto e gosto 🙂

Outra coisa da qual eu gosto e gosto e gosto é trabalhar com EAD e isto está sendo possível na formação de tutores para o PEAD, que vai ser uma grande pré-estréia do Curso de Pedagogia à Distância da UFRGS. Tivemos nosso primeiro encontro na semana passada e gostei bastante. O pessoal é bastante aberto para novidades, se empenha em conhecer e explorar. Nossa atividade foi meio nervosa, pois iniciamos com o tempo já queimado e tivemos de acelerar um pouco. Porém, as atividades da semana já estão rolando e vamos ver como tudo isto se fecha até o próximo encontro.

Em tempo: o curso acontece no e-proinfo e usamos um blog como página das atividades da formação.

Abaixo, um blogroll dos blogs dos professores/tutores (eu não gosto desta palavra tutor, mas isso é assunto para outro post):

Visitem !

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ago 25 2005

Universo EAD – agosto de 2005

Categorias: blog,ead,educação,suzana gutierrezSuzana Gutierrez @ 20:31

Saiu no Boletim do SENAC SP a matéria de Ivanir Costa sobre o uso pedagógico dos blogs. Eu participei contribuindo com a minha experiência e os diversos projetos nos quais venho atuando desde 2002.

Um pedacinho da matéria:

Professores e alunos já usam todos os atrativos dos diários online para criar uma rede de ensino e comunicação
Os blogs estão se profissionalizando e deixando de ser apenas “diário virtual adolescente” para virar palco de discussões e fonte de informações para muitos setores. No mundo corporativo, vários executivos têm seus próprios blogs, assim como jornalistas renomados também mantêm um canal próprio de informação e discussão. E esta febre começa a contagiar professores e educadores, que já vêem nos blogs uma alternativa para comunicação na educação e um excelente meio para oferecer uma formação descentralizada.

Suzana Gutierrez atua com blogs desde 2002. Começou em um projeto com alunos da faculdade em que trabalhava e incluiu o assunto em sua dissertação de mestrado. A partir daí, se envolveu em vários projetos, como o Relendo Clássicos, blog colaborativo de uma disciplina do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS; o Prática Educativa em Medicina, blog colaborativo da disciplina de mesmo nome da Faculdade de Medicina da UFRGS; o InTramse, com notícias do Núcleo de Estudos e Experiências em Trabalho, Movimentos Sociais, Saúde e Educação (TRAMSE) da UFRGS; e o Argumento, blog-revista do TRAMSE/UFRGS.

leia mais

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jun 05 2005

Aulablog

Categorias: blog,colaboração,ead,educação,projetos,ticSuzana Gutierrez @ 13:23

Vamos colaborar?

Hoy anunciamos oficialmente el nacimiento de Aulablog.com. Se trata de un proyecto cuyos inicios describí en Hoy nace aulablog.com hace ya 5 meses. Es un portal creado por un amplio grupo de profesores de habla hispana interesados en la utilización de la Tecnología Digital en el aula en general centrado especialmente en el uso educativo de los blogs. Mucha gente ha trabajado para que sea una realidad pero os aseguro que el “alma mater” de todo ha sido el profesor Luis Barriocanal .

El portal está gestionado con Mambo y os invito a que os registréis y participéis en su desarrollo y mantenimiento aportando enlaces, manuales, tutoriales, experiencias y participando en sus foros.Pretende ser una referencia para toda persona que quiera comenzar en el maravilloso mundo de los blogs asimismo encontrareis numerosos recursos e ideas para usar las TIC en el aula.

Un saludo de Francisco Muñoz de la Peña

Eu já me inscrevi 🙂

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jun 03 2005

V Ciclo – relatos de 02/06/2005

Categorias: ead,eventos,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 08:13

Assisti quase todas as palestras do dia, depois de ter encaminhado as minhas aulas no CM. Anotei pouco, mas aproveitei bastante as apresentações. Não teve muitas novidades e tem uma coisa que me chamou a atenção. Quase nenhum trabalho, pelo menos na apresentação, faz algum tipo de contextualização para dar uma idéia da totalidade onde o tema abordado se insere. As coisas ficam como que perdidas num limbo e, então, algumas grandes confusões teóricas podem obter espaço.
Minhas anotações:

>> Projeto Arara de Brinquedo – Paulo Bortoli – Editora Arara Azul – Petrópolis/RJ
Produção de CDs educacionais para surdos. O trabalho apresentou uma boa revisão teórica sobre as possibilidades dos jogos na aprendizagem. Os softwares são elaborados usando um programa chamado ‘superlink’ << acho que anotei isso errado. >> Videoconferência – Usando Tecnologias Interativas como Suporte para Autoria e Construção Colaborativa de Conhecimento – Jorge Ferreira Franco – Poli/USP
Relato de experiências e participação nos projetos Caverna Digital USP e A cidade que a gente quer.
O ar condicionado ligado e fazendo um barulhão e a pouca qualidade da transmissão (nem tanto técnica, quanto de pouca experiência no uso da tecnologia) dificultaram bastante o entendimento.

