jan 24 2008

Rede de Professores Inovadores

Categorias: educação,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 16:18

A Innovative Teachers Network é uma proposta da Microsoft para a formação de redes sociais de professores. Neste site de rede social, o professor que se cadastrar terá um espaço para formar a sua própria rede, além do indefectível perfil.

O SRS promete acesso e possibilidade de postagem de materiais educacionais, acesso a ferramentas de desenvolvimento, comunidades, calendários, foruns etc. A Microsoft não reclama a propriedade de nenhum material criado e postado pelos usuários, porém se reserva o direito de copiar, reproduzir, publicar qualquer material.

O Orkut educacional da Microsoft aparece (para mim , pelo menos) justamente quando a mesma se prepara para investir 235,5 milhões de dólares em escolas por todo mundo, com o objetivo de triplicar o numero de professores e estudantes treinados no uso dos seus softwares. Isso é parte do projeto Parceiros na Aprendizagem e é condicionado, é claro, ao uso dos produtos da Microsoft.

Só espero que por aqui ninguém embarque nesta canoa que já tem destino fixado. A mesma escravidão (e indigência mental) que faz com que alguns pensem que o Linux só funciona se a máquina tiver o Windows instalado, como conta o Bicarato.

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jan 24 2008

7 links interessantes para visitar e registrar

Categorias: links,recursos,software,tecnologiaSuzana Gutierrez @ 15:43

Desisti da idéia de postar links somente aos sábados. Está acumulando muito e a postagem vai resultar muito grande. Assim, mudei a proposta e vou postar a cada 7 links que eu pensr em recomendar.

Aí vai a primeira lista:

  1. Smart Digg Button :: Firefox Add-ons – botão Digg para o Firefox, fácil submeter as páginas visitadas.
  2. 10 Remarkable (and Free) WordPress Themes – temas para wordpress
  3. 5 Free Online Pie Chart Utilities – para construir gráficos pizza (web)
  4. Chyrp – aplicativo entre o blog e o microblog
  5. Text Mining Tool – free converter of PDF, DOC, CHM, RTF, HTML files to text – para converter vários formatos de arquivos em texto
  6. The Alphabetizer puts just about any list in alphabetical order – ponha quase qualquer coisa em ordem alfabética
  7. PNG Icons & Icon Packs Download | IconsPedia – uma enciclopédia de ícones >> .ico e .png

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jan 24 2008

La Cucaracha

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 06:39

Dizem que quando o gato sai de casa os ratos fazem a festa… Eu não tenho gato para sair de casa, mas descobri que a minha ausência foi um paraiso para as baratas. Com apenas um ogro habitando a casa entre o Natal e esta semana, algumas coisas não entraram lá: a diarista, sol, ar puro, por exemplo; enquanto outras entraram sem qualquer problema: baratas e outros insetos, mofo, coisas espalhadas, poeira,…

Ontem foi o dia de limpar mesmo tudo e de desalojar inquilinos invisíveis. A idéia de colocar Butox (já to vendo os referrers “clinica botar butox“) em ralos se revelou uma arma perfeita para liquidar com a maioria dos clandestinos e, de quebra, matar carrapatos e sarna de quem se banhar no Guaiba nos próximos dias. Com um único inconveniente: as baratas da casa correram para o esgoto e as do esgoto correram para casa! as vítimas acuadas descobrem saídas alterativas. Ah… a rede (de esgotos, no caso) e suas inesperadas ligações.

Subitamente, as baratas emergiram (viralmente) no meu micro jardim interno, em meio aos meus tão amados seixos. Meu PC atualmente é bem de frente para o tal jardim e presenciei a emergência. O laptop quase foi para o chão e eu lamentei, MESMO, o meu hábito de andar descalça e não saber onde deixei os chinelos.

Pedindo socorro, peguei a coisa mais próxima e ataquei a orda de Blattodeas vulgaris. Descobri, enfim, a utilidade daqueles guia telefônico que tem o tamanho de um caderno pequeno de 800 folhas (aquele qua não dá nem para abrir). Enquanto eu batia nas baratas, a Ana Paula (minha ajudante para assuntos domésticos) veio correndo com os chinelos e o Baygon.

Contido o primeiro ataque, providências foram tomadas: mais butox, ralos fechados, chinelos colocados estratégicamente pela casa toda. Bom,… como dizem os guris da minha equipe de basquete: não teve rebote… elas não voltaram. Vitória!

