maio 30 2008

Quase!

Categorias: doutorado,ufrgsSuzana Gutierrez @ 04:28

Se um blog pode servir para resgatar o registro de um dia qualquer, de um momento qualquer e, na soma das muitas vozes que blogam este dia qualquer, representar com coerência um momento do todo vivido, é um bom tema para pensar.

Para mim, ontem foi um momento digno de registro: primeira versão completa do projeto de tese apresentada. E foi MUITO bom saber que estou quase lá.

A foto? A foto é dos caminhos da UFRGS e de quando eu ainda ia olhando para o chão. Isso até foi bom, pois pude ver o bordado que as folhas que o outono derruba conseguem fazer nas pedras. Ontem tudo era cinza marcado pelos dourados do outono. Na ida neh 🙂 Porque na volta, no meio do vento, do frio e da chuva eu só via os dourados :)))

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maio 22 2008

onde anda Su?

Categorias: doutorado,rastrosSuzana Gutierrez @ 09:13

Livros!

enredada… e esta é só a pilha do quarto ¬¬

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maio 20 2008

A pesquisa, o treinamento e a metodologia

Categorias: basquete,pesquisaSuzana Gutierrez @ 02:24

Todo pesquisador sempre se surpreende um pouco quando chega aquela hora de pensar, escolher, detalhar, fundamentar a forma de onde olha, como olha e como registra o fenômeno que vai investigar. Principalmente se o seu objeto de estudo são as pessoas, suas ações e os significados que elas assumem nos mais variados aspectos.

Impossível não se enrolar um pouco, não duvidar do que se tinha por certo e não discutir consigo mesmo e com os desafortunados colegas que cruzarem a nossa ‘bolha pesquisadora’, aquele universo particular que carregamos por todo lado em tempos de investigação.

Pois faz dias que o meu sono se abrevia em algumas horas, que o meu normal desligamento se aprofunda porque estou derivando em duas direções, pelo menos. Uma é a preocupação com os aspectos metodológicos de minha proposta de tese, a outra é a preocupação com os procedimentos do treinamento da minha equipe de basquete.

Se parecem dois assuntos completamente diferentes, podem anotar aí que não são. A principal diferença é que no basquete eu já sei onde quero chegar e na pesquisa o final não está determinado. Em ambos eu traço objetivos, metas, estratégias, dentro de um referencial que não é de hoje que estou construindo. Referencial que em alguns pontos é muito semelhante e em outros bastante específico.

A visão de mundo é a mesma, construída não sem alguma dor, não sem muitas dúvidas, sob o peso de uma realidade que marca ao mesmo tempo que é difícil de apreender, que limita ao mesmo tempo que ilude.

A metodologia não consegue se afastar de partir das contradições que movem esta realidade, mas, que pelas características dela, é um campo minado de dúvidas, cansativo às vezes, desafiante noutras.

E novamente hoje eu acordei antes do relógio, pensando em como conciliar a abordagem de uma metodologia, com a visão de mundo de outra, com procedimentos de análise de uma terceira. A pesquisa on-line ainda precisa que a metodologia seja estudada, aprofundada, modificada junto com o fenômeno que se quer interpretar, explicar.

Basquete Infantil
Os objetivos são parecidos, mas os olhares não convergem.

E lembrei de ter sonhado com treinos de basquete. E derivei para os problemas de lidar com duas metodologias, duas finalidades no mesmo treino. Pensei nos meus objetivos e nos deles. E, pela milésima vez me questionei sobre as diferenças. E, disso, passei para as pequenas coisas, as picuinhas do dia dia na quadra. Brincar no treino ou brincar com o treino?

Aí pulei da cama, fui fazer um café e escrever isso aqui. Porque, que nem Alice, eu estava pensando em duas coisas ao mesmo tempo. Como sempre! Acomodei o basquete num cantinho por um tempo e estou focando no problema mais complicado: os meus prazos e o quanto eu quero avançar neles.

A metodologia me faz pensar as coisas movidas por suas contradições; que os fenômenos evoluem pela dialética entre os opostos em luta no seu interior. O método pode, entretanto, não ser procurar o fundamento e a essência do fenômeno, ver como a contradição age ali. O método pode ser viver o fenômeno, junto com quem vive aquela realidade, descrever, aprofundar o olhar. Ao mesmo tempo em que considerar os significados, desvelar o que a realidade aparente esconde e, neste movimento, confrontar a contradição, aproximar metodologias.

E, depois, olhar para aquilo que coletamos, sem domesticar este olhar, deixando que a teoria aflore e, se formos felizes :), que ela explique um pouco, que ela construa um degrau na compreensão. Que, se ela por si só não transformar a realidade, que seja um passo à frente no sentido desta transformação.

Meu café esfriou…

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maio 11 2008

a questão do tempo

Categorias: categoriasSuzana Gutierrez @ 15:55

De tempos em tempos o tempo ganha um bom tempo do meu tempo 🙂 Brincadeiras à parte, quanto mais velhos ficamos, mais notamos os pequenos detalhes e as grandes diferenças que a passagem do tempo vai esculpindo no nosso cotidiano.

