jul 31 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 20:08

[lançado livro do grupo de pesquisadores sobre a formação de professores para o Mercosul – Conesul]

Quem avisa é a colega Graziela Magulia Oyarzabal:

Colegas!

É com enorme prazer que comunico a todos(as) o lançamento do livro “A formação do educador como pesquisador no Mercosul/Cone Sul”, organizado por Augusto Nibaldo Silva Triviños, Graziela Macuglia Oyarzabal, Miguel Alfredo Orth e Suzana de Souza Gutierrez.

Este livro resultou de parte dos trabalhos apresentados no X Seminário Internacional de Formação de Professores para o Mercosul/Cone Sul, realizado em Porto Alegre em novembro passado.

Brevemente será lançado o outro volume com demais trabalhos do referido seminário tratando da “história e formação de professores no Mercosul/Cone Sul”.

O presente livro foi lançado pela Editora da Ufrgs com apoio da FAPERGS, UFSC, UNISC e UNILASALLE.

Pode ser adquirido na Livraria da UFRGS, Campus Central (Prédio do Anexo 1 da Reitoria, ao lado do Bar do Antõnio) ao preço de R$ 12,00 (desconto de 20% na compra, R$ 9,60).

O sumário do livro é:

Apresentação

Introdução

A formação do educador como pesquisador – Augusto Nibaldo Silva Triviños, Carla Cristina Dutra Búrigo, Magda Maria Colao

La formación de un profesor investigador: un desafio imposible para las facultades de educación de Chile? – Rolando Pinto Contreras

Investigar en los Institutos de Formación de Docentes – María Rosa Misuraca

El docente investigador: su historia, su presente, ?el futuro? – Mónica L. Insaurralde

La investigación en la formación de profesores: núcleo central de generación de conocimiento y autonomía – Carol Torres Fernandez, Norma Cárdenas Saldaña, Rodrigo Lagos Vargas

Breve nota sobre a história do “Grupo de pesquisadores sobre formação de professores para o Mercosul/Cone Sul”

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jul 31 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 11:28

[mulheres na escola militar]

Decididamente a interseção entre escolas militares e mulheres gera alguma confusão. Acabo de sofrer um problema que classifico como ergonômico, funcional e de preconceito no ambiente de trabalho.

Leciono voleibol para uma turma de guris de 1º/2º ano do ensino médio, enquanto um colega faz o mesmo para as gurias. Porém, tendo ele dedicação exclusiva (aqui está o problema funcional), chega cedo na escola e, como é muito organizado, separa com bastante antecedência o seu material. As bolas ficam guardadas em cestos metálicos grandes e fixos (aqui está o problema ergonômico), na sala de materiais. Acontece que, quando vou apanhar as ditas cujas, só estão presentes as que ficam no fundo do cesto.

Resultado: como a altura da borda do cesto bate acima da minha cintura (tá tá tá, sou baixinha), só consigo alcançar as bolas correndo o risco de cair de cabeça dentro do cesto. Sem esquecer que esta movimentação terrível é executada, às vezes, para uma platéia de soldados, num ângulo bem desfavorável. A maioria , é claro, permanece impassível ou sai, de fininho, para rir na rua, ou, quase sempre, vem ajudar a pegar as bolas ou desentalar a professora.
Os colegas? Bueno, estes riem direto e fazem as piadas mais degeneradas (aqui está o problema de preconceito). O bom é que com tudo isso nos divertimos. Ainda mais que hoje o céu está azul, ótimo para um joguinho de volei e tenho a parceria de meus alunos 🙂


jul 31 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 06:43

[semana acadêmica no PPGEdu – UFRGS]

Saiu a programação das atividades que acontecem de 4 a 8 de agosto próximos. Pode receber alterações até dia 2/8.

O TRAMSE vai participar com a apresentação do Projeto ZAPT, que é um projeto integrado de pesquisa. ZAPT quer dizer Zona de Apoio e Pesquisa em Tecnologia e é o projeto que, entre outras coisas, está desenvolvendo o espaço de notícias do núcleo, o InTramse.

O ZAPT, é um projeto integrado do Núcleo de Estudos, Experiências e Pesquisas em Trabalho, Movimentos Sociais e Educação da FACED da UFRGS para viabilizar subprojetos que envolvam a utilização de tecnologias da informação e da comunicação. Inclui estudos sobre a alocação de recursos tecnológicos, assessoramento em projetos, preparação de professores para utilização crítica das TIC, acompanhamento e avaliação das experiências e projetos e otimização dos recursos humanos e materiais nesta área. Prevê possibilidade de cooperação e intercâmbio com outras Instituições, Núcleos e Grupos de Pesquisa em projetos comuns.