Lição: quando você quiser acabar com uma ou duas baratas que, por acaso, estiverem vivendo na sua casa, use o chinelo. Soluções finais acabam acordando o exército do rei escorpião e você acaba trazendo para casa aquilo que queria ver fora. Em muito maior quantidade.

Periplanetas à parte, ontem foi um dia produtivo no front doméstico:

* casa limpa e semi arrumada – a minha participação nesta parte foi a de pesquisar alguma coisa e descobrir que nunca serei uma FlyLady. Eu não passaria do primeiro dia, por incompetência e, também, por visão de mundo.

* a minha porção da mata atlântica foi contida, ou seja, aquela vegetação alienígena que vem do terreno vizinho não vai mais acabar nos matando. Nesta parte eu participei ponderando com o Seu Adão (bom nome para jardineiro) que a serra elétrica era uma alternativa meio exagerada para podar dois pés de roseira de um pequeno jardim vertical (para não dizer um barranco com algum mato).

* impressora instalada e funcionando (antes de descobrir que o cabo USB que mandaram era insuficiente, eu já tinha gastado uma hora fuçando o que estava errado com a instalação\configuração).

* depois de 4 dias o meu carro secou. Os 4 cm de precipitação pluviométrica de Capão da Canoa que ele absorveu sábado passado enfim evaporaram. E eu nem contei que viajei para Porto Alegre num carro aquário.

* em tempo: Butox é um carrapaticida que eu uso, também, como formiguicida e baraticida. Apesar da sua alta lipofilia (atração pelas gorduras) ainda não o usei numa das minhas inconstantes dietas.

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jan 22 2008

Velhas casas

Categorias: lugaresSuzana Gutierrez @ 18:16

Eu gosto muito de casas de praia, principalmente aquelas que parecem guardar os ecos (ou os ventos) de muitas histórias. Quando posso, gosto de fotografá-las, mas já fico feliz de encontrar algumas delas por aí. Assim, decidi publicar, toda a terça-feira, a imagem de uma casa destas. As que fotografei, as que encontrei e as que vocês me indicarem.

Para começar vai esta da Praia do Saquinho, SC, achada na galeria pública de Paulo Hildebrand.

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jan 21 2008

ReadBurner, agregando o que compartilhamos no Google Reader

Categorias: colaboração,RSSSuzana Gutierrez @ 12:59

O ReadBurner reúne as postagens compartilhadas por usuários do Google Reader. Depois, classifica e apresenta estas postagens em diversas formas tipo: últimas postagens gompartilhadas, as mais populares, as mais populares da semana , …

Agrega de forma geral, e apresenta todas as postagens de todos os membros ordenadas por número de vezes em que cada uma foi compatilhada ou classifica as postagens em determinadas línguas (português ainda não tem link separado).

Cada opção tem um feed que pode ser adicionado ao Googler Reader. É o filtro do filtro e, se recompartilhadas vai dar um loop em determinadas postagens.

Eu inscrevi meu link de compartilhamento e adicionei os feeds em inglês das ‘mais populares’ e das ‘mais recentes’ para acompanhar.

Aqui algumas estatísticas sobre as adesões e as postagens compartilhadas, tipo autores mais presentes, sites e colaboradores do ReadBurner.

Quando a brasileirada se inscrever e começar a recomendar leituras usando o compartilhamento do Google Reader, o português vai aparecer rapidinho por lá.

update: postagens em português saem na opção espanhol :))))))

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jan 21 2008

Twitter, don’t believe the hype…

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 11:17

Nos últimos dias tenho lido mais postagens sobre o twitter do que as twitagens de meus companheiros de twitter. Para quem não sabe, o twitter é um aplicativo web de microblogging a partir da pergunta inicial “o que você está fazendo?, ou seja, faz mini postagens que uma rede de pessoas que decidem lhe acompanhar. E você, por sua vez, vai ler as micro postagens daquelas pessoas que você está acomapnhando.

E, nas postagens sobre o twitter que ando lendo, é possível constatar a construção de uma “cultura twitter”, na qual cada dia alguém descobre, intui, fuça uma forma de usar o twitter.

