set 19 2010

Teses e dissertações sobre blogs

Categorias: academia,blog,blogosferaSuzana Gutierrez @ 12:46

2010

GUTIERREZ, S. Professores Conectados: trabalho e educação nos espaços públicos em rede. 2010. 277 f. Tese (Doutorado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.

2009

ARAÚJO, M.C.M.U. Potencialidade do uso do Blog em educação. 2009, 208f. Dissertação (Mestrado em Educação). Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009.

GUEDES, Juliane Martins. Entre o diário virtual e o diário de classe: traços de identidade profissional de professores na blogosfera. 2009. Dissertação (Mestrado em Educação). UNIVALI, 2009.

2008

LIMA, S. F. Uso de Ferramentas Livres para apoiar Comunidades de Aprendizagem em Física. 2008, 103f. Dissertação (Mestrado no Ensino de Física e Matemática). Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – CEFET/RJ, Rio de Janeiro, 2008.

RODRIGUES, C. O uso de blogs como estratégia motivadora para o ensino de escrita na escola. 2008. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, 2008.

2007

MALINI, F. O comunismo das redes – sistema midiático p2p, colaboração em rede e novas políticas de comunicação na Internet. 2007. 333 f. Tese (Doutorado em Comunicação). Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.

2006

DIMANTAS, H. Linkania – a sociedade da colaboração. 2006, 77f. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Semiótica) Universidade de São Paulo, 2006.

HALMANN, A. L. Reflexão entre professores em blogs: aspectos e possibilidades. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2006.

MÁXIMO, M. E. Blogs: o eu encena, o eu em rede. Cotidiano, performance e reciprocidade nas redes sócio-técnicas. 2006. Tese (Doutorado em Antropologia Social). Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, 2006.

RECUERO. R. Comunidades virtuais em redes sociais na internet: proposta de tipologia baseada no fotolog.com. 2006. 334 f.Tese (Doutorado em Comunicação). Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação, Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2006.

2005

KOMESU, F. C. Entre o publico e o privado: um jogo enunciativo na constituição do escrevente de blogs da internet. 2005. 269 f. Tese (Doutorado em Linguística). Instituto de Estudos da Linguagem. Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

OLIVEIRA, S. M. Diário íntimo e\ou blog: o mesmo e o diferente na cultura do ciberrespaço. 2005. Dissertação (Mestrado em Letras). Programa de Pós-graduação em Letras. Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2005.

2004

GUTIERREZ, S. Mapeando caminhos de autoria e autonomia: a inserção das tecnologias educacionais informatizadas no trabalho de professores que cooperam em comunidades de pesquisadores. 2004. 233 f. Dissertação (Mestrado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004.

2003

PRANGE, A. P. L. Da literatura aos blogs: um passeio pelo território da escrita de si. 2003. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Departamento de Psicologia da PUC-Rio. Rio de Janeiro, 2003.

2002

OLIVEIRA, R. M. Diários públicos, mundos privados: Diário íntimo como gênero discursivo e suas transformações na contemporaneidade. 2002. 214 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas). Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, 2002.

SCHITTINE, D. F. A. Blog: comunicação e escrita íntima na internet. 2002. Dissertação (Mestrado em Comunicação). Programa de Pós-Graduação em Comunicação. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2002.

[em construção, aceita-se colaboração :)]

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nov 27 2009

links como relações sociais

Categorias: blog,links,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 11:08

Um link é uma passagem para uma outra dimensão do texto, do contexto, da opinião, da relação. Pode ser uma mão estendida e pode ser um dedo acusador. Pode ser uma referência, também, uma lembrança de caminhos onde a relação permanece como possibilidade.

Na minha pesquisa os links são importantes e reveladores, pois marcam, descrevem sem fixar o fluxo das relações. As ligações das listas de links (blogroll) apresentadas nos blogues  são recomendações e marcas de identidade. Eu gosto, eu leio, eu recomendo, eu estou ligado(a) à… Acompanhados do feed, avalizam e reforçam a recomendação: eu leio e publico, assino embaixo.

Os links no meio do texto propõem diálogo,  concordam, discordam, indicam, esclarecem, ampliam o alcance do texto (hipertexto). Abrem a possibilidade para novos sujeitos no diálogo.  Pelos motores de busca e pelos trackbacks e outros suportes de retorno, praticamente arrastam leitores e outros textos para o texto.  São parte da formação da rede, uma parte que dá contornos a rede, um aparente formato, que, analisado em profundidade, revela muito sobre a rede.