.:: a apresentação do Projeto Zapt será no dia 6 de agosto, quarta-feira, às 14h no LIES – Faced/UFRGS.
apresentadora: Suzana Gutierrez – Mestranda do PPGEdu – UFRGS
mediadora: Carmen Machado – Professora do PPGEdu – UFRGS


jul 31 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 06:10

Jude

[as mulheres e a tecnologia]

Hackers perdem sua padroeira
Por Michelle Delio – Wired News
28/07/2003 15:29:26

Se existe um paraíso, os anjos devem estar festejando a chegada de Jude Milhon, a “santa padroeira” dos Hackers. Mais conhecida na Internet pelo apelido “St. Jude”, Milhon morreu e câncer no último sábado.

Sua idade era um segredo bem guardado. Mesmo os seus amigos mais próximos podiam apenas fazer suposições, e até eles admitem errar em até uma década.

St. Jude não era uma santa comum. Ela era uma defensora incansável da cultura hacker, do sexo nerd e da presença feminina no mundo da alta tecnologia. Ela achava que a vida era curta demais para as pessoas se preocuparem com a opinião alheia, e era conhecida por sua forma colorida de usar o idioma inglês.

Na época em que a Internet ainda era povoada principalmente por homens, ela encorajava e ajudava outras mulheres a entrar na rede. “As garotas precisam de modems”, disparou ela numa entrevista concedida em fevereiro de 1995 à revista Wired.
.:: leia na íntegra

artigo e imagem de: http://www.softwarelivre.org/


jul 29 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 17:10

Foto de http://www.satanslaundromat.com/sl/ . Visite a página para ver mais.

[flash mob]
Na foto uma ‘flash mob’ no Central Park. Não sei bem como traduzir flash mob: mobilização instantânea? Porém, sei o que detona uma flash mob: um email ou uma mensagem via-celular que mobiliza em segundos uma rede comunicativa que faz com que pessoas se dirijam à um lugar determinado e executem uma ação determinada. E se dispersem tão rápido como se juntaram. A comunicação segue os caminhos do correio eletrônico, das listas de discussão, dos weblogs, da telefonia móvel, das mensagens instantâneas via internet,etc. Como a água se infiltra e percorre caminhos diversos permeando as estruturas e atingindo as pessoas.
Lembrei um pouco meu tempo de segundo grau, quando realizávamos as chamadas operações relâmpago. Nelas, agíamos sincrônicamente em grupos, com tarefas bem estudadas. Tudo para acobertar uma ação central que passava desapercebida entre as outras. Era nosso jeito de subverter. Por exemplo: um grupo ensaiava uma briga na porta do barzinho da escola. Ao mesmo tempo, outro grupo pedia uma audiência com a diretora para uma questão qualquer, lotando a ala administrativa. Um terceiro grupo, mais numeroso aguardava, num certo tumulto no hall central. Enquanto isso, um pequeno grupo, alterava o mural de comunicações da escola retirando alguma coisa e colocando outra. Um texto subversivo, um aviso forjado, … Feito isso, os grupos se dispersavam, a circulação encobria pistas e culpados e, nossa subversão ganhava algumas horas de vida.
Hoje, teríamos muito mais formas de articulação.
Mas, e quanto às flash mobs? Modismo? Movimento Social? Cedo ainda para dizer como evolui o fenômeno. Uma boa idéia ficar de olho, pois é nos interstícios de coisas como estas que se podem traçar caminhos de resistência e emancipação.


jul 29 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 14:08

[weblogs e a educação do futuro]

E-mail vence Aids

GILSON SCHWARTZ

colunista da Folha de S.Paulo

Abriu o e-mail e baixou o santo. Era de um professor e pesquisador brasileiro que trabalhava em uma escola de ensino médio no Senegal, enviado em 14 de julho de 2030. Será que é spam?