A apropriação da tecnologia é uma coisa que transcende a hype. Quando a coisa está na boca de todo mundo a gente vai lá, se inscreve, instala, usa. Aí vem as desistências rápidas, quando o cara não entende ou entende e faz um julgamento sumário; tem as desistências médias, quando a pessoa usa um tempinho e abandona sem muitas considerações. Bom, … eu penso que o twitter ainda não chegou no estágio de ter aquelas desistências muito pensadas, discutidas, avaliadas,…

Eu fiquei na desistência média. Me inscrevi na primeira onda, usei um tempinho e larguei. Faz um tempo que voltei, meio que na obrigação, para ver para onde ia a coisa toda. E notei alguma mudança minha em relação ao uso. Observei os demais e me parece que achei uma tendência se criando.

Mais forte que a pergunta original do Twitter: “o quê você está fazendo?” eu estou vendo as pessoas responderem com o que está acontecendo. E aí o twitter assume na rede uma possibilidade de rapidamente disseminar informações relevantes sobre temas de interesse geral.

Hoje mais cedo li e comentei este post da Raquel sobre o Twitter e, em seguida, sou chamada a ler a resposta de um outro comentário meu sobre microblogging feita na postagem em que a Renata do Yahoo Busca Educação deu seguimento ao meme das Previsões para a Aprendizagem em 2008.

Nestes dois comentários eu descrevo esta minha reaproximação com o twitter e estes recentes achados sobre a apropriação que individualmente e socialmente começamos a fazer da tecnologia.

Falo, especialmente que, sobre o Twitter, precisamos esperar. Dar um tempo e ver como as pessoas se apropriam da coisa. Por exemplo, o Orkut criou os testimonials para que as pessosas falassem umas sobre as outras ou fizessem declarações públicas em relação ao amigo.

Porém, os usuários descobriram uma nova forma de usar o testemunho: para enviar informações privadas. Informações que não desejam que sejam, de jeito nenhum, públicas. Isso é possível porque o testimonial tem que ser aceito por quem o recebe e pode, no seu texto, conter a orientação para que seja lido, mas não seja aceito. Aceitar significa publicar, no caso.

Esta é uma prática comum que observo entre os meus alunos. Lá nos recados (scraps) vêm a solicitação me manda por testemunho, o que significa, me manda em segredo.

O Twitter vai passar certamente por estas adaptações e apropriações criativas.

Um pouco do que andei lendo sobre o twitter:

Ficam aí as referências para a Gabriela, aluna da Raquel que está investigando o Twitter.

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jan 19 2008

achado por aí…

Categorias: recursosSuzana Gutierrez @ 17:06

Sábado passado postei os links de algumas coisas que andei fuçando durante a semana. Algumas eu experimentei, outras apenas olhei um pouco. Sem tempo para falar um pouco mais ou, até, recomendar, postei os links com alguma (pouca) explicação.

Vou tentar fazer isso todos os sábados. A idéia é compartilhar. Só ainda não achei um título legal para esta postagem.

btw: ainda estou em Capão… Planos alterados. Fui ‘arejar’ o carro na sexta e esqueci ele aberto. Nunca mais lembrei de fechar. E hoje de manhã caiu a maior chuva. Agora à noite entrei nele e quase me afoguei. pssssssss

Mas, vamos lá:

  1. toonlet: web-comic blogging in minutes – para fazer quadrinhos, tirinhas, … Pode postar no blog.

  2. PEDIAPHON ENpodcasts direto da wikipedia por termos de busca

  3. Triggit! – ponha vídeos, … no seu site sem precisar codificar nada. [crítica]

  4. Pageflakes – Get it Together – semelhante ao IGoogle

  5. filsh.net – download and convert video clips – para converter vídeos

  6. Media Mingle – What image search should be! -buscador de imagens bem simple, por palavras-chaves.

  7. photo frames – www.upframr.com – para colocar molduras variadas em imagens e fotos.

  8. Picamob.com: upload, share, create slideshows for mobile phones – Serviço online para fazer slide shows com fotografias.

  9. Iconize Textlinks with CSS – pooliestudios – css para colocar ícones nos links

  10. Jing Project: Visual conversation starts here. Mac or Windows. – para capturar e compartilhar imagens e vídeos de seu computador.

  11. ScribeFire: Fire up your blogging » Getting Started – extensão para o Firefox para blogar a página visitada.

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jan 18 2008

wikipedia, um oráculo de delfos terceirizado?

