out 31 2003

contradições

Categorias: blog,categoriasSuzana Gutierrez @ 08:20

Não sou do tipo apavorado que desmaia ao ver sangue. Consigo me comportar bem em emergências e ajudar. Porém,….
Detesto ver o MEU sangue. Destesto tanto, que ele nem sai quando é necessário para exames, como os de hoje. A enfermeira levou horas para extrair uma reles seringa. Eu já tinha notado isso uma vez que doei sangue. Naquela ocasião, desistiram de mim depois de um tempo.

Mudando de assunto, … estou relendo o Harvey (Condição Pós-Moderna), sob uma outra ótica: focando as minhas questões de pesquisa e fazendo um paralelo ou, até, um cruzamento onde as reflexões se aproximam. Lá onde ele fala da busca pós-moderna pela instantaneidade, pelo impacto na supressão do tempo que, quase sempre, implica numa falta de profundidade, pensei nos blogs. Um post tem este apelo do instantâneo, em alguns casos, uma competição pelo furo, pela vanguarda na informação.

Por outro lado, os arquivos remetem a historicidade, sempre resgatável, que mostra a forma e o conteúdo do processo. Cabe aqui ao autor/leitor estabelecer a relação que permeia esta contradição. Se um determinado post é superficial, muitas vezes ele é retomado posteriormente num outro post, numa nova síntese provisória.

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out 30 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 08:21

[fragilidade]

É passar um dia no hospital fazendo uma montanha de exames, verificando coisas que nem se sabia que existiam :/


out 28 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 13:22

[definitively sick]

sick of everything, mainly of the small things …


out 27 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 08:54

[as TEI na escola e a questão do público/privado]

No sentido de comentar as reflexões postadas pela Mara, gostaria de levantar as duas questões que entendo serem as principais no seu post e colocar alguns pensamentos meus, ainda que de forma incompleta. Uma se refere a influência / implicação da tecnologia e seus usos na cognição humana e nas formas de aprender e se relacionar com o conhecimento. Outra questão é um possível novo estatuto de público/privado na sua intersecção com o uso de tecnologias.

:: bloguei isso lá no [zaptlogs] e deixo aqui o caminho


out 27 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 06:01

[experiência]

Ontem mesmo li, num trabalho acadêmico, sobre a questão do olhar do pesquisador. Da importância de saber, situar , de certa forma direcionar este olhar sobre o objeto de pesquisa (eita expressão que pode congelar as coisas). Um dos argumentos mencionados foi a possibilidade do envolvimento, seus prós/contras, os graus de proximidade, … Estas coisas e muitas outras me vieram à mente quando, hoje, li o post do Sérgio, que reproduzo, em parte, abaixo. Deixo para quem ler na íntegra fazer as ligações que estou fazendo aqui e que, depois, penso comentar.

Amanhã (27/10/2003) fará um ano da eleição do LULA, da alegria e euforia original ainda restam muitas esperanças… Posso afirmar que o Brasil mudou, um pouquinho para melhor… depois falo mais sobre isto.

Fará também 1 ano da eleição da garotinha governadora aqui no RIO, lamentavelmente nada mudou, e mais do que isso, muita coisa piorou…Hoje (26/10/2003) tive uma experiência brutal e aterradora, que é está no meio de uma gerra civil não anunciada…

Domingo 18:30h, após passar o dia em minha residência levava meu pais de volta para casa (Baixada Fluminense) quando uma fechada, dois jovens brancos, boa aparência saltam com fuzis(isto mesmo fuzis) e pistola à mão param o trânsito e anunciam (força de expressão) o assalto ao carro da frente(POUCO MAIS DE 3 METROS à MINHA FRENTE) (…) – Sérgio Lima

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out 27 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 05:45

[Quem paga a conta do softwre livre?]

Há quem pense que software livre é diletantismo. Não é bem assim, há muita gente escrevendo software de 9 às 6, alguns até de gravata, em empresas públicas e privadas. Entenda porque.

Ricardo Bánffy

Outro dia, em uma palestra na Assembléia Legislativa sobre o uso de software livre na administração pública, eu ouvi, pela ducentésima vez, alguém perguntar de onde, afinal, vem o dinheiro para custear o desenvolvimento de tantos programas.

Não fiquei surpreso por ouvir a pergunta. Mas fiquei muito surpreso que as primeiras respostas não dessem conta de alguns fatos importantes. Me senti compelido a pedir o microfone à mesa e colocar, eu mesmo, por terra os temores do meu colega.