Links indiretos por meio de trackbacks (ligação de retorno e referência), de acessos via buscadores, de comentários são outras possibilidades de ligação.  Os comentários, além de trazerem liks,  são, eles mesmos,  links gerados pelo leitor que intervém no texto concordando, discordando, esclarecendo, propondo, também.

Analisar as relações sociais entre pessoas, por meio dos seus blogues e considerando o fluxo das ligações,  mostra, por exemplo, que a rede formada pela ‘lista de links’ não repete a rede de conversação pelos links de texto ou pelos comentários. Neste sentido, os diversos momentos destas redes podem auxiliar a compreender a dinâmica destas relações e as suas possibilidades para os sujeitos envolvidos. Podem, também,  alavancar estudos\propostas que visem facilitar, otimizar, promover a formação de algumas redes.

((apenas pensando alto, sem esquecer que todos estes suportes tecnologicos são históricos e configurados pelo contexto de sua época))

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nov 25 2009

Galeano e a América Latina

Categorias: blog,livrosSuzana Gutierrez @ 09:14

“Romper com o velho hábito da obediência. Em vez de obedecer à história, inventá-la. Ser capaz de imaginar o futuro e não simplesmente aceitá-lo. Para isso é preciso revoltar-se contra a horrenda herança imperial, romper com essa cultura de impotência que diz que você é incapaz de fazer, por isso tem que comprar feito, que diz que você é incapaz de mudar, que aquele que nasceu, como nasceu vai morrer. Porque dessa forma não temos nenhuma possibilidade de inventar a vida. A cultura da impotência te ensina a não vencer com sua própria cabeça, a não caminhar com suas próprias pernas e a não sentir com seu próprio coração. E penso que é imprescindível vencer isso para poder gerar uma nova realidade”. (Eduardo Galeano em Espelhos – Uma História Quase Universal)

Este e outros trechos do livro e os comentários de Pedro Alexandre Sanches, no seu blog . Gosto muito de Galeano e estes excertos me deram muita vontade de ler o livro. Ando num tempo onde os desejos estão condicionados pelas responsabilidades e os prazos, mas janeiro pode ser a brecha para esta leitura.

Procurando as referências ao DPádua, andei relendo algumas coisas aqui do blog, retroagindo para os idos de 2003, não só para constatar que o tempo passa rápido, mas, também,  para me entristecer um pouco com o que vamos deixando pelo caminho, perdendo até.  Como aquela despreocupação com foco de pesquisa,  relevâncias e leitores, característica do blogueiro iniciante. Nas entrelinhas e nas linhas mesmo das minhas narrativas informais as marcas do tempo histórico bem claras, prontas para serem colhidas.

Me dei conta que, de uma certa forma, eu estava tentando ser ‘relevante’ aqui. Como se a relevância fosse uma escolha ou uma decisão.  Como se o todo tivesse de vir antes e independente das partes 🙂 De agora em diante, prometo ser despreocupadamente irrelevante de novo.

)) sobre o livro

)) este achado veio por meio do Idelber, via Google Reader.

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nov 01 2009

reflexões de pesquisa

Categorias: blog,doutorado,pesquisaSuzana Gutierrez @ 07:43

Depois de um tempo bastante conturbado em todos os setores, as coisas acalmaram.  Algumas mudanças no rumo da minha pesquisa me fizeram optar por um caminho mais longo e estou literalmente em busca do tempo. Ainda não estou aprofundando a análise de dados, mas ela não fica fora da coleta. Como que salta da tela a todo instante e me faz pensar.

Em 2002, a maioria dos serviços de blog não vinham com espaço para comentários e estes eram adicionados por meio de outros aplicativos. Logo em seguida, os comentários,  os links permanentes, o rss se tornaram funcionalidades padrão do blog e algumas outras novidades foram surgindo para, de modo geral, ampliar o alcance dos textos publicados. Uma colaboração da interface para a sequência da conversação.

Porém, o espaço ‘comentários’ ainda pode melhorar tornando padrão algumas possibilidades:

  • Aprimorar as possibilidades de responder a comentários, publicando a resposta, ao mesmo tempo, no comentário e no blog \email do autor do comentário. Isso já existe, mas pode melhorar.
  • Manter ligado este diálogo por meio de trackbacks automáticos.
  • Tracback\Pingback: ser padrão no caso dos links referidos em outros sites. Compensar isso com um “nofollow” acessível ao autor.
  • Registro de comentários feitos e seus desdobramentos, a critério do autor, ligados a interface do seu blog. Uma espécie de união de sites como cocomment com o aplicativo de blog.

