jan 20 2010

informação, comunicação, educação e pesquisa

Nos últimos dias tenho lido muito, pensado muito e escrito muito pouco 🙂  Beirando aquele ponto no qual a quantidade (de informações) acaba alterando a qualidade, aumentando a fragmentação e  desinformando.  Mas, … este blog serve, também, para manter registros e sinalizar por onde andava su nesta semana.

Leituras

Como deve ser a escola que atende aos interesses e ideais da classe trabalhadora do campo e da cidade? Essa é a principal questão colocada no livro “Escola Itinerante – na fronteira de uma nova escola“, de Isabela Camini, publicada pela editora Expressão Popular. in MST.org

Isabela é minha colega na UFRGS, na linha de pesquisa Trabalho, movimentos sociais e educação. O livro pode ser adquirido na Expressão Popular que tem bons preços e os livros (encadernações) são de excelente qualidade. A editora Expressão Popular tem blogue e twitter.

Pesquisadores

O Rogério Christofoletti compilou uma interessante lista dos endereços “Twitter” de diversos pesquisadores na área da comunicação.  Esta semana pretendo tirar um tempo para ir conhecendo os colegas que ainda não conheço.  E já solicito:  coloquem no perfil do twitter o endereço de seus blogues 🙂 – Lista de Pesquisadores no Twitter

Haiti

É bom transcender o Jornal Nacional, a Veja, a Zero Hora e toda a nossa midia que está tendo xiliques com o PNDH e ler alguma coisa que não seja espetaculenta, imediatista e incompleta. Recomendo:

Os pecados do Haiti – por Eduardo Galeano para a Agência Carta Maior.

O que você não está ouvindo sobre o Haiti, mas deveria estar – Carl Lindskoog para Operamundi.

EUA ocupam o Haiti – síntese do Dialógico

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set 27 2009

observações sobre o Twitter

Categorias: brincadeira!,comunicação,midiasSuzana Gutierrez @ 13:26

Vou começar avisando que esta entrada não se enquadra em classificações como “pesquisa”, por exemplo. Trata sobre percepções, intuições, fruições e algum divertimento 👿

Não acompanho regularmente o twitter, dou uma olhada de vez em quando e twitto mais de vez em quando ainda. Porém, em certas ocasiões, percebi uma reação minha que combina a informação twittada por alguém com o seu avatar\foto no twitter. Explicando…, aquela imagem que acompanha cada emissão, aliada ao tipo de emissão que cada usuário costuma fazer, influencia a minha percepção e a minha compreensão sobre a mensagem.

O tipo de imagem (foto, avatar, símbolo ou logo, …), a posição da imagem (virada para o texto ou outras tantas posições possíveis), o foco, a proximidade, a expressão (no caso de fotos), … todas estas coisas conferem à mensagem uma diferença\consistência\coerência\gênero\… de sentido.

Fotos e avatares virados para o texto, com o olhar direto para o texto conferem objetividade. Se o olhar se dirige para o alto, alguma abstração, reflexividade, utopia, até. Se olha para baixo, a informação certamente é confidencial ou para poucos. Por aí vai 🙂  A imagem me faz esperar um certo tipo de mensagem e certamente dá um tom para aquelas que poderiam, não fosse a imagem, ter um outro colorido.

E, para brincar um pouco,  eles não parecem dizer:

anabee: eu estava passando e…
alemos: Pensem comigo…
christofoletti: Hum, … por outro lado…
dasilva: Não tenho certeza, mas…
douglas: Não querendo espalhar, mas me contaram…
ericmessa: Em primeira mão, …
hd: antes de qualquer coisa, hackeem…
inagaki: uma opção pode ser…
lucia: certo que estou pensando bem mais do que estou dizendo…
mattar: anotem aí: 1)….
markun: vou explicar de novo …
perret: é bom vcs conferirem, mas…
profphatima: já estou saindo, mas …
profmichel: acreditem se quiserem …
profteresa: queridos alunos ….
slomp: não acredito muito nisso aqui, mas vamos lá …
stallman: bem aventurados aqueles …
suzzinha: o que eu estava dizendo mesmo?

o que não se faz para procrastinar num domingo de chuva ….

entrada updateada 🙂

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ago 08 2009

Para pensar o #twitterfail e a rede

Categorias: comunicação,informação,rede,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 14:31

Nestas últimas horas, uma diversidade de leituras que fiz, originadas de diversos caminhos da rede provocaram algumas reflexões sobre o recente problema do Twitter. Dois dias atrás, sob um previsível e comum ataque DDoS, o Twitter caiu.