Assunto: Funcionou!
Data do envio: 14 de julho de 2030
De: Professor Fernando Spin (spin2030@spinafrica.org)
Para: Jonas Yoruba
C/C: Sinapse, edição especial, julho, 2003

valeu muito vc ter blogado teu lance com os hiphackers. estamos usando super por aqui. a rede sobre saúde e desnutrição já tem versões traduzidas para 15 dialetos africanos, resultado da cooperação entre escolas de tribos que, há pouco mais de 20 anos, se matavam pelas ruas. é incrível, mas funcionou: usamos praticamente as mesmas técnicas que tinham funcionado – o quê, uns mais de 15 anos atrás, né?, com a moçada no Rio e em Sampa.

tem um monte de gente dizendo por aí (deve ser coisa do Steve em Oxford, aquele velho maluco!) que vamos faturar o Nobel da Paz. acham que as nossas redes de aprendizado foram o “elo perdido” que permitiu a eliminação da Aids na África.

lembra do Moussa, do Senegal? ele deu o primeiro alerta, era uma tese de doutorado no início do século, dizia que Aids era lida como “síndrome americana contra o amor entre os africanos”.

rolaram então vários projetos muito em cima dos blogs em que escolas e telecentros do Brasil agitavam aquele papo tipo Paulo Freire digital. e a moçada… sem chance, sem chance! taí, foi 10! 🙂 sem falar na onda de mestrados e doutorados que saíram da história (ou melhor, entraram nela!).

meu, foram aqueles blogs da Bahia que colocaram as escolas da perifa em contato com uma rede de conhecimentos sobre desnutrição, violência e direitos digitais.

e esse Nobel, hein? será mesmo que levamos? tão dizendo que seria entregue para a Luara, aquela líder angolana que puxou as conexões entre escolas, sindicatos e postos de saúde. uma visionária sem diploma que multiplicou por mil o número de diplomas em práticas de saúde no país.

olha, te dou a notícia em primeira mão: estou saindo da África, depois de dez anos de trabalho por aqui. 65 anos… acabo de receber um convite para participar da montagem de uma rede entre escolas e cavernas digitais na Índia. claro, o fato de não terem ainda resolvido o problema da fome por lá também me anima a encarar o novo desafio. acho que o nosso Paulo Freire digital ainda tem muito a fazer! se funcionou em São Paulo, no Brasil e na África, tem que dar certo na Índia também!

desculpa te mandar um e-mail tão longo em vez de acionar o nosso bom e velho videofax, mas neste exato momento estou participando de uma videoconferência com 3.000 escolas públicas que desenvolvem projetos sociais. é meio que a formatura da moçada. o canal de vídeo ficou pesado demais e só dá para mandar e-mail. essa infra continua não dando conta do recado! #@$!*&!

AQUELE abraço

Gilson Schwartz, 43, é economista e sociólogo. É diretor acadêmico da Cidade do Conhecimento do Instituto de Estudos Avançados da USP (www.cidade.usp.br). É membro do comitê diretor da Rede Internacional de Pesquisa sobre Inteligência Coletiva para o Desenvolvimento Humano, coordenada por Pierre Lévy, da Universidade de Ottawa.
fonte: [sinapse]online


jul 29 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 09:22

[técnica e religião – relembrando Sokal]

Lembro bem quando analisamos um texto que comentava um artigo de Alan Sokal. Este havia pregado uma peça nos editores, supostamente especialistas, da revista Social Text, quando mandou para publicação um texto que misturava verdades científicas, meias-verdades, blá blá blá pós-moderno e besteiras literais. O texto foi publicado e Sokal puxou o tapete, num segundo artigo em outra revista, onde desmascarava a farsa e criticava o sistema de publicação.
Na ocasião, eu andava enrolada com alguns textos de Karl Apel e chegara à conclusão, no caso, resumida e oportunista :)) , de que muitos textos são escritos para serem sacralizados, reverenciados e exibidos nos altares em que se transformam certas publicações.
Não existem para ser compreendidos, interpretados, praticados. São abstrações, algumas querendo dizer absolutamente… nada.
Quando provém de autores conhecidos, como Sokal, mesmo que escrevendo fora de sua área de conhecimento, tendem a ser aceitos sem crítica nenhuma, baseados apenas na reputação do autor. As maiores bobagens são, assim, publicadas, como demonstrou Alan Sokal.
Hoje estive lendo um texto de Erick Felinto, do GT de Comunicação e Sociedade Tecnológica da COMPOS, escrito para o XII ENCONTRO – Recife/PE – UFPE – 2003, onde ele menciona Sokal ao descrever a estetização da teoria que desnuda o caráter analógico do pensamento contemporâneo, especialmente nos estudos sobre a cibercultura. Nestes estudos, proliferam as metáforas e o pensamento se aproxima de uma tecno religião.
Quão verdadeiro é isso… E revelador do ponto fraco que é o analógico pensando o digital.
Felinto usa Benjamin e, ao analisar, os tensionamentos entre técnica-religião, logos-mythos, não fecha, nem numa suposta neutralidade científica, nem num ufanismo que fetichiza. Sem dizer, pensa dialéticamente…


jul 29 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 06:03

[palestra em Carlos Barbosa]