Observei que os hábitos dos blogueiros ao responder ou não aos comentários são bem diferenciados e incluem:

  • Editar o comentário acrescentando a resposta.
  • Abrir um novo comentário.
  • Comentar no blog do autor do comentário. Neste caso, o diálogo tende a se restringir aos dois, dificultando o acesso de outros leitores. Além disso, a resposta dada no blog do autor do comentário fica fora do contexto do que está publicado lá naquele blog.
  • Responder apenas por email.

E mais:

  • Grande parte dos diálogos não passam da réplica, não avançam, mesmo quando existe provocação para avançar (já falei sobre isso). Isso pode ser creditado, em parte, a estrutura do blog.
  • Os leitores de rss ajudam a manter vivo o contato com diálogos nos comentários, mas poderiam dar um jeito de facilitar a interação.
  • Novidades como o Note in Reader, poderiam ser aperfeiçoadas no sentido de capturar partes de textos ou comentários com mais possibilidades de edição.

Todas estas coisas tem influência naquilo que é publicado. Meio e mensagem tendem a interagir dialeticamente sobredeterminando um ao outro.

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set 13 2009

achados de pesquisa

Categorias: blog,doutorado,pesquisaSuzana Gutierrez @ 12:23

Uma das atividades da minha pesquisa no doutorado inclui ler muitos blogs e este é um dos motivos pelos quais eu não falo muito dela aqui. Uma contradição, neh :?:.

Pesquisar blogs é, num certo sentido, pesquisar documentos que são públicos. Porém, estes são documentos dinâmicos indissociáveis de seus autores e contextos. Tornar visível a pesquisa é criar um movimento extra na corrente que já movimenta o campo. e perder um dos diferenciais de uma etnografia virtual que é a possibilidade de uma menor interferência do pesquisador no campo pesquisado.

Foi por aí que optei por não expor muito os caminhos da pesquisa. Porém, … principalmente quando a pesquisa tem seu lado ‘arqueológico’, fico louca para compartilhar alguns dos muitos achados. Retomar aquilo que não li e que estou lendo agora, que devia ter lido e comentado.

Por vezes, tenho de segurar o ímpeto de fazer um comentário num texto publicado há um ano atrás. Não que isso seja impróprio num contexto geral (é até muito próprio), mas inadequado no meu contexto de pesquisa. (isso aqui pode ser discutível)

Todavia, alguns esboços de ideias eu gostaria de socializar, até para abrir a conversa em torno delas. Por exemplo, considerando os blogs de professores, mas pode se aplicar a outros:

1 – Cada blog tem o seu público de comentaristas assíduos e, estes, tendem a formar redes diversas, considerando este espaço dos comentários << isso aqui precisa ser melhor explicado 😐 2 - Os comentários, de um modo geral, não geram debate nem ali, nem entre blogs. Geram reciprocidade, contato. conhecimento e reconhecimento. O diálogo dificilmente avança além da tréplica. Geralmente quem comenta não retorna para ler a resposta. (neste sentido o formato contribui) 3 - Algumas vezes, a possível réplica vira um texto publicado no blog de quem desistiu de comentar e segue o mesmo padrão 1, 2, 3. Texto, comentário, resposta. 3 - Os comentários, por vezes, constituem uma rede externa aos textos publicados nos blogs, um off-topic que parasita os textos de um período. Os "avisos de selinho" estão nesta categoria. 4 - Esta rede off-topic, muitas vezes, ignora totalmente o contexto do espaço no qual deposita um de seus nós. 5 - Mesmo num grupo bem 'enredado' se perde muita riqueza de reflexão, pois as reflexões mais densas são as menos comentadas, assim como são, também, a minoria dos textos publicados. sigo pensando 💡 , enquanto a chuva continua la fora.

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maio 05 2009

A sala de Aula reinventada – A REDE

Categorias: blog,educação,suzana gutierrezSuzana Gutierrez @ 06:04

No meu entender reinventar a sala de aula não quer dizer esquecer todas as nossas experiências, lançá-las num limbo pedagógico a espera de uma reinvenção futura. Reinventar a escola parte de conhecer o seu contexto e sua história, saber que o novo traz em si, indeléveis, as marcas daquilo que já foi.

Um movimento de reinvenção é, assim, dialético, consciente das contradições, aprendendo e compreendendo que todo o desafio é oportunidade e não obstáculo.

Porém, este título é da matéria de Aurea Lopes para a Revista A Rede. Com muita satisfação fiz parte da equipe entrevistada para a construção deste tema, juntamente com o Sérgio Lima, a Sonia Bertochi, Ana Carmen Foschini, Betina Von Staa.