Esta semana, no início de um dos treinos de basquete, estávamos em círculo conversando e alongando quando chegou um dos guris, apressado e atrasado e foi entrando na roda. Alto e magrão, ele usava umas meias longas, verdes com algumas listras brancas e eu, para brincar, falei para o grupo que ele tinha vindo vestido de Garibaldo.

Ninguém riu… e eu tive de me dar conta que fazia tempo que o Garibaldo já estava com o prazo de validade vencido para menores de 30 anos.

Passou… Até que ontem eu estava conversando com um dos meus alunos menores, no MNS (ele, porque eu uso SamePlace) e ele todo agitado resolveu me mostrar uma música. É tri engraçada, disse ele. E me enviou “O Vira”, cantado pelos Mamonas Assassinas. E continuou animadamente me contando como tinha “descoberto” a banda e as músicas dela.

Fiquei achando estranho até que a ficha, de novo, caiu… O tempo… Ele nasceu no mesmo ano que os Mamonas se foram. Hoje, como quem escava algum acervo de discoteca falida ele descobre os Mamonas…

E foi aí que comecei a pensar nas obras do tempo nos lugares, nas pessoas. Pensei nas coisas que se vão e que só se recuperam por sorte, por um acaso qualquer que atira aquela lembrança na nossa frente.

E me veio aquele medo de sempre de esquecer, de esquecer que minha avó me contou que na gripe espanhola as pessoas morriam na rua e que meu avô, quase menino ainda, ajudava nas brigadas que retiravam os mortos. E eu já me esqueci se os bondes desta época já eram elétricos ou ainda puxados por burros. A gente esquece… Ela estava lá como eu agora estou aqui vivendo as coisas do meu tempo. Seja na história oral ou qualquer outro meio de registro temos este impulso de não deixar desaparecer no tempo as coisas.

Porém, de certa forma deixamos pistas e um belo dia alguém redescobre os nossos guardados. Uma arqueologia cotidiana que vai desenterrando as coisas que enterramos. Me fez pensar neste nosso tempo de tantos registros, de tantos ‘sambaquis digitais’.

Os blogs um dia vão ser o lugar de onde recuperar a história de um dia, narrada na voz de milhares de pessoas. Isso, por si só, já permite um outro olhar sobre as narrativas cotidianas, os textos simples que falam do café de uma manhã qualquer.

Neste modo arqueológico que entrei o dia das mães e escaneei fotos velhas, segui por elas algumas trajetórias, reencontrei pessoas, mexi com o tempo e as lembranças. E na casa de minha mãe reviramos gavetas, fuçamos velhos albuns, perguntamos uma vez mais: quem era este aqui? Relembramos, rimos de novo, sentimos saudades. E fica aqui o registro, porque eu não quero esquecer.

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maio 03 2008

Newcomb ball

Categorias: educação físicaSuzana Gutierrez @ 05:19

Esta entrada vem atender diversos pedidos.

O Newcomb, alguns conhecem por “Newcon” ou “Nilcon” ou qualquer coisa parecida., é um jogo muito usado como pré-desportivo. Foi criado em 1895 por uma professora de educação física chamada Clara Baer, que dava aulas no Sophie Newcomb College, faculdade feminina em New Orleans, USA.

O Newcomb tem regras simples. A quadra se assemelha a de Voleibol, tendo uma zona neutra mais ou menos correspondente a zona de ataque. Enquanto no Volei a linha da zona de ataque fica à 3 metros da linha que divide a quadra, no Newcomb esta distância será entre 1,5m a 2m.
Sobre a linha central, numa altura de 1m à 2m.

Joga-se com um número variável de atletas na equipe, de 6 em diante. O número de atletas em cada equipe deve ser o mesmo. Jogos com mais de 12 atletas por time são recreativos. O jogo original começava com um bola ao alto semelhante ao basquete, dado do lado de fora da quadra.

A partida dura 30 minutos divididos em dois tempos de 15 min. Depois da metade do tempo as equipes trocam o lado da quadra.

A finalidade é arremessar a bola na quadra adversária, fora da zona neutra, de modo que ela toque o chão ou que um adversário a deixe cair. Passar a bola sob a corda, tocando a corda é uma falta e será ponto para o outro time. Três jogadores podem tocar a bola antes dea ser arremessada para o outro lado.

São faltas, também: sair fora da quadra a não ser para se assegurar de uma bola fora, jogar ou pegar a bola caído no chão, jogo violento, reclamações da arbitragem, etc

Muitas destas regras podem ser adaptadas, assemelhando mais o jogo ao Voleibol e Mini Voleibol. Por exemplo, tornar válido o toque da bola na corda. Usar a rede em vez da corda. Usar o saque inicial em vez da bola ao alto. Contar o jogo por pontos e não por tempo.

No CMPA o Newcomb fazia parte dos nossos Jogos Internos e o regulamento era adaptado.

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maio 02 2008

Dia do Trabalho!

Categorias: trabalhoSuzana Gutierrez @ 06:43

É só nele que não se trabalha. Será?

Trabalhando, não pude pensar muito sobre o trabalho.

* tenho esta charge a tempo, não sei quem é o autor

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