Categorias: educação,informação,pesquisaSuzana Gutierrez @ 08:04

Conta a lenda que Zeus, usando duas águias ao invés do google earth, determinou certinho o lugar do umbigo do mundo e decretou que ali, exatamente naquela pedrinha (o Oráculo de Delfos), situada perto do monte Parnaso, ele responderia as consultas que lhe fossem feitas.

No século XXI, há quem pense que este divino serviço foi terceirizado e que agora atende pelo nome de Wikipedia.

Hoje li uma postagem muito interessante do idelber, na qual, entre outras coisas ele diz:

Poucas coisas foram saudadas com tanto triunfalismo como a Wikipedia. É muito sedutora a idéia de uma comunidade aberta, produzindo conhecimento coletivamente, com a possibilidade de permanentes revisões. Cheguei a ver gente inteligente, que eu respeito, dizendo que na Wikipedia qualquer erro se corrigia em questão de minutos. O Pedro Dória colocou uma semente de ceticismo bem fundamentado nessa discussão há uns tempos. Confirmei que ele estava certo. A quantidade de erros é absurda. Nos temas polêmicos – o que significa toda a esfera das ciências humanas e sociais –, vence a versão de quem tem mais tempo, grita mais alto e faz mais lobby. [ler mais]

Eu que até gosto de usar a wikipedia para exemplificar algumas coisas, concordo com o Idelber na maior parte das ressalvas que ele faz. A variedade e a fidedignidade das fontes de pesquisa são muito importantes para que se absolutize alguma delas.

Recomendo muito, principalmente aos professores, uma visita ao Biscoito Fino e a Massa para descobrir porque o Idelber não recomenda a Wikipedia.

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jan 18 2008

o amanhecer do último dia…

Categorias: basquete,rastrosSuzana Gutierrez @ 06:04

Bah… acabou a vida boa. Por dois motivos: um que amanhã volto para Porto Alegre; outro que hoje chega o Gen. Jorge Arlindo e suas gatas, uma das quais é minha irmã.

Quero só ver os defeitos que ele vai por nos meus cuidados (desvelados, diga-se) com a piscina, que é os den den dele. Piscina para a classe média significa 50% lazer – 50% trabalho braçal, sem falar na superlotação e na impossibilidade de nadar mais que 4 braçadas seguidas. Ontem, às duas da manhã eu vagava como um fantasma, carregando potes de soda barrilha e de cloro. Estava morta de sono, mas tinha esquecido de fazer o dever. Só espero que a pele de ninguém caia por algum erro meu nas dosagens…

Hoje, instalei aquele agressivo aspirador (cortei a mão nele ontem) e limpei o fundo, catei os mosquitos com a peneira e medi os sinais vitais da água: ph +-, cloro alto. Em todo o caso, a água está cristalina, mesmo depois do temporal que atirou meio Capão da Canoa para dentro aqui de casa. Casa que, acabo de semi-faxinar.

Até o momento eu e o Rodrigo estávamos vivendo numa saudável bagunça, desde que a maioria foi embora e ficamos só nos dois. Sem relógios, sem neuras de camas arrumadas, louças lavadas, trecos espalhados pelo pátio recolhidos. Ele cheio de anilhas penduradas, fazendo barra e eu com os livros. Fizemos até dieta.

Agora volta a rotina de feijão, linguiça do Bola, cerveja e pelos de gatas.

——-

Ontem eu vasculhei o meu google reader tentando dar conta de passar por todas as informações que ele me traz. Tarefa impossível. Porém, etiquetei algumas coisas interessantes parfa ler depois. No google reader é mais fácil tagear do que a clipagem do bloglines. Na classificação eu até criei algumas tags motivadoras tipo: ler, ler mesmo, leia agora pô.

—–

Assisti o basquete, também, um dos jogos dos play off da Liga das Americas: Peñarol x Defensor Sporting. Arbitragem brasileira para a peleia entre os hermanos. Foi um jogo mais ou menos.

Aliás, foi um jogo muito igual a muitos outros jogos de basquete que tenho assistido ultimamente. Na maior parte dos ataques o armador traz a bola pendendo para uma das alas, um dos pivôs sobe para o corta luz, sai uma tentativa de pick and roll, a defesa dobra no pivô que abre a bola para um dos alas que já está (quase em posição de sentido) de prontidão para o indefectível arremesso de três pontos.

