jan 21 2008

Twitter, don’t believe the hype…

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 11:17

Nos últimos dias tenho lido mais postagens sobre o twitter do que as twitagens de meus companheiros de twitter. Para quem não sabe, o twitter é um aplicativo web de microblogging a partir da pergunta inicial “o que você está fazendo?, ou seja, faz mini postagens que uma rede de pessoas que decidem lhe acompanhar. E você, por sua vez, vai ler as micro postagens daquelas pessoas que você está acomapnhando.

E, nas postagens sobre o twitter que ando lendo, é possível constatar a construção de uma “cultura twitter”, na qual cada dia alguém descobre, intui, fuça uma forma de usar o twitter.

A apropriação da tecnologia é uma coisa que transcende a hype. Quando a coisa está na boca de todo mundo a gente vai lá, se inscreve, instala, usa. Aí vem as desistências rápidas, quando o cara não entende ou entende e faz um julgamento sumário; tem as desistências médias, quando a pessoa usa um tempinho e abandona sem muitas considerações. Bom, … eu penso que o twitter ainda não chegou no estágio de ter aquelas desistências muito pensadas, discutidas, avaliadas,…

Eu fiquei na desistência média. Me inscrevi na primeira onda, usei um tempinho e larguei. Faz um tempo que voltei, meio que na obrigação, para ver para onde ia a coisa toda. E notei alguma mudança minha em relação ao uso. Observei os demais e me parece que achei uma tendência se criando.

Mais forte que a pergunta original do Twitter: “o quê você está fazendo?” eu estou vendo as pessoas responderem com o que está acontecendo. E aí o twitter assume na rede uma possibilidade de rapidamente disseminar informações relevantes sobre temas de interesse geral.

Hoje mais cedo li e comentei este post da Raquel sobre o Twitter e, em seguida, sou chamada a ler a resposta de um outro comentário meu sobre microblogging feita na postagem em que a Renata do Yahoo Busca Educação deu seguimento ao meme das Previsões para a Aprendizagem em 2008.

Nestes dois comentários eu descrevo esta minha reaproximação com o twitter e estes recentes achados sobre a apropriação que individualmente e socialmente começamos a fazer da tecnologia.

Falo, especialmente que, sobre o Twitter, precisamos esperar. Dar um tempo e ver como as pessoas se apropriam da coisa. Por exemplo, o Orkut criou os testimonials para que as pessosas falassem umas sobre as outras ou fizessem declarações públicas em relação ao amigo.

Porém, os usuários descobriram uma nova forma de usar o testemunho: para enviar informações privadas. Informações que não desejam que sejam, de jeito nenhum, públicas. Isso é possível porque o testimonial tem que ser aceito por quem o recebe e pode, no seu texto, conter a orientação para que seja lido, mas não seja aceito. Aceitar significa publicar, no caso.

Esta é uma prática comum que observo entre os meus alunos. Lá nos recados (scraps) vêm a solicitação me manda por testemunho, o que significa, me manda em segredo.

O Twitter vai passar certamente por estas adaptações e apropriações criativas.

Um pouco do que andei lendo sobre o twitter:

Ficam aí as referências para a Gabriela, aluna da Raquel que está investigando o Twitter.

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6 Respostas para “Twitter, don’t believe the hype…”

  1. raquel says:

    Que ótima reflexão. 🙂 Concordo contigo em quase todos os pontos! 🙂

    Bj

  2. Gabriela says:

    Opa, muito obrigada pelas referências! Já estou explorando link por link 😀 🙂

    Aliás, muito bom o post… só o tempo irá nos mostrar as múltiplas adaptações e apropriações criativas pelas quais o Twitter irá passar. Até lá, o jeito é aproveitar a ferramenta para experimentações – quem sabe disso não surgem usos legais?

  3. Sindy says:

    Oi Su

    Gostei muito do post. Há tempos estou interessada no Twiter, mas confesso que a provocação “o quê você está fazendo?” não me seduz – até porque acho que contar que estou trabalhando, trabalhando, trabalhando,… não vai interessar ninguém. E certamente eu faria parte do primeiro grupo, das desistências rápidas!
    Mas agora vc aponta uma possibilidade mais interessante: “o que está acontecendo” e já fiquei pensando em como levar isso para a escola… De qualquer forma, vou seguir sua sugestão e esperar mais um pouco. Enquanto isso vou lendo suas considerações sobre o assunto 🙂
    Bjs
    Sintian

  4. Sérgio F. Lima says:

    Opa Sú!

    Eu acho que não devemos seguir todos os hypes não! Temos que refletir se eles agrgam algum valor a nossa vida já sufocada pela superdosagem de informações…

    Nesta entrada aqui e mostro meus 6 argumentos para não participar do hype do Twitter, que diga-se de passagem as aplicações são todas forçadas de barra que podem ser feitas (e bem) com as ferramentas já existentes nos blogues… Também escrevi sobre isso, mas sem apontador para não parecer spammer 🙂

    bjs

  5. Suzana Gutierrez says:

    Oi pessoal!

    Obrigada pelos comentários. Eu reuni alguns pensamentos que foram pingando pelos últimos tempos e, ontem, parece que o twitter me pegou para escrever. Foi twitter demais na minha tela 🙂

    Raquel e Gabriela, eu penso que as coisas que estão influenciando o comportamento das pessoas on-line (e off tb) devem ser acompanhadas, estudadas, até nos dizerem a que vieram.

    Sérgio, não penso que se deve seguir toda hype que aparece, até porque não dá mesmo. Mas penso que é interessante seguir alguns sinais e deixar abertos os canais. Para mim o twitter está como uma opção, estou usando para manter vivo, mas esperando ver se vou precisar mesmo dele e em que circunstâncias e observando.
    Por enquanto, estou achando que o real uso dele não será individual, mas social.

    Vou linkar o teu post aqui nas ‘referencias’.

    em tempo: vcs viram o ReadBurner? Aqui está uma coisa interessante: metafiltro, metaagregador.

    abraços!

  6. gutierrez/su » Twitter e suas tendências says:

    […] importante: Depois que eu previ a mudança do “o que você está fazendo?” para “o que está acontecendo?” […]

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