>> AVALWEB – Sistema interativo para gerência de questões e aplicação de avaliação na WebCarlos Morais – PPGIE/UFRGS
Apresentação de um gerenciador de questões e exercícios que gera avaliações e relatórios. O software é livre (PHP, MySQL), tem módulo professor/aluno, envia email, cadastra turmas, disciplinas, tópicos e questões. Processa auto-avaliação, também. Emite relatórios diversos.
desenvolvido e documentado na dissertação de Rodrigo Ferrugem Pedroso e na do autor do trabalho.
Para testar: AVALWEB

>> Tecnologia e educação: relações históricas, locais e mundializadas – Fabiane Maia Garcia- ICHL/Universidade Federal de Amazonas
Para mim este foi um dos melhores trabalhos apresentados no V Ciclo. Trouxe questões que ficam à margem da maioria dos trabalhos. Por exemplo: o papel dual que a tecnologia tem na sociedade.
A autora relata a partir da realidade do Amazonas, onde as tecnologias chegam encantando e motivando a escola, num primeiro momento, para depois serem rejeitadas e abandonadas. Abandonadas não só pelos professores que se sentem temerosos e impotentes ante os pacotes tecnológicos que recebem sem participação ou escolha. Abandonadas, também, pelo governo que descobre que a tecnologia demanda investimento constante e que o que o que ela vem enriquecer não deixa de existir sem ela. A escola funciona sem computadores, por ex.

A autora faz um paraleo interessante entre técnica e tecnologia, nos moldes que eu fiz na minha dissertação, mostrando a vinculação da tecnologia à ciência na sociedade capitalista. Salienta a diferença das tecnologias computadorizadas das outras tecnologias, na forma de sua implementação na escola, com um caráter mais impositivo. Aponta, também, as questões éticas vinculadas ao conhecimento (=poder) na sociedade atual.

Gostei especialmente quando ela criticou de forma indireta a maioria dos trabalhos apresentados sobre softwares educacionais ou pedagógicos dizendo que a grande maioria deles ainda funciona no paradigma de premiar a resposta correta com palminhas e musiquinhas e que alguns deles são claramente deseducativos.

Participei da discussão acrescentando que um dos fatores de rejeição da tecnologia por parte dos professores é a sua interferência nos processos de trabalho, principalmente porque ela, contraditoriamente, vem facilitar o trabalho ao mesmo tempo que intensifica a carga de trabalho, pois gera novas tarefas ao profissional.
Incrivelmente, esta contradição fica fora da maioria dos trabalhos e tem alguns até que tem o topete de afirmar que a tecnologia libera ‘tempo livre’, como se cada um de nós não sentisse na carne que cada vez se trabalha mais.

>> Gestão de Recursos Educacionais: um relato de casoRaymundo Carlos M. Ferreira Filho – UFRGS
Ambiente de aprendizagem / repositório de objetos educacionais.
ENGEO
* trabalho que contextualiza a tecnologia dentro da sociedade do conhecimento e tem como norte atender exigências de se adequar ao mercado. Resta saber se esta fundamentação perpassa a estruturação do próprio ambiente.

>> Possibilitando um vínculo contínuo de universitários egressos da UFPEL através do desenvolvimento de um portal – Beatriz Wilges – UFPEL
Exatamente o que diz o título. Incrível que é o segundo ambiente a assumir ares orkutianos 🙂
Portal << está dando erro na página.
Pelo que foi mostrado na apresentação, o portal não é uma página dinâmica e não distribui conteúdo usando rss ou atom. No meu entender, assumiram a arquitetura depósito do orkut, logo agora quando já existe por aí um movimento de orkuticídio.

>> A convergência digital dos meios de comunicação e seu impacto na qualificação dos profissionais da área – Graciana Simoni Fischer – UFSC
Deste trabalho só me ficou a salada teórica que faz a autora ao trabalhar com os conceitos de Qualificação X Competências (assim X mesmo), apresentando o modêlo de competências como um avanço (superação!) do antigo (histórico!) paradigma da qualificação. Ia render uma boa discussão e a Fabiane Garcia até começou, mas foi abortada pelo adiantado da hora. Foi neste trabalho que veio a pérola afirmativa: a tecnologia libera tempo livre, inclusive falando em ócio criativo.