Brinquei aqui sobre uma possível síndrome de abstinência de alguns usuários mais aficcionados, daqueles que não vão ao banheiro sem antes anunciar no twitter. Os que possivelmente ficam sujeitos às mais hilárias críticas, principalmente as que falam da relevância do “que eu estou fazendo” da maioria dos mortais.

Fiquei pensando sobre este EU (primeiro círculo) que, repentinamente, perdeu sua identidade, desligado que foi dos únicos e aligeirados caminhos de expressão. Os EU de 140 caracteres tiveram que, por algumas horas, olhar para si em outros termos. E se, nisso, puderam vislumbrar um pouco do contexto e fazer algumas poucas relações, foi grande o ganho.

Pelo menos foi possível refletir sobre os problemas do pensamento único, ou do desalento de supor que “não há alternativa“. Ou, ainda, se surpreender com a constatação de que elas existem e que, para dizer o mínimo, é estratégico ter alternativas. Quando uma rota  está bloqueada, nossos elos cooperativos se formam por outras.

A rede tem muitos caminhos e a distribuição é o segredo para o seu não rompimento. Na prática, quando alguns caminhos se fecham ou se tornam irrelevantes (e para isso nem precisa um ataque de clones teleguiados, mesmo que eles existam aos montes), é preciso olhar com atenção para as possibilidades em volta. Para as existentes, as quais por vezes deixamos em espera, e para aquelas que existem só em potência.

Esta semana ativei e reativei alguns caminhos e me desviei de outros. Um dos que reativei foi este aqui. Livre e de código aberto, que ‘conversa’ com o outro, mesmo que a recíproca ainda não seja verdadeira. O identi.ca é uma instalação do laconi.ca, um software livre, de código aberto, que faz o mesmo que o twitter em servidores distribuídos.

Não faço parte dos que abraçaram o twitter como forma de caminho único. Aliás, um dos meus camnhos preferido é o RSS, que reúne e tem recuros para manejar\filtrar\refiltrar\compartilhar informações. Uso, atualmente, o Google Reader para ler os meus feeds, compartilhá-los, postar em blogues\listas de discussão, comentar o que meus amigos e parceiros  compartilham e, até, para me comunicar (notas compartilhadas).

O importante nestas reflexões um tanto fragmentadas é apontar que é preciso aprofundar a reflexão, quando se pensa a rede.  Sair um pouquinho da superfície e da efemeridade dos últimos bits que circularam.  Principalmente quando se tem consciência de que somos construtores das redes e que temos uma boa autonomia nisso.
Ler, também:

RSS Clouds

Building the user-centered web (7)

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maio 30 2009

Nas ondas do Google

Categorias: comunicaçãoSuzana Gutierrez @ 06:46

Assunto dos últimos dias, o Google Wave promete revolucionar mais uma vez a comunicação na web. Integração entre aplicativos diversos, colaboração em tempo real, mobilidade, … por aí vai. Boa ideia acompanhar esta maré e ver a favor de quê e de quem/ contra o quê ou quem vão estas ondas. Especialmente a proposta “código aberto” da novidade.

((sem tempo para procurar, se alguém sabe onde tem vídeo legendado me avise))

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abr 20 2009

sociedade da avalanche de (des) informações

Categorias: comunicação,informaçãoSuzana Gutierrez @ 14:12

Fazendo uma apropriação particular de Tomaso di Lampedusa, eu estou aprendendo que toda a informação deve circular e RC* para que se tenha certeza de que a informação não terá a significância que poderia ter para ninguém.