:: interessante artigo da Webinsider
:: leia na íntegra


out 26 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 06:35

[ANPEDINHA 2004]

Recebido na lista de discentes do PPGEDU / UFRGS.
Informamos prazo para envio de trabalhos para ANPEDSUL (Anpedinha).

Prazo para envio de trabalhos: 06 de novembro até 06 de dezembro de 2003
Local do Evento: Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR
Período do Evento: 27 a 30 de abril de 2004

Os interessados poderão ter acesso ao programa na página do evento http://www.pucpr.br/anpedsul

A professora doutora Marilda Behrens, Coordenadora do PPG da PUCRS, informou que o folder da ANPEDINHA encontra-se na gráfica em fase de finalização.

Comentário: Um ano de antecedência para a entrega de um trabalho para apresentação é um prazo que, em determinados tipos de trabalho, implica na possível desatualização do próprio trabalho. Principalmente considerando os assuntos ligados a tecnologias informatizadas.

ops… a anpedinha mudou de data…


out 25 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 15:56

[por aí]

Organizando outros espaços, lendo, escrevendo e dando uma geral na estrutura dos blogs e de outros projetos. Colaborando, também: no nascimento do Relendo os Clássicos Brasileiros, blog da disciplina de mesmo nome do PPGEdu, projeto da Mara e da Carmen.
Vamos ver como a turma se sai blogando suas reflexões sobre os clássicos, burlando os estatutos do espaço-tempo, atravessando as possibilidades, mapeando as permanências.


out 23 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 17:57

[RSS, blogs e conhecimento]

Uma interessante reflexão do Ronaldo, que vem enriquecer o que andamos trabalhando esta semana no [zaptlogs].
Um trecho:

Foi interessante notar quanto do meu conhecimento e atualização diários partem de uma única ferramenta. Por mais triviais que sejam as entradas que eu leio, muitas vezes elas me conduzem para outros locais onde informação—de qualidade—pode ser encontrada. E, na verdade, entradas triviais são uma minoria. Mesmo sites com propósitos meramente pessoais hoje contém uma riqueza de conhecimento que antes era impensada.


out 23 2003

dias difíceis

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 17:50

Drenam nossas energias para outras paragens…

Dias difíceis, geralmente, se entrelaçam a outros dias difíceis. Caldo de emoções, grandes, pequenas e as muito pequenas. Mesquinharias, invejazinhas, rancorezinhos, juntos fazem um estrago.

A notícia boa é que dias difíceis também tem 24 horas, embora o coração possa bater mais, ou menos durante elas.

E… novas são cada manhã…


out 21 2003

navegar é preciso

Categorias: leituras,teoria,visão de mundoSuzana Gutierrez @ 09:50

ou, … o que existe entre as margens e a beirinha.

Na praia, meu pai costumava dizer:

-Pode entrar, mas fica na beirinha.

A beirinha era o local das crianças, dos veranistas de fim de semana e de quem não soubesse nadar, local possivelmente seguro, como todas as beirinhas o são na maior parte do tempo. Quem já viu uma onda de mais de dois metros se erguer num local com não mais que quarenta centímetros de profundidade, sabe o que um determinado vento ou corrente pode fazer de repente. Não existe segurança absoluta.
Alguns posts atrás, falei sobre o que chamo de paradigma da beirinha ou em como navegar por áreas de segurança (!?). Naquele post falo das margens, mas não aprofundo muito a idéia. Hoje, li na Nova-e uma referência àquele post na coluna do Paulo Bicarato, cuja leitura me inspirou a seguir a reflexão.

Paulo Bicarato fala na transgressão/subversão como ação desvinculada da reflexão crítica e do conhecimento. A agitação em vez da ação estratégica. E finaliza com parte daquele meu post, como um cutucão no debate.

Relendo o que escrevi, penso que existem algumas idéias que podem ser melhor explicitadas e algumas questões socializadas. No post eu falo em margem e em beirinha como espaços de ação dos novos movimentos sociais. E é nestes conceitos que gostaria de fazer algumas considerações.

A margem de um sistema é como a margem de um rio: ela não é rio, é outra coisa. A margem de um sistema é (são) outro(s) sistema(s); a margem de um paradigma é (são) outro(s) paradigma(s). A beira de um sistema situa-se no próprio sistema, mas na margem de outro, assim como, a beira do rio, aquele trecho onde as águas são rasas, situa-se dentro do rio, às margens da terra. Margens e beiras são pontos próximos de fronteiras. Fronteiras que podem ser atravessadas. A transgressão/subversão podem estar presentes nestas travessias.

