jul 29 2009

formação de professores

Categorias: academia,educação,mestrado,ticSuzana Gutierrez @ 11:04

[…] Infelizmente, as políticas públicas estão sempre na direção da “formação” e “capacitação” dos professores, nunca na direção da apropriação e consolidação da cultura digital. [Ana Beatriz, no Educação à Distância]

Com esta frase a Ana Beatriz encerra o seu texto, que fala da palestra do MEC na WCCE 2009 e resume muito bem o que é um dos grandes nós da questão da inserção das tecnologias da informação e da comunicação no trabalho do professor.

Lembrei que uma das minhas recomendações (p. 195/196 )  na dissertação, mestrado com defesa em 2004, foi a formação a partir da imersão na rede, justamente para garantir uma apropriação que dificilmente os treinamentos e capacitações possibilitavam.

Inserir as TIC no trabalho e na  prática educativa não se trata de aprender a usar ferramentas e, sim, de falar uma nova linguagem, de incorporar práticas sociais. O requisito básico de uma formação é a de abrir o caminho para isso. Isso demanda tempo e reflexão e recursos, sobretudo recursos humanos.

Me preocupa quando leio que

“Os professores da rede pública têm a sua disposição vários cursos a distância para seu aperfeiçoamento continuado, além de extensão e especialização. Até final de 2010 teremos mais de 500 mil professores que passaram por estes cursos, isso sem contar com a UAB, a missão do MEC é não só produzir e promover, mas propiciar aos professores a oportunidade de escolherem o curso que desejem fazer.” [no Web Rádio, da palestra do MEC na WCCE]

pois, não posso deixar de calcular a alocação de recursos tecnológicos, de espaço (polos, NTEs), a quantidade de professores que está sendo necessário contratar (concursar!) para efetuar esta formação gigante. Isso dá aproximadamente 12.500 turmas, necessitando, no mínimo, 12.500 professores e/ou 25.000 tutores, … (mesmo este processo já estando em curso, os números são grandes)

Quando o MEC está intimando as universidades e centros universitários a cumprirem em até 90 dias a lei que diz que as instituições de ensino superior devem ter um terço do corpo docente com dedicação integral, na certa espera que esta contratação em massa que deverá ocorrer possa cumprir esta mesma lei.

Assim, quando não vejo movimentação no sentido de realização de concursos e nomeação de docentes, fico pensando como se dará esta capacitação e se esta será uma real apropriação de uma nova linguagem ou apenas mais um treinamento no uso de ferramentas.

No segundo caso, o resultado já se sabe qual é:  professores resistentes, laboratórios fechados (ver p. 136 da minha dissertação). Pois, não será a “criação, no homem, do correspondente sentido, graças ao qual ele pode compreender o sentido da coisa.” (KOSÍK, 1976, p. 29)

Imersão na rede é formar e viver a rede, ser parte dos elos cooperativos que podem surgir entre professores e, este, é um movimento que passa pela construção de cursos de formação que privilegiem a formação da rede. Cursos que vão exigir muito mais do que ambientes virtuais e tarefas lineares e, por isso, vão exigir muito daqueles que vão, juntamente com a tecnologia, mediar esta aprendizagem.

Aí que pergunto se as nossas instituições formadoras estão prontas para fazer e manter este mergulho na rede junto com estes 500.000 professores.

KOSÍK, K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976. 230 p.

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jul 23 2009

Hello world!

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 18:48

Como podem ver, estou de mudança 🙂

Novo host, novo software.

Aos poucos estou arrumando a casa


jul 21 2009

Compartilhando informações

Categorias: redes sociaisSuzana Gutierrez @ 17:39

Como as pessoas compartilham informações:


* clique para aumentar a imagem

A idéia é usar o Facebook para ficar por dentro do que anda rolando.

Contexto!

via Silicon Alley Insider

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jul 21 2009

Férias!

Categorias: lugaresSuzana Gutierrez @ 15:47

Hora de redirecionar certas coisas. Os últimos dois meses afetaram bastante o meu caminho de pesquisa. Negativamente 🙁 Mas, ….

