ago 31 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 17:55

[os blogs e os debates sob demanda]
De certa forma seguindo o post anterior, quero comentar o artigo da WIREDServiço mistura blogs e propaganda.
O artigo trata da criação do Blogversations, que tem uma proposta de intermediar o patrocínio de discussões em blogs. A coisa funciona mais ou menos assim: eu tenho um blog, escrevo bastante sobre tecnologia, tenho muitos leitores, vários deles bastante participantes. Tu fabricas (montas J) e vendes computadores. A Blogversations agencia o nosso contato e eu vou promover discussões onde os teus produtos sejam o assunto, também.
Em tese as discussões/opiniões são livres, mas fica a dúvida sobre questões como ética, censura, credibilidade, etc.
Quem escrevia e não tinha nada a perder pode ser o mesmo que escreve porque tem muita coisa a ganhar.
Aí eu penso que o Capital é realmente um processo civilizatório que permeia todas as esferas. Assim como invadiu a EAD transformando educação em produtos e serviços, não poderia deixar de atingir a blogosfera.

… em tempo: ainda não pude fuçar o Blogversations, mas a abertura da página já vem com aquela balela fetichizada “os mercados são conversações”.

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ago 31 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 17:41

[Inversões]

… ou quando a ordem dos fatores não altera o produto, mas transforma o começo no fim.

   No telejornal local, RBS, mais uma reportagem sobre o centro de Porto Alegre. Violência, assaltos, pirataria, paraíso dos mãos-leves e camelôs. Claro, … é ano de eleições e, vai ver, o crescimento da violência, da venda de produtos falsificados (vamos tirar os piratas fora disso) e da informalidade no centro da cidade (e na cidade toda) é culpa da atual administração, que não põe um PM em cada esquina e câmeras estratégicas.

   Entrevistado, o presidente do SINDILOJAS, foi pródigo em estatísticas e interpretações. Segundo ele, o aumento da informalidade (ambulantes, camelôs, depósitos de produtos falsificados) acaba com trinta por cento do faturamento do comércio e a conseqüência é a demissão de funcionários que, por sua vez, são “lançados na informalidade”.

   Nem dirigentes e nem a nossa arguta imprensa mencionam que as empresas capitalistas tem como finalidade produzir cada vez mais, com cada vez menos trabalhadores e acumular. Ou isso ou deixam de ser “competitivas” e falem. É da lógica do sistema demitir e, ao mesmo tempo, intensificar os processos de trabalho dos que ficam. A informalidade, no caso, é uma das conseqüências e não a causa.

   Agora, … pena que não tem um linkizinho para comentários na TV.


ago 30 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 11:16

[America and the World]
A Conversation with Jürgen Habermas
Eduardo Mendieta

Q: Professor Habermas, let me begin by congratulating you on receiving the Prince of Asturias Prize and also the gold medal of the Bellas Artes Foundation of Madrid. You must have surprised many Spaniards, as you did me, when you confessed your admiration for two fiercely existentialist writers, Miguel de Unamuno and Miguel de Cervantes.

A: This love goes back to school days and my university years. After the Second World War, when the Keller Theater was presenting masterful productions of French plays by Sartre, Mauriac and Claudel, Existentialism gave expression to our sense of life. A book by the Tuebingen philosopher, Friedrich Bollnow – who would now be 100, like Adorno – brought Unamuno’s Don Quixote to my attention at that time. By similar paths, I also found my way to Kierkegaard, to the later Schelling, and to the Heidegger of Being and Time. That I turned my back on Being and Time, and busied myself, rather, with social-, political-, and legal theory, had one simple reason: In the rather tattered mental and moral world of the Bundesrepublik, one could grapple better with what Jaspers called “limit situations” in the language of Marx and Dewey than in the “jargon of authenticity.”

…….. entrevista completa no InTramse.


ago 28 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 18:53

[contratempo]
No contratempo, foi este o ritmo da semana. Y’shana precisou fazer uma cirurgia e eu pensei que era o seu fim. Ela conseguiu sobreviver e eu estou aqui de enfermeira desde quinta.

Se algum dia alguém me falasse que eu ficaria feliz em casa cuidando um cachorro e sendo coadjuvante da vida dos filhos, eu ia rir muito. Mas é bem o que estou fazendo. E surpreendendo novamente aqueles que pensam que me conhecem 🙂

Além disso, me institui umas férias de pensar projetos. Acho que preciso, até para poder pensar melhor. Pensar e fazer umas contas. É… desta vez contas serão necessárias.

Como sempre estou falando cifrado. Mas deixa assim. Se daqui um tempo eu não me lembrar mais dos significados, sempre posso me interpretar de novo. Ou não… Eu sou do tipo de pessoa que precisa de notas de rodapé.


ago 25 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 07:15

[“Não sereis escravos de ninguém”]
Aos 50 anos da morte de Getúlio, sua carta testamento ainda é um manifesto utópico e denúncia vibrante contra a pequenez dos poderosos no Brasil – leia-a na íntegra. :: leia na íntegra no InTramse (fonte: Outras Palavras)

UM dia a irmã de minha avó, a quem conheci desde que nasci, pois morávamos no mesmo pátio, me contou:

– Nós todas corríamos para a avenida para vê-lo passar. Ele acenava para nós e parece que sabia que cada uma ali era operária. Ele via isso e a gente sabia que ele sabia.

