Hoje, a HubSpot liberou o relatório State of the Twittersphere report, o terceiro neste tema, no qual são apresentadas e discutidas as tendências e características atuais do Twitter. Uma tendência, em especial, chamou a atenção de diversos pesquisadores e usuários mais antenados: a dimuição no ritmo de crescimento do Twitter. Embora a adesão de novos usuários continue acontecendo, este crescimento é cada vez mais lento. Entre novembro de 2008 e março de 2009, o Twitter saltou de aproximadamente 3,5% de crescimento para cerca de 13%. Porém, quase na mesma proporção, este percentual retornou aos 3,5% em setembro de 2009.
Em termos de características, todavia, os usuários estão mais engajados: em média seguem mais pessoas, são seguidos por mais pessoas e atualizam com mais frequência o seu status. O momento campeão da twittagem acontece nas quintas-feiras, às 22h
A Raquel Recuero fez uma análise destas tendências apontadas pela HubSpot e diz o seguinte:
No início do ano passado, eu e a Gabriela Zago conduzimos um estudo onde observamos que um dos principais usos do Twitter, na época, já era a busca e a reverberação de informações, mais do que a conversação. Recentemente, outros trabalhos também apontaram essa tendência, onde a maioria dos usuários brasileiros usa a ferramenta para informação.
Toda essa apropriação, no entanto, é um reflexo de uma uma pequena esfera de influenciadores: usuários que, apesar de poucos em número, possuem uma capacidade de amplificar as informações muito maior (como é o caso dos jornalistas, por exemplo, que vão trazer para os veículos tradicionais ou online pautas que foram observadas no Twitter). Com isso, o “barulho” produzido pela ferramenta é amplificado, gerando uma percepção maior de impacto, que é desconectada do seu número de usuários.
No meu entender é correta esta avaliação e, arriscando pisar no terreno delicado das profecias, penso que seguirá um certo movimento de altos e baixos no ritmo de crescimento do Twitter, tendendo à diminuição. Isso acontecerá de modo relativo, pois não existe apenas uma rede twitter. Por exemplo: o professorado começou a descobrir o Twitter no ano passado e esta rede tende a ter um ritmo de crescimento mais acelerado nos próximos tempos. Idem para a gurizada dos 12 aos 18 anos. O mesmo, aposto, NÃO vai acontecer para a audiência do BBB, que vai seguir os ‘pseudotwitts’ via página do Big Brother, que aproveitou e particularizou o conceito do Twitter.
Por outro lado, aumentará em todas as redes a tendência de especialização e concentração de usuários dentro do perfil apontado pela Raquel: ‘os influenciadores’. Nisso, avizinha-se o impasse: quem os influenciadores vão influenciar?
Assim, sem querer, mas já usando a bola de cristal, penso que o Twitter tende a seguir o caminho dos nichos diversos e bastante auto-referentes e a vitalidade das redes ficará por conta dos flâneurs, na sua versão ‘ciber’, capazes de distribuir estas redes.
Aviso importante: Depois que eu previ a mudança do “o que você está fazendo?” para “o que está acontecendo?” fiquei ousada. Assim, para seguir quem realmente está pesquisando sobre o Twitter, recomendo os artigos da Raquel Recuero.
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update 27/01
) a bola de cristal 1 falhou e o BBB está nos Trending Topics do Brasil. #decepção






fevereiro 9th, 2010 at 18:18
Boa Tarde!
Prof Suzana, tens algum material para indicar sobre direitos autorais na rede, e o uso de copryth