Aconteceu no dia 24/07/2003, às 14h, na prefeitura da cidade, na sala de reuniões da secretaria de educação. Como foi programada aproveitando a minha estada em Carlos Barbosa, reuniu os poucos professores que puderam ser avisados na véspera e pela manhã.
Na minha avaliação isso foi muito bom, pois pude fazer a apresentação usando o computador e a internet, detalhando o projeto, visitando e explorando os links que, de outra forma, seriam apenas mostrados através de imagens.
O interesse do grupo foi enorme, estimulado pelas novidades e pela participação de duas professoras que estão cursando especialização em Informática educativa. Ao final, decidiram formar um grupo de estudos, num projeto semelhante, e me solicitaram assessoria. De modo que, teremos mais uma comunidade no [zaptlogs].
A idéia é que funcione à distância, via tarefas e que tenha a mediação da Profª Cristiane, secretária de educação do município, que se reunirá comigo na UFRGS nas terças-feiras. Fiquei entusiasmada com o projeto, que pode ser mais um sub do ZAPT.


jul 28 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 09:16

[deixo aqui o espaço]

……. pra uma notícia que ainda não sei se posto ou não :))))))))))))


jul 27 2003

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 14:48

lausanne grafitti

[Grafitti]

Uma lista de sites. Dez!!!
. banksy
. vandal squad
. wooster collective
. laussanne
. stencil revolution
. guerilla parenting

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jul 27 2003

achado poraí…

Categorias: sem categoriaSuzana Gutierrez @ 10:05

=^^= Será que precisamos de editores? Esta é a questão que Jeff Jarvis deixa no seu post de 22/jul/2003 no BuzzMachine. Jarvis conta a odisséia de um texto seu nos caminhos editoriais. Muito interessante 🙂
.:: aqui o texto que causou tantos desvios.

=^^= De um novo blog, pelo menos para mim, chamado Infosophy.
Uma interessante reflexão sobre código aberto e conteúdo aberto. Fala, inclusive, sobre competitividade entre o aberto e o proprietário. Não explorei os links, mas deixo aqui blogado para consulta.

=^^= Mais um weblog sobre open access, com notícias sobre o movimento de acesso livre. Por Peter Suber.
.:: confira

.::

=^^= Mecanismo de busca para os pobres
Pesquisadores do MIT – Massachusetts Institute of Technology – colocam a questão das diferenças de conectividade entre pobres e ricos. Dizem: Os ricos possuem pouco tempo, muito dinheiro e conexões rápidas e, os pobres, possuem muito tempo, pouco dinheiro e conexões lentas e precárias.
Por isso estão desenvolvendo um mecanismo de busca que manda por e-mail os tópicos buscados. O software está sendo distribuído em CDs a comunidades em desenvolvimento.
.:: link no Infosophy

Comentário: O google já disponibiliza este tipo de busca para até 5 pesquisas diferentes. Também existe a possibilidade da leitura de RSS através do email, usando software gratuito disponível na rede. Já comentei isso aqui no [bloglab], mas não teve jeito de eu achar o link para colocar aqui. Todos os casos, o software é o nntp//rss


jul 27 2003

caçadores de blogueiros

Categorias: blogosferaSuzana Gutierrez @ 09:04

snif

Um serviço que disponibiliza aos seus clientes um blossier sobre escolhidos blogueiros.

Selecionam os gostos, preferências e interesses em várias áreas, suas idas e vindas, leitura, trabalho, …

Um blog pode ser um panóptico voluntário…

Falando sério. Sorrateiramente os mecanismos de controle tendem a se implantar em todos os espaços. Usando das mais variadas fórmulas e com os mais variados motivos a nossa privacidade vai sendo invadida, vasculhada, vendida.

Ontem mesmo recebi uma ligação do telemarketing do City Bank me comunicando que um cartão eletrônico estava sendo enviado para mim. O telefonema era simplesmente para me avisar que o cartão vinha bloqueado para minha segurança e que, de imediato, eu deveria solicitar sua liberação. Tudo isso foi vomitado pela voz xarope da operadora antes que eu pudesse dizer ai.

Como era um sábado e eu estava com algum tempo resolvi questionar o desrespeito. Falei que não me enviassem cartão algum porque eu não havia solicitado. A operadora respondeu que isso era feito para saber se eu estava feliz com os serviços do City Bank. Eu repliquei que ficaria feliz com o serviço do banco se ele ficasse no seu lugar até ser solicitado e não invadisse a minha privacidade com telefonema ou cartões.