Quem põe a boca no trombone sobre esta mesmice é o Prof Paulo Murilo. Com muita razão em diversas coisas.


Na foto a Mitzi largando pelo nas camas.

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jan 17 2008

por onde anda o vento

Categorias: fotografiaSuzana Gutierrez @ 16:46


por onde anda o vento, originally uploaded by suzzinha.

Quando as perguntas se tornam tantas ou quando as respostas possíveis já
não são suficientes, sempre se pode escutar o vento.
Se ele aparecer, é claro.

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jan 17 2008

gostosa loira nua

Categorias: blogosferaSuzana Gutierrez @ 05:11

Buh!

Ou é uma cerveja sem rótulo ou a mais nova estratégia de gerar visitas.

Antes de começar uma advertência: este post não tem intenção nenhuma de ser sério em nenhum aspecto. E nem coerente. Acontece que eu estava debaixo do guarda-sol sem fazer nada e aí pensei que…

Uma das utilidades das estatísticas sobre os acessos num blog é a possibilidade de dar boas risadas com o que aparece nos referrers. As palavras ou expressões usadas em sistemas de busca que terminaram por indicar o seu blog para alguém.

A palavra voyeur que eu escrevi errado (voyer) nesta história, cujos muitos comentários se perderam na tosquice que era o meu blog em 2003*, me rende, até hoje, uma série de inavertidos tarados visitantes. Tarados com pouca fluência em Francês, diga-se.

Algumas técnicas para garantir um incremento no contador de acessos e nos cliques no Ad Sense levam em conta isso e propõem um certo oportunismo lingüístico. Um jeitinho para a sua postagem incluir cartas palavras, uma torcidinha no título deixando ele mais sensual, por exemplo.

Torne seu blog mais popular, propõe mais um guru do blogmarketing. Ganhe dinheiro com o seu blog, engane os robots do Google, espalhe armadilhas virtuais capturando possíveis comsuminautas incautos. E as dicas vão deste fazer os links de seu blog serem auto-referentes (o importante é fazer o leitor passar mil vezes pelos Ad Sense, que geralmente são maiores que o conteúdo). A postagem, tadinha!, vai estar lá num cantinho pouco iluminado.

Daqui a pouco vai aparecer algum serviço de divulgação de postagens por telemarketing. Pelo Skype, é claro.

– Alô mmmm! Com quem eu falo mmm?
– …
Bom dia, senhoooora! Poderia, por favor, estar aguardando um momento mmm?
– …
– Obrigada por aguardar! senhoooora
– Eu gostaria de estar lhe recomendando a leitura de Torne o seu Blog Popular. Para sua comodidade queira estar clicando no link que vai estar aparecendo na janelinha do chat.
– …#£??
– A senhoooora gostaria, também, de estar assinando a nossa dica semanal de postagem por skype?
– ³¢°@# $$$ pqp!!!
– A TelePost agradece a sua gentileza e quer estar lhe desejando um bom dia mmm

Brincadeiras a parte e ressalvada as iniciativas comerciais ou não, que têm como objetivo dar um empurrãozinho na formação das redes e linkar conteúdos bons, é viral (como eles gostam de dizer) a proliferação daqueles que fazem a mercantilização de qualquer conteúdo ou até da ausência de conteúdo.

Você segue as táticas e, se os desafortunados que entrarem no seu blog via alguma armadilha semântica, clicarem em algum link do Ad Sense, bingo!!! Se só voltarem carregados pelos mesmos métodos, isso não é problema.

Assim, para que não pareça que estou contra esta saudável apropriação capitalista do conteúdo, vou dar algumas dicas para aumentar as possibilidades de estarem clicando os seus Ad Sense.

1 – Torne o seu blog pornográfico. Os contadores vão voar e pode esquecer as dicas seguintes.

2 – Aprenda chinês, pois as redes sociais deles estão cada vez maiores. A blogosfera já é maior que a de língua portuguesa. Coloque um forum no seu blog, pois eles adoram foruns e um jeito mais BBS de internet. Além do Ad Sense, se increva no Insenz.

3 – Aprenda japonês, também. A blogosfera japonesa já é maior do mundo.