Por enquanto estou procrastinando…

Pelo menos fiz um pouco do que procrastinei antes… Comecei a mexer nas fotos que tirei em Paris no ano passado. Bah… boas lembranças em cada foto. Vontade de voltar.

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jul 21 2009

Coisas óbvias

Categorias: políticaSuzana Gutierrez @ 13:54

Se todo mundo que tiver 38º de temperatura procurar um posto de saúde será o caos!

(resta saber à quem serve o caos)

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jul 21 2009

Reflexões sobre a Aprendizagem

Categorias: educação,ticSuzana Gutierrez @ 10:25

gatosComo, quando, por que aprendemos; a inevitabilidade de aprender; a simplicidade de aprender; a complexidade de aprender … volta e meia estas questões aparecem no horizonte mais próximo. Quando eu me pergunto por que aquilo que vivenciamos no treino não aparece no jogo, quando um conceito surge claro inesperadamente, quando uma ligação se esconde, foge, não relaciona. – aprender … apreender.Uma questão de conteúdo e contexto, de desejo e oportunidade. Mais uma vez fiquei pensando sobre isso, hoje. E dei uma vasculhada nas situações de aprendizagem pelas quais passei, tentando isolar uma diferente, que, por isso, pudesse me mostrar alguns caminhos.

Anos atrás, durante o verão (férias!), ao observar a minha irmã pintando caixas e outros utensilios de madeira, me deu vontade de fazer o mesmo. Ela prontamente vestiu as roupas de mestra e passou a me orientar.

Achamos uma destas embalagens de flores (uma caixa de madeira) que andava jogada pela casa e comecei a mexer com as tintas e pincéis. Minha mestra havia feito cursos, aprendera técnicas e as executava com cuidado, seguindo as diversas etapas e foi assim que passou a me ensinar. Eu segui…

Agora, … o que me motivou a querer me aproximar deste conteúdo (pintura, artesanato), no contexto (informalidade)? Minha vontade era mexer com as tintas, usar os pincéis, os dedos, combinar as cores, tentar fazer ‘coisas’ surgirem por puro prazer. Sem compromissos com a técnica, priorizando o instinto ao invés das etapas de criação (eu diria reprodução).

A mestra foi embora no fim de semana e me deixou com suas ferramentas. Conteúdo e contexto me fizeram buscar estas ferramentas para conhecer melhor, vivenciar, construir e desconstruir. E eu, sem as técnicas e procedimentos atrapalhando, busquei outras. Pintei com panos, com dedos, dilui, misturei, errei e acertei, descobri, descobri. E criei.

O conteúdo foi guiado (flutuou, mergulhou) pela linguagem que as minhas ações, escolhas, contexto determinaram. As ferramentas não escolheram o conteúdo. Este não se conformou, ao contrário, de certa forma determinou, transcendeu ferramentas.

Um objeto (uma relação), parte de um contexto, que possui uma linguagem, formas de expressão – centro de interesse, objeto de desejo, inevitável aprendizagem. Movimento.

Assim, caros 6 leitores, não perguntem como usar blogs em educação ou o twitter na aprendizagem de língua portuguesa. Mais do que ferramentas, blogs, twitter, … podem fazer parte de uma linguagem que os contém, além das coisas que queremos (queremos?) apreender. A linguagem do nosso contexto que não é una, nem fixa, nem imutável.

… ainda pensando

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jul 19 2009

100 !!! jeito de ser diferente :))))

Categorias: esporteSuzana Gutierrez @ 18:16


GRÊMIOOOOOOOOOOOOOOO
!!!!!!!!!!!!!!!

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jul 14 2009

Jogos da Amizade 2009

Categorias: basquete,basquete cmpa,rastrosSuzana Gutierrez @ 19:23

Voltei e estou de quarentena @@

Mas os jogos foram, como sempre, o máximo!

macacos molhados :)

relatos aqui >> basquetecmpa

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