fev 20 2010

Google Buzz

Categorias: software,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 10:05

Neste últimos dias, duas coisas me entusiasmaram. A incrível comissão de frente do Unidos da Tijuca e o Google Buzz.  A primeira eu vou revisitar hoje à noite.  A segunda, venho usando desde o início e acompanhando toda a conversa que gerou nas redes.

Não vou falar muito das questões relativas ao lançamento e dos problemas iniciais com a privacidade, já bastante discutidos.  Aqui alguns artigos que recomendo sobre o Google Buzz:

)) Sobre histeria, privacidade, Buzz e etc – Sergio Lima

)) Redes Sociais e o Google Buzz – Raquel Recuero

)) Google Buzz é o “Facebook Beacon” da Google – Tiago Dória

)) Google Buzz copied FriendFeed’s worst features, why? – Robert Scoble

A ideia é, a la web 2.0, fazer generosamente um pouco do trabalho de uma equipe de testes e  listar algumas constatações pessoais sobre os primeiros dias de uso, inclusive algumas recomendaçõs sobre o aperfeiçoamento.   Inclusive para motivar os usuários a um bom uso, enquanto alguns melhoramentos não são implementados.  Para começar, gostei bastante do Google Buzz, principalmente pela organização das conversas ea possibilidade de amplitude. Vamos lá 🙂

)) o que eu gostei:

  • Integração com o Gmail – acessível, simples, em tempo real
  • Agil para comunicações rápidas, mas não limitado a 140 caracteres \o/
  • Possibilidade de compartilhamento público ou dirigido a pessoas e grupos organizados de contatos.
  • Facilidade de interação nos próprios textos e nos de ‘seguidos’. (comentários)
  • Possibilidade de expansão da rede de contatos a partir da interação nos artigos postados por ‘seguidos’
  • Cada Buzz tem um link permanente, com uma página dedicada, distribuída por RSS, com todos os comentários organizados. Todos os buzzes ficam organizados em forma cronológica reversa na página do perfil do usuário e esta página permite comentários e tem distribuição por RSS.  (alguém aí pensou blogue?)

)) o que eu não gostei

  • Na medida em que as pessoas adicionam automaticamente outras redes e aplicativos (Twitter, Flickr, Blog, FriendFeed, …), alguma delas altamente ‘tagarelas’, falta de um mecanismo que possibilite escolher quais as redes dos ‘seguidos’  que serão seguidas.  Eu gostaria de bloquear o Twitter, o FriendFeed da grande maioria dos meus seguidos, pois o que eles divulgam de interesse, geralmente já recebi pelo Google Reader. Além disso, o FriendFeed de muitos repete o Twitter e o blog.
  • Sicronização de contatos ‘seguidos’ com o Google Reader – atualmente, deixando de seguir alguém no Buzz, este contato é retirado da lista de compartilhamento do Reader e vice-versa. Como a Raquel aponta em seu texto (acima) e como alguns colegas e eu buzzamos aqui,  as redes são diferentes. Novamente, poder escolher os aplicativos dos nossos ‘seguidos’ é importante.
  • Embora os buzzes próprios fiquem organizados e buscáveis, seria interessante ter um sistema de arquivos, que poderia ficar no perfil.
  • O sistema de leitura poderia ser aperfeiçoado. O uso da tecla n para navegar entre as novidades é meio confuso.
  • O editor poderia permitir a edição em html ou  ampliar as marcações estilo wiki ou ter algumas ferramentas bem básicas de edição.
  • Falta um botãozinho de rebuzz (mas só depois de acertarem a redundância)
  • O envio por email a partir do Buzz para o Buzz, que poderia ser um provisório rebuzz, não funciona. Aliás, o buzz por email não manda o corpo da mensagem.

Como já disse,  eu gostei bastante do Google Buzz e penso que o Google vai fazer modificações em outros aplicativos (Reader, Chat, Igoogle) por conta dele. Vai valorizar o perfil google que já está ficando com cara de ambiente personalizado de aprendizagem.  Uma preocupação que fica é a concentração de tudo numa só plataforma gerenciada por uma empresa privada.

(em construção, mas já no olho do povo)

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fev 17 2010

Buzz, Wave, Twitter – a cooperação e trabalho imaterial

Categorias: cooperação,informação,redes sociais,visão de mundo,webSuzana Gutierrez @ 14:39

[aviso]Este texto não é uma análise do Google Buzz ou do Wave. É a expressão da minha opinião sobre os rumos das redes sociais e de seus suportes. Sobretudo uma reflexão inacabada sobre os nossos rumos nas redes. Assim, contribuições, críticas, concordâncias e discordâncias são bem vindas.[/aviso]

buzz twitterNo que se chama de sociedade da informação, a divisão do trabalho assume contornos inesperados. Em vez da tradicional divisão entre quem pensa e quem executa, se intensifica a divisão entre aqueles que conseguem controlar, filtrar e utilizar a informação de acordo com suas necessidades e objetivos e aqueles que se perdem na avalanche de informações. Uma divisão que vai além da divisão que se estabelece no acesso à informação.