4 – Para manter a audiência brasileira escreva posts com títulos que sejam uma variação de “loira gostosa nua”. Ou tente o voyer.

Ou não dê bola para estas minhas bobagens 🙂 e vá ler o Robin Good ensinando a roubar dos ricos para dar aos pobres de acesso.

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jan 16 2008

tempestade

Categorias: fotografiaSuzana Gutierrez @ 18:37


tempestade, originally uploaded by suzzinha.

foto do dia!

Um vento assim, contido, indeciso, desperta coisas há muito tempo adormecidas. Lentamente, silenciosamente, derruba pequenas barreiras erguidas aqui e ali, abre as portas fechadas.
E me prende, sem movimento, parte da calmaria. Olhando o céu cinzento e ouvindo a tempestade que cresce dentro de mim.

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jan 16 2008

Redes Sociais, a sala de aula e outros espaços

Categorias: blog,educação,redes sociaisSuzana Gutierrez @ 06:27

Há um pouco de confusão quando se começa a falar de redes sociais. No Brasil, muita gente entende direto “Orkut“. Outros, com uma leitura mais abrangente, geralmente pesquisadores, vão além dos sites ou sistemas de redes sociais (SRS), como o Orkut, Facebook , … , e distinguem: rede, rede social, sistema de rede social e outras nomenclaturas encontradas por aí.

Porém, quando se compara uma rede social formada por blogs, suas postagens, comentários, rss, trackbacks, backlinks, com sistemas como o Orkut, por exemplo, as diferenças logo aparecem, até para quem ainda não pensou sobre isso. Blogs e outros aplicativos dinâmicos de publicação tendem a formar redes sociais abertas e, em parte, muito instáveis. O diálogo permanente (ou o silêncio) alteram a cada momento a estrutura da rede.

Já os SRS fixam, de certa maneira, uma rede nem sempre coincidente com o diálogo travado por seus membros. Muitos perfis no Orkut lembram mais uma coleção de figurinhas do que um nó numa rede de conexões sociais, interativas, comunicativas. O nó fica mais evidente que a conexão.

Mas, antes que eu me perca na introdução e vá terminar em algum outro assunto, comunico que a inspiração para esta postagem veio daqui e daqui.

Danah Boyd comenta a discussão ancorada no The Economist sobre os sites de redes sociais e suas contribuições positivas (ou não) para a mudança nas metodologias educacionais dentro e fora da sala de aula. Ela, entre os prós e os contras, se posiciona dizendo que os SRS, no seu atual estado, não podem ser integrados diretamente à sala de aula. Diz que os SRS possibilitam um espaço que pode ser usado educacionalmente, mas que por si só não garantem isso. Os SRS oferecem mais uma alternativa de contato para a interação em redes de aprendizagem já existentes. Considera as suas possibilidades em relação aos aspectos educativos não-formais, como a sociabilidade, como os mais trabalhados nos SRS. Segue, trazendo algumas considerações interessantes, a partir da sua vivência e observação (interessante ler na íntegra o texto, que eu trago aqui apenas em parte).

Os Orkut da vida não seriam nem a panacéia e nem a possibilidade de um precipício educacional. Isso eu também penso, porém não concordo quando ela pontua uma neutralidade da tecnologia em si, salvaguardando esta de suas ligações/implicações no capitalismo. Aqui, eu lembrei de uma das citações mais citadas (e mal citadas) do Pierre Levy:
“A técnica em geral não é boa, nem má, nem neutra, nem necessária, nem invencível. É uma dimensão, recortada pela mente, de um devir heterogêneo e complexo na cidade do mundo.”

Lembro, também, da advertência do Meszáros, contrariando o otimismo de Marx, sobre a persistência, no aparato tecnológico herdado de uma anterior formação social, de um fator trans-histórico que pode acorrentar a uma forma de pensamento passado.

Lembro, ainda, uma aula lá dos meus antigamentes, no Curso de Engenharia, quando estudávamos a disposição dos espaços e dos elementos construtivos: portas, janelas, espaço para a pia, geladeira, pontos de luz e força,…, numa cozinha. Esqueci o professor, mas não do que ele falou: “o projeto e a disposição destes elementos, condicionam a forma como vamos nos deslocar no espaço projetado e as atividades que poderemos realizar…”

A forma e o conteúdo atacando de novo. Eu já escrevi algumas vezes sobre isso e penso, sim, que a tecnologia criada na sociedade capitalista exerce muito do poder civilizatório do capitalismo. A minha dúvida (e, às vezes, a minha esperança) é saber se, mesmo assim, o uso destas tecnologias pode gerar alguns bons frutos numa outra direção.

