mar 01 2010

reações na web – Serra x Dilma

Categorias: midias, política, tecnologia, ticSuzana Gutierrez @ 01:05

Segundo o ReadWriteWeb Brasil, o UberVu, que é um serviço de monitoramento de referências nas mídias sociais, lançou uma novidade: o Compare. Além de mapear as referências ao assunto solicitado, permite comparar com as referências a outro assunto.  Interessante.

Para testar, usei dois assuntos que serão referência durante este ano e vejam os resultados (clique para aumentar):

serra x dilma

compare as referências à Serra e Dilma

serra x dilma

resultados em diversas midias

/continuação:
O serviço é pago para informações e relatórios mais detalhados. Uma avaliação das referências positivas e negativas está entre as opções pagas. Isso começaria a qualificar um pouco os resultados.
Dados quantitativos são apenas uma parte do que se pode verificar sobre um determinado fenômeno ou assunto. Dizem alguma coisa sobre o contexto onde se inserem, porém, um maior conhecimento deste contexto aliado a outros dados qualitativos é que vão aproximar os resultados da realidade.
E mais:
-termos de pesquisa ambíguos ou que são comuns a mais de um assunto vão alterar ou inviabilizar algumas pesquisas.
-os resultados majoritariamente são do Twitter em relação à outros meios. (explicável, quem arrisca?)

Mesmo considerando estas limitações, é uma ferramenta interessante para verificar a temperatura de algum assunto em determinado momento.

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fev 20 2010

Google Buzz

Categorias: software, tecnologiaSuzana Gutierrez @ 10:05

Neste últimos dias, duas coisas me entusiasmaram. A incrível comissão de frente do Unidos da Tijuca e o Google Buzz.  A primeira eu vou revisitar hoje à noite.  A segunda, venho usando desde o início e acompanhando toda a conversa que gerou nas redes.

Não vou falar muito das questões relativas ao lançamento e dos problemas iniciais com a privacidade, já bastante discutidos.  Aqui alguns artigos que recomendo sobre o Google Buzz:

)) Sobre histeria, privacidade, Buzz e etc – Sergio Lima

)) Redes Sociais e o Google Buzz – Raquel Recuero

)) Google Buzz é o “Facebook Beacon” da Google – Tiago Dória

)) Google Buzz copied FriendFeed’s worst features, why? – Robert Scoble

A ideia é, a la web 2.0, fazer generosamente um pouco do trabalho de uma equipe de testes e  listar algumas constatações pessoais sobre os primeiros dias de uso, inclusive algumas recomendaçõs sobre o aperfeiçoamento.   Inclusive para motivar os usuários a um bom uso, enquanto alguns melhoramentos não são implementados.  Para começar, gostei bastante do Google Buzz, principalmente pela organização das conversas ea possibilidade de amplitude. Vamos lá :)

)) o que eu gostei:

  • Integração com o Gmail – acessível, simples, em tempo real
  • Agil para comunicações rápidas, mas não limitado a 140 caracteres \o/
  • Possibilidade de compartilhamento público ou dirigido a pessoas e grupos organizados de contatos.
  • Facilidade de interação nos próprios textos e nos de ’seguidos’. (comentários)
  • Possibilidade de expansão da rede de contatos a partir da interação nos artigos postados por ’seguidos’
  • Cada Buzz tem um link permanente, com uma página dedicada, distribuída por RSS, com todos os comentários organizados. Todos os buzzes ficam organizados em forma cronológica reversa na página do perfil do usuário e esta página permite comentários e tem distribuição por RSS.  (alguém aí pensou blogue?)

