As palavras que já escrevi sempre parecem ter mais força, como se a cada escrita elas se gastassem um pouco e, por isso, se tornassem mais leves. Uma leveza que, em vez de envolver, encantar, deixa tudo meio … líquido demais. Quando há tanto à dizer, só sobram as metáforas e, pior, aquelas já muito repetidas.
Difícil descrever sem reescrever demais. Inevitável escrever. Cada movimento inscreve e escreve. Inevitável deixar rastros. Pena que eles nem sempre mostrem aquilo que precisa ser mostrado. Estou me especializando em deixar pistas falsas…





