out 15 2009

Dia do Professor

Categorias: cmpa,doutorado,educação,pesquisa,rastros,suzana gutierrezSuzana Gutierrez @ 12:54

medalha marechal trompowsky

medalha marechal trompowsky

Colegas, 🙂 parabéns para nós!

Este ano não vou falar da educação, do professor, … Não vou colar nenhum cartãozinho ou charge e nem xingar :~)

Vou fala um pouco dos dias da professora aqui. Uma professora que se diferencia da maioria dos colegas por ter plano de carreira, por poder trabalhar numa só escola, por estar em casa hoje, estudando com apoio da legislação sobre seu plano de carreira. Uma professora que não é privilegiada, como alguns gostam de dizer, uma professora que, por outro lado, não sofre a precariedade de condições de trabalho e carreira da grande maioria dos colegas.

Meus dias de professora são alegres, tenho prazer em trabalhar e estar com meus colegas e alunos. Adoro o que eu faço, mesmo. E esta semana está sendo especial.

No feriado, fui fazer uns arremessos na praça aqui do lado de casa e, em 2 minutos, estava dando aulas 😀 Um punhado de crianças foram chegando uma a uma e terminamos jogando basquete na quadra toda. Folgo em dizer que a bola de futebol deles ficou paradinha esperando no canto da goleira. << isto é um privilégio de ser professor.

Ontem, na formatura alusiva ao dia do professor, recebi, juntamente com colegas do Colégio Militar de Porto Alegre, a Medalha Marechal Trompowky* e passei a manhã nas quadras, me divertindo muito com meus alunos e colegas. As aulas de educação física foram abertas aos colegas professores que se misturaram aos alunos. Reza a lenda que muitas, er…, diferenças foram acertadas no futebol. Creio que sim, pois todos voltaram felizes do campo 🙂

À noite, meu time infantil venceu de forma brilhante o jogo da semi-final do Campeonato Anchieta e está classificado para disputar a final. Resultado bom, mas nem de perto superou a alegria de constatar o desenvolvimento do time ao longo do ano. Deu gosto ver que aquele bando de pangarés 😀 agora são uma equipe unida, coesa e temível!

Hoje, estou em casa, grudada nos dados e nos meus sujeitos e sujeitas de pesquisa :|. Ah… estes dados de blogs! Não somente os colho, mas mergulho neles e eles me levam para tantos e tão surpreendentes lugares. A coleta de dados está levando o dobro do tempo previsto! Estou passando o dia do professor no meio dos professores, do seu cotidiano, dos seus interesses. Colegas, vocês não calculam a relevância destas suas memórias singelamente blogadas. Aquele texto (que alguns acham) diarinho, aquele comentário abobrinha, as imagens, os sons e as falas do seu dia valem mais do que resenhas, que citações. E quando vocês refletem em cima destes relatos, é aí que encontramos a teoria\prática construída a muitas mãos e em tempo real.

Na imagem, a minha medalha. Professores de Educação Física tem um fraco por medalhas. Tive de me conter para não ir na padaria com ela.

* “Medalha Mal Trompowsky, criada pelo Decreto do Exmo. Sr. Presidente da República do Brasil em 1953 e destina-se a distinguir cidadão brasileiro ou estrangeiro, ou instituição, que se tenha destacado em relevantes contribuições ao ensino nos Estabelecimentos de Ensino das Forças Armadas, à educação ou à cultura”.

[update]
O círculo se fecha sem se encerrar. A voz de cada colega vai moldando a realidade (hoje!) de ser professor:

Marli, no Blogosfera Marli
Sérgio, no Aprendendo em redes de colaboração
Rogério, no Monitorando
Robson, no NTE Itaperuna
Veneza, no Diário da Professora
Teresinha Bernardete, no Caminhos para chegar
Jenny, no O PC e a criança
Gládis, no Gládis Santos
Franz, no Este blog minha rua
Tatiane, no Mulher é desdobrável

E para completar:
Professora premiada quebra paradigmas consagrados pelo pensamento neoliberal das últimas três décadas

[update 2]
Como disse a Lilian, lá na lista: “É um enorme prazer acompanhar essa meninada”

Professor é desdobrável, mas não inquebrável 🙂 Ensaio do 3º ano do CMPA, sob a direção dançante do colega Gustavo, que ontem se descadeirou na apresentação final.


ele é da matemática…
a produção é do colega Vinicius, das artes civis e militares.

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out 12 2009

O que o Brasil tem a oferecer ao Mundo agora?

Categorias: eventos,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 14:32

[aviso] Este é um texto atendendo uma solicitação de divulgação feita pela WebCitizen. Visitei o site do evento e penso que é interessante acompanhar de perto esta que julgo ser a primeira iniciativa neste tipo de conferência. [/aviso]

O que o Brasil tem a oferecer ao Mundo agora?

Este é a questão que vai orientar o TEDx São Paulo, um evento idealizado com inspiração nas conferências TED (Tecnologia, Entretenimento, Design) realizadas anualmente em Long Beach, California. Uma TEDx não é uma TED oficial, embora tenha mais ou menos os mesmos objetivos e deva seguir uma série de orientações.