)) o que eu não gostei

  • Na medida em que as pessoas adicionam automaticamente outras redes e aplicativos (Twitter, Flickr, Blog, FriendFeed, …), alguma delas altamente ‘tagarelas’, falta de um mecanismo que possibilite escolher quais as redes dos ’seguidos’  que serão seguidas.  Eu gostaria de bloquear o Twitter, o FriendFeed da grande maioria dos meus seguidos, pois o que eles divulgam de interesse, geralmente já recebi pelo Google Reader. Além disso, o FriendFeed de muitos repete o Twitter e o blog.
  • Sicronização de contatos ’seguidos’ com o Google Reader – atualmente, deixando de seguir alguém no Buzz, este contato é retirado da lista de compartilhamento do Reader e vice-versa. Como a Raquel aponta em seu texto (acima) e como alguns colegas e eu buzzamos aqui,  as redes são diferentes. Novamente, poder escolher os aplicativos dos nossos ’seguidos’ é importante.
  • Embora os buzzes próprios fiquem organizados e buscáveis, seria interessante ter um sistema de arquivos, que poderia ficar no perfil.
  • O sistema de leitura poderia ser aperfeiçoado. O uso da tecla n para navegar entre as novidades é meio confuso.
  • O editor poderia permitir a edição em html ou  ampliar as marcações estilo wiki ou ter algumas ferramentas bem básicas de edição.
  • Falta um botãozinho de rebuzz (mas só depois de acertarem a redundância)
  • O envio por email a partir do Buzz para o Buzz, que poderia ser um provisório rebuzz, não funciona. Aliás, o buzz por email não manda o corpo da mensagem.

Como já disse,  eu gostei bastante do Google Buzz e penso que o Google vai fazer modificações em outros aplicativos (Reader, Chat, Igoogle) por conta dele. Vai valorizar o perfil google que já está ficando com cara de ambiente personalizado de aprendizagem.  Uma preocupação que fica é a concentração de tudo numa só plataforma gerenciada por uma empresa privada.

(em construção, mas já no olho do povo)

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fev 17 2010

Buzz, Wave, Twitter – a cooperação e trabalho imaterial

Categorias: cooperação, informação, redes sociais, visão de mundo, webSuzana Gutierrez @ 14:39

[aviso]Este texto não é uma análise do Google Buzz ou do Wave. É a expressão da minha opinião sobre os rumos das redes sociais e de seus suportes. Sobretudo uma reflexão inacabada sobre os nossos rumos nas redes. Assim, contribuições, críticas, concordâncias e discordâncias são bem vindas.[/aviso]

buzz twitterNo que se chama de sociedade da informação, a divisão do trabalho assume contornos inesperados. Em vez da tradicional divisão entre quem pensa e quem executa, se intensifica a divisão entre aqueles que conseguem controlar, filtrar e utilizar a informação de acordo com suas necessidades e objetivos e aqueles que se perdem na avalanche de informações. Uma divisão que vai além da divisão que se estabelece no acesso à informação.

Considerando a informação que é produzida e circula na internet, podemos dizer que todos a produzem e reproduzem em maior ou menor grau. Afinal, a maioria de nós trabalha nestas fábricas sem salário que nós mesmo criamos nos galpões fornecidos por grandes corporações, através dos seus aplicativos\suporte de redes sociais. A acumulação capitalista, nestes nossos tempos, não se baseia somente na produção de mercadorias, mas na produção da inovação. E é negócio fazer circular o que cria e alimenta negócios.

Todo o santo dia blogamos, tuitamos, buzzamos e abusamos destes novos verbos, enfim, abastecemos ininterruptamente os canais e os reservatórios de informação, criando um valor que transcende o da informação original e individual. Podemos pesquisar um pouquinho neste imenso fluxo de dados, afinal…, não se amarra a boca do burro boi que puxa o arado. Porém, o fazemos muito aquém do poder das máquinas de pesquisa, que colhem, filtram, recirculam, extraem valor desta nossa cooperação. Não raro nos perdemos na pesquisa e saimos de mãos vazias. Informação demais desinforma. É comum perdermos o essencial no meio do que é banal.

Esta semana, estamos discutindo em diversas línguas, como o Buzz é bom, o quanto o Buzz é ruim, como vamos usá-lo, porque vamos desligá-lo, o quê pode ser melhorado, …  Cooperação, trabalho imaterial, mais-valia total porque estamos trabalhando sem salário. O fazemos de livre e espontânea vontade? Sim. Com consciência? …

Ah! vamos desligar o Buzz, o Twitter, a conexão com a internet … Ops! … É aqui que eu travo. Observo estas redes que formamos, nas quais as pessoas compartilham e recompartilham automaticamente (em grande parte) as informações. Imaginemos um excelente e original texto publicado num blog.  Pela decisão do autor e as possibilidades do suporte, o texto é distribuido automaticamente para os agregadores, via RSS, para o Twitter, para o FriendFeed , Buzz, Tumblr, Facebook etc.