Falamos de blogs e de novas experiências em sala de aula, dos desafios e das possibilidades de ousar inovar.

Para o professor é muito importante discutir suas práticas, receber a consideração e as críticas de seus pares sobre o trabalho realizado.

Gostei muito de fazer parte desta matéria e trazer um pouco das aventuras iniciais do Colégio Militar de Porto Alegre no mundo dos blogs e da educação em rede online.

* a imagem é da Revista e ilustra a matéria.

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maio 04 2009

Redes sociais e Educação

Categorias: blog,educação,redes sociais,suzana gutierrezSuzana Gutierrez @ 16:15

Saiu no portal Conexão Professor um especial sobre Redes Sociais. Participei em algumas partes da matéria, em especial nas redes sociais e educação e nos blogs.

Blogosfera: um universo a ser explorado pela educação

Redes sociais e Educação: construindo, juntas, o futuro

A matéria construída por Luiz Eduardo Queiroz é bastante abrangente e trata de diversos assuntos que rodeiam o tema das redes sociais. Presentes, também, neste especial: Raquel Recuero, Carlos Nepomuceno, Sérgio Lima, Lilian Sarobinas, entre outros professores e pesquisadores.

Link para o início do especial:

Especial Redes Sociais

* a imagem é do portal e ilustra a matéria.

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abr 20 2009

pequenas notas dos últimos dias

Categorias: blog,leituras,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 14:54

# pensamentos dispersos sobre a moderação prévia de comentários nos blogs

O que se coloca em discussão não é a questão do direito, mas da pertinência ou necessidade da moderação prévia de TODO comentário.

Uma coisa que eu vejo nesta questão é a importância que assume a nossa necessidade de controle. A maioria não quer que fique no ar mais que 1 segundo um comentário nos chamando de #$¨¨&* ou expondo um link para uma página de virus.

Controle é uma coisa complicada e fácil ao mesmo tempo. Controle eficiente é quase impossível sem perder muitas coisas boas. Por outro lado, é fácil proibir. Difícil é conviver com as coisas da vida e fazer disso aprendizado.

update > pesquei o link que eu queria: esta entrada matadora do Sergio sobre o assunto.

# sobre o uso ‘educacional’ das coisas e sobre as coisas ‘por elas mesmas’

E eu volto a falar na contradição de tentar arrumar uma utilidade educacional para as coisas antecedendo uma proposta. A tecnologia vai entrar (ou não) depois de elaborada uma proposta.

a questão de consumir a midia (ou seja o que for) é, por vezes, mais importante que as possibilidades da midia.

Fantástico! 🙂 Compare http://tinyurl.com/crpv8m com http://tinyurl.com/cbbmlg :)) e don’t believe the hype :)))

É por estas que o consumo da colaboração transforma a colaboração em produto comercializável.

# sobre o twitter, assunto da semana

É possível pensar que aquela janelinha estreita e azul do twitterfox é o leito de um rio (no meu caso um riacho) que corre, às vezes rápido, ás vezes lentamente, mas que sempre arrasta uma amostra daquilo que ocupa algumas mentes por aí. Importante? Não sei. Auto-explicativo? Talvez. Todavia, transcendendo as ‘tolices entusiasticamente repetidas’ (inclusive as próprias) é possível um panorama legal do que rola.

just in case, follow: http://twitter.com/suzzinha

# leituras

Aproveitando que a SAGE está aberta até 30 de abril:

Personal Network Analysis Challenges in Collecting Personal Network Data: The Nature of Personal Network Analysis – Barry Wellman – Field Methods 2007 (SAGE)

Netville Online and Offline: Observing and Surveying a Wired Suburb – HAMPTON and WELLMAN 43 (3): 475 — American Behavioral Scientist

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mar 24 2009

Blogs e professores – mais uma dissertação

Categorias: academia,blog,blogosferaSuzana Gutierrez @ 06:02

É muito bom ver a produção científica que aborda a educação e a comunicação mediada pela tecnologia crescendo. Em especial as que falam dos blogs, que é um assunto muito querido para mim.

E, no Brasil, em nível de mestrado e doutorado, já contamos com diversas dissertações e teses nas quais os blogs são o objeto de pesquisa por si só e\ou na mediação de relações. Algumas delas na Educação.

No dia 12 de março, Juliane Martins Guedes, da Univali, SC, defendeu a dissertação intitulada Entre o diário virtual e o diário de classe: traços de identidade profissional de professores na blogosfera, orientada pelo Prof. Dr Rogério Christofoletti.

