Não sei porque alguém precisa tirar a dentadura quando vai ao banheiro, durante uma festa. E fica difícil entender porque a pessoa sairia de lá sem ela. Pois foi o que aconteceu na nossa festa de Natal. Quem foi ao banheiro entre as 22h do dia 24 e a primeira hora do dia 25, teve de ficar encarando um certo sorriso que havia sido deixado sobre a bancada do lavatório.
O tal sorriso era uma presença tão viva, possivelmente um voyeur, uma certa ameaça odontológica, que algumas pessoas confessaram que colocaram a toalha sobre ele ao usar o banheiro. Uma coisa foi unânime: ninguém que que topou com a … prótese disse uma palavra. Não teve nenhum ser despreendido que viesse correndo com a coisa na mão e perguntasse:
-Quem perdeu!?!?
Na entrega dos presentes e nos abraços de Feliz Natal, entre vivas e sorrisos (claro) localizou-se o dono. Vô Dino, para infortúnio e gozação geral sobre o clã dos Larronda, sorria largamente sem nenhum centro avante na área. Até que, num dos abraços, a Rossana gritou: Vô, cadê os teus dentes?
O fato de não termos, por enquanto, crianças na família, fez com que demorasse mais para o assunto entrar na roda, mas, possivelmente, foi o que salvou a vida da dentadura.
(direto de Capão da Canoa, na hora do recreio)






janeiro 2nd, 2009 at 20:01
Olá Suzana, muito boa esta história. Acho que ele estava se sentindo tão confortável que nem deu pela falta.
Imagino a situação!!!!
Somente um avô faria isso, nunca uma avó. Nós mulheres estamos sempre antenadas tentando disfarçar as coisas naturais da vida.
Dei boas risadas.
Muito legal compartilhar essa história.
beijinhos com saudades
cybele meyer