jul 16 2003

revolução nas publicações

Categorias: blog,comunicaçãoSuzana Gutierrez @ 20:04

Direito de ter um weblog

Em março deste ano, a CNN pediu ao seu correspondente Kevin Sites que suspendesse o weblog (aqui) que vinha atualizando do Iraque. A ação da emissora se deu porque Kevin é funcionário da empresa e tinha um contrato de exclusividade, não podendo escrever para nenhum outro veículo, nem para o seu próprio.

Dois meses depois, em maio, o jornal Hartford Courant matou o weblog de seu jornalista de turismo Denis Horgan. Ele havia decidido fazer seu próprio site de informações sobre o setor de turismo. Seu editor impediu o feito alegando que havia conflito de interesses. Horgan, por sua vez, afirmou que o weblog é gratuito, não lhe trazia dinheiro e a atualização deste era feito fora do expediente e sem usar os recursos da companhia.

Casos como os dois acima vêm se tornando comuns.

.:: leia na íntegra

Agora a crítica:

Direito de ter um weblog

Um contrasenso a matéria de Mario Lima Cavalcanti: Direito de ter um weblog. É interessante observar a força dos weblogs. A análise do autor é muito ingênua. Faz referência, apenas, a um problema contratual.

O episódio do Kevin foi um prato cheio para os que defendem a liberdade de imprensa, mas não podemos esquecer que existiam cláusulas. E, mesmo com todo aquele papo de liberdades de expressão e de imprensa, cláusulas são cláusulas e, se você as assinou, deve segui-las.

(…) a minha conclusão é que, se uma empresa paga bem e quer ter o direito de exclusividade, tudo bem, contanto que deixe isso muito claro no contrato assinado entre o veículo e o jornalista.

Onde está o equívoco do jornalista? Simples. Da mesma maneira que a ruptura do paradigma da música e do software aconteceram, vemos a ruptura no modelo de distribuição da informação. Os weblogs quebram este monopólio. E as leis vigentes não tem muito valor nessa nova ordem. O que vale a proibição do mp3? Para quem usa o Gnutella ou o Kazaa não vale nada. E as licenças dos softwares? Viva o software livre!

Os meios de comunicação tentam coibir esta forma de expressão. Uma tendência de ridicularização desses diários pessoais. Mas, na verdade, o colunista angaria mais reputação no seu weblog do que nas tripas de papel. E ao contrário, muita gente acaba acessando a velha imprensa por causa do weblog do colunista. Muita briga vai rolar, muita notícia vai ser gerada para nos contar que essa revolução não será televisionada.

fonte: MarketingHacker

.:: dando um pitaco: Esta é uma questão que tende a ser cada vez mais discutida e receber novos aportes na área da comunicação, mas, também, na política e educação. As publicações na web cada vez mais facilitadas e acessíveis põem em prática concreta a idéia de comunicação de ‘todos para todos’. Para mim um ponto de bifurcação, à la Prigogine, na comunicação e nas publicações. Caos, incerteza dos rumos e, sobretudo, a irreversibilidade.

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jul 13 2003

o futuro do jornalismo

Categorias: cibercultura,comunicaçãoSuzana Gutierrez @ 18:22

Howard Rheingold, um dos pioneiros a falar das comunidades virtuais, profetiza no seu livro

“Smart Mobs: The Next Social Revolution” that advances in technology would soon give everyone the tools they need to publish independent reports of news events as they are happening directly to the Web and other platforms.

…que os avanços na tecnologia vão em breve dar a qualquer um as ferramentas necessárias para publicar reportagens independentes de eventos no meomento em que estiverem acontecendo, diretamente para a www ou outras plataformas. (tradução minha)

Isso já vem acontecendo e acontecerá com maior amplitude com a disseminação dos novos telefones móveis e de toda a tecnologia wi-fi.

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