Juliane acompanhou o cotidiano dos blogs de 10 professores e em breve vamos saber mais sobre o que ela encontrou nestas reflexões que unem de forma inseparável aquilo que é do trabalho e da experiência de vida do professor.

Eu, que faz muito me interessa, instiga e gratifica este esta completude inacabada do constituir-se professor, fiquei muito feliz quando recebi um email da Juliane, me contando da defesa e de que eu fui um de seus sujeitos de pesquisa. É surpreendente e muito legal ver que compartilhamos interesses e concepções teóricas.

Como disse a ela, estou louca para ler a dissertação que, tenho certeza, vai me ajudar muito nas reflexões que venho fazendo o doutorado.

Para ter uma idéia do trabalho, assista este pequeno vídeo. E visitem o blog da Juliane.

btw: este post estava por ser escrito desde o email da Juliane, mas a roda do tempo, só para variar, me pegou no que eu chamo de “tempos de general“.

btw 2: com inspiração nesta entrada, comecei a reunir as teses e dissertações sobre blogs. Ajudem !

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mar 08 2009

# dulcora – um pouco sobre o muito

Categorias: blog,ciência,educação,internetSuzana Gutierrez @ 05:47

Para dar o “ar da graça” e, ao mesmo tempo, comemorar o 8 de março:

)) Mulheres na ciência – um texto da Lucia Malla que reflete sobre algumas questões e aponta algumas ligações importantes.

)) “Têm maridos e namorados que acreditam na violência física para se impor; o patrão ainda paga menos pelo mesmo trabalho que fazemos, e nada acompanha o seu cetro de rainha do lar, a não ser um trabalha infindável, desvalorizado e sem visibilidade.” (segue, no Observatório da Mulher, o texto de Raquel Moreno)

e para uma navegação agradável e interessante neste domingo:

)) A entrada do José Roig Robson Freire (errei!) que reúne vários textos matadores do Sérgio Lima. Sobre educação, escola, professores, tecnologia e blogs.

)) Aluno ajuda Aluno – um texto da Sonia Bertocchi que provoca boas reflexões sobre a sala de aula.

)) O professor Jarbas explica o que acontece quando a paranóia contribui para jogar o bebê fora junto com a água do banho. (ou quando administradores incompetentes se metem a censurar acessos). No exemplo do Prof. Jarbas, a Educação Física seria uma das disciplinas mais lesadas :))

)) IPRF 2008-2009 – para quem passa pelo martírio todo o ano. Por Conrado Navarro.

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jan 22 2009

Sobre blogar, feeds, trends, leitores de conteúdos, redes e outras histórias

Categorias: blog,blogosfera,teoriaSuzana Gutierrez @ 06:10

bolinhos de arroz da vó mimi

Esta reflexão inicia em outras paragens, quando o Fernandão ameaça cometer um blogcídio. Nada de xiliques tipo a secretária de educação do RS, que fica dizendo “não brinco mais” e outras bobagens sempre que é contrariada na sua campanha em afundar a educação do estado.

Foi um desabafo coerente com algumas frustrações que temos quando decidimos publicar (publicar e ponto). O desabafo, entre outras coisas, serviu para provar para o Fernando os links que ele tem na rede onde se insere. Tanto que ele já desceu do telhado.

Mas, o meu comentário grandão, falei sobre quantidade e qualidade e sobre o sentido de blogar. Nestas, o Fernando me escreve e diz:

Gostaria que me falasse um pouco mais sobre trends, Google Reader e feed, que até então nunca tinha ouvido falar nestas palavras. Depois, se puder, que mostrasse como faço para juntar todos os blogs em um só (categorias e vez de linkar outro blog).

Bueno, … pelo tamanho destra introdução, a ideia é resumir e simplificar um pouco a resposta para, talvez, em outros momentos desenvolver mais. Dar um impulso inicial para que o Fernando possa buscar o que falta.

