No final dos anos 90, juntar uma página web (webtosquera style), linkar uma lista de discussão ou um forum, era criar um ambiente de aprendizagem online. Os resultados da interatividade não eram muito públicos, mas, assim que apareciam, novas ferramentas e recursos eram adaptados ao “ambiente”.
Lá por 2003, na pesquisa do mestrado, eu apostei nos blogs por entender que “a revolução não vem do que se costuma chamar centro, do que se tem por oficial. A transformação da praxis humana vem dos “puxadinhos” [...]” e construi o [zaptlogs] ao estilo
Com algumas escorregadelas nas metáforas mais introjetadas, mas procurando outros caminhos no ensinar-aprender de forma distribuída.
Hoje, a grande hype da “web 2.0” fez proliferar aplicativos que são as “taubas e os pregos” dos novos puxadinhos. Um novo impulso e uma opção para aqueles que preferem a rede ao invés dos ambientes mais ou menos fechados e mais ou menos privados.
A possibilidade de um formato que sai fora da metáfora que a maioria dos LMS não abandona: a da sala de aula tradicional: salas, bibliotecas, cantinas, para não falar nos processos… Apesar do problema de que algumas startups também endups tri rápido…, ainda assim, a filosofia puxadinho se vira, acostumada que está com a efemeridade das soluções.
Todo este papo é para dizer que, o que vejo sendo chamado de Edupunk, parece não ser uma novidade e sim um desdobramento web 2.0 do que era um Eduhack (embora eu esteja inventando este termo agora, pelo menos nesta acepção de educação hacker) ou Metalearning. Mesmo considerando similaridades entre os movimentos Hacker e Punk, o Edu dos dois pode apresentar diferenças.
Edupunk, termo cunhado por Jim Groom em maio do ano passado e discutido um pouquinho na lista Barcamp Brasil pouco depois, será uma nova postura pedagógica para a educação ou mais uma hype que, como a maioria das hypes, tem os limites do “consumo” de alguma coisa?
Voltei a pensar no assunto lendo este artigo, via CUED e retornando a referência de Stephen Downes. Este meu texto, é um “pensar por escrito”, ideias apenas esboçadas para por o assunto na roda.
Assim, estou socializando eduhackicamente algumas referências sobre Edupunk, enquanto trato de conhecê-las melhor.
)) Edupunk – Jim Groom
)) Edupunk
)) Edupunk no Sthepen’s Web >> mais
)) Introducing Edupunk – Leslie Brooks
)) Introducing Edupunk – comentário de Stephen Downes
)) Edupunk na lista Barcamp Brasil
)) Edupunk: que Deus salve os pedagogos
)) vídeos






janeiro 28th, 2009 at 13:32
Apesar de não ser algo propriamente novo, parece que nesta área tem muita a ser criada. Novos métodos, novas estratégias, novos posicionamentos das instituições. A pedra ainda esta meio bruta. Fico contente se contribuí de alguma forma na discussão.
janeiro 28th, 2009 at 13:41
Oi Francisco
Na época em que surgiu o tema eu não pude participar e nem aprofundar o assunto. Hoje, reuni estas referências e vou tentar acompanhar o que vier.
A terminação punk, bem como, a terminação hacker podem gerar uma série de interpretações complicadas. Penso que uma educação que aproveite as possibilidades informais, livres e em certo sentido mais anárquica, poderia aproveitar um pouco da filosofia destes movimentos, mas construir um referencial próprio.
Gostei muito do teu blog e já linkei lá nos meus feeds
abraço
Suzana
agosto 31st, 2009 at 07:07
[...] no conceito de Edupunk? Aponte seu navegador para esta entrada no blogue Profa. Suzana Gutierrez. Ela indica algumas referências sobre o assunto e discute [...]