Didi falava de Getúlio e eu cresci ouvindo as histórias do bonito homem (eu achava) do retrato na parede da sala. Isso, muitos anos depois que ele já havia morrido.
Didi, como muitas mulheres pobres de sua época era operária numa indústria (não lembro exatamente de que). Ela começou a trabalhar lá quase criança e contava que não era permitido se afastar do posto de trabalho. Isso era exigido de uma forma tão drástica que, muitas vezes, as operárias acabavam humilhadas, urinando nas calças.
Esta é uma das histórias da minha infância, que já começam a se perder na memória, pois Didi e a vó não estão mais aqui para lembrar e o retrato do Getúlio saiu das paredes. Para onde, não sei.


ago 24 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 17:27

[Por que Daiane não levou?]


ago 24 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 17:02

imagem capturada da tela

[Olga, o filme.]
Mas sobretudo Olga incomoda porque é um filme que toma posição: é de esquerda – como o são Diários de Motocicleta e as fitas de Michael Moore -, quando nos querem convencer de que isso não existe mais, que apenas os critérios estéticos é que contam. E Olga, além do mais, é um belo filme, humanista, que não poupa os carrascos, que diz as coisas pelos nomes que as coisas têm.

… segue o artigo de Emir Sader para a Agência Carta Maior.

Ainda não assiti o filme e, antes de fazê-lo, pretendo reler o livro de Fernando Morais.

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ago 24 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 12:13

[aniversário do blogger.com]
>> Blogger faz aniversário. O eCuaderno fala sobre os cinco anos do blogger, inclusive dando a direção da sua velha foto.


ago 24 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 12:13

[RSS no Excel]
>> Ler RSS usando Excell – um add-in para Excell 2000 ou superior que permite a leitura de feeds. :: ler em Colo’s Excel Junk Room

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ago 24 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 06:36

[momentos olímpicos]
>> Os atletas olímpicos podem dar entrevistas, participar de chats, mas não podem blogar. >> USA Today. Confirma-se o que eu já havia comentado alguns posts atrás. A informação e o comentário são produtos que não podem ser fabricados artesanalmente, em vez de direitos.

>> A reação do público na prova de Barras da final masculina por aparelho da Ginástica Artística, mais especificamente sobre a nota dada à Alexei Nemov está repercutindo. Eu assisti ontem a final e nunca havia presenciado em campeonatos uma tal reação. Vaias aos juízes e ao atleta americano que iria se apresentar logo após o russo. Aliás, as vaias já vinham reforçadas por toda a incompetência no julgamento do Individual Geral Masculino. A rateada que deram na nota de partida do coreano que, desta forma, perdeu a medalha de ouro. Parece que o Comitê Olímpico Russo vai protestar contra os resultados. :: na CNN e no eurosport.

>> comentários interessantes sobre os Jogos:

:: Brasil, o país da Vela – do Cris Dias.

:: Marmota Olímpico – muito bom este post, entre outras coisas, sobre a auto-sabotagem que parece ser o galvão Bueno nos comentários. Espero que ele não resolva cantar o hino …


ago 23 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 17:07

[as lições dos jogos]
   Praticamente o país parou para ver se Daiane realizava alguns de nossos sonhos. O de todas as brasileiras, por terem como a melhor do mundo uma mulher brasileira. O das brasileiras negras, por uma negra ser a melhor ginasta de solo na competição mais importante do planeta. O sonho dos pobres por saber que, apesar de tudo, existe a possibilidade de superação. E por aí afora…
   Daiane fez o que era praticamente impossível para nós. Mesmo não ganhando a medalha de ouro. E mostrou que pode ser, se já não é, a melhor do mundo. Sobrou impulso, sobrou garra, energia e coragem. Ela merecia, talvez como qualquer uma daquelas gurias, a medalha de ouro.
   Final olímpica é isso. Um êrro, mesmo que seja dos árbitros, como no caso do vice-campeão masculino, pode tirar o atleta da prova.
   Porém, o Brasil (inclusive tu e eu) não merecia. Não valorizamos as atividades físicas, não investimos em educação e, muito menos em educação física. Ou melhor, até investimos, mas no sentido do mercado financeiro. Apostamos em mercadorias que poderão gerar lucros… 🙂
   Ainda por cima, ficamos achando o máximo quando uma Daiane, que é um fenômeno mesmo, consegue vencer a pobreza, a precariedade dos treinos, o preconceito e vencer. Isso devia, sim, envengonhar cada um. Cada um que aceita pobreza, preconceito, precariedade como coisas naturais que tem de ser vencidas individualmente.
   É … , da forma como vêm sendo, não é o caminho valorizar esportes de alto nível, altamente produtivistas, mercantilizados no pior sentido.
   Assim como a produção capitalista está se lixando para o trabalhador e para o meio ambiente, o esporte capitalista não está nem aí para a saúde do atleta, para a ética, para a felicidade. Importante é quanto a Nike vai te pagar (ou não) para aparecer com o bonezinho.
   Este não é o esporte que queremos, pelo menos para aqueles que acreditam na dimensão educativa, formativa, lúdica do esporte e das atividades físicas em geral.