A partir daí rola uma cascata de eventos. O Twitter remete a informação automaticamente para o FriendFeed, para o Tumblr, para o Buz z, para o Facebook e gera um Feed RSS que a contém. O FriendFeed lança no Buzz tudo o que recebeu do blog, do Twitter, do Facebook, e gera um feed RSS. O Facebook faz o mesmo e a coisa toda começa a ficar circular. O eterno retorno da filosofia, um loop mal feito num código :)

Além disso, o pessoal pode retuitar e, conta a lenda, que estão pedindo um botão de rebuzzar . (Please, Google, NO!) Toda esta redundância e circularidade acontece, na maior parte, automaticamente e, pior, grande parte das pessoas nunca olha alguns destes seus serviços, que distribuem seus interesses, apesar do seu desinteresse. Um processo bem web 1.0 na web 2.0. Muitas vezes, tudo se resume a linkar seu perfil a um certo tipo de informação ou outro perfil.

À quem beneficia este acúmulo e sobreposição de informações repetidas ad nauseam? Será que a informação não ficará oculta da maioria dos mortais em meio a imensa quantidade de dados que circulam? Alguém aí reparou como estão menos proveitosas e mais difíceis as buscas depois que perfis e alterações de status começaram a ser indexados?

Todavia, … nestas redes que formamos, podemos criar muita coisa boa individual e socialmente. A pergunta é: como aproveitar isso sem incrementar a banalidade e sem reforçar a alienação? Todos estes maravilhosos e nem tão maravilhosos novos meios nos usam em maior medida do que nós pensamos os estar usando.

“Não é mais o trabalhador que emprega os meios de produção, mas os meios de produção que empregam o trabalhador” (Marx, O Capital, I, p.357)

O que Marx não previu foi que chegaríamos na mais-valia total, na maior alegria. ((em contrução))

* imagem é CC criada por im a partir de http://www.luclatulippe.com/ e do icone do Buzz.

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fev 12 2010

Virtua, olha aqui os meus 6 megas

Categorias: internetSuzana Gutierrez @ 18:40

irtua 6 megas

Olhem a performance do meu Virtua 6 megas

)) clique para ver em tamanho natural os 6 Megas da minha banda larga Virtua
)) minha conexão é  a primeira.


Teste e compare a velocidade de sua conexão via Youtube

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fev 04 2010

acabou a vida boa :(

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 21:03

vida boa :)

luz, sombra, água e vento

doutorado não combina com verão… Mesmo tendo andado alguma coisa, não fiz metade do que irrealisticamente previ :)

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jan 27 2010

FSM – Harvey e a transição anti-capitalista

Categorias: movimentos sociais, mundo, política, teoria, visão de mundoSuzana Gutierrez @ 16:20

Ontem assisti o primeiro debate da reunião de 10 anos do Forum Social Mundial.  Entre as participações enriquecedoras de Susan George, Paul Singer,  João Felício, foi a fala de David Harvey que mais me empolgou.  Harvey, nos últimos tempos vem trabalhando na perspectiva de organizar uma transição anti-capitalista e foi este, dentro do tema proposto para o debate – A Conjuntura Econômica Hoje – , o foco escolhido para a sua fala.

Marco Weissheimer sintetizou muito bem a maioria dos pontos abordados por Harvey, em especial, o que no meu enterder foi o cerne de sua exposição:

Não basta, portanto, denunciar a irracionalidade do capitalismo. É importante lembrar, assinala Harvey, o que a Marx e Engels apontaram no Manifesto Comunista a respeito das profundas mudanças que o capitalismo trouxe consigo: uma nova relação com a natureza, novas tecnologias, novas relações sociais, outro sistema de produção, mudanças profundas na vida cotidiana das pessoas e novos arranjos políticos institucionais. “Todos esses momentos viveram um processo de co-evolução. O movimento anti-capitalista tem que lutar em todas essas dimensões e não apenas em uma delas como muitos grupos fazem hoje. O grande fracasso do comunismo foi não conseguir manter em movimento todos esses processos. Fundamentalmente, a vida diária tem que mudar, as relações sociais têm que mudar”, defende. [ler na íntegra o artigo na Agência Carta Maior]

O que eu acrescentaria é que Harvey abordou o tema proposto de forma dialética, a partir da totalidade. Totalidade, como um todo concreto e relacional, constituído por múltiplas determinações e mediações históricas,  na qual as contradições  são o movimento que desenvolve a possibilidade de uma transição anti-capitalista dentro da atual conjuntura econômica mundial. Uma aula de método dialético e de marxismo.