E fazendo uma leitura livre de Guy Debord, ando pensando que a construção do presente está sendo feita pela circulação incessante da informação que ciclicamente retorna as mesmas pequenas tolices, entusiasticamente anunciadas como novidades importantes.

pseudoconcreticidade, diria Kosik
ideologia, retornaria Meszáros
fetichismo da mercadoria, concluiria Marx.

*re-circular

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jan 19 2009

Campus Party

Categorias: blog,comunicação,educação,eventos,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 04:35

Para quem pode estar em Sampa no Campus Party não perJustificarder:

)) Encontrão MetaReciclagem – o grupo MetaFora, antigos e esporos, se reúne num encontrão intergalático.

Metarecicleiros, vendo a agitação ontem na lista, senti saudade de participar como antigamente. Lembrei das nossas discussões que literalmente se enredavam na rede.

Como veríamos hoje estas nossas conversas de 5 anos atrás? (pena que perdi os comentários)

[1] [2] [3] [4] [5] …..

Salve, Felipe Fonseca, Hernani Dimantas, Paulo Colacino, Paulo Bicarato, TupiNambá, Maratimba!

foto do ff no Flickr – a bandeira do Metareciclagem ocupando espaço no CParty

)) Tim Berners Lee – terça, dia 20, das 13 às 14h no palco principal.

)) Barbara Dieu, Eric Messa e Luiz Biajoni estãrão numa mesa sobre Bogs e Educação.

)) Raquel Recuero, Sandra Montardo e Adriana Amaral lançarão o livro Blogs.com, uma coletânea de textos sobre blogs
(ler mais)

)) A Lilian Starobinas preparou uma agenda dos eventos interessantes para educadores.

)) Acompanhe a Campus Party:

Agenda Campus Party

Live agregando diversos feeds e twitter #cparty

Lilian Starobinas pelo Blog Educarede na Campus Party

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nov 10 2008

a economia da informação

Categorias: comunicação,informação,política,ticSuzana Gutierrez @ 11:21

Não vou falar do campo de estudos que se situa entre a Economia, a Comunicação e a Ciência da Informação. Vou usar a palavra economia no sentido figurado de moderação. Uma moderação no sentido em que ela se aproxima da censura.

Foi assim com a notícia do lançamento em terras chinesas do satélite venezuelano. O Terra publicou um texto na área de ‘ciências’ e, se procurarmos no Google, vamos achar a notícia somente em canais alternativos.

Aconteceu no dia 29 de outubro e eu li em 7 de novembro na Agência Carta Maior. Só hoje comento.
A importância do fato para a Venezuela é óbvia e, também, é quase óbvia a sonegação desta informação, como a de todas as conquistas do povo venezuelano na sua opção por deixar de ser quintal.

Do texto de Carlos Alberto de Almeida para a Agência Carta Maior, saliento este trecho que fala do Brasil:


[…] como pode um país com a economia e o território do porte que temos não dispor de uma empresa pública de satélite? Vale lembrar que os que vivem a alardear a tal “ameaça chavista” nunca comprovada, apoiaram frenéticamente a farra da privataria que levou a Embratel a se transformar em uma empresa sob controle de capitais norte-americanos. Para se perceber a gravidade deste fato, basta citar que até mesmo informações militares brasileiras hoje dependem da operação de satélites controlados por capitalistas norte-americanos.

E, neste contexto todo, o que salta aos olhos é a importância da informação, do acesso a ela, da possibilidade de ter autonomia em termos de informação e de comunicação. E isso não se encontra fora do campo de discussão quando falamos das TIC em educação.

Aqui entra a necessidade de discutir a tecnologia, compreender a tecnologia e suas implicações. Motiva a procurar respostas para as nossas dúvidas e resistências. Em saber realmente a favor de quem e contra quem transformamos ou não as nossas práticas.

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fev 29 2008

Edublogosfera

Categorias: comunicação,edublogosfera,educação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 16:46

No meu entender, uma lista de discussão é um recurso muito valioso para uma comunidade. Mesmo para as comunidades que se agrupam por meio da conversação dos blogs e das redes sociais.