Feed – é um arquivo que um site ou blog produz para distribuir o seu conteúdo. Este arquivo (feed, rss, atom) pode ser lido em leitores de conteúdo (Bloglines, Google Reader, …)
Para saber mais:
RSS e agregação de conteúdo – atividades do PROA UFRGS
RSS e Educação – texto meu no Redemoinhos na USP

Google Reader – é um leitor de conteúdo do tipo baseado na web, isto é, você se cadastra e usa por meio do navegador. Outro web-based bom é o Bloglines. Recomendo este tipo, em vez dos que tem de instalar no computador, por serem acessíveis de qualquer computador.
Coisas que escrevi na tag  googlereader.
Atividades do PROA UFRGS referentes ao Bloglines.
Ajuda do Google Reader

Trends – as “trends” (“tendências” na interface em português) que me referi no comentário feito ao Fernando foram as do Google Reader. Basicamente são as estatísticas referentes as tuas leituras por meio do GR. Se tu não marcas como lido, coisas que não lestes, terás uma bela ideia do que, de quem e do quanto lês dos teus feeds (subscrições) ou blogs assinados. (não quase assassinados como o do Fernandão :)))

Juntar blogs – Muitas pessoas acabam criando um blog para cada assunto, cada interesse. Por não querer misturar acabam, por outro lado, segmentando demais. Uma das grandes virtudes de um blog (entendendo aqui o blog como um gênero de discurso e de publicação, não apenas como meio ou, pior, como ferramenta) é justamente reunir, contextualizar e tornar histórica a informação. Assim, se você falar sobre o que comeu no café da manhã num texto e sobre as políticas públicas de educação no texto seguinte, a posteridade (e os blogs servem para a posteridade, também… haja vista a história apagada do blog da jornalista da globo) terá uma boa ideia do modo de vida de um professor da rede estadual do ensino médio nos anos 20xx.

Assim, é irrelevante ficar falando da relevância do que se escreve. Relevante é saber que fazemos parte de um texto coletivo que é histórico e expressa nossas práticas sociais. A forma como construímos a realidade e como somos construídos por ela. Blogs, no meu entender, tem a ver com totalidade.

Uma vez, em 2005, fiz um comentário à um texto do Inagaki no Digestivo Cultural e, depois, refleti sobre este comentário aqui no blog. Eu continuo acreditando no que disse. E, hoje, relendo, penso que ele cabe como uma luva se pensarmos no caso da jornalista que deletou seu blog (e ele veio assombrá-la do fundo das masmorras da internet), assim como, é uma boa resposta aqueles que criticam a polifonia\polissemia\heterogeneidade dos textos de um blog.

Mas, vamos nos ater ao ponto: juntar blogs. Para compor a salada, juntando seus textos dispersos em diversos blogs e compor o seu “blog mãe” pode-se usar o recurso de importar\exportar. Nos blogs do blogger, faz-se assim:

1 – selecione os blogs que vão migrar para o blog-mãe. Uma coisa que podes fazer aqui é: se tens um blog onde colecionas “pensamentos e citações”, acesse as os textos publicados e crie uma tag (categoria) “pensamentos e citações” e adicione esta categoria a todas as postagens. Deste modo, quando importar estes textos, elas já estarão categorizadas.

2 – Em um dos blogs , entre em configurações e na aba “básico”. Ali, encontrarás os links: importar, exportar, exclui. Exporte o conteúdo do blog, salvando o arquivo no seu computador.
3 – No blog mãe, vá no mesmo lugar e importe o arquivo que está no seu computador. Os textos virão se mesclar aos do blog-mãe.

4 – Faça isso para todos os blogs que desejar mesclar.
(aqui cabem sugestões)

Vou parar por aqui, porque o sol lá fora está quente e porque senão vou perder os bolinhos de arroz.

* foto: delícias do trivial by Vó Mimi

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jan 19 2009

Campus Party

Categorias: blog,comunicação,educação,eventos,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 04:35

Para quem pode estar em Sampa no Campus Party não perJustificarder:

)) Encontrão MetaReciclagem – o grupo MetaFora, antigos e esporos, se reúne num encontrão intergalático.

Metarecicleiros, vendo a agitação ontem na lista, senti saudade de participar como antigamente. Lembrei das nossas discussões que literalmente se enredavam na rede.

Como veríamos hoje estas nossas conversas de 5 anos atrás? (pena que perdi os comentários)

[1] [2] [3] [4] [5] …..

Salve, Felipe Fonseca, Hernani Dimantas, Paulo Colacino, Paulo Bicarato, TupiNambá, Maratimba!

foto do ff no Flickr – a bandeira do Metareciclagem ocupando espaço no CParty

)) Tim Berners Lee – terça, dia 20, das 13 às 14h no palco principal.

)) Barbara Dieu, Eric Messa e Luiz Biajoni estãrão numa mesa sobre Bogs e Educação.

)) Raquel Recuero, Sandra Montardo e Adriana Amaral lançarão o livro Blogs.com, uma coletânea de textos sobre blogs
(ler mais)

)) A Lilian Starobinas preparou uma agenda dos eventos interessantes para educadores.