>> O Ensino de Heurísticas e Metaheurísticas na área de Pesquisa Operacional sob a ótica da Educação Dialógica Problematizadora – André Zanki Cordenonsi – UNIFRA/UFSM
Notas sucintas: 1 – AMEM ; 2 – Porque ele não usou Paulo Freire?

>> Palestra convidada: Licenciaturas a distância: a experiência do Consórcio CEDERJ – Prof.Celso Costa – UFF – Vice-Presidente de Educação a Distância do Consórcio CEDERJ.
Foi a palestra mais prestigiada do V Ciclo. A única apresentação em que não pareceu em nenhum momento que os coordenadores estivessem ali cumprindo o programa, apenas. Atraiu professores dos mais remotos recantos da Universidade, até então não vistos no V Ciclo (a grande maioria não esteve presente em nenhuma das apresentações de trabalho que assisti).

Foi bastante interessante conhecer a experiência do CEDERJ, sua estrutura e o atual estado de seu projeto. Foi divulgado que teremos um link para a apresentação, então deixo que ela se auto-explique.

Por aqui encerrrei as transmissões 🙂

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jun 01 2005

Direto do V Ciclo de Palestras do CINTED – terceiro dia

Categorias: blog,ead,eventos,software,tecnologia,tic,ufrgsSuzana Gutierrez @ 19:02

Hoje o dia foi cheio. Começou com a palestra do Dr. José Ottoni Outeiral, às 7h:30min, no CMPA. O tema foi relações afetivas na sala de aula e o principal assunto foi o uso de drogas e a sexualidade. Foi uma boa palestra, embora o contexto apontado como causador dos maiores problemas fique no nível da sociedade atual, sem no entanto abordar o modo de reprodução sócio-metabólico no qual vivemos.

Terminou ali pelas 9h, quando eu tive a felicidade de saber que por atividades diversas não teríamos as aulas de educação física da manhã. Assim, pude me catapultar para a FACED/UFRGS e assistir algumas palestras, além de me preparar para a minha apresentação, que estava marcada para as 14h.

Ontem, não pude participar como queria e thoje tomei poucas notas. As anotações de hoje:

>> A concepção do aluno sobre a própria aprendizagem ao utilizar ambientes virtuais – Alexandra Lorandi Macedo – PPGEDU/UFRGS
Peguei a apresentação no fim e foi uma pena, pois esperava poder assistir este trabalho. Foi mais um daqueles que abordaram as eternas dificuldades em se fazer funcionar a interação online. Na pesquisa que realizaram constataram que os alunos da graduação interagem e participam mais que os do pós-graduação. << Alguma coisa sobre isso eu falo na minha dissertação, também. >> Processo de Desenvolvimento de Software Educacional: proposta e experimentação Everton FlávioUNIVALI – Itajaí/SC
Relato do processo de criação de um software educacional para o ensino fundamental, o Softvali. Desenvolvido na UNIVALI para o projeto Escolas sem Fronteiras de Blumenau, Santa Catarina.
O software, desenvolvido iterativamente por uma equipe multidisciplinar, é um ambiente lúdico onde o aluno pode visitar um museu, fazer compras num supermercado, ir ao cinema, etc. Nestas atividades estão incluidas: matemática, artes, alfabetização, educação ambiental. A novidade é que o software é configurável, suportando acréscimos e modificações. O de sempre é que foi feito para Windows, por este ser o sistema operacional usado nos laboratórios das escolas de Blumenau. [mais infos]

>> Videoconferência: Adaptação de Interfaces em Ambientes Virtuais de Aprendizagem com Foco na Construção Dinâmica de Comunidades
Paulo Sérgio Rodrigues Lima – Engenharia Elétrica /UFPA
Desenvolvimento de ambientes mais flexíveis e interativos. O ambiente, AmAm, que está sendo construído na UFPA tem uma aparência definitivamente orkutiana.
Traições da tecnologia: o palestrante começou sua apresentação aparecendo de cabeça para baixo na tela. Eu já estava pensando que ele era parente do vovô da família Adams (AmAm…), quando alguém caridosamente resolveu avisar.