Nem tudo é público ou publicável e, além disso, assim como os blogs socializam e ampliam o alcance do diálogo, a lista agiliza a articulação.

Pois foi no espírito de continuar formando a rede e de proporcionar múltiplos caminhos para esta conversa que flui nas infovias é que decidimos, a Lilian Starobinas, o Sérgio Lima e eu, lançar uma nova lista: a Edublogosfera.

A proposta é a de uma lista ágil e aberta, que se soma ao diálogo dos blogs. Não existe moderação e a temática da lista é ampla: educação e comunicação, na sua intersecção com a tecnologia e com todos os demais assuntos relacionados. A idéia é agilizar a distribuição das mensagens e evitar restringir a temática da lista à um grupo mais reduzido de assuntos.

Na mensagem de boas vindas, o convite à participação qjue complementa a minha chamada aqui no blog. Vamos lá?

[uma data marcante para nascer :)]

update em 1/3 >> ver também:

Edublogosfera – por Lilian Starobinas
Edublogosfera – por Sérgio Lima

1ª adesão: Simão Pedro Marinho

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fev 08 2008

Acompanhe a CPARTY pelo TWEMES

Categorias: comunicação,eventosSuzana Gutierrez @ 05:50


O Twemes reúne todos os twitters que estão falando do mesmo assunto.

Canais (tags) como #cparty, #Barcamp ou #oquevcquiser podem ser monitorados pelo site ou por rss.

URL do #cparty

Feed do #cparty

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set 18 2007

Democratização da Comunicação – RS

Categorias: comunicação,política,RSSuzana Gutierrez @ 06:12

Talvez seja a hora e a vez de antecipar o Tomanocu > day para uns e outros:

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jul 21 2007

educação x ensino, o vôo 3054, os especialistas e as caixas pretas

Categorias: comunicação,educação,mundoSuzana Gutierrez @ 06:38

ou… a era dos que se especializam em falar sobre qualquer coisa.

O Estadão criou um blog sobre educação>> Renata Cafardo: A boa (e a má) educação, comandado por uma jornalista especializada em educação (isso está lá escrito). A primeira postagem levantou a galera: mais de 100 comentários em poucas horas. A maioria bem críticos, outros tantos bastante sarcásticos.

Corre nas listas de educadores a reclamação: qualquer um acha que pode falar sobre educação e futebol. Eu diria que qualquer um acha que pode falar sobre qualquer coisa. Os blogs e a facilidade de publicação estão aí para provar isso. Esta facilidade de publicação não tem nada a ver com o Estadão, é claro.

Seria interessante assistir a jornalista Renata Cafardo responder aos comentários mais veementes por meio de uma postagem. Como este comentário / postagem do Prof. Paulo Ghiraldelli, por exemplo.

Mas a facilidade de falar tem sido a tônica nos últimos dias, considerando todas as especulações mais ou menos leigas, mais ou menos profissionais, mais ou menos ridículas, mais ou menos mesquinhas, a maioria insensíveis, feitas a respeito do acidente com o avião da TAM.

Mas é preciso vender jornais e passagens, a despeito das pessoas. E a educação tem que se adaptar, também, as demandas do mercado, inclusive o da comunicação.

Sobre isso, as imagens falam:

* publicada com autorização do autor, Eugênio Neves

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jul 31 2005

quem é o dono da Internet?

Categorias: comunicação,informação,internet,políticaSuzana Gutierrez @ 07:57

Assim como ocorreu com o Protocolo de Kyoto, assinado por Clinton e desconfirmado por Bush, o governo norte-americano mais uma vez voltou atrás. Agora, em matéria até mesmo mais estratégica que a do aquecimento global. Em 1998, os EUA assumiram o compromisso de abrir mão do controle que exercem sobre a internet mundial. Há algumas semanas, decidiram manter o controle. Indefinidamente.