Essencial a sua afirmação de que é inevitável chegarmos a um ponto de inflexão na história do capitalismo,  sem determinismos lineares, mas considerando a contradição entre os limites de possibilidade de expansão e a necessidade sistêmica da manutenção do crescimento. São estas oscilações quantitativas que determinam as mudanças qualitativas.

Harvey propõe uma teoria da transição que considera dialéticamente 7 momentos, fundamentados na análise de Marx sobre a transição do feudalismo para o capitalismo:

1 – as formas tecnológicas e organizacionais de produção, troca e consumo.

2 – a relação com a natureza

3 – as relações sociais entre as pessoas

4 – visões de mundo (ou concepções mentais do mundo) envolvendo o conhecimento, cultura e crenças.

5 – o processo de trabalho e produção de bens específicos, de serviços, de influências.

6 – os arranjos legais, intitucionais e governamentais.

7 – a direção da vida cotidiana que sustenta reprodução social.

A mudança será efetiva se for conjunta em todas estas frentes, que são  relacionadas. Eu acrescentaria, me valendo de Mészaros (O poder da ideologia), que é necessário assegurar continuidade na mudança e mudança na continuidade, além de pensar o imediato, como imediato estratégico, como transformação que não possa ser tomada ou revertida.

Assim, é importante que o FSM não seja um evento auto-contido no seu espaço tempo de realização, que seja avaliado constantemente, pela ressignificação de suas finalidades e objetivos.  Eu penso que um outro mundo é possível, mas estou consciente de que o caminho é importante e que o rumo deve ser continuamente conferido.

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jan 20 2010

Twitter e suas tendências

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 19:00

Hoje, a HubSpot liberou o relatório State of the Twittersphere report, o terceiro neste tema, no qual são apresentadas e discutidas as tendências e características atuais do Twitter.  Uma tendência, em especial, chamou a atenção de diversos pesquisadores e usuários mais antenados: a dimuição no ritmo de crescimento do Twitter.  Embora a adesão de novos usuários continue acontecendo, este crescimento é cada vez mais lento.  Entre novembro de 2008  e março de 2009, o Twitter saltou de aproximadamente 3,5% de crescimento para cerca de 13%. Porém,  quase na mesma proporção, este percentual retornou aos 3,5% em setembro de 2009.

Em termos de características, todavia, os usuários estão mais engajados: em média seguem mais pessoas, são seguidos por mais pessoas e atualizam com mais frequência o seu status. O momento campeão da twittagem acontece nas quintas-feiras, às 22h ;)

A Raquel Recuero fez uma análise destas tendências apontadas pela HubSpot e diz o seguinte:

No início do ano passado, eu e a Gabriela Zago conduzimos um estudo onde observamos que um dos principais usos do Twitter, na época, já era a busca e a reverberação de informações, mais do que a conversação. Recentemente, outros trabalhos também apontaram essa tendência, onde a maioria dos usuários brasileiros usa a ferramenta para informação.

Toda essa apropriação, no entanto, é um reflexo de uma uma pequena esfera de influenciadores: usuários que, apesar de poucos em número, possuem uma capacidade de amplificar as informações muito maior (como é o caso dos jornalistas, por exemplo, que vão trazer para os veículos tradicionais ou online pautas que foram observadas no Twitter). Com isso, o “barulho” produzido pela ferramenta é amplificado, gerando uma percepção maior de impacto, que é desconectada do seu número de usuários.