É prudente e estratégico conhecer o rio que se pretende atravessar. A própria decisão de realizar a travessia implica em conhecer a terra onde se está e a terra para onde se quer ir. Conhecer/aprender no sentido de perceber, reunir informações, interpretar, compreender, avaliar, pensar caminhos, num processo aberto e inacabado.

Por aí que é importante chegar às margens, experimentar a beirinha, mas não tentar fazer delas ou nelas ponto final. Até porque margens e beiras não são estáticas. Sistemas, também, não são. Fronteiras são mutantes, embora a nossa insistência aduaneira.

Fronteiras onde os limites são faróis e não barricadas. Fronteiras, como Boaventura de Sousa Santos fala, onde se vive nas margens sem viver uma vida marginal.

Margens ou beiras onde se aprende a nadar ou a construir barcos. Não qualquer estilo ou qualquer barco, mas os que possam nos levar para a outra margem do rio.

Naquele post, o quê eu tentei expor, e que Ellen Wood aprofunda no seu livro, é que o barco de Morin é bom para navegar na beirinha, mas o barco de Marx ainda é o barco para nos levar para o outro lado.

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out 21 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 05:38

[o windows e os transgênicos]

Ou seria Bill Gates e a Monsanto?
Gostei disso:

“Se você tem um computador em casa ou no trabalho, há mais de 90% de chance de que ele funcione com o sistema Windows. Está pronto, então, para entender o que são os transgênicos. Basta imaginar um futuro próximo em que as verduras, frutas e cereais serão tão controlados quanto um Word ou um Outlook Express (…) a cada nova semente plantada representará um custo para o agricultor. Ao estancar a reprodução espontânea da vida, a empresa obriga o agricultor a comprar grãos a cada nova safra. “Esse é o verdadeiro objetivo dos que criam transgênicos: o aumento de produtividade é apenas uma desculpa.” (Jorge Pereira Filho e Daniel Merli, 2003-10-20)

:: leia o texto na EconomiaNet


out 20 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 20:01

[horário de verão]

Acho que estou com problemas de parafuso horário……………………………


out 19 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 14:46

[produzindo]

Fim de semana de estudo 🙂 Consegui por em dia algumas leituras e dar o empurrão inicial na próxima fase do [zaptlogs]. Considerando a abordagem das tarefas/conteúdos/reflexões que temos pela frente e, também, nas que queremos retomar; considerando as aprendizagens feitas individualmente, como grupo e como pesquisadores; considerando as questões de pesquisa e o rumo teórico de minha proposta:

………. andei refletindo, dando voltas e estruturei, provisoriamente, como sempre, um caminho um pouco diferente.

Para atender a heterogeneidade do grupo atual, vou colocar as atividades sob a forma de blogquests, numa alusão às webquests, mas utilizando os blogs e procurando dar a cada quest um formato que privilegie a autoria/autonomia. São questões abertas que podem ser modificadas, re-postadas, configuradas considerando a quem se destinam e em que momento.
A idéia é trabalhar nelas de modo a que não fiquem num padrão linear, estilo instrução programada. Isso é uma coisa que não sei bem como fazer e penso que o grupo poderá auxiliar.
Já bloguei algumas [zaptquests] de forma ainda provisória. Pretendo testar alguma coisa no próximo encontro no LIES e discutir com o grupo depois.

. btw: liquidei com as minhas costas…………………………


out 18 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 06:02

[spam]

Individualistas e chatos de todos os tipos estão empenhados em destruir um dos mecanismos mais simples e úteis de comunicação: o e-mail. Não tem um dia em que eu não receba, pelo menos, sete ou oito mensagens não solicitadas, entre propagandas, correntes, agiotagem, falcatrua, … Isso que me dou ao trabalho de por cada um dos endereços, os de fachada e os de envio, numa lista que os deletará diretamente no servidor na próxima vez que tentarem me enviar algo.
Nesta lista, tenho colocado, também, todos os provedores absolutamente desconhecidos ou até inexistentes, todos os emails que tenham no assunto a palavra ‘penis’ ou ‘p1nis’ (a nova tentativa deles), todos que contém aquele ridículo sspam, o spam anti-spam do UOL, além dos chatos que insistem em te mandar 70 anjinhos e musiquinhas por dia.
Todos os que vem do Terra (origem), empacoto e mando para o abuse@terra. Se funciona, não sei, mas sempre me respondem. Também, é ridículo receber spam do nosso próprio provedor.
Assim como vendem CDs contendo nossos e-mails catados pela web, poderíamos vender os mesmos CDs contendo um programinha código aberto que bloqueasse endereços adicionados e mais uma lista de spammers conhecidos.

Para quem quiser , mando a minha lista.


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