Pulando esta parte, que pode render uma excelente discussão, fiquei aqui pensando (e vocês iam rir muito se soubessem onde eu estou, qual a tecnologia que estou usando para escrever e, ai…, o suporte… Contradições que eu conto lá no fim, acho… *) sobre as possibilidades para a educação (focando aqui a sala de aula) das redes sociais constituidas nos SRS (Orkut, por exemplo).

Considerando que são redes de certo modo fechadas (afinal, a gente precisa cadastro e senha para entrar e elas são invisíveis sem eles), considerando os limites do aplicativo em si, … eu penso que, e aí concordo com a Danah Boyd, estas redes são um espaço a mais de socialização para as redes sociais já constituidas na escola, por ex. No meu entender, elas até expandem os limites desta sociabilidade, dando espaço para conexões que o pouco espaço-tempo social da escola permite e dão um canal alternativo para outras habilidades sociais que não a presença/ação física e a conversa.

E a observação na convivência com os meus alunos no Orkut, nas comunidades: Basquete, CMPA, Amigos do Thibbes, … e na rede de recados (scraps), têm me mostrado que a rede formada traz para a sala de aula uma articulação informal, que pode ampliar o alcance e a repercussão das coisas que são trabalhadas só no quadro de giz, a revelia, às vezes, dos professores.

No caso específico da comunidade do Basquete e de suas conexões com toda uma rede quase viral de recados, ela é um ponto de encontro e comunicação bastante visível, e não um espaço para desenvolver atividades específicas da minha quadra de aula. 🙂 Porém, a sociabilidade, belicosa por vezes, e os outros valores que certamente vão influenciar a minha quadra de aula, a competição desportiva e a vida de todos nós, costumam aparecer muito por lá. Neste sentido, o blog do Basquete, que poderia ser o aglutinador desta rede social, é mais um jornal. (os porquês disso renderiam um bom post)

Bom, … mas o que isso tem a ver com ‘Edu blogs: reflexão ou blá blá blá psitacídeo?‘ ?

Tem a ver que esta minha postagem pode e deve ser relativizada em alguns aspectos. Um deles é que, na realidade, eu não penso que se deva catalogar o que é um edublog e o que não é um edublog. Bater nesta tecla foi uma forma de provocar a atenção sobre a questão da reflexão pessoal/autoral nos blogs de professores. Bancar a dona da verdade, às vezes, pode ser útil.

– Então por que não falou isso lá??? – pergunta alguém.
– Porque aí não teria causado o efeito que causou.

E os efeitos foram mais fora da rede de postagem/comentários/outras postagens. Porém, entre falas e silêncios, quem leu, certamente olhou para si mesmo. Pena que os auto-referente, que caberiam certinho sob o boné, não costumam ler 🙂

Agora, … vale o que eu propus na postagem: criar um blog SEU, um espaço pessoal de aprendizagem, separado de projetos específicos, até para poder refletir melhor sobre eles.

* direto da reda, digo …, da contradição…

update: chove muito em Capão… e meu escritório teve de ser transferido. Na foto, aparece a tecnologia bic de escrita, mas não o suporte. E este não conto mesmo 🙂

update 17/01: George Siemens entra no debate.

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jan 15 2008

Livro de Lawrence Lessig agora é livre

Categorias: internet,livrosSuzana Gutierrez @ 14:50

O Futuro das Idéias, de autoria de Lawrence Lessig, está disponível para download, sob licença Creative Commons para uso não comercial.

“A revolução da internet chegou. Alguns dizem que ela já foi. O que foi responsável pelo nascimento? Quem é responsável pela sua partida?”

:: baixe o livro

:: créditos da imagem: http://www.the-future-of-ideas.com/

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jan 15 2008

um dia pra vadiar…

Categorias: fotografia,rastrosSuzana Gutierrez @ 12:20


um dia pra vadiar…, originally uploaded by suzzinha.

um lindo dia. Li um pouco, fiz algum trabalho “braçal”. Andei seguindo
borboletas no jardim.

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