No meu entender é correta esta avaliação e, arriscando pisar no terreno delicado das profecias, penso que seguirá um certo movimento de altos e baixos no ritmo de crescimento do Twitter, tendendo à diminuição. Isso acontecerá de modo relativo, pois não existe apenas uma rede twitter. Por exemplo: o professorado começou a descobrir o Twitter no ano passado e esta rede tende a ter um ritmo de crescimento mais acelerado nos próximos tempos. Idem para a gurizada dos 12 aos 18 anos. O mesmo, aposto, NÃO vai acontecer para a audiência do BBB, que vai seguir os ‘pseudotwitts’ via página do Big Brother, que aproveitou e particularizou o conceito do Twitter.

Por outro lado, aumentará em todas as redes a tendência de especialização e concentração de usuários dentro do perfil apontado pela Raquel:  ‘os influenciadores’. Nisso, avizinha-se o impasse: quem os influenciadores vão influenciar?

Assim,  sem querer, mas já usando a bola de cristal, penso que o Twitter tende a seguir o caminho dos nichos diversos e bastante auto-referentes e a vitalidade das redes ficará por conta dos flâneurs, na sua versão ‘ciber’, capazes de distribuir estas redes.

Aviso importante: Depois que eu previ a mudança do “o que você está fazendo?” para “o que está acontecendo?” fiquei ousada. Assim, para seguir quem realmente está pesquisando sobre o Twitter, recomendo os artigos da Raquel Recuero.

—-

update 27/01  :) ) a bola de cristal 1 falhou e o BBB está nos Trending Topics do Brasil. #decepção

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jan 20 2010

Teste: bombordo ou estibordo?

Categorias: humorSuzana Gutierrez @ 12:52

Responda sim ou não:

1 – Você diz que odeia política, que todo político é corrupto e não vai dar seu voto para mais ninguém. Porém,… se num segundo turno sobrassem (revividos) Adolf Hitler e Luis Carlos Prestes, você, com algumas reservas, votaria em … Hitler?

2 – Você pensa e expressa que depois da queda do muro de Berlim não há mais esquerda e direita?

3 – Você reclama da Telefônica e dos pedágios, mas  é a favor das privatizações?

4 – Você costuma pensar que a pobreza é um estado que pode ser revertido individualmente e que a maioria dos pobres é pobre porque quer?

5 – Você acredita que o controle da natalidade pode salvar o mundo da miséria?

6 – Você tem certeza que ideologia é uma coisa de esquerda radical (e que radical é algo potencialmente perigoso)?

7 – Quando alguém se diz socialista, você costuma responder:  – não deu certo na URSS e quero ver só quando tomarem a tua casa?

8 – Quando alguém menciona reforma agrária ou discute o direito á propriedade, você fica agressivo e diz: – Te muda para Cuba!

9 – Você prefere a bancada ruralista ao MST?

10 – Antes de dormir, você dá uma espiada em baixo da cama para ver se tem algum comunista escondido?

Resultados:

Se respondeu SIM a maioria das perguntas – você é de direita e deve ter entrado aqui por acaso.

Se respondeu SIM à metade das perguntas (exceto 1, 9 e 10) – você é de direita, mas é limpinho.

Se respondeu SIM a umas 3 perguntas (exceto 1, 9 e 10) – você é de direita, mas tem salvação.

Se respondeu SIM à todas – você deve ser o fantasma de Pinochet

((testezinho feito com base em Direita, eu? e Tudo em Cima.))

trio esperança - Henfil

Sim! sempre, Henfil


* charge copiada de transitivo e direto

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jan 20 2010

informação, comunicação, educação e pesquisa

Categorias: academia, cibercultura, comunicação, educação, informação, livros, mundo, pesquisa, política, ufrgsSuzana Gutierrez @ 11:42

Nos últimos dias tenho lido muito, pensado muito e escrito muito pouco :)   Beirando aquele ponto no qual a quantidade (de informações) acaba alterando a qualidade, aumentando a fragmentação e  desinformando.  Mas, … este blog serve, também, para manter registros e sinalizar por onde andava su nesta semana.

Leituras

Como deve ser a escola que atende aos interesses e ideais da classe trabalhadora do campo e da cidade? Essa é a principal questão colocada no livro “Escola Itinerante – na fronteira de uma nova escola“, de Isabela Camini, publicada pela editora Expressão Popular. in MST.org

Isabela é minha colega na UFRGS, na linha de pesquisa Trabalho, movimentos sociais e educação. O livro pode ser adquirido na Expressão Popular que tem bons preços e os livros (encadernações) são de excelente qualidade. A editora Expressão Popular tem blogue e twitter.