Decisão tomada em defesa de “uma internet segura e estável”. Com a subserviência da maioria dos países à estas decisões unilaterais em assuntos de interesse mundial fica difícil lutar contra o domínio dos meios de comunicação por uma só nação.
[leia o artigo]

>> saiu originalmente na Folha (este link é só para assinantes) e eu recebi o artigo na lista Intermezzo.

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jul 31 2005

quem é o dono da Internet?

Categorias: comunicação,informação,internet,políticaSuzana Gutierrez @ 07:57

Assim como ocorreu com o Protocolo de Kyoto, assinado por Clinton e desconfirmado por Bush, o governo norte-americano mais uma vez voltou atrás. Agora, em matéria até mesmo mais estratégica que a do aquecimento global. Em 1998, os EUA assumiram o compromisso de abrir mão do controle que exercem sobre a internet mundial. Há algumas semanas, decidiram manter o controle. Indefinidamente.

Decisão tomada em defesa de “uma internet segura e estável”. Com a subserviência da maioria dos países à estas decisões unilaterais em assuntos de interesse mundial fica difícil lutar contra o domínio dos meios de comunicação por uma só nação.
[leia o artigo]

>> saiu originalmente na Folha (este link é só para assinantes) e eu recebi o artigo na lista Intermezzo.

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jun 28 2005

Os juízes americanos querem matar o p2p – o que temos nós com isso?

Categorias: comunicação,informação,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 19:03

por Jose Murilo, do Ecologia Digital

Para muitos de nós hoje é dia de lamentar a decisão da Suprema Corte americana dando vitória aos estúdios de hollywood no processo contra os desenvolvedores de aplicativos p2p para compartilhamento de arquivos, que diz basicamente o seguinte: os estúdios MGM podem processar a Grokster Co. se suas redes forem comprovadamente utilizadas para roubar música, filmes e outros conteúdos protegidos — e houver evidência de intenções ilegais por parte dos desenvolvedores do software (esta parte da decisão é importante para entender a estratégia dos juízes). Para os criadores de tecnologia, e para os grupos de defesa dos usuários, esta é uma decisão que irá congelar a inovação e resultar em inúmeros processos legais análogos por parte das grandes corporações (‘gargalos’) de mídia para ‘matar’ novas idéias e possibilidades tecnológicas. >>>>>>>>segue

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jun 18 2005

colaborar / cooperar … ainda

Categorias: colaboração,comunicação,cooperaçãoSuzana Gutierrez @ 09:46

As queixas não são somente minhas e as reflexões também não. Algumas vêm até de bem longe.

Não é de hoje que saber é poder (Francis Bacon disse), mas a visibilidade desta assertiva nunca foi tanta. O desenvolvimento científico e tecnológico, principalmente o desenvolvimento das tecnologias informatizadas, subordinado à lógica do capital, acontece no sentido de buscar a simultaneidade espaço-temporal, de modo a acelerar o giro do capital e potencializar a acumulação. Para isso, é necessária a informação precisa, ágil e estratégica na reorganização do capital, por meio da divisão internacional do trabalho, possibilitando a sua expansão e a superação de suas crises.

Todo este movimento tem sérias implicações nos espaços-tempos de vida, em especial na vida cotidiana, no trabalho, na educação e no conhecimento.

No meu entender, esta é uma das razões para não cooperar/colaborar, no sentido que esta lógica impregna nossos modos de vida e nossa cultura. O capital não é só parte de um modo de produção, é um processo civilizatório. E é por aí as dificuldades da cultura do software livre que mostrou claramente em alguns discursos do 6º FISL as contradições que enfrenta. Comentei isso com o povo da lista Colab, que comentavam como a atual crise política poderia comprometer o avanço de uma política de software livre no Brasil.

segue daqui a pouco … SOS doméstico bipando aqui

Voltei!

Na seqüência desta reflexão segui os links propostos pelo Daniel Lemire e encontrei este artigo que pretendo ler com mais atenção, do qual me interessei por este diagrama:

e dei uma mexida nele para pensar um pouco:

alguém pensa junto?

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