>> Weblogs e educação: contribuição para a construção de uma teoria – Suzana Gutierrez – CMPA ; TRAMSE/UFRGS
Foi uma apresentação calma, até porque eu estou semi asmática faz uma semana. Sempre que me empolgava, começava a tossir e tinha de parar para tomar água. Não fiquei nervosa, mas com estes acessos até parecia. Larguei no final aquele desafio/brincadeira de postarem no Vamos Blogar? utilizando o e-mail e enviando imagens. Como eu previa, foi surpresa para a maioria. O legal é que continuaram postando após a minha apresentação.

>> Fatores Relevantes à Formação e manutenção de comunidades virtuais facilitadoras da Aprendizagem – Daniela Haetinger – ESPIE/CINTED
Uma pesquisa realizada com professores especialistas em tecnologias na educação sobre as formas de interação mais usadas e sua importância na formação de comunidades virtuais e na aprendizagem. Abordou, também, os diferentes fatores que contribuem para aformação e para a manutenção das comunidades.
Nota: um dos tipos de interação/uso da tecnologia que teve índice mais baixo em relevância para a aprendizagem foi a transmissão de arquivos de áudio. Logo agora em que os podcasts começam a se firmar como alternativa. Nota 2: entendi que o grupo não conhecia o podcasting.

>> Estratégias de interação entre tutor e estudantes em Educação a DistânciaQuerte Mehlecke – PPGIE/UFRGS
Relato de uma pesquisa sobre EAD (fase 1) realizada em Portugal. A pesquisadora contou que se surpreendeu com o nível baixo de desenvolvimento da EAD na Europa. As alternativas ainda muito usadas se baseiam e material escrito, correio e telefone. [mais]

Depois desta apresentação, desci, tomei um café com meu colega Dileno, que chegou sei lá de onde para sua defesa de tese no dia 15. E debandei porque o cansaço venceu.

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dez 01 2004

rss & scorm

Categorias: ead,RSS,sem categoriaSuzana Gutierrez @ 09:39

Penso que as minhas turbulências mentais contagiaram o Ronaldo e, nem bem ele tinha postado uma excelente resposta, já ampliou em muito a linha de pensamento sobre o assunto. Como ele mesmo disse:

A pergunta* da Su sobre o SCORM continuou a martelar na minha cabeça mesmo depois que eu coloquei a resposta aqui no blog. Como eu mesmo indiquei no final da resposta, eu a achei um tanto insatisfatória. Considerando isso, eu comecei a pensar em alternativas viáveis para o contexto em que ela fez a pergunta.

Daqui em diante ele segue num texto detalhado sobre as alternativas possíveis para o uso do RSS para entregar conteúdo em cursos ou outros ambientes.
Inclusive investiu seu tempo e construiu um exemplo, criando um feed que eu acrescentei no Bloglines e recebi o “curso” ou um link de acesso para uma página que simulava um curso em módulos.

Quem quiser testar (e aqui vai a explicação para o pessoal menos técnico): entre aqui, clique com o botão direito no link (feed) apresentado na página, escolha ‘copiar atalho’. No seu agregador (eu testei no Bloglines), adicione (subscreva) este link (feed) copiado. Vai aparecer um post onde aparece um link Welcome! << é a entrada para o “curso”.
Fazendo o curso: Clique no link Welcome e, quando a página abrir, complete o socilitado. Atualize (F5) a página que aparecerá o módulo seguinte. Repita estes passos até o final do curso.

Ainda não consegui, e vou levar um certo tempo, para assimilar a riqueza do conteúdo do post do Ronaldo, mas alguns pensamentos já começam a passear aqui na minha mente.
Imaginei, trazendo a coisa para o estilo puxadinho, um blog categorizável (ou vários blogs, se tiver que ser mais puxadinho ainda), onde cada categoria seria um aluno e cada categoria teria o seu feed rss. Em cada aluno/categoria seria postado o conteúdo/curso/módulo específico para ele. O aluno receberia este (e os demais) conteúdos no seu agregador de notícias. É possível tudo ser público e aberto como ser particular e acessado por senha.

Caso fosse usado um LMS (ou um ambiente blog, com algumas limitações) o agregador poderia ser um script Java tipo este aqui que puxaria os conteúdos para dentro da página individual do aluno no ambiente.

Antes que eu continue a viajar vou ter que reler as explicações do Ronaldo e ficar torcendo para que ele continue pensando prá este lado J

* Por que o SCORM? Qual a diferença de ser usar SCORM e toda a parafernália que ele implica ou usar, por exemplo, um weblog mais JavaScript e puxar os objetos de aprendizagem para dentro de um ambiente de curso comum ou artesanal?  Faço esta pergunta pensando em escolas estaduais sem apoio ou suporte técnico, laboratórios pequenos sem servidor, professores sem muito conhecimento, etc.

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