nov 01 2008

Congresso

Categorias: ead,educação,tecnologia,ticSuzana Gutierrez @ 05:01

O I Congresso de Tecnologias na Educação está entrando na reta final com um movimento fantástico em todos os espaços.

Eu gostaria de agradecer aos colegas e às colegas que acessaram a minha palestra trazendo provocantes e enriquecedoras contribuições. O teórico complementado pela experiência prática e a vivência de tantos educadores foi decisivo para que os objetivos propostos no tema fossem alcançados.

Hoje, quando São Paulo autoriza a EAD para o ensino médio, é mais do que nunca necessário discutir as formas como isso acontecerá e que implicações terá na formação e no trabalho do professor.

Serão estes 20% da carga horária de estudos destinados a alunos e professores para que realizem atividades online (troca de emails, leitura e edição de blogs, participação em foruns e ambientes educacionais, pesquisa, …) ou serão destinados à disciplinas específicas onde o conteúdo elaborado por um professor é colocado online para que os centenas alunos “cursem” auxiliados por tutores contratados por salários baixos e sem direitos trabalhistas?

Nosso diálogo no forum em torno destas questões com sérias implicações na formação e no trabalho do professor e na educação como um todo, especialmente em intersecção com as TIC atinge, até este momento, 169 contribuições.

Mais do que renovar e enriquecer a nossa prática, temos que pensá-la. Muito obrigada!

Tags: , , , ,

7 Respostas para “Congresso”

  1. Alda says:

    Olá Suzana,

    Este post está muito provocador, pois trata de duas questões que têm sido debatidas em vários encontros que são: A expansão exacerbada da EAD como uma mera transposição do presencial sem levar em conta as especificadas da rede, e o lugar do profissional TUTOR. Afinal quem é o Tutor? Professor? Se não é, professor porque exerce a função de professor e precisa ter formação docente para atuar.
    Participei do I Colóquio de Tecnologias na Educação no IAT BA e a profª. Edméa Santos abordou também cestas questões que estão permeando as discussões no âmbito educacional.
    Precisamos debater sobre estas políticas públicas na educação.

    Abraços,
    Aldaci

  2. felipefonseca says:

    fala, su… tem a ver. e é nesse sentido que estamos retomando a idéia do metalearning: http://rede.metareciclagem.org/conectaz/MetaLearning

    bora conversar?

  3. Suzana Gutierrez says:

    Oi Alda

    Na minha opinião nem deveria existir este profissional TUTOR. Até porque o termo tutor vem carregado de significados que a educação poderia esquecer.
    Um professor >> 5 tutores >> 250 alunos = ao Método Lancasteriano.
    A política da educação é a política do capital. Não é a toa que ressuscitam estas coisas.

    abraços

  4. Suzana Gutierrez says:

    oi ff :)

    Bom te ler por aqui. Estes dias li uma postagem sobre uma pesquisa de quem seriam os ban ban bans das midias sociais e vi que esqueceram a maioria daquele grupo que em 2001 já pensava estas coisas.

    Os mais lembrados foram os que pegaram a ‘onda’ que se formou, quase sempre os das monetizações\probloggers etc.

    Mas, é até por estas que vale retomar as meta idéias (aliás, cabia um blog bem cronológico com esta história).

    abraço!

  5. felipefonseca says:

    nem aí pros surfistas de hype… não acho que aquela nossa galera entre nessas de ranking também ;)

    sobre o blog cronológico, eu tô dando um esforço especial no mutirão da gambiarra… chegaste a ver o trecho da tese do miguel caetano que conta sobre metafora/metareciclagem?

    http://mutirao.metareciclagem.org/fonte/Jeitinho-Brasileiro-e-MetaReciclagem

  6. Suzana Gutierrez says:

    Oi ff
    Li por alto a parte da tese publicada lá no Metarrec. Muito legal. Salvei pra ler com mais atenção.

    abraços!

  7. Tati Martins says:

    Oi, Suzana!
    Muito obrigada por sua visita ao meu blog e por seu comentário tão preciso e crítico diante da realidade que estamos vivendo hoje.
    Com certeza a entrada dos novos recursos tecnológicos na sala de aula vem acarretando uma sobrecarga para os professores. Eu mesma tenho me cobrado uma atualização constante que beira a ausência de folga total. Urge que estas questões sejam pensadas e consideradas concretamente. O que não se pode deixar, porém, é que se abra mão do enriquecimento e atualização da Educação em relação às necessidades atuais, com a “desculpa” de que está fora das atuações remuneradas. (Escuto isso volta-e-meia.)
    Um beijinho,
    Tati

Entre na conversa