abr 13 2006

podzinger, para quem está apostando nos podcasts

Categorias: recursosSuzana Gutierrez @ 07:57

Ontem, na reunião do grupo de pesquisa, falávamos sobre entrevistas, sua obtenção, sua gravação e transcrição e a desgraça que tudo isso podia representar para o pesquisador. A coisa toda tem sido feita assim: ônibus, mapas, gravadores, um número absurdo de fitas, MSWord e um pesquisador munido de muita paciência e espírito de sacrifício e com um bom preparo físico para andar atrás dos entrevistados e fugir dos cachorros.
Dentro do anedotário da pós-graduação tem o registro de uma colega que dormiu na casa do entrevistado porque o último ônibus para a biboca em questão era as 8 da noite.
Tem o lado abonado da força que contrata entrevistadores (geralmente para a turma positivista não tem importância quem faz a pergunta)
e alguém para fazer a transcrição. Ou, ainda se enrola (ou paga) ainda mais usando algum software de categorização.

Foi aí que eu falei para eles do podcast e das possibilidades de gravar as entrevistas em aparelhos simples tipo estes sucedâneos de mini I-pods que são vendidos pelos camelôs, passá-los para o computador e seguir uma receitinha de bolo para fazer um podcast. Ahhhh, mas a trancrição e a categorização ainda continuam.

Pois, é … É aí que algum aplicativo tipo o podzinger pode auxiliar. Ele é um aplicativo que busca por palavras e expressões dentro de arquivos de áudio e vídeo. Semelhante ao podscope, do qual eu já havia falado um ano atrás.

O problema é que o arquivo deve estar disponível na rede, o que certamente ferirá a ética de pesquisa.
Logo, vamos ter de localizar uma solução desktop para isso.

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4 Respostas para “podzinger, para quem está apostando nos podcasts”

  1. Mary Martins says:

    A idéia é ótima. A única resistencia que eu tenho em registrar as coisas em áudio e menos em texto é justamente a organização e localização das informações depois. O texto por exemplo fica bem mais simples com as inúmeras ferrametnas que temos p/ localizar palavras.
    Eu testei estes dois recursos de busca em áudio, mas achei que ainda precisam melhorar muito p/ facilitar a nossa vida. De qualquer forma já é um bom começo

  2. M. Elisa Máximo says:

    Bom Su, a idéia é bem legal mesmo. No entanto, ter o registro das entrevistas só em áudio (mesmo que organizadas e categorizadas a partir das expressões recorrentes), pode gerar entraves para a análise posterior, não!?! Porque, pelo menos no que discutimos em Antropologia, o processo de transcrição já é parte do processo interpretativo, no qual “damos forma” às falas, já as enquadrando no nível da análise. Se a transcrição de entrevistas for encarada desta forma, o trabalho não parece tão inútil e penoso. Eu tenho trabalhado muito (primeiro em minhas pesquisas, depois com acessoria a outros pesquisadores), com um software para análise qualitativa chamado NUDIST. Ele é bem interessante porque permite a criação de bancos de dados não estruturados (ou seja, todo o tipo de dado textual não padronizado) e é super flexível na criação de categorias e “árvores de categorias”. É um instrumento que facilita enormemente todo o processo de análise. É um pena que seja tão caro.

    Abração!

  3. Admar Cardoso (Blog) says:

    Olá Sú.
    Queria fazer uma consulta sobre os instrumentos de gravação de audio, já que vc falou nos que “são vendidos em camelôs”. Além desses I-pods também celulares e outros equipamentos que gravem mp3 podem funcionar também?

  4. Su says:

    Oi Admar
    Tudo que grava e tem como passar para um PC funciona. Tendo o arquivo no computador fica fácil converter em formatos mais acessíveis como o mp3.

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