Nada como se ter tempo… Iniciei um papo dos mais chatos sobre privacidade, serviços, segurança. Algo assim meio maníaco.

Pedi o nome dela, o cargo, outros detalhes profissionais.

Quando pedi o RG e o CPF ela conseguiu respirar e largou o fatídico e musical:

– O City Bank agradece a sua atenção e tenha…………..

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jul 27 2003

enquanto isso na sala de comando…

Categorias: educaçãoSuzana Gutierrez @ 08:10

Oitenta e cinco professores de 43 escolas do sul de Illinois estão participando do Dois dias de treinamento nacional de professores na escola média de Carbondale, para aprender como usar modernas tecnologias para melhor ensinar seus alunos.

O treinamento vem sendo patrocinado pela WSIU-TV, a estação pública de televisão do sul de Illinois na Southern Illinois University Carbondale. “É sobre como usar os meios e recursos na sala de aula para obter mais dos estudantes, para engajá-los e ajudá-los a aprender e serem produtivos para a sociedade onde vivem”, diz Amy Shaw, coordenadora educacional da WSIU-TV. “Não é suficiente apenas prover conteúdo de qualidade.

É importante ter certeza que os professores sabem como usar estes conteúdos na sala de aula”.

.:: artigo em inglês

Sem comentar a visão de mundo que move tais treinamentos lá, pelo menos é claro para eles a importância destas tecnologias na educação. Aqui, enquanto uns criticariam a perspectiva produtivista e o treinamento, outros se manteriam alheios a tudo e poucos uniriam a visão crítica à possibilidade de inserção destas tecnologias em nosso trabalho e do nosso jeito.

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jul 27 2003

um futuro sem-fio

Categorias: educaçãoSuzana Gutierrez @ 07:54

Enquanto as nossas escolas lutam para conseguir computadores e algumas, quando os conseguem, acabam por terceirizá-los para empresas de informática por não ter professores capazes de desenvolver projetos e usá-los, lá fora as empresas de educação (argh) já estão oferecendo toda a tecnologia sem fio à todos.

Acenam com a sedutora perspectiva de não ficarmos atados aos laboratórios, às linhas telefônicas, aos cabos. Acenam com a acessibilidade em qualquer lugar.

Considerando o atual estágio do uso de tecnologias educacionais em sala de aula (quaisquer que elas sejam!), constata-se o grande atraso em que estamos como escola/universidade/educação. As empresas já se antenaram e correm a oferecer serviços nesta área. Não entendo como a maioria dos professores, inclusive os que dirigem as instituições educacionais, pode ser manter alheia à isso e calma !

É difícil acreditar que se trate de ignorância, embora se possa constatar um grande desconhecimento em relação as últimas novidades tecnológicas que podem afetar a educação.
Esta semana fiquei sabendo de uma escola que recebeu um laboratório de informática moderno, com conexão à internet à cabo e que o deixou parado e sem uso por quase um ano. Depois disso, os dirigentes da escola terceirizaram o laboratório para uma empresa de informática que ali ministra cursos.

O que uma grande parte de professores e pais não compreende é que informática, no sentido de aprender a usar softwares, não é informática educativa. É muito diferente de inserir as possibilidades da tecnologia na educação.

Muitos acreditam que dominar o Word e o Excell vai garantir um emprego daqui a 5 anos.

Sério…

.:: a imagem e texto que inspiraram este post estão em Universidade Virtual de Michigan

imagem de http://wireless.mivu.org/

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jul 25 2003

Incompletude

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 18:49

Quando eu era criança gostava de quebra-cabeças. Quanto mais difíceis melhor. Quanto mais e menores peças tivessem, melhor.

Gostava, também, de albuns de figurinhas. Coloridos, de preferência daqueles onde as figurinhas vinham num pacotinho fechado semanal. Sempre uma esperança, quase sempre uma surpresa.

Cedo descobri que sempre faltavam peças no final do quebra-cabeça. E não lembro de ter, algum dia, completado um álbum.

Incompletude…

Somos e vivemos histórias inacabadas. Casas quase decoradas, cursos quase terminados, metas quase cumpridas… Sinfonias inacabadas é o que somos. Textos sem ponto final. Vivemos colecionando espaços vazios.

O pior é que objetivamos as finalidades. Empurramos nossos começos para que peguem no tranco. Buscamos o pleno, quando a regra é a lacuna.

Aquilo que falta desenha canions na superfície de cada dia. E as nossas rugas são rios de ausências. Porém, seguimos impávidos, esperando a figurinha que falta.

* imagem de http://reginasilveira.uol.com.brimages/

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