Considerando a informação que é produzida e circula na internet, podemos dizer que todos a produzem e reproduzem em maior ou menor grau. Afinal, a maioria de nós trabalha nestas fábricas sem salário que nós mesmo criamos nos galpões fornecidos por grandes corporações, através dos seus aplicativos\suporte de redes sociais. A acumulação capitalista, nestes nossos tempos, não se baseia somente na produção de mercadorias, mas na produção da inovação. E é negócio fazer circular o que cria e alimenta negócios.

Todo o santo dia blogamos, tuitamos, buzzamos e abusamos destes novos verbos, enfim, abastecemos ininterruptamente os canais e os reservatórios de informação, criando um valor que transcende o da informação original e individual. Podemos pesquisar um pouquinho neste imenso fluxo de dados, afinal…, não se amarra a boca do burro boi que puxa o arado. Porém, o fazemos muito aquém do poder das máquinas de pesquisa, que colhem, filtram, recirculam, extraem valor desta nossa cooperação. Não raro nos perdemos na pesquisa e saimos de mãos vazias. Informação demais desinforma. É comum perdermos o essencial no meio do que é banal.

Esta semana, estamos discutindo em diversas línguas, como o Buzz é bom, o quanto o Buzz é ruim, como vamos usá-lo, porque vamos desligá-lo, o quê pode ser melhorado, …  Cooperação, trabalho imaterial, mais-valia total porque estamos trabalhando sem salário. O fazemos de livre e espontânea vontade? Sim. Com consciência? …

Ah! vamos desligar o Buzz, o Twitter, a conexão com a internet … Ops! … É aqui que eu travo. Observo estas redes que formamos, nas quais as pessoas compartilham e recompartilham automaticamente (em grande parte) as informações. Imaginemos um excelente e original texto publicado num blog.  Pela decisão do autor e as possibilidades do suporte, o texto é distribuido automaticamente para os agregadores, via RSS, para o Twitter, para o FriendFeed , Buzz, Tumblr, Facebook etc.

A partir daí rola uma cascata de eventos. O Twitter remete a informação automaticamente para o FriendFeed, para o Tumblr, para o Buz z, para o Facebook e gera um Feed RSS que a contém. O FriendFeed lança no Buzz tudo o que recebeu do blog, do Twitter, do Facebook, e gera um feed RSS. O Facebook faz o mesmo e a coisa toda começa a ficar circular. O eterno retorno da filosofia, um loop mal feito num código 🙂

Além disso, o pessoal pode retuitar e, conta a lenda, que estão pedindo um botão de rebuzzar . (Please, Google, NO!) Toda esta redundância e circularidade acontece, na maior parte, automaticamente e, pior, grande parte das pessoas nunca olha alguns destes seus serviços, que distribuem seus interesses, apesar do seu desinteresse. Um processo bem web 1.0 na web 2.0. Muitas vezes, tudo se resume a linkar seu perfil a um certo tipo de informação ou outro perfil.

À quem beneficia este acúmulo e sobreposição de informações repetidas ad nauseam? Será que a informação não ficará oculta da maioria dos mortais em meio a imensa quantidade de dados que circulam? Alguém aí reparou como estão menos proveitosas e mais difíceis as buscas depois que perfis e alterações de status começaram a ser indexados?

Todavia, … nestas redes que formamos, podemos criar muita coisa boa individual e socialmente. A pergunta é: como aproveitar isso sem incrementar a banalidade e sem reforçar a alienação? Todos estes maravilhosos e nem tão maravilhosos novos meios nos usam em maior medida do que nós pensamos os estar usando.

“Não é mais o trabalhador que emprega os meios de produção, mas os meios de produção que empregam o trabalhador” (Marx, O Capital, I, p.357)

O que Marx não previu foi que chegaríamos na mais-valia total, na maior alegria. ((em contrução))

* imagem é CC criada por im a partir de http://www.luclatulippe.com/ e do icone do Buzz.

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fev 12 2010

Virtua, olha aqui os meus 6 megas

Categorias: internetSuzana Gutierrez @ 18:40

irtua 6 megas

Olhem a performance do meu Virtua 6 megas

)) clique para ver em tamanho natural os 6 Megas da minha banda larga Virtua
)) minha conexão é  a primeira.


Teste e compare a velocidade de sua conexão via Youtube

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fev 04 2010

acabou a vida boa :(

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 21:03

vida boa :)

luz, sombra, água e vento

doutorado não combina com verão… Mesmo tendo andado alguma coisa, não fiz metade do que irrealisticamente previ 🙂

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