… o primeiro evento TED no Brasil, o TEDx São Paulo, que reunirá mais de 700 pensadores para debater “O que o Brasil tem a oferecer ao Mundo agora?”. Durante todo o dia 14 de novembro, 30 palestrantes apresentarão inovações em diversas áreas de conhecimento e atuação, buscando descobrir como um pais moldado pela diversidade pode ajudar a construir, na prática, um mundo melhor. [Thamires, da WebCitizen]

Não entendi bem a menção de 700 pensadores. Por outro lado, a lista de 30 palestrantes, ainda incompleta, contém pessoas e possibilidades de temas bem interessantes. Senti algumas ausências, que ainda podem ser preenchidas: pensadores da área da educação, filosofia e sociologia; pensadores da cultura livre, das tecnologias de código aberto, por exemplo.

Quem eu gostaria de ouvir por lá? Lucídio Bianchetti, Nelson Pretto, Chico de Oliveira, Marilena Chaui, José Murilo, Sérgio Amadeu e, essencial!, nosso presidente Lula.

O quê eu gostaria de ouvir? Alternativas (em tecnologia, educação,  midia) que transgridam os caminhos formatados pelo capital, que ultrapassem a sua lógica, que realmente sejam transformadoras da sociedade das mercadorias.

Um evento como este pode tender a ser mais uma feira, na qual se compra e se vende (e só), ou um ritual de incensamento de novos (ou velhos) gurus hype. Pode, por outro lado, ser algo mais, sendo obrigatoriamente plural, contemplar visões de mundo diversas,  fazer pensar fora do quadrado, ser, enfim, surpreendente.

PS: 1) é a primeira vez que atendi solicitações de publicação aqui no blog. Uma experiência …

2) A Ana Beatriz atendeu, também, a solicitação de divulgação do evento e traz algumas considerações interessantes sobre os palestrantes, em especial, sobre o Many Eyes.

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out 12 2009

para as crianças que crescem muito rápido

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 00:10

Para os meus filhos que continuam crescendo rápido demais para mim. Escorregando pelos meus dedos o tempo todo…

Uma tradução (mais ou menos) da letra, pode ser lida aqui.


out 07 2009

O que é, o que é??

Categorias: BrasilSuzana Gutierrez @ 14:30

0virgula007 por cento

0virgula007 por cento

alguém arrisca?

Para pensar o outro lado que a imprensa não mostra:

“o MST é um movimento social nascido da miséria, da necessidade e do desespero. Eles estão em plena luta contra uma estrutura agrária arcaica e concentradora. Não se pode esperar sensatez de movimentos sociais da base da pirâmide social, que lutam por um direito básico do ser humano. Pelo contrário: é justamente a insensatez, a ousadia, a coragem de desafiar convenções que faz do MST um dos únicos movimentos sociais de fato transgressores na história brasileira.” [MST e laranjas, em Cinema e Outras Artes]

“A ação do MST, por mais radical que possa parecer, escancara aos olhos da nação a realidade brasileira. Enquanto milhares de famílias sem terra continuam acampadas Brasil afora, grandes empresas praticam a grilagem e ainda conseguem a cobertura do poder público.” [Pastoral da Terra, no Diário Gauche]

“Como forma de legitimar a grilagem, a Cutrale realizou irregularmente o plantio de laranja em terras da União. A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS) entre outras. Nossa ação não é contra as laranjas, mas contra a Cutrale.” [nota do MST em Amigos do presidente Lula]

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out 03 2009

Rio 2016

Categorias: Brasil,educação física,esporteSuzana Gutierrez @ 09:42

Rio 2016

Rio 2016

Só no final do meu treino de ontem, fiquei sabendo da vitória do Brasil na escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Não vi de perto (e nem de longe) as reações das pessoas e nada do processo que foi amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Somente ontem à noite pude ver alguma coisa, já filtrada e mais ou menos repetitiva na televisão. Difícil não se emocionar ao ver as cenas da apresentação, a reação das pessoas, a promessa implícita de transformações que se insere em cada cena. Transformação e continuidade.

Agora seguem com mais vigor as reportagens, os debates, as defesas e os ataques e será possível viver esta experiência que, ao contrário dos arautos otimistas e pessimistas não tem futuro determinado. Eu gostei, com certa apreensão, mas gostei. Bah 🙂 não tem como não reconhecer o desafio e a oportunidade e nem como deixar de conviver com o medo neste processo. Mas, nisso, começar a pensar no que fazer para estar realmente dentro deste compromisso assumido. Um compromisso que vai muito além da realização de uma enorme competição esportiva.

E preciso reconhecer, também, a participação generosa e decisiva de Lula que, apesar do bombardeio de classe da nossa midia, foi essencial nesta vitória do Brasil.

Não tenho dúvidas de que o Brasil pode arcar com a realização dos jogos. Mas quero saber a favor de quem e contra quem vai fazer isso, como disse paulo Freire… E espero que possamos aproveitar a oportunidade de realmente tornar o esporte (a educação física) parte da vida de todos, num de seus espaços mais essenciais – a escola. Este aqui é um ponto polêmico e que, uma hora destas, vou abordar por aqui. E, também, o desafio de viver o esporte além do lazer e da guerra,  como movimento social.

Nos vídeos muito de utopia, em especial neste, mas, também, a inevitável emoção. Principalmente para quem acredita que a utopia não é só necessária, mas fundamental.

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