ago 23 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 08:44

Enquanto este blog anda meio à deriva, eu assisto os Jogos e termino as tarefas do mestrado. Hoje minhas aulas começariam na UFRGS, mas já avisei que não vou. Vou ficar assistindo os Jogos. Quero ver a final da ginástica e, até mereço.
Agosto, que eu sempre chamo mês de submarino (um dia conto porque), surpreende mais uma vez. Os jasmins estão cheios de flores chamando os passarinhos. E o seu perfume enche a casa e leva embora a umidade e o silêncio. O silêncio dos submarinos …


ago 20 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 07:57

[Mudanças]
Quem chegou até aqui é porque entrou no meu endereço normal >> http://planeta.terra.com.br/educacao/Gutierrez/, fez um duplo twist carpado e caiu aqui. Desde domingo o FTP do Terra não funciona e, hoje, depois de alguns contatos com o suporte decidi mudar de endereço. Eles não tem previsão de arrumar o FTP. Incrível, mas é…
Por enquanto fico com um pé lá outro cá, pois não quero republicar todo o blog. Então, quem quiser entrar nos arquivos, vai ter de fazer algumas ginástica.
Por exemplo, entrar aqui >> blog no Terra.
Conforme for, fico por aqui mesmo 🙂

Feed Atom

… a coisa toda está ainda em testes 🙁


ago 16 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 16:45

[ritmo diferente]

   Continuo em ritmo diferente. Iniciei a semana com a atenção repartida entre os Jogos, os acontecimentos do colégio e as o dia-dia da UFRGS. Amanhã, Paulo e Gabriel defendem seus projetos e hoje fui assistir o ensaio do Paulo. Ele está super bem para a defesa. Eu sempre admiro quem tem o dom da palavra, ainda mais quando sabe do que está falando.

   Para a banca dos dois vem o Prof. Dr. Gaudêncio Frigotto e, isso, por si só já vai dar uma platéia grande. Pela manhã estarei lá e vou fazer força para voltar de tarde.

   Depois do almoço fui até a gráfica da Ufrgs entregar os originais da dissertação para fazer as cópias. Tudo certinho. Daqui uns 15 dias encaminho o que falta para a homologação do título e para a passagem direta. Ritmo bom este. Só agora estou curtindo o finalzinho desta etapa 🙂

   Acho que nisso os Jogos ajudaram. Voltei correndo para casa e assisti toda a final masculina de Ginástica Artística. É inacreditável como a dificuldade dos exercícios continua avançando.

   E para quem perguntou quais os esportes que eu mais gostava e / ou que tinha praticado: em princípio gosto de tudo. Dentro do que gosto pouco estão as lutas onde se bate no adversário, principalmente o Box, mesmo o Olímpico que é mais light.

   Gosto de assistir os esportes que pratiquei. A Ginástica Artística, que comecei com 8 anos e que competi durante dez anos e não tenho nenhuma foto :(. Só as medalhas e os diplomas já meio amarelados e enferrujados. Gosto do Volei, que joguei na escola e competia, desde que não atrapalhasse a ginástica. Gosto da Ginástica Ritmica, que pratiquei na Faculdade. E gosto do Atletismo, pois correr foi o último esporte a que me dediquei.

   O bravo são estes verbos no passado. Faz dois anos que fui parando de correr e só faço álguma atividade física com os alunos. Um pouco foi a dedicação ao estudo, mas a maior parte foi falta de decisão minha de manter o que passou a requerer um pouco mais de esforço. Mas, para não deixar este post sem ilustração, colo aqui uma imagem da Su nos velhos tempos de ver o mundo de ponta cabeça.


ago 15 2004

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 09:46

[De olho em Atenas]
   Penso que o relaxamento do final de mestrado está me proporcionando uma coisa que eu não fazia há muito tempo: mergulhar no esporte 🙂 Estou plugada em Atenas direto, com uma certa inveja daquele povo sem blusões e meias de lã, que vejo circulando pelos mais diversos espaços. Das piscinas às quadras, uma quente Atenas que motiva aquele banzo eterno de férias e tempo livre.
   Inacreditável a pouca platéia em TUDO. Muito a ver, poucos para assistir? Preços fora do alcance de uma grande maioria? Um pouco de cada?
   Assisti natação, volei, tudo que pude assistir de ginástica, handebol e o futebol feminino. Linda a prova de revezamento feminino 4 x 100 Livre onde venceu a Austrália. A meu ver a ação da equipe foi estratégica.

   ..chegou a tele-entrega :)))))) depois eu continuo….

update 14:07: comendo pastel eu assisti a reviravolta japonesa na Natação. Ontem Kitajima teve batido o seu record recém estabelecido por por Hansen dos USA, nas semi-finais dos 100m Peito. Há alguns minutos, Kitajima conquista a medalha de ouro, na final, vencendo o mesmo atleta norte-americano.

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