Pesquisadores

O Rogério Christofoletti compilou uma interessante lista dos endereços “Twitter” de diversos pesquisadores na área da comunicação.  Esta semana pretendo tirar um tempo para ir conhecendo os colegas que ainda não conheço.  E já solicito:  coloquem no perfil do twitter o endereço de seus blogues :)Lista de Pesquisadores no Twitter

Haiti

É bom transcender o Jornal Nacional, a Veja, a Zero Hora e toda a nossa midia que está tendo xiliques com o PNDH e ler alguma coisa que não seja espetaculenta, imediatista e incompleta. Recomendo:

Os pecados do Haiti – por Eduardo Galeano para a Agência Carta Maior.

O que você não está ouvindo sobre o Haiti, mas deveria estar – Carl Lindskoog para Operamundi.

EUA ocupam o Haiti – síntese do Dialógico

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jan 16 2010

na beira do mar

Categorias: RS, fotografia, lugares, rastrosSuzana Gutierrez @ 16:56

Todos os anos eu perambulo pela praia capturando imagens. Este ano não é diferente.

guarita 70 capao da canoa

perto do posto 69,9

mar de capão

em 2010 ainda se encontra...

mar do rio grande do sul

mar do rio grande do sul

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jan 15 2010

aprendizagem

Categorias: internet, rastrosSuzana Gutierrez @ 14:22

Esta semana, estou só com os meus pais e tendo o privilégio de acompanhar o início dos dois na rede. Primeiro computador, primeiras navegações depois dos 80 anos. Relembrei como podem ser divertidas, frustrantes, instigantes e desalentadoras estas primeiras experiências.

Minha mãe ainda está olhando só de longe, mas o pai já está navegando pelos sites de notícias, pelos mapas que ele adora e… jogando paciência. Uma das grandes descobertas foi a facilidade de usar o Skype.

Olhem só as caras felizes falando com os amigos de Porto Seguro:

pai e mãe na internet

sempre é tempo de descobertas

diálogos:

Pai (para o meu cunhado): – Tu me vendeu um computador sem mouser…

Primeira busca no Youtube: gremio campeão da america

Primeira tela azul: – Esta coisa está dizendo que eu cometi uma operação ilegal !

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jan 15 2010

pensando na vida

Categorias: doutorado, pesquisa, rastrosSuzana Gutierrez @ 14:13

A vida é uma coisa muito fugidia, um fluxo que escorre pelos dedos, impossível de segurar para aproveitar mais determinados momentos.  O relato da vida é sempre o relato da vida que passou, uma eterna busca do tempo, perdido para alguns, vivido para todos. Um relato impossível, a menos que se conte em vez de viver, que nos tornemos mais atores que autores da própria vida.

Este início de ano está repleto de coisas sobre as quais valeria escrever. Tantos as pequenas coisas do cotidiano, quanto os inúmeros eventos que povoam o nosso espaço mais geral de vida.  Tudo agora tem efeito global e ninguém escapa de experimentar a aceleração que parece envolver tudo.  É um aprendizado interessante lidar com esta aceleração, não se enredar no fluxo constante de informações.  Aprender a buscar e desfrutar de lugares de quietude e reflexão.

Como todos, entrei 2010 preocupada com as mudanças climáticas e com seu efeitos, a natureza cobrando o seu preço pelo descaso e pela ganância das nossas práticas. Comovida com o que vem sendo o destino de um povo tão sofrido e  explorado como o do Haiti. Pessimista com as possibilidades de mudar este mundo, quando vejo a naturalização destas práticas predatórias em nome do lucro e a convicção de grande parte das pessoas de que ’sempre foi assim e sempre assim será’.

Por outro lado, continuo persistente pensando alternativas, as tais brechas que se instalam na contradição que é  a forma das coisas se desenvolverem.  Atenta às bifurcações, como o querido Daniel Bensaïd, que se foi faz uns dias, mas que deixa um legado de luta, de lucidez, de re-encantamento com a erpectiva da emancipação.