)) Acompanhe a Campus Party:

Agenda Campus Party

Live agregando diversos feeds e twitter #cparty

Lilian Starobinas pelo Blog Educarede na Campus Party

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dez 06 2008

Refletindo sobre as minhas previsões sobre a aprendizagem em 2008

Categorias: blog,educação,mobilidade,redes sociais,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 05:59

Em janeiro deste ano, seguindo a proposta do Learning Circuits em uma de suas “Grandes Questões”, publiquei as minhas previsões sobre a aprendizagem em 2008. Hoje, propus uma pequena avaliação destas previsões. Uma forma de rever o processo e confrontar a dimensão de nossa capacidade de interpretar o contexto e as tendências em educação.

Então, reescrevo e comento as minhas previsões, considerando a minha interpretação do contexto atual. Não se surpreendam com a quantidade de pronomes possessivos 🙂 A idéia é deixar claro que esta esta é uma forma individual e particular de olhar a realidade.

Lá vai:

Eu penso que em 2008 continuará a tendência da valorização e do incentivo da aprendizagem nos espaços não formais. É uma tendência que vem se firmando faz tempo e que está conquistando cada vez mais a atenção dos professores, por exemplo.
Penso que esta previsão foi correta. Espaços não formais como os gerados por redes mediadas por blogs, wikis, sites de redes sociais, e outros ambientes\tecnologias que permitem a interligação e a interação foram suportes importantes de processos de aprendizagem, especialmente para os professores que, aos poucos, vão se apropriando destas tecnologias.

A aprendizagem online também deverá aumentar, conforme aumenta o uso das tecnologias da informação e da comuicação nas escolas. Sites de redes sociais (Orkut), mensagens instantâneas, blogs, wikis, agregadores e o email serão mais usados por professores e alunos.
Esta previsão tem pelo menos 3 desdobramentos. Primeiro: a possibilidade de aprendizagem online realmente cresceu, pois a oferta de cursos online aumentou espantosamente (aqui não entro na discussão sobre a qualidade dos cursos e os interesses em jogo neste movimento de expansão).

Em segundo lugar, este crescimento é relativo nas escolas. Ainda é problemático afirmar que as escolas estão mais “informatizadas”, ainda permanecem muitas dificuldades na maioria das escolas. Ter computadores é apenas parte da questão.

E, em terceiro lugar, blogs, wikis, sites de redes sociais etc., mesmo tendo seu uso expandido, inclusive com educadores tendo conquistado prêmios em Educação com projetos que os utilizam, ainda são muito mal compreendidos nas escolas e, de modo geral, não integram as práticas educativas cotidianas. Em algumas instituições e até em redes educacionais tem o acesso bloqueado.

Apesar das leis contra o uso dos telefones móveis em sala de aula, penso que a educação começará a perceber as potencialidades destes aparelhos no contexto educativo: comunicação, uso de imagem, documentação, mapeamento e , até, cinema.

Penso que a educação começa a perceber estas potencialidades, porém a reflexão sobre isso ainda é muito incipiente. A premência de cumprimento de prazos, conteúdos e dos demais rituais da escola, restringem as possibilidades de aprofundar esta e outras reflexões. Eu acreditava que se pudesse andar mais do que se andou neste tema em 2008.

Dando força para as previsões anteriores, crescerá a mobilidade com a disseminação das conexões sem fio e o barateamento de hardwares mais móveis (notebooks, pdas, smartphones, …)
Mesmo considerando a nova crise do capitalismo internacional, continua crescendo a mobilidade, a disseminação das redes sem fio, o barateamento das alternativas mais móveis de hardware. Além disso, notei um movimento de super oferta destes bens, num sentido de expansão dos tipos e formas, funcionalidades, utilidades e inutilidade, algumas claramente estratégias mercadológicas.

Estes são meus breves comentários, passíveis de atualização, sobre o que eu havia previsto em 2008. Espero que os leitores tirem um tempinho paa contribuir com esta discussão.

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dez 02 2008

wikis, blogs – autoria, autenticidade e controle

Categorias: blog,educação,tecnologia,teoriaSuzana Gutierrez @ 05:07

Em Dialética do Concreto, Kosík, fundamentado em Marx, diz que as coisas não são entregues a nossa compreensão instantaneamente. Explica que, embora usem o dinheiro, os homens não compreendem o dinheiro. O que ele chama de pseudoconcreticidade é uma camada que tem de ser rompida, não para encontrar algo novo que estava escondido, mas para dialéticamente poder compreender a realidade.

A escrita em wikis e blogs é bastante difundida e, inclusive, estudada. Porém, será que fora do âmbito de alguns estudos, as pessoas compreendem o uso dos blogs e wikis?

São tecnologias recentes, assim como bem recente é seu uso em educação, por exemplo. Inúmeros projetos envolvendo professores, alunos e escolas têm sido desenvolvidos. Porém, eu pergunto: em quantos destes projetos existiu a reflexão sobre os limites e as possibilidades (as contradições) do uso destas tecnologias?

Um wiki, originalmente, é uma página de edição aberta, coletiva, de autoria compartilhada. Quantos professores, alunos e instituições estão preparados para isso? Para compartilhar a autoria uns com os outros, para abrir mão de assinar seu texto?

Poucos. E é por isso que a maioria dos wikis de projetos educacionais não usa a edição aberta e compartilhada. Os wikis têm senhas, usuários identificados. São, enfim, controlados.

Quase todos ficam preocupados com o conteúdo, com a correção da língua, com as pixações que normalmente acontecem em wikis (as intencionais e as acidentais). O mesmo vale para os blogs e eu mesma passei por estas preocupações tempos atrás.

Se, por um lado, controlar mantém uma certa ordem (ou uma ordem considerada certa…), por outro perde-se momentos de rica aprendizagem. De discutir a produção coletiva, a colaboração, o despreendimento da identificação individual. De conversar sobre o anonimato, a autenticidade e a autoria nas situações que ocorrem na produção dos hipertextos.

Estão os professores preparados para isso? Ou os mecanismos de controle e a autoridade sobre o texto de todos são acionados cada vez que a situação for diferente do que o professor considera adequada? Aliás, quem determina (!) o que é adequado?

Considerando as experiências que tive com a utilização de wikis, observo que o mesmo professor (ou aluno) que fica histérico com a alteração ou a destruição de uma contribuição sua, é, em muitos casos, o mesmo que posta imagens e textos copiados de outros sites sem fazer referência da autoria. O que é, no meu entender, um incidente muito mais grave.

Na PEAD-UFRGS, tivemos a edição compartilhada (login compartilhado) de um wiki no qual quase 300 professores contribuíram. Imaginem todas as questões de autoria, pixação, vandalismo, até brigas …. Foi muito enriquecedor vivenciar esta experiência.

Mostrou que é equivocado tentar ficar 24h de plantão para manter o wiki na ordem que TU achas adequada. Proporcionou exercer a paciência e o acolhimento em relação a aprendizagem do outro, em relação aos limites da própria tecnologia e em relação às próprias falhas como professores.

O que seria mais urgente discutir com os alunos e colegas: o que é adequado e o que não é, as mazelas do anonimato e das pixações, o uso de textos/imagens de outros autores sem referência (plágio), os limites e possibilidades de cooperar?

E aí voltamos a reflexão sobre todos estes processos. Em que medida copiar, colar, plagiar, apagar, alterar no âmbito de um blog ou wiki de edição compartilhada são ações realmente compreendidas em todas as suas dimensões?

Eu penso que estes “problemas” são bem vindos quando trabalhamos em projetos com produção colaborativa\cooperativa. São bem vindos na medida que abrem espaço para discutir e refletir sobre estas questões e avançar no sentido de compreender a realidade.

* o texto é do Professor Marcelo, publicado “no lugar errado” e deletado (uma hora depois) em ser professor\ser professora. Um exemplo do que se perde…

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set 24 2008

50 maiores blogs sobre Midias Sociais

Categorias: blog,cibercultura,midiasSuzana Gutierrez @ 13:54

Uma lista feita por categorias e usando ferramentas como technorati, alexa, rss, etc. Todos em nem tão plain english, mas quase todos conhecidos. (principalmente dos startups addicts)

Encontrei o SmartMobs lá. A correria dos dois últimos anos não me deixou tempo para postar muito por lá. Vi hoje que a minha última publicação foi em fevereiro…

Smart Mobs
URL: http://www.smartmobs.com

Smart mobs emerge when communication and computing technologies amplify human talents for cooperation. Howard Rheingold, author of Smar Mobs, is one of the world’s foremost authorities on the social implications of technology. Over the past twenty years he has traveled around the world, observing and writing about emerging trends in computing, communications, and culture.

A lista completa está no blog do Evan Carmichael, ao lado do comercial do livro “Fazendo seu primeiro milhão”. O que indica o tom majoritário dos blogs.

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