Aprendendo e compreendendo com aquilo que emerge na e da pesquisa. Mergulhando mais profundamente na complexidade dos temas do meu doutorado. Fazendo escolhas, sofrendo as muitas dúvidas, procurando caminhos de fazer um trabalho que traga alguma contribuição concreta para o contexto no qual o avanço das TIC encontra a formação e o trabalho de professoras e professores.

Estou reservando tempo para pensar. Enquanto caminho, vou fotografando e pensando, olhando com novas lentes o mundo a minha volta, procurando ver além do que se mostra.  Me aproximo do momento em que escrever será um imperativo.

capão da canoa

lugares de quietude

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jan 08 2010

Google Mobile Search “Near Me”

Categorias: tecnologiaSuzana Gutierrez @ 11:18

search near meInteressante esta busca local lançada pelo Google na versão móvel do seu buscador.  Na prática funciona assim:

1) acesse  http://www.google.com/m/local

2) determine a sua localização

3) use a busca

Muito legal, especialmente, o uso nos dispositivos móveis.

Quem quiser saber mais sobre a novidade, recomendo:

Read Write Web – Brasil

What is near me

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jan 06 2010

A aventura do pudim de natal

Categorias: rastrosSuzana Gutierrez @ 11:05

/say Não é uma resenha sobre o livro de Agatha Christie … É apenas mais uma das minhas histórias.

Não sou conhecida pelas habilidades culinárias, justamente o contrário. Nas festas sempre me mandam fazer algo sem muita chance de erro humano. Porém, nesta virada de ano, dentro daquele clima potencialmente hostil que antecede a festa, quando o stress chega no nível em que as pessoas te olham furiosas a uma mera sugestão, praticamente me atiraram duas latas de leite condensado e, sem nenhum tato, sentenciaram: – Faz um pudim!

As vibrações que cercavam o contexto me aconselharam a não tentar fugir. Fui para o google e pesquisei algumas receitas e descobri, pasmem, que pudim de leite é ≠ de pudim de leite condensado. Munida de algumas ideias e da minha criatividade me dediquei a tarefa. Se eu era obrigada a fazer o pudim, este seria autoral.

Pois deu tudo certo, ficou tri bom, embora tivesse ficado no fogo umas 3 horas, pois alguma coisa não solidificava.  Foi devorado em minutos e eu virei a rainha do pudim.

Mas, para escapar em 2010, voltei a velha forma e ontem, ao tentar cometer um pudim de claras:

- queimei o caramelo

- num acesso criativo, botei limão na receita para não ficar tão doce

- não reparei que havia formigas no açúcar

Pior, … o pudim ficou ótimo, com aparência de sorvete de flocos e gostinho de torta de limão. Ou seja, para a entrada em 2011, certamente terei de providenciar um formigueiro e tentar repetir todos os erros que cometi ontem.

—-

/btw sobre as formigas. Respeitando a ética, informei e solicitei o consentimento esclarecido dos comensais. Depois de um pequeno debate ficou acordado que comê-las seria menos traumático do que por fora o pudim.

/btw2 a prova do crime:

pudim de formigas

o pudim

Receita:

10 claras

20 colheres de açúcar

1 limão

açúcar para caramelar

1 pitada de sal e uma de fermento

umas 20 ou 30 formigas das bem miudinhas

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1  – caramelize a forma de pudim até queimar o caramelo.  Limpe a forma e comece de novo deixando um pouco do caramelo queimado grudado.

2 – Bata as claras em neve. Uma neve meio mole. Vá colocando o açúcar e as formigas batendo sem deixar virar merengue duro demais. Alternativa ecologica (?): substitua as formigas por chocolate granulado.

3 – coloque as pitadas e raspe a casca do limão na massa e misture

4 – Cate as formigas que estiverem nadando

5 – ponha tudo na forma e a forma numa panela com água. Cozinhe neste banho maria até o pudim solidificar.

6 – deixe esfriar e ponha na geladeira. Desenforme gelado.

7 – na craca que ficar na forma, esprema o limão e acrescente um pouquinho de água e leve ao fogo. Quando ficar com cara de calda, deixe esfriar